sábado, 16 de dezembro de 2017

Coincidências

Adoro coincidências e teria uma mão cheia de exemplos de coincidências fabulosas que deram origem a histórias engraçadas com que poderia brindar o querido leitor. No entanto, há meses que me ando a convencer que as coincidências não existem e mais ainda: que não querem dizer nada, que não têm significado nenhum, que não há entrelinhas, nem deduções, nem ensinamentos. Limitam-se a ser o que são: coisas que ocorrem em simultâneo sem qualquer consequência, daí decorrente.
Mesmo com este disclaimer todo, não pude deixar de reparar na coincidência de ter voltado a sonhar com LL num dia em que forçosamente me lembro do meu pai. Coincidência tirada a ferros, deve estar a pensar o preocupado leitor, mas já sabemos todos que as linhas de pensamento do cérebro de Maria Calíope são muito tortuosas.
É engraçado que o sonho não diferia muito em substância do outro, entre arrufos e carinhos lá estávamos nós a discutir ou a rebolar num sítio qualquer, que de repente se transformou num café, onde LL resolveu pagar a minha conta. Não sei se conseguiu.
E eu, pelos vistos, não consigo ultrapassar isto.

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