sábado, 27 de outubro de 2018

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Pés no chão (192)

E para ilustrar o último dia em que eu tenho 30 e qualquer coisa anos, nada melhor que os meus pezitos na 5th Avenue! A própria!

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Pés no chão (191)

Eu bem tinha anunciado que Outubro ia trazer coisas surpreendentes... e cá estão eles de novo, os meus pés num chão qualquer do mundo! E vamos retomar essa bela secção com esta alcatifa medonha da Catedral de St. James de Nova Iorque. Onde é que isso já lá vai... mas vamos lá tirar a barriga da miséria!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Se calhar isto diz mais do que parece

A máquina de café da cozinha correspondente ao meu escritório está avariada. Ontem reparei que a da cozinha à frente também. Peguei na minha caneca e fui ao andar de cima. Não funcionava. Chamei o elevador e fui para o andar de eventos. A máquina tinha uma indicação qualquer, mas ao carregar no botão do café com leite, ela lá me deu o que eu queria. Voltei ao meu escritório com o meu café. Ao pô-lo à boca o leite estava azedo. Voltei à cozinha de partida e despejei o café no lava-louças. Liguei à minha colega de outro andar a saber se na cozinha dela a máquina de café estava funcional. Estava. À quinta tentativa consegui.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Vão-se os anéis, ficam os dedos

Sempre ouvi dizer isto lá em casa e sempre imaginei os anéis da minha mãe a fugirem-lhe dos dedos. (O que nunca aconteceu e lá se mantêm eles!).
Aqui também estamos em modo de definição de prioridades... e possivelmente os anéis ir-se-ão.

domingo, 21 de outubro de 2018

Mala pronta

(assim de repente não me ocorre ter feito uma mala com tanta antecedência)

sábado, 20 de outubro de 2018

A chave ou o dinheiro?

Eu escolhi as chaves!
Um molho delas!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Depois da assinatura

- Ai desculpe, mas não sabia que iam voltar e tirei os copos... Quer outro copo de água?
- Sim, não faz mal, sim, sim, quero... mas pode ser um copo pequeno!
- Ou prefere uma aguardente?
- Ahahaha! Se calhar precisava, mas então era
grande!

Num piscar de olhos tinha dois copos de shot com uma bebida não identificada à minha frente.

- Eu estava a brincar. Queria só água mesmo!
- Mas beba. É vodka pura! Vai fazer-lhe bem.

E eu como sou bem mandadinha, bebi tudo, de um trago só!

- Tchim-tchim!

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A viagem do elefante

O querido leitor conhecerá com certeza a história do elefante Salomão que veio de Lisboa para Viena, que Saramago relata numa das suas obras. Hoje houve uma homenagem a Saramago por estas bandas e essa obra foi obviamente contemplada. Eu também vim de Lisboa para Viena e precisamente hoje, 18.10.2018, resolvi que ia assentar arraiais por cá.
O meu pai ia ficar tão, mas tão contente! :)

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Post-doc

Quando voltei de Cracóvia, vinha a considerar seriamente um pós-doutoramento. Não é uma ideia nova, na verdade, mas agora, ao contrário das outras vezes, o objecto de estudo interessa-me mais do que o título académico. Nos últimos meses vários amigos/colegas mo recomendaram e eu só me lembrava que no dia da defesa do meu doutoramento disse a mim própria que não voltaria a meter-me noutra! Com a história da procura da casa, acabei por deixar o assunto em águas de bacalhau até ontem: abriu uma vaga. Preencho os requisitos, mas há uma série de pedras no sapato que não sei até que ponto poderia aguentar. Por um lado acho uma coincidência descomunal, por outro não sei se não me estarei a enfiar num buraco sem fundo. Para variar, não sei o que fazer.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Póquer capado

O ponto alto do dia laboral de hoje, que me arrancou uma valente gargalhada. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A regra dos 50%

Macho Alfa: Ah e tal não gosto de sopas cremosas... Lá em casa comíamos daquelas sopas líquidas com legumes e assim...

Maria Calíope: Eu não gosto de aguinhas calientes com cenas a boiar. Aqui em casa a sopa é sempre passada.

Ontem o pequeno Alfa adoeceu - achando-se moribundo - Maria Calíope, essa fada do lar, fez caldinho com duplings de semolina (ok, ok, era de pacote) e um creme de cogumelos para os 50% mais fixes cá de casa! 

