Com o ano prestes a terminar nem podia acreditar que ainda não tinha visto o Woody Allen de 2017. Em Viena só estreia em Janeiro, por isso aproveitei o dia em que começaram os saldos e toda a gente resolveu ir trocar prendas para ir ao cinema.
Desta vez a acção passa-se na costa atlântica da América, mas tem como pano de fundo uma praia e um parque de diversões. O enredo é um pouco rebuscado: a filha perdida volta à casa do pai, que está casado com uma mulher, que por sua vez tem um filho com tendências pirómanas. A mulher infeliz no casamento envolve-se com o nadador-salva-vidas, que se perde de amores pela tal filha perdida, que afinal está a fugir do seu marido mafioso. Agora percebo porque é que o filme se chama roda gigante, roda, roda e não sai do mesmo sítio!
Woody Allen voltou a repetir a dose do Café Society do ano passado e para além de repetir a década de 50, torna a organizar um pseudo-triângulo amoroso entre dois mais-ou-menos membros de uma família e uma terceira pessoa e volta a abusar nuns tons dourados, amarelos, vermelhos no filme inteiro. Se calhar valia a pena mudar-lhe as lentes dos óculos, não sei.
Desta vez a acção passa-se na costa atlântica da América, mas tem como pano de fundo uma praia e um parque de diversões. O enredo é um pouco rebuscado: a filha perdida volta à casa do pai, que está casado com uma mulher, que por sua vez tem um filho com tendências pirómanas. A mulher infeliz no casamento envolve-se com o nadador-salva-vidas, que se perde de amores pela tal filha perdida, que afinal está a fugir do seu marido mafioso. Agora percebo porque é que o filme se chama roda gigante, roda, roda e não sai do mesmo sítio!
Bom, a personagem da mulher (Kate Winslet) é fabulosa: ela é a mulher temperamental, desequilibrada, que sonha com uma vida sentimental mais feliz e consubstancia os seus desejos (ou o seu plano de fuga a uma relação que não a preenche) num relacionamento com um rapaz mais novo. Ela parece meia destrambelhada, mas tanto eu como a minha amiga revimo-nos (pontualmente) na personagem! Ela é sem dúvida a personagem neurótica do Woody Allen do filme.
Também gostei da personagem-narrador do salva-vidas (Justin Timberlake) que intereage com o espectador. De resto, as outras personagens pecam pela falta de densidade... precisavam de mais qualquer coisa e no fim, o final aberto não está com nada.
Como já disse, não gostei particularmente da iluminação do filme, mas em compensação a banda sonora foi fabulosa, ou vá, uma das músicas: o deslumbrante Kiss of Fire. Tirando estes destaques, o filme vale pouco. Não gostei por aí e garanto que para o ano já não me lembro dele.
2 comentários:
(Na sala agora para o ver. Estão umas 10 pessoas na sala. Eu sou seguramente a mais nova! O que diz isto sobre o filme??!?)
E que tal? O que achaste?
Acreditas que quando fui ver o filme, a minha amiga que foi comigo fez precisamente o mesmo comentário? Que estava pouca gente e que eram todos muito mais velhos do que nós.
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