segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Tailândia 3 - Chiang Mai (o trekking)

Não consigo desassociar Chiang Mai do trekking, daí pensar que ia para uma aldeia na selva... bom, não foi bem o caso, como já vimos. Soube deste trekking por uns amigos que mo recomendaram. O Alfa adorou a ideia e eu achei que era uma coisa diferente para mim, sem me preocupar muito em ver em detalhe onde me estava a meter. Fomos dois dias, incluindo a dormida algures no mato. Sabia que ia ter de andar muito, mas achava que ia mentalmente preparada para o percurso... às vezes sou tão naïve. Íamos num grupo de 9 pessoas e mais 2 guias. Fizeram uma ronda aos hotéis para nos apanhar a todos, eu fiquei um pouco preocupada com o andamento da coisa quando dei por mim com o Alfa, um americano, dois alemães gigantes e dois italianos... Eu sou uma pastelona a andar e seria sempre a última, mas só gajos?! A sério? As últimas duas pessoas foram para meu alívio duas senhoras sexagenárias!!! 1º paragem uma queda de água, depois almoço e a seguir é que começou o nosso percurso de 4 ou 5 horas, montanha acima, montanha abaixo.


Digo-vos, caros leitores, ao fim de meia hora eu já estava a morrer. O Alfa já me tinha tirado a minha mochila e um dos guias tinha-me arranjado um cajado. Estava imenso calor e eu era obviamente a cauda do grupo com uma das senhoras, já que a outra andava que se fartava. Eu maldizia a hora em que me meti naquilo, maldizia o Alfa que continuava a andar mil metros à minha frente, estava tão irritada que tenho pouquíssimas fotos do percurso, mas é tudo aquilo que eu não sei apreciar... plantas e árvores e pedras e vistas não sei do quê... olhem, o pior é que aquilo nem era bem selva... pelo menos pinheiros na minha noção leiga de natureza não pertence a selva. Eu já estive em África e vi vegetação mais exuberante. Uma bananeira aqui e ali não qualifica para selva, certo?

Resumindo, nem dava para estar super desiludida porque estava mesmo cansadíssima. Foi sempre ora a subir ora a descer. O Alfa ia-me dando água, mas eu queria era um carro, um táxi, uma mota, qualquer coisa que me transportasse dali para fora. Claro que caí pelo caminho. Já estávamos mesmo na recta final e havia um riacho com uma tábua por cima para a gente atravessar. Eu parei e só me apetecia desatar a chorar, não sei se as minhas pernas estavam mortas ou se tinham ganho vida própria, mas aquilo era demais para mim, tenho a certeza que ia cair à água. Vá lá que o Alfa teve o bom senso de voltar para trás e meter-se no riacho e me dar a mão e eu o atravessar.

Obstáculo ultrapassado e via-se civilização! Eram umas barracas de madeira, mas naquela altura pareceu-me tudo o que eu precisava. Subi para a barraca - era barraca mas tínhamos 2 andares - e peguei numa cerveja. Eu raramente bebo cerveja mas naquele contexto acho que merecia tudo e mais alguma coisa. A parte mais difícil estava feita!


Tínhamos um quarto comum com colchões e mosquiteiros para todos. Uma casa-de-banho com uma sanita + balde de água (autoclismo) e um cano/chuveiro, água quente que é bom, só em sonhos! Eu toda transpirada como estava nunca iria poder/conseguir dormir naquele estado sem banho. Comecei assim a lavar-me à gato, mas depois já ensaboada, pedi ao Alfa que me atirasse um balde de água para cima, porque eu não conseguia! Foi só ridículo, pois entretanto já era de noite e o Alfa estava com uma daquelas lanternas à mineiro (elástico na cabeça) a dar-me banho! Sinceramente, não estive a ver o que os outros andavam a fazer, mas fiquei com a impressão que nós fomos os únicos que tomámos banho...
Enfim, depois do jantar que nos prepararam, tivemos direito a lareira a céu aberta e a lançar lanternas/balões para a estratosfera (adorei!) e assar mashmellows. Não será preciso dizer que caí na cama e dormi até ao dia seguinte.

No dia seguinte, o plano era andarmos mais uma hora ou o que era e depois 4 horas de rafting com elefantes algures. E assim foi. Andámos, andámos, andámos. Não foi a travessia do deserto do dia anterior, mas deu para me cansar. Mas esqueci-me disso quando vi dois elefantes fofinhos, fofinhos a quem pudemos fazer festinhas! Seguimos para o rio. Tínhamos jangadas de bambu e fomos divididos em dois grupos. Nós ficámos com os americanos e um guia. O outro guia ficou com os outros rapazes todos. Eu e as meninas sentámo-nos enquanto o guia, o Alfa e o outro americano tinham de "remar". Aquilo não eram remos, eram bambus gigantes (tal como os da jangada), mas eles lá se orientaram com as instruções do guia. A profundidade não era o problema, o problema eram as pedras/rochas pelo caminho e os rápidos de vez em quando. Eu voltei à minha postura normal de diva, ali sentadita a apanhar sol e a apreciar a paisagem. Gostei imenso! Até identifiquei finalmente a selva!
Foi muito giro e até deu para nadarmos um bocado. Passámos umas 4 horas nisto e a comparar com a caminhada do dia anterior foi mesmo só um pulinho! A parte mais emocionante foi quando fomos contra uma rocha e o Alfa caiu... para cima de mim que com o impacto quase me dobrei em duas com parte da cabeça na água! Foi tudo muito rápido ao ponto dos outros colegas acharem que eu é que tinha escorregado da jangada para a água e que o Alfa me tinha salvado do afogamento certo! Enfim, foi mais o susto do que outra coisa.
O melhor estava para vir depois do almoço! Fomos a um campo/santuário de elefantes. Há muitos lá, onde se tentam salvar elefantes daqueles trabalhos/tarefas turístico-circenses. Nesse campo pudemos dar de comer aos elefantes e dar-lhes banho. Olhem, foi o que gostei mais sem sombra de dúvida! Os elefantes são tão fofos. Se já gostava imenso deles antes, agora ainda mais. Não tive medo nenhum! Já tinha visto elefantes antes (em Jaipur onde fizemos parte dessa corja que explora elefantes andando lá montados neles, em Goa num parque de especiarias, onde fiquei meio assustada de ter um elefante ali ao lado e na Gorongosa em pleno safari - garantindo-nos o guia que se não tivessem sido as árvores, os elefantes nos tinham atacado...) mas estes foram sem dúvida a melhor experiência de todas!
Primeiro demos-lhes bananas, cascas de melancias e de ananás! Eu dei por mim a falar com os elefantes como quem fala com os meus sobrinhos "Come tudo, bebé! Vá, espera, não pode ser tudo de uma vez... Vá, toma! Abre a boca!" e depois fomos com eles para dentro de água. Foi mais para a gente tirar fotos do que para eles efectivamente tomarem banho, mas lá está é todo um novo mundo!



