Julgo que consegui que todas as pessoas que nunca andaram de avião na vida se tenham cruzado comigo na vinda para o Porto.
No controlo de segurança, deveria ter umas 10 pessoas à minha frente. Não percebi exactamente porque é que as primeiras cinco demoraram imenso tempo, mas desconfiei que o senhor da prosegur já as estivesse a entrevistar para um eventual emprego. O melhor foram as outras cinco. A primeira achou que poderia levar uma garrafa de água consigo e ao ser confrontada com a realidade dos aeroportos fez um escarcéu. Dizia que nos outros aeroportos, era só beber um bocadinho para provar que aquilo era mesmo água e não havia problema. Nos últimos anos eu passei por muitos aeroportos, mas nunca vi isso em lado nenhum. A senhora depois de muito espernear lá se convenceu que ia beber a água toda - pois não queria deitar fora a garrafa cheia - quando as suas coisas que já tinham passado no túnel de raio-x voltam para trás porque - adivinhem - tinha uma segunda garrafa de água. Neste processo todo em vez de se afastar (ou do segurança pedir-lhe para se desviar) para que as outras pessoas continuassem, não, claro, bloqueou todo a engrenagem. Seguiram-se uns rapazes novos e qual não é a minha surpresa quando o segurança exibe um frasco de gel de banho saído de uma das mochilas... Imaginei que tivesse sido por descuido e consegui ouvir o segurança a dizer que teria de despachar a mala e que poderia voltar ao balcão do check-in. Eu já estava a revirar os olhos e a pensar na minha vida quando vejo novamente o segurança a desencantar uma garrafa de whisky novinha, selada e acabada de comprar! Eu estava incrédula. Os miúdos achavam que coisas compradas no aeroporto poderiam ser levadas, mas só aí se aperceberam que as compras teriam de ser feitas depois do controlo de segurança. O senhor à minha frente não conseguia abrir a sua mala... e eu a pensar que tanto tempo estivemos ali, porque é que ele só se lembrou de tentar abrir a mala com a mala já no tapete. Com isto tudo, eu não apitei, nem ninguém implicou com os meus chumbinhos (Blei giessen).
Isto já teria sido digno de relato, mas sabia eu da segunda parte que me esperava dentro do avião. O lugar que me calhou em sorte era o 11C e lá cheguei eu ao meu lugar e estava ocupado.
Calíope: Desculpe, o meu lugar é o 11C (mostrando o bilhete). Qual é o seu?
Passageiro 1: O meu é o 11C. Deve haver algum engano. (e tira o seu bilhete) Ah! O meu é o 14C... Importa-se de se sentar lá-
Calíope: Não, não há problema nenhum. 14C, não é? (confirmando que não se tratava dos lugares de emergência, segui para o 14C, que - surpreendam-se - estava ocupado).
Calíope: A senhora é o 14C
Passageira 2: I don't speak Portuguese.
Calíope: Are you 14C...
Passageira 2: No, I am 14B
Eu olho para o 14B que também estava ocupado e pergunto: "Esse lugar não é seu...)
Passageira 3: Não, eu era o 12C, mas vim para aqui! (E começou a levantar-se para mudar)
Entretanto o comissário de bordo pigmeu resolveu intervir para perceber o que se passava. Tentei explicar a situação, enquanto lhe pedi que colocasse a minha mochila na bagageira.
Calíope: Não há problema. Pode ficar aí que eu vou para o 12C. (certificando-me antes que o 12C estava vago).
Depois disso e de um atraso de meia hora, conseguimos levantar voo para o Porto, sem mais nenhum episódio digno de registo.
No controlo de segurança, deveria ter umas 10 pessoas à minha frente. Não percebi exactamente porque é que as primeiras cinco demoraram imenso tempo, mas desconfiei que o senhor da prosegur já as estivesse a entrevistar para um eventual emprego. O melhor foram as outras cinco. A primeira achou que poderia levar uma garrafa de água consigo e ao ser confrontada com a realidade dos aeroportos fez um escarcéu. Dizia que nos outros aeroportos, era só beber um bocadinho para provar que aquilo era mesmo água e não havia problema. Nos últimos anos eu passei por muitos aeroportos, mas nunca vi isso em lado nenhum. A senhora depois de muito espernear lá se convenceu que ia beber a água toda - pois não queria deitar fora a garrafa cheia - quando as suas coisas que já tinham passado no túnel de raio-x voltam para trás porque - adivinhem - tinha uma segunda garrafa de água. Neste processo todo em vez de se afastar (ou do segurança pedir-lhe para se desviar) para que as outras pessoas continuassem, não, claro, bloqueou todo a engrenagem. Seguiram-se uns rapazes novos e qual não é a minha surpresa quando o segurança exibe um frasco de gel de banho saído de uma das mochilas... Imaginei que tivesse sido por descuido e consegui ouvir o segurança a dizer que teria de despachar a mala e que poderia voltar ao balcão do check-in. Eu já estava a revirar os olhos e a pensar na minha vida quando vejo novamente o segurança a desencantar uma garrafa de whisky novinha, selada e acabada de comprar! Eu estava incrédula. Os miúdos achavam que coisas compradas no aeroporto poderiam ser levadas, mas só aí se aperceberam que as compras teriam de ser feitas depois do controlo de segurança. O senhor à minha frente não conseguia abrir a sua mala... e eu a pensar que tanto tempo estivemos ali, porque é que ele só se lembrou de tentar abrir a mala com a mala já no tapete. Com isto tudo, eu não apitei, nem ninguém implicou com os meus chumbinhos (Blei giessen).
Isto já teria sido digno de relato, mas sabia eu da segunda parte que me esperava dentro do avião. O lugar que me calhou em sorte era o 11C e lá cheguei eu ao meu lugar e estava ocupado.
Calíope: Desculpe, o meu lugar é o 11C (mostrando o bilhete). Qual é o seu?
Passageiro 1: O meu é o 11C. Deve haver algum engano. (e tira o seu bilhete) Ah! O meu é o 14C... Importa-se de se sentar lá-
Calíope: Não, não há problema nenhum. 14C, não é? (confirmando que não se tratava dos lugares de emergência, segui para o 14C, que - surpreendam-se - estava ocupado).
Calíope: A senhora é o 14C
Passageira 2: I don't speak Portuguese.
Calíope: Are you 14C...
Passageira 2: No, I am 14B
Eu olho para o 14B que também estava ocupado e pergunto: "Esse lugar não é seu...)
Passageira 3: Não, eu era o 12C, mas vim para aqui! (E começou a levantar-se para mudar)
Entretanto o comissário de bordo pigmeu resolveu intervir para perceber o que se passava. Tentei explicar a situação, enquanto lhe pedi que colocasse a minha mochila na bagageira.
Calíope: Não há problema. Pode ficar aí que eu vou para o 12C. (certificando-me antes que o 12C estava vago).
Depois disso e de um atraso de meia hora, conseguimos levantar voo para o Porto, sem mais nenhum episódio digno de registo.
2 comentários:
Ahahahah
Na última ida para Paris tive o mm filme com perfumes nas malas muito bem recheadas de 4 africanos... Nem sei como resolveram a questão...
Ficaram lá retidos, possivelmente!
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