Mafiosa

Uma pessoa vai ao banco levantar um montante... do seu dinheiro que está na sua conta... e sente-se quase uma criminosa face aos olhares, às perguntas e aos comentários que os empregados lhe fazem.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Update do post anterior



Ninguém me perguntou, mas não quero que vos falte nada. 

O vinho era este e bem bom! Foi a segunda vez que esta garrafa me foi oferecida!
O fondue veio directamente da Suíça. 
E a baguette foi comprada num dos poucos (único?) supermercado aberto depois das 21h em Viena - eu pelo menos não fazia ideia que seria possívelcomprar pão a horas indecentes.


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Surpresa!



Fondue

Baguette

Vinho tinto




E eu só estava à espera de 10 minutos de conversa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Não tenho alunos, tenho fãs!

Ao terminar uma aula, reparei que todas as alunas tinham um top/ blusa / camisa / t-shirt / camisola preta... e eu também!

- Pronto meninas, façam então o exercício 3 e leiam o texto sobre os tipos de gramática como TPC... se tiverem tempo vejam também o texto xyz. Ah! Na próxima terça eu mando-vos um mail sobre o dress code da próxima aula!

- Aahhahahhahahahahaah!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Que estranho!

Parece que não tenho nada para dizer.

domingo, 7 de outubro de 2018

Faltam 20 dias...

(Sim... eu estou em contagem decrescente desde 27 de Setembro.)

Hoje numa conversa casual com o Alfa, o tema "prenda de anos" surgiu assim inesperadamente da parte dele e eu fiquei perplexa com as ideias que lhe passaram pela cabeça, mas ao mesmo tempo enternecida por estar a pensar nisso.

Bom, para facilitar a vida aos dois, fiquei de lhe dar algumas dicas de cenas que eu realmente queria... mas assim de repente não preciso de nada, não tenho nada de especial debaixo de olho e não me sinto à vontade para lhe pedir cenas que eu compraria para mim como jóias ou obras de arte. Portanto, querido leitor, quer fazer o obséquio de me ajudar?

sábado, 6 de outubro de 2018

Pista de dança mental

Fui sair com uma amiga minha, dois dedos de conversa, dois copos de vinho, uma série de petiscos e a seguir cinema. Fomos a um dos melhores sítios de Viena para comer humus, o Fiorentin 1090, que para além do humus tem muito por onde escolher. Apesar do nome a puxar para a renascença italiana, o sítio tem uma decoração eclética que combina mesas e cadeiras tipicamente vienenses e candeeiros marroquinos. Nós sempre que vamos ao cinema passamos por lá - antes ou depois. Ontem para além de tudo aquilo que já lá esperava (a comida, a bebida, a decoração) ainda tive direito a uma selecção musical que me transportou directamente para uma qualquer pista de dança lá para os finais do século. Coisas fantásticas que eu adorava dançar e que cairam nas teias do esquecimento da minha memória... só para terem uma ideia do que falo ouçam este Hotel, What's Luv? e por aí fora!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

República


Depois de uma monarquia senhorial, apertada e despesista, vamos ter independência com direito a uma república. Ando a braços com a constituição (e para não variar as mudanças causam-me sempre muitas dúvidas).

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

The lion's share


É mais ou menos isto.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Regresso às aulas

Pergunto sempre todos os anos a todos os alunos porque é que querem aprender português. Ontem obtive a melhor resposta de sempre:

- A minha namorada é galega e eu acho que o português é parecido...

Portanto, dá imenso jeito saber português para ouvir e sobretudo entender só aquilo que dá jeito!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Oh eu na tv

Uma pessoa vai à televisão pública a achar que vai ser entrevistada pelo Goucha austríaco... sai-lhe na rifa um Praça Pública ou coisa do género e a pergunta que lhe é feita a abrir é sobre a crise em Portugal...

Engasguei-me claro, mas depois até correu bem. Acho eu. Que só lá estive ao vivo (!). Ainda não ganhei coragem para me ver do lado de fora. Mas diz quem viu que eu estive muito bem, não envergonhei ninguém e acima de tudo gira e elegante. Quem me conhece melhor acrescentou que se via que eu estava nervosa - no início - e que na vida real sou bem mais cool que na tv.

Eu não disse ontem que Outubro me reservava coisas inesperadas? Pois!
O meu pai teria gostado tanto de me ver e tenho a certeza que teria achado que eu era a melhor de todas as convidadas de todos os programas de tv, claro! :)

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Bem-vindo sejas, Outubro!