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Tailândia 2 - Banguecoque

Eu já tinha estado em Banguecoque em 2013, para o Macho Alfa era uma première mas foi engraçado irmos parar àquele meio juntos. Primeiro, eu já me lembrava de pouco. Segundo, como tinha companhia e a companhia tinha poder de iniciativa e decisão, eu achei que era gira encostar-me um bocado e intervir apenas em momentos críticos. Que bom que é não ter de escolher tudo e mais alguma coisa a todos os momentos numa viagem. Bem amanhado, acho que consigo resumir Banguecoque em 4 pontos.





Alfaiate: Surpresa? Não, de todo. Já íamos com a ideia de mandar fazer fatos por medida. Já não sei dizer quantos fatos, calças, camisas e até casacos que o Alfa encomendou, porque a coisa descambou por completo. Eu acabei por mandar fazer um também para mim porque também queria o meu nome bordado num blazer! Com esta brincadeira, os dias em Banguecoque foram pontuados com idas ao alfaiate, tirar medidas, fazer provas, etc, etc. O cúmulo foi no último dia, um dos alfaiates ir ao hotel às 22h para experimentarmos os últimos fatos encomendados.


Templos e palácios: Como eu já lá tinha estado, a surpresa não foi nenhuma, no entanto, não costumo ver/ir a templos budistas ou construções asiáticas todos os dias/meses/anos, por isso acho sempre muito interessante ver o nível de pormenor com que as coisas são construídas. A meu ver é uma espécie de gótico exótico-oriental. Fomos ao Palácio Real, ao Wat Poh, ao templo mais antigo de Banguecoque, cujo nome já não me lembro.





Mercados: Se da outra vez eu perdi a cabeça em Chatuchak, desta vez não comprei nem uma linha. Por um lado, poderia trazer metade do mercado para casa, por outro não preciso realmente de nada... e andei neste limbo, pendendo para a segunda parte da equação enquanto o Alfa ia acumulando compras (que precisava mesmo, claro!). A novidade foi irmos a um mercado flutuante. Não fomos ao mais popular de todos, mas descobrimos um outro - também um bocado mais fora da cidade - mas valeu muito a pena. Fartámo-nos de comprar/comer fruta. Passeámos pelos canais e rimo-nos pois daqui a uns tempos vamos a Veneza e já temos termo de comparação!














Massagens: Todos os dias a picar o ponto! Ora massagem tailandesa, massagem aos pés, massagem com óleo, a hora de massagem diária era ponto assente. Também pusemos os pés naqueles tanques com peixinhos que fazem pedicure! Um dia achei que era giro fazer duas horas de massagem e no dia seguinte doía-me tudo.
As massagistas são pequenitas, mas não são brandas. Devem ter uma vida de cão e para aquelas que são só massagistas devem estar a ser constantemente assediadas por homens. O turismo sexual é mais do que muito e visível até para ceguetas como eu. Há mulheres em todo o lado - possivelmente disponíveis para qualquer coisa - é impressionante. Chegámos a ir a Nana Plaza, mas talvez cedo demais, pois ainda não havia muito movimento, mas eu achei aquilo tão triste e a vida daquelas mulheres tão deprimente que não quis lá voltar. (Inicialmente tínhamos pensado ir lá ver um "espectáculo" - para fins sociológicos, obviamente!). Lady-boys também se vêem em todo o lado! O Alfa diz que eu sou a melhor forma contraceptiva que ele lá poderia ter, uma vez que comigo pela mão não havia mais ninguém que se aproximasse. Mas foi cómico uma vez, que eu ia uns passos atrás dele, e vejo uma "mulher" de grande porte a ir na direcção dele e quando reparou em mim na passada dele, fez um ar desiludido e deu meia volta.

Banguecoque não é necessariamente uma cidade bonita, mas vale a pena lá ir.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Tailândia 1

Os queridos leitores tão perspicazes como os que passam por aqui perceberam a milhas que estive de férias na Tailândia na semana passada. O destino Tailândia já tinha estado na calha para os meus anos, mas na altura era época de monções e por isso optámos ir para Cabo Verde. Agora estávamos a pensar voltar a Cabo Verde e de repente para não irmos duas vezes seguidas para Cabo Verde (mesmo sendo outra ilha), resolvemos ir para outro continente! Tudo tratadinho já em Dezembro, a mala feita na véspera e trabalhar até ao último minuto antes de embarcar - e vou poupar-vos a todos os outros problemas paralelos que entretanto surgiram - a partir do momento em que embarcarmos o mood mudou por completo! 10 horas de voo que nem demos conta. Entre vinho branco e gins tónicos, vimos um filme, dois dedos de conversa, dormimos um bocadito e voilá! Estávamos em Banguecoque. Realmente viajar acompanhado faz alguma diferença. Saímos de Viena às 13:30. Chegámos à Tailândia às 5 da manhã. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Post delico-doce-fofo-e-surpreendente pós-viagem

Chegados a Viena foi pegar nas malas e apanhar o comboio para a cidade e para os nossos escritórios (eu achava que já não tinha idade para directas destas). Disse eu para quebrar o silêncio, confortar o cansaço da viagem e sem pensar muito:
MC - Do que é que gostaste mais da viagem?
MA - Hmm?! De viajar contigo...
Isto foi tão inesperado quanto comovente que eu fiquei a olhar para ele com um ar encavacado de quem estava a pensar se eu teria preferido os elefantes ou os tigres.
MC - Oh! Agora não posso dizer que gostei mais de elefantes, não é? Gostei muito de viajar contigo também, mas logo a seguir vieram os elefantes.
E ele riu-se do meu ar desajeitado ou de outra coisa qualquer.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Pedra sobre pedra

As obras lá em casa já começaram. Na verdade, começaram na semana passada - dia 14 - quando eu ainda estava de férias. Hoje fui lá falar com o empreiteiro e acertar mais umas coisas com a arquitecta e não entrei. Fiquei à porta, sabendo que lá dentro sobra pouco mais do que duas paredes. Foi tudo removido, chão, tecto, paredes... Não quis entrar pois imagino que esteja em estado de terreno de guerra e isso angustia-me, especialmente porque sei que o estado anterior - não sendo ao meu gosto - não era mau e estava habitável. Hei-de ver as fotos, quando as coisas estiverem mais compostas. Para já prefiro a ignorância.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Jet lag

Sofro um pouco mais com o jet lag de este para oeste do que o contrário. Na Tailândia, desta vez, só dei pelo desfazamento do tempo por uma ligeira dor de cabeça. De regresso, saí do aeroporto directa para o trabalho. No entanto, tenho estado a reparar que acordo sem esforço nenhum a partir das 6 - o que é óptimo - chato é que a partir das 22h estou mais morta que viva.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

11 horas e uns 15 minutos depois

- não consegui ver um único filme a bordo, pois dormi o tempo quase todo. Em compensação devo ter ouvido o álbum bossa-nova-lounge umas 5 vezes ou mais durante as longas horas de sono.
- chegada a Viena direitinha para o escritório com direito a choque com a realidade daqueles valentes, com problemas para resolver em várias frentes possíveis (trabalho, faculdade, casa, ...) e outras propostas e solicitações que exigem uma resposta e acção imediata da minha parte.

Que bom é voltar a casa!

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Felinos

Deu para aproveitar o último dia ao máximo e ir visitar felinos. Havia bebés de dois meses... 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Teoria da relatividade

Imaginem por onde (e sobretudo o quanto) é que eu andei para ver isto e achar que tinha chegado à civilização...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Banguecoque fora de horas

22h - alfaiate traz fatos para fazer provas no quarto do hotel.
00h35 - massagem de 1h aos pés num local especializado para o efeito 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O maior Buda deitado enquanto jovem


Estes budas transmitem sempre uma imensa tranquilidade, a não ser que se tenha de lutar por um espaço com os outros mil turistas que o rondam para parecer que somos os únicos por ali... 

domingo, 10 de fevereiro de 2019

14 anos de Mergulhos!



Queridos leitores,
este ano a festa é vossa!

Esta taberna onde se ouvem uns queixumes, outras conquistas e mais aquelas histórias do arco da velha também foi construída com as vossas contribuições.
Deixo-vos aqui um dos meus bolos austríacos preferidos, a Malakofftorte, e sirvam-se à vontade, que eu vou comer mas é um rambutão ou uma pitaia ou outra fruta estranha e deliciosa qualquer! 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Desconectada

De repente a perspectiva de estar 10 horas fechada num avião sem acesso a mails, mensagens, telefonemas e outras solicitações parece-me um luxo... 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Pelintra

Fui convidada para um almoço de trabalho na residência do senhor Embaixador. Nunca tinha comido em louça com o brasão das quinas... Foi só por vergonha que não saquei do telemóvel e tirei uma foto para vos mostrar!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Açorda alentejana

Sopa para consolar as minhas angústias várias e aquecer-me a alma.
E este Rancho Fundo serviu-me de mantinha.

Feliz Ano do Porco!

Espero que ainda consiga apanhar as canas dos festejos!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Hoje o meu pai faz anos!

O meu pai faria hoje 78 anos!
78 anos tal como o ano 78... possivelmente um dos melhores anos da vida do meu pai. Foi o ano em que eu nasci e em que o meu pai se tornou pai. Eu não me lembro bem, mas só pode ter sido inesquecível!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

25 páginas

Uma candidatura para mudar de vida.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A dançar é que a gente se entende

Foi preciso Janeiro chegar ao fim para que eu e o Alfa fôssemos dançar.
Não começou nada bem, mas felizmente acabou muito melhor, a fazer figuras, a rodopiar, a rirmos e até a dançar em modo free-style. Eu cantei e tudo e em casa ainda houve tempo para dois copos de vinho!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Azulejos



Passei a manhã nisto!
A minha casa vai ficar tãããooo lindaaaaa!