Há largos anos que eu tematizava o mês de Outubro como magnífico, glorioso, rubro e outros epítetos tão ou mais entusiasmantes. Este ano entrei em Outubro a medo, por não saber se estou preparada para o que este Outubro me reserva.

domingo, 30 de setembro de 2018

Aqueles pés são meus...


Believe it or not.
E a criança não sendo minha, estava naquele momento à minha responsabilidade... e eu preocupada em educá-la: tanto em como usar correctamente um ancinho e uma pá, como em não fazer muito pó para cima das outras pessoas!

Enquanto estava aqui na caixinha da areia nem dei bem conta de onde estava. Quando dei um (dez) passos atrás e me apercebi da quantidade de diversões infantis, crianças e respectivos pais estavam ali, retirei-me. Afinal, I have a reputation.

400º momento cultural: Trevor Noah ao vivo

O querido leitor sabe que Maria Calíope é espectadora assídua do Daily Show do Trevor Noah e até que já se tinha decidido a ir vê-lo ao vivo. E realmente o alinhamento cósmico quis que fosse agora em final de Setembro, com o novo semestre ao virar da esquina e com outras mil coisas entremeadas. Assim, lá fui para Antuérpia ver pela primeira vez na vida um espectáculo de stand-up comedy. Fiquei manifestamente impressionada pela quantidade de gente que estava no Lotto Arena... eu atiraria para as 5.000 pessoas, mas poderiam ser mais. Toda a gente para ver uma única pessoa. Só isso já me parece digno de referência! 
O espectáculo contou com uma 1ª parte à laia de aquecimento... fraquinho. Um indivíduo cujo nome nem me lembro com piadas puxadas a ferros e muito dependentes do público. Não gostei. Felizmente foi só 15 minutos.
A seguir chegou o amigo Trevor e foi impressionante. O homem e um microfone, não havia rigorosamente mais nada. Ele lá começou a fazer conversa e as piadas sucediam umas atrás das outras, eu dei por mim já de lágrimas nos olhos de tanto rir. Foi tão bom! Ele é mesmo muito bom! Houve ali meia dúzia de comentários que foram mesmo a puxar a corda para um público da Europa Central, mas mesmo assim foi mesmo muito engraçado e num instante passou-se hora e meia. E ele saiu de palco como entrou, sem qualquer tipo de rufar de tambores, nem glamour. Thank you very much e terminou. Infelizmente sem encore!

Eu fui à Bélgica de avião e no aeroporto encontrei...

... Stop! :D
Digamos que a realidade supera a ficção quando esta simples cantilena me levou a ver o fabuloso Trevor Noah.

(Entretanto já voltei) 

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Telefonema

Trim, trim.

... blablabla.... o senhor Embaixador vai dar uma entrevista... blablabla... precisávamos de mais uma pessoa.... blablabla... e toda a gente sugeriu o seu nome!

Responde Maria Calíope incrédula: Oh meu Deus! Mas assim nem posso recusar, não é?

E assim se retoma uma carreira televisiva.

(Devia arranjar uma secção qualquer do género: "cenas estranhas que só acontecem a mim").

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Para lá do Atlântico

Um dos meus alunos esteve dois ou três meses no Brasil de férias. Num passeio qualquer e ao conversar com locais (brasileiros), estes elogiaram-lhe o português e ele não se fez rogado de dizer que tinha aulas semanais com uma professora portuguesa (eu). Acredita o querido leitor que um dos colegas de passeio lhe pediu o meu contacto porque achava que eles lá não falavam assim tão bem?

Só para avisar

Daqui a um mês, vai haver boda! 

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Ainda não comprei a casa

Mas já estou a ver azulejos para a casa-de-banho para ir adiantando trabalho (impostos e aulas que esperem sentados que há prioridades na vida)




terça-feira, 25 de setembro de 2018

Gestão de tempo

Maria Calíope é uma pessoa organizada e só devido a essa qualidade consegue cumprir o puzzle que formou e ao qual chama de vida, mas de há uns tempos para cá, tem sido o regabofe total com os compromissos consigo mesma. (Compromissos que envolvam outrém são sagrados). Impostos que costumam ser feitos em Maio/Junho ainda estão na gaveta. O exame novo que queria preparar no início do Verão, ainda nem uma pergunta tem. As aulas novas - e são várias - não vão além da sistematização do programa. Erasmus deste ano nem sequer pensado está. E deve haver mais coisas que de momento não me ocorrem. Face a este empurrar com a barriga cenas que posso fazer depois, chegámos à última semana de Setembro que como de costume é antes da primeira semana de Outubro, que é quando começam as aulas. E com um mês de Setembro com um curso em Budapeste, um congresso em Cracóvia e outra actividade lúdica (to be) algures na Europa, resolvi não só pôr em andamento todas as coisas que estão atrasadas, mas considerar ideias muito práticas, rápidas e de fácil execução como um pós-doutoramento e a compra de uma casa.