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A banhos

No fim-de-semana voltámos à Alemanha e voltámos a Erding. Em Julho tínhamos lá estado (eu pela primeira vez) e agora lá fomos nós em plena temporada de Inverno.
Agora que eu já sabia do que a casa gastava, não me importei muito de acordar cedo para ir para lá. Quando lá chegámos, havia filas, mas não a sensação de estarmos no último dia da Expo. Voltámos a ir para a parte para adultos e assim escapar a todas as famílias, crianças e afins que provavelmente também lá estariam. As saunas são mais do que muitas e a dificuldade é conseguir escolher e não stressar entre as mil que estão à disposição. Não faz sentido uma pessoa ir para as termas relaxar e depois andar em contra-relógio de sauna em sauna. Repetimos algumas e descobrimos outras novas. Sem dúvida a mais quente foi a com a infusão de papaia e coco, salvo erro 85ºC. Quando chegámos já só havia lugar ao lado do forno, por isso foi lá que nos sentámos. Podia ser 85ºC mas com sensação de 150ºC no degrau de cima, onde eu estava. Depois disto, fomos passear lá fora. De repente nem parecia que estava só com uma toalha enrolada e chinelos nos pés, com temperaturas negativas e neve à volta. Acho que já sei o segredo daqueles indivíduos que vão nadar para o pólo norte: metem-se numa sauna antes! O Alfa ainda se lançou a um tanque de água gelada (dizendo depois que parecia que os pés lhe explodiam) eu achei que isso já seria demais. Passámos ainda pela sauna celta, a das rosas com peeling de açúcar, uma outra com uma projecção de documentários no tecto. Sozinha fui fazer uma máscara de iogurte, um peeling de sal com manga e na sauna de senhoras serviram-me uma champanhota. (Há uma sauna de homens onde servem cerveja). Foi tão cómico! Imaginem um espaço com umas 15-20 mulheres todas nuas (a sauna), onde aparecem dois tipos, um com flutes de champanhe com um toquezinho de ameixa e o outro a contar anedotas. A par disto os jaccuzzis e as piscinas com jactos e correntezas várias. Eu passei de bom grado a parte dos escorregas e o Alfa também não foi, indo em vez disso para os tanques com altos índices de sal, iodo e não sei mais o quê. Mais uma vez, voltámos para casa já por volta das 23h... (mortos mas 10 anos mais novos).

(Comecei efectivamente a escrever isto de manhã no exame dos meus alunos, só que eles começaram a fazer perguntas e a entregar a prova e já não deu para terminar).

A vida ao contrário

Ontem eu a trabalhar de casa em pijama.
Hoje a escrever posts na faculdade enquanto os meus alunos fazem um exame.

Quem diria que eu até gosto de rotinas...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Home office

Esta semana tive de trabalhar de casa, o que para mim, a pessoa que adora ir para o escritório, é obviamente um pesadelo. Gosto muito de ter a possibilidade de trabalhar em casa, mas por norma só o faço quando estou em Lisboa, em Viena vou sempre para o escritório. Por motivos que agora não interessam, esta semana fomos arredados da nossa sala e com muita contestação à mistura parece que conseguimos uma sala nova... em Fevereiro. Portanto esta semana fico em casa, mas tentei tirar algum dividendo da situação.
Ficar a dormir até às tantas não se proporcionou porque o macho Alfa queria ir mais cedo para o escritório dele e eu - qual fada do lar - achei que era giro tomarmos o pequeno-almoço juntos (coisa que nunca aconteceu em dia de semana, a não ser em férias) e toca de levantar-me mais cedo para fazer um batido de manga e pôr pastéis de nata no forno... (devo gostar imenso do tipo, só pode!) (agora acabei de me aperceber que não bebi café) (ele ontem ainda tentou esticar a corda e sugeriu panquecas... bom, gosto dele qb para um batido de manga, panquecas num dia de semana era um abuso!).
Passei o dia todo de pijama a trabalhar enterrada no sofá. Acho isto deprimente.

Angústias parvas

Desde que comprei a minha casa, ficou óbvio que ia sair da minha actual casal. Bom, na verdade comprei uma casa para poder deixar de pagar renda! No entanto, na minha cabeça, consubstanciou-se outra angústia: avisar o senhorio. Vivo nesta casa há 14 anos, o senhorio tem-me em bastante boa conta - mas porque não teria? Sempre paguei a renda e nunca levantei problemas. Ando há semanas (meses?) a pensar no que lhe dizer, quando lhe dizer, como lhe dizer que me vou embora.

Finalmente hoje ganhei coragem para lhe escrever (bom empurrada pelo facto do prazo de denúncia do contrato estar quase a esgotar-se) e ele respondeu logo, lamentando perder-me enquanto inquilina, mas desejando que as minhas mudanças sejam positivas!

Não sei porque sofro com este tipo de coisa.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Freak show XXXV - Especial Lago Bled

Quando estávamos lá em Bled a dar a volta ao lago, já na parte final passámos por um senhor que tinha umas quantas aguarelas encavalitadas numa rocha para vender. Eu simpatizo por defeito com artistas de rua e costumo comprar quadrinhos / pinturas / representações das cidades por onde vou passando para a minha colecção de arte (ahahahahha!). Já o Macho Alfa tem alguma dificuldade em lidar com o conceito arte, digo eu... Bom estávamos a passar pelo senhor artista e a sua obra e o Alfa continuou a andar no seu passo normal e eu arrastei um pouco o passo, para poder rodar a cabeça e ver as aguarelas expostas. O senhor apercebeu-se do meu movimento e lançou em voz alta "São 4€" e eu muito espantada "4€?!" largo a mão do Alfa e dou um passo atrás.
Lá estive eu a escolher a aguarela que queria. Eram todas iguais diferindo apenas a tonalidade, mas quanto maior é a oferta, maior é a dificuldade de escolha. Pedir a opinião do Alfa não foi propriamente uma ajuda, por isso resolvi pedir a opinião do artista. Decidido o quadro que eu queria, o artista virou-se para mim e perguntou como me chamava. Virou o quadro e escreveu lá o meu nome, de seguida fez o mesmo ao Alfa e eu dei por mim a pensar "Então e se a gente acaba, vou ter que ficar com o nome dele escrito no meu quadro?!" Mas sabia eu lá o que estava para vir. O senhor divertidíssimo connosco estava todo entretido com o meu quadro a pincelar lá mais umas coisas enquanto conversávamos sobre qualquer coisa banal. Ele ria-se todo animado e nós próprios curiosos para ver o que ia sair daqueles borrões todos... Imagine o querido leitor, era uma caricatura nossa! Bom, claro que disse ao senhor que agora já não sabia como pendurar o quadro e ele não foi de modas: "Quando ele (Alfa) for lá a casa, ponha a caricatura para a frente, quando ele for embora, vira. Se ele aparecer e vir a aguarela da cidade, vai perceber que há qualquer coisa errada!". O que a gente se riu! No fim, agradecemos-lhe imenso, pagámos o quadro e demos-lhe uma gorjeta pela amabilidade. Tão cómico!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Último dia de aulas com neve e temperaturas negativas

Nos antigamentes, quando ainda havia estações do ano, era tiro e queda o meu primeiro dia de aulas tanto do semestre de Inverno (1ª semana de Outubro) ou do de Verão (1ª semana de Março) caía neve. Já há anos que isso não acontece, em compensação hoje foi o último dia numa das faculdades e não caiu neve como as temperaturas.

Aula das 8:00 - Não fui e a essa hora estava a convencer-me a sair da cama. Ninguém se inscreveu para o exame, logo não me senti na obrigação de me levantar às 6:20 para ficar a olhar para o boneco.

Aula das 9:30 - Eu a caminho da Universidade e recebo um mail do porteiro (!) a dizer que duas alminhas andavam à minha procura para a aula das 8. Ele não disse quem eram e eu não faço ideia quem poderia ser. Acho um piadão a estes miúdos que não põem os pés na aula o semestre inteiro e quando não há, resolvem dar o ar da sua graça.
Na aula propriamente das 9:30, despachei as avaliações, despedi-me dos alunos e eles... mantiveram-se sentados. Eu fiz mais um bocadinho de conversa, voltei a despedir-me deles e eles não se levantavam. Ficámos a conversar mais um bocadinho e outro e outro. Fiquei mesmo com a ideia que os miúdos não queriam ir embora. No fim vieram agradecer-me as aulas (!) e por os corrigir (!) e pelo meu humor (!). Um dos alunos perguntou se eu não me importava que ele me acompanhasse (!) enquanto eu ia à procura do porteiro!!! Estes miúdos...

Aula das 11:00 - Ninguém apareceu.

Aula das 12:30 - Avaliações, discussão das notas e adeus e até ao próximo semestre.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Só se estraga uma casa

Uma das coisas mais fixes do macho Alfa é que ele gosta de viajar tanto ou mais do que eu e é daquelas pessoas activas, com iniciativa, que tem ideias, que marca coisas... tipo... eu! Não interessa bem para onde, mas a gente vai. E, na verdade, ao contrário das minhas perspectivas mais negativas*, tem corrido bastante bem. Ele organiza umas coisas, eu organizo outras e as coisas compõem-se. Estranhamente é tudo muito simples. Com um fim-de-semana à vista e umas férias intercontinentais ao dobrar da esquina, fizemos a proeza de marcar duas viagens curtas em menos de 24 horas. A última das quais, em pleno horário laboral, no seguimento de uma mensagem casual.

MC - Estou a tentar motivar-me (com screenshot de um voo barato).
MA - Não é nada mau...
MC - Só há 3 lugares.
MA - Dá-me 10 minutos.
MC - Ok, não era pressão... mas diz que só há 3 lugares.

MA - Já vi. Giro, não é?
MC - Marco?
MA - Sim.
MC - Que voo preferes para a ida?
MA - O último.
...
MC - Já está. Pronto agora vou trabalhar mais motivada. Beijinhos!

*Eu achava que a nossa relação não ia sobreviver ao primeiro fim-de-semana em conjunto (Bratislava), que íamos arrancar olhos noutro em Erding, que em Palma é que não ia funcionar mesmo, 12 dias em Cabo Verde?! Tanto tempo em conjunto?! Só à chapada...
Pronto, agora já acho que pode resultar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Equilíbrio

Durante anos a minha vida amorosa foi um turbilhão onde eu não tinha mão e onde algumas vezes perdi o pé. No resto mantinha alguma serenidade ou pelo menos constância q.b.
De repente, quando a minha vida amorosa se estabilizou (e o meu coração ganhou um ritmo compassado), todas as minhas outras certezas começaram a titubiar. Há muita coisa a acontecer. Há muitas perspectivas de mudança. Há muitas incertezas. Há muitas novidades. E eu claro, cheia de medo, de não conseguir ou saber gerir bem as coisas e tomar as decisões correctas.

Uma pessoa disse-me hoje, há muitas coisas boas a acontecerem-te porque tu não ficas no canto a chorar, quando as coisas não te correm bem, tu vais à procura de alternativas, não ficas parada, por isso é que as oportunidades te aparecem. Acho que sim. Espero que sim. A ver vamos. 

domingo, 20 de janeiro de 2019

404º momento cultural - Roma

Vi e ouvi várias críticas bastante positivas a este filme e como já não ia ao cinema há tanto tempo, resolvi que seria uma boa forma de inaugurar o meu ano cinéfilo.
A história centra-se numa empregada de uma família algures no México. Empregada nativa, família (de origem) europeia. Se fosse em África era uma reprodução do modelo colonial, na América Latina não sei se se pode dizer o mesmo... julgo que sim. Todas as pessoas com ar mais indígena eram personagens menores. As famílias-bem vinham todas da Velha Europa, fumavam e bebiam... Adiante, a história anda à volta da vida de Cleo, a tal empregada, que não tem nada de verdadeiramente extraordinária. No entanto, é uma pessoa querida e dedicada, de bom fundo, que é impossível não se ficar enternecido por ela. Tal como na vida real, a vida de Cleo não tudo aquilo com que ela sonhou, antes pelo contrário, prega-lhe uma série de surpresas com as quais ela terá de lidar. Mas as coisas acontecem porque têm de acontecer, mesmo as mais tristes... e aceitar as coisas como são é meio passo para vidas mais bem vividas.
O filme é longo e a preto e branco. Eu gostei, mas a amiga com quem fui achou que foi o pior filme de todos os tempos.

Esta talvez seja uma das imagens mais bonitas e mais poderosas do filme.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Momentos culturais - update (401º - 403º)

Nem quero acreditar que o último momento cultural que aqui descrevi data de SETEMBRO... e pergunta o querido leitor se Maria Calíope nunca mais foi ver nada em quase 3 meses. Foi, claro que foi, mas deixou para relatar depois e depois nunca chegou. Rapidamente e do que me lembro... (a ordem é semi aleatória)

401º - Carnage - ou em alemão Gott des Gemetzels - já tinha visto a peça em Lisboa e o filme no cinema, uns dias antes comecei a ver o filme em casa com o Alfa. Eu adormeci, mas acho que ele gostou. Fomos ver a peça aqui ao teatro e eu achei curiosa tanto as coisas em comum com as outras encenações (filme incluído) como as diferenças. Não estava à espera que mantivessem os nomes em francês, nem que um dos convivas se despisse em palco! Gostei de voltar ao teatro e ainda mais de o Alfa ter gostado. Depois lembro-me que houve fondue suíço em casa.

402º - Womit haben wir das verdiennt - Fui ao cinema e sozinha, coisa que acho que não tinha acontecido durante o ano inteiro. Consegui o último lugar da sala! Era sem dúvida o meu dia de sorte. O filme trata de uma família austríaca patchwork cuja filha einfach so resolve converter-se ao islamismo. O filme acaba por ser bastante divertido, apesar de colocar dedos em várias feridas.

403º Hänsel und Gretel - ou a Casinha de Chocolate em português - fui a uma ópera para crianças. Uma amiga minha interpretava uma das personagens e convidou-me a ir vê-la. Não sendo eu especialista em ópera fiquei maravilhada ao praticamente não reconhecer a minha amiga em palco. De resto foi giro, mas não é a minha praia.

Assim de repente não me lembro de ter ido a mais lado nenhum no ano passado.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Galardão

Que fantástico é descobrir que uma pessoa com quem saíram ganhou um prémio de grande prestígio nacional (e internacional). Na altura, não me tinha apercebido do peso-pesado que era e sinceramente irritou-me muito o facto de nunca ter tempo. Agora percebi que a prioridade era outra! Obviamente não hesitei em lhe dar os parabéns e cravar um outro almoço! Na verdade, é um orgulho conhecer pessoas assim tão apaixonadas pelo que fazem e vê-las serem reconhecidas por isso.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Memória

Há dias inesquecíveis... e 16 de Janeiro passou a ser um deles.
Foi há dois anos, mas parece que foi ontem.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Parque Nacional Triglav

Se eu já estava maravilhada com o dia em Bled, sabia lá o que me reservava Triglav... Depois de acordar a horas indecentes (6:30 a um domingo não é simpático) e engolir um pequeno almoço que poderia demorar horas em 15 ou 20 minutos (eu demoro a comer, então em modo pequeno-almoço-de-hotel gosto de reservar uma boa hora para desfrutar e degustar a refeição), lá nos vieram buscar para o tour que eu tinha marcado. Curioso foi o facto de os outros participantes - um casal inglês - também ter estado no dia anterior no restaurante do castelo e nos ter reconhecido.

Descobri e marquei a excursão umas horas (!) antes de ter partido para a Eslovénia. Como disse antes, queria porque queria que o fim-de-semana fosse mesmo tchan! e tinha descoberto umas cataratas geladas que poderíamos ir visitar (coisa que eu nunca tinha visto), daí a marcar um tour a um parque natural com montanhas de mais de 2000 metros, lagos gelados, riachos/ribeiros de águas vivas foi um pulinho... (Imagine o querido leitor que até estou a considerar comprar umas botas para trekking).
Uma das primeiras paragens foram as tais cataratas geladas, Pericnik de seu nome. Que coisa bonita, querido leitor! É impressionante! Já vi muitas quedas de água, mas aquilo tudo gelado tem um outro impacto... e nós fomos até lá acima! São cenários destes que me convencem que talvez ande a ser injusta com a natureza, preterindo-a a zonas urbanas.










Seguimos viagem e literalmente entre montes e vales, passando por pistas de esqui lá fomos parar a Itália (!) a uma zona perto de Tarviso, onde há um lago gigante completamente gelado, Lago de Predil. Eu nunca tinha visto um lago gelado (acho eu), muito menos andado lá em cima... O medo daquilo se partir e a gente cair na água gelada passa ao fim de cinco minutos. Tenho de salientar mais uma vez a sorte que tivemos com o tempo. Estava um sol radiante e um céu azul e limpo, ou seja, luz de cima e luz de baixo a reflectir no gelo/neve. Já só pela manhã já tinha valido a pena o investimento no tour. Eu estava a adorar e o Alfa também!








Estamos aqui com este ar de chouriços porque estamos devidamente equipados com fatos de esqui!!!






De regresso à Eslovénia fomos almoçar todos juntos e ficámos a saber que o outro casal estava a visitar a região para preparar o seu casamento. 

Comemos muito bem e continuámos o nosso passeio por montes e vales, cujo nome eu não consegui decorar e lá chegámos ao highlight da viagem... 

Bom, não tenho a certeza se foi mesmo o highlight porque eu gostei mesmo muito das cataratas, mas a Garganta de Soca (lê-se Sótcha) tinha os seus argumentos: que coisa bonita-oh-meu-deus! Aguinha azulinha turquesa-à-las-Caraíbas que à altura de não sei quantos metros dá para ver os peixes a nadar. Aquela correntezinha de água - onde normalmente no Verão se nada e anda de caiaque - é simultaneamente tão delicado e enternecedor. O que eu não sabia era que o Alfa queria ir andar de caiaque no Soca no ano passado (e não sei porque é que não foi) e adorou ver que o sítio ainda é mais fixe do que ele achava!
O resto do tour eu já achei meio desnecessário, fomos até ao (quase) topo de uma das montanhas, depois ainda passámos por outro lago, seguindo de volta para Bled.


Resumindo, passei a adorar a Eslovénia! A minha prenda de anos foi um mega-sucesso e superou (digo eu feliz da vida) a surpresa que o Alfa me fez nos meus anos... nem que seja porque me surpreendeu até a mim! :D

Portanto como só volta a haver aniversários daqui a 10 meses, vamos tratar de organizar outras tantas escapadinhas pelo caminho... bom, ideias não nos faltam!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Lago Bled



O Macho Alfa fez anos na semana passada e eu já em Novembro estava convencida que tinha de lhe dar uma prenda do outro mundo - ou vá, melhor do que a minha! Andei a investigar mundos e fundos para decidir 1) para onde ir, 2) o que fazer.









Depois de muitas diligências, já estava assente na minha cabeça que iríamos para qualquer sítio com montanhas por perto para poder fazer qualquer desporto de Inverno - se houvesse neve - o meu problema era e se não houvesse, o que fazer? Termas seria uma opção sempre válida, mas aí a prenda seria muito parecida com a minha, mas por outro lado, equipa que ganha não se mexe.



A ideia de irmos para a Eslovénia não foi das primeiras, mas depois de ver algumas fotos do lago, achei que poderia ser mais engraçado do que ir para a Alemanha ou ficar na Áustria (sendo a distância praticamente a mesma). Lá tratei de reservar as coisas, mas o plano ainda estava meio esfumado na minha cabeça - ou melhor - são os meus planos típicos: alojamento marcado, depois quando lá chegar decido o que me apetece fazer, tendo já uma ou outra carta na manga. No entanto, nem nos meus mais wild dreams eu teria imaginado a sorte que foi termos ido para Bled. Foi tudo muito mais do que aquilo que eu tinha planeado! Tive uma sorte descomunal, tirei centenas de fotos e claro que tenho de partilhar com o meu querido leitor :) Daí ter decidido fazer vários posts acerca do fim-de-semana.
Na sexta, chegámos já tarde, por isso não deu para nada. Já o sábado não parámos! Depois daqueles pequenos-almoços fabulosos de hotel com direito a tudo, lá fomos passear e efectivamente ver o Lago Bled. Estava friozinho (0º ou 1ºC) mas um sol maravilhoso com céu azul e tudo. O lago tem uma ilha no meio com uma igreja, só acessível de barco. O Alfa tratou de alugar um barco a remos e lá fomos nós para a ilha.

O passeio de barco foi mais engraçado do que a ilha em si, mas a vista para a cidade é bem bonita, com montanhas (os Alpes Julianos?) como pano de fundo. Voltámos à costa e continuámos a contornar o lago... isto agora parece coisa pouca (e na verdade são só 6km) mas passámos parte do dia nisto, com milhentas paragens pelo meio por isto ou por aquilo.





A última no Park Hotel onde se come o bolo de Bled original, um bolo de massa baixa com imenso creme e depois uma camada de mil-folhas por cima. Eu gostei imenso do bolo e depois de um pôr-do-sol que não se viu bem, mas que projectou umas luzes maravilhosas para o lago... Deve ser pontaria, mas temos apanhado pores-do-sol fabulosos já em muitas latitudes!



Depois de irmos ao hotel tomar banho e mudar de roupa seguimos para o castelo, onde eu tinha marcado um jantar de degustação... O Alfa achou que era giro irmos a pé para o castelo, segundo o google só seriam 15 minutos (de carro eram 3!). 15 minutos no google para as minhas pernas dão uns 20-25 e lá não dizia que era sempre a subir ora com rampas em terra batida e pedrinhas ou degraus... Só me apetecia bater no Alfa... 



Quando chegámos lá acima, estávamos - surpreendam-se - todos transpirados, eu com a deitar os bofes pela boca e o Alfa com a camisa cinzenta toda manchada de suor (!), o que é um óptimo ar para aparecer em qualquer sítio assim de categoria... Enfim. 








O jantar foi muito simpático e ficámos com uma mesa com vista para o lago. De qualquer modo e apesar de estar tudo muito bom, não houve nada assim para lá de espectacular que justificasse o preço que paguei, mas, pronto ficou a experiência e a vista fantástica!

A ver se amanhã conto o que se passou no domingo!
















domingo, 13 de janeiro de 2019

E se eu achava que ontem tinha os astros alinhados...

o que dizer de hoje?!


Parque Nacional de Triglav, Eslovénia

sábado, 12 de janeiro de 2019

Surpresa!

Os astros alinharam-se comigo e deu nisto!

Lago Bled, Eslovénia

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Trocas e baldrocas

Ando a vender cenas da minha casa e um dos clientes desta semana foi o director de um Instituto Cultural que é amigo de uma amiga minha. Conversa vai, conversa vem, apercebemo-nos que ele é o ex-marido da actual mulher de um dos professores que faziam parte do júri quando eu me propus a fazer o doutoramento, mas que faltou à dita comissão (por esquecimento? porque no dia anterior tinha vindo de Martinique?). Como se isto não fosse suficiente, o tal director vivia antes no meu prédio actual... No fim de contas, depois de levar a mesa, disse-nos que era giro organizarmos um serão português!

Welcome to my life!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Já ganhou!

Como já disse ali abaixo, o macho Alfa faz anos hoje e eu recebi a seguinte mensagem da minha tia:

"Fui a casa da tua mãe para perguntar o nome do moço, que já não sei. Mas não faz mal! Parabéns! Beijinhos!"


O macho Alfa faz anos

mas quem recebeu prendinhas no correio fui eu!

Uma mochila Deuter Speed Lite 24 supostamente para fazer actividades desportivas na natureza (Maria Calíope, quem és tu?!!!)

E o livro Black Atlantic de Paul Gilroy.



Para não ficarem a pensar coisas, fui eu que encomendei e paguei tudo :)

Ventos de mudança

E uma pessoa acorda com a impressão de que a vida vai deixar de ser aquilo que sempre foi (mais de 10 anos é praticamente uma vida). 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Mimo

Uma das minhas alunas trouxe-me vanillagipfel, que são só as melhores bolachas austríacas de sempre.

Taxa de esforço

A quantidade do esforço que é usado/gasto/investido em determinado objectivo é proporcional ao valor que se dá ao objectivo em si. Objectivos que se conseguem por dá cá aquela palha valem peanuts. Até podem ser bastante significativos, mas a sua avaliação sobe se tiver custado a lá chegar. De bandeja não tem piada, perde a graça. Muitas vezes ao facilitar a vida dos outros, acabamos por lhes retirar a taxa de esforço, inadvertidamente a fazer perder o interesse e consequente a baixar o valor do objectivo. 

Chato (e altamente improdutivo) é quando o objectivo somos nós.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Fila

Maria Calíope em crise existencial a debitar as suas misérias a uma amiga.

MC: blablablablabla
A: Olha lá, quando vocês (eu e o Alfa) acabarem, tu dá-me o telefone dele!
MC: ahahahahha! Dou, claro!
A: Esse tipo tem uma cabeça super saudável.
MC: É... deve ser... mas deixa-me dizer que não és a primeira da fila.
A: Não?
MC: Tenho uma outra amiga que já se candidatou a ficar com ele, mas deixa lá tu és mais nova, portanto és capaz de ganhar uns pontos por isso!
A: Ah pronto... é sempre uma mais-valia!

sábado, 5 de janeiro de 2019

Sopeira dixit* (2)

 Das duas uma, ou arranja-se desculpas, ou arranja-se maneira!


(isto é a versão televisiva do "when there is a will there is a way", não é?)






* ou o que eu aprendo a ver reality shows

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Propósitos para 2019

Como o atento leitor se apercebeu ao longo deste ano e eu própria deixei escapar num dos últimos posts, 2018 foi um ano que ultrapassou todas as minhas expectativas. Aconteceram-me tantas coisas boas, consegui chegar a tantas metas que perseguia há tanto tempo que nem sei bem o que me propor para 2019. Manter e melhorar tudo o que consegui em 2018 seria já um grande princípio!

Os clássicos:

- Saúde: não tem nada que saber, é manter-se toda a gente que me é próxima rija como pêros e ficamos todos contentes. Eles saudáveis e eu descansada. A minha mãe, os meus sobrinhos, a minha tia, a minha irmã e o Macho-Alfa e respectiva família. De mim e das minhas costas vou tratando eu.

- Trabalho: Apesar de fazer hoje 14 anos que trabalho numa das minhas entidades empregadoras e na outra já ter passado da dúzia de anos, a instabilidade é uma realidade que me é muito presente. Já convivo bem com a situação e não me torturo com "e se", mas ter mais regalias  (ou dinheiro!) não seria nada mal pensado. Em compensação proponho-me a ser mais dedicada!

Os especiais:

- Macho Alfa: O macho Alfa apareceu-me numa pista de dança da vida e parece que estamos juntos há anos (ele tem a mesma impressão, não é alucinação minha). No entanto, 2019 vai ser um ano especialmente complicado para nós - por isso vai ser preciso muita paciência, muita generosidade e muita vontade de sermos dois a remar para o mesmo lado. Tomara que resulte, pois eu estou disposta a cumprir a minha parte.

- Movimento: Continuar as aulas de BBP, de dança e retomar a natação (o ano todo!). Inventar mais viagens Erasmus, participar em algumas conferências ou projectos giros. Passar mais fins-de-semanas, mini-férias e férias que me abstraiam da rotina, seja um dia de termas a 60 kms ou duas semanas do outro lado do mundo.

As novidades:

- Casa: Vou mudar de casa ao fim de quase 15 anos. As mudanças costumam ser-me positivas por isso tendo a temê-las cada vez menos. Esta vai ser uma mudança desejada e está a ser preparada com bastante minúcia por isso há-de ser mais um degrau a subir! E sim, vou viver num andar mais alto, por isso não tenho desculpas para não ter pernas de sonho!

- Estudos: Ainda ando a pensar nisto. Voltar a estudar ou não voltar a estudar? Há meses que não consigo dizer que sim, mas que não consigo igualmente abandonar a ideia. Sou uma croma, sempre fui e por isso quero voltar a debruçar-me sobre qualquer coisa tendo um objectivo em vista, mas voltar àquele registo de leituras e artigos e fotocópias e procurar fontes e o desespero de não encontrar/não ter lido/não conhecer x, y e z. O plano B de voltar a ter aulas de alemão é sempre um boa alternativa.


Se calhar há mais coisas que agora não me estão a ocorrer, mas se for algo mesmo fundamental hei-de acrescentar uma adenda.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Novo ano, novo cheiro ou 16 anos em Viena

Ainda há pouco mais de um mês tive uma epifania olfativa que me fez eleger o substituto do meu muito saudoso Sensi, mas há umas duas semanas tive outro deleite para o meu nariz. Uma vez que não faz sentido ter epifanias semana sim, semana não, andei a investigar e a fazer experiências ao longo de duas ou três semanas e hoje, em Frankfurt, senti-me com sorte para tomar a decisão final. Sim, este é que é o verdadeiro substituto do Sensi: eis o Cinema de YSL! É aquele aveludado que aquece, que enternece e que conforta num dia frio. É aquele cheiro que nos transporta para um mundo exótico e misterioso. É aquela nota que nos alegra e adoça o dia. Não poderia pedir mais para o dia em que celebro 16 anos de ter apanhado um avião que me mudou a vida! (Sim, a minha vida dava um filme... possivelmente daqueles de Bollywood onde se canta e dança de 5 em 5 minutos!).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O meu futuro está aqui!


2019 vai ser assim para mim. O querido, hábil e perspicaz leitor quererá fazer o favor de ajudar Maria Calíope a interpretar o seu próprio futuro? 

Já conhecemos o jogo desde o ano passado, certo? E nem sequer o título do post foi original.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Ano Novo, vida nova


Estar a ver televisão com um cão aos pés... que segundo consta, não é um cão qualquer, é a mais linda de todas, quem quer que elas sejam!



Os meus pés não se vêem, mas estão ali por baixo...

A pergunta que se impõe é mesmo: o que é que se seguirá?

Feliz ano novo, queridos leitores!





Que 2019 vos traga muitas razões para sorrir e celebrar e muita paciência para continuarem a acompanhar as tropelias de Maria Calíope!