Quanto mais faço mais consigo fazer era o meu lema, certo?
A ver vamos

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Sonhos alheios

A páginas tantas em conversa com uma colega em Cracóvia que conheci há duas semanas em Budapeste, mas que também estudou o mesmo que eu na mesma altura na mesma faculdade, diz-me ela:

Olha, sonhei contigo! Tu eras uma treinadora de atletas (!) que faziam acrobacias (!!): rodas e ficavam equilibrados numa só mão (!!!) e o vosso objectivo era que todos estivessem preparados para usar umas caudas de sereia (!!!!) e irem para o mar (?) e fazer não sei o quê.

Estou maravilhada! Acho que tenho de reconsiderar a minha carreira! 

O que não comi em Cracóvia



O leitor mais atento lembrar-se-á que Maria Calíope adora comida polaca, nomeadamente sopa de beterraba!
Estive 4 dias em Cracóvia e comi muito bem, mas nem sombra da minha sopa preferida. O cúmulo foi o meu último jantar que começou precisamente assim: sopa de abóbora com leite de coco e o vinho da casa... que era austríaco!!!

domingo, 23 de setembro de 2018

Recomendações de macho

Macho Alfa ao saber que Maria Calíope tinha descoberto e ia a um festival de kizomba em Cracóvia e roído de inveja de certeza por estar num fim do mundo austríaco para mergulhar:

Diverte-te!

Passado um pouco:

Mas não muito!

Resposta de Maria Calíope:

Vai lá dormir que eu vou dançar mas é!

sábado, 22 de setembro de 2018

A menina dança?

Disse uma menina.

E eu fui.


Cracóvia, à 01:10

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Alinhamento de astros

Uma pessoa vem para a Polónia a trabalho, dá por si à conversa com uma pessoa na Austrália (!), que a informa que a Polónia não só tem o mais antigo festival de kizomba fora de Portugal, como a maior comunidade de seguidores na Europa de Leste. Em 2 minutos, a pessoa descobre um festival de kizomba... a 15 minutos do seu hotel e que começa no dia seguinte dos seus deveres e obrigações laborais.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Aviso à navegação

Queira saber o querido leitor que Maria Calíope não faleceu nem sofreu qualquer tipo de paralisia ao nível dos membros superiores. Os últimos dias estão a ser um pavor em relação a gestão de tempo e os que vêm não serão possivelmente melhores. 

domingo, 16 de setembro de 2018

Mais vale tarde do que nunca

Estou desde o início do verão a querer andar de caiaque. Foi possivelmente ao cair do pano, mas que foi bonito foi!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

f a n i a

Isto de sermos dois com agendas concorridas não ajuda muito quando se trata de acertar agulhas. Não me queixo, pois basta pensar nas minhas rotinas para deixar algum incauto ofegante. As rotinas do macho Alfa são iguais (ou piores) para fazer uma amiga minha exclamar "Mas ele é uma Maria Calíope em versão masculina!", o que arrancou uma gargalhada, vários aplausos e a minha admiração profunda pela capacidade de observação atenta. Com estas nossas andanças, já não íamos dançar há tempos sem fim, talvez um mês ou mais. Conseguimos suprimir a lacuna ontem em espaço público e que bom que foi. Se quando um não quer, dois não dançam; quando os dois querem, os dois divertem-se imenso! E foi mesmo uma animação andar por ali a rodopiar, ora acertando o passo, ora passando ao lado das supostas figuras. O Alfa tanto se surpreende pela positiva como desespera e adoptou o lema "Não penses, dança só!". E eu lá continuava a rodopiar alegremente. Até que às tantas ouvi:
- Nunca sei bem o que esperar de ti.
E Maria Calíope obviamente que tomou o desabafo como elogio.
- É melhor assim. Não vais saber. Eu não sou previsível!


(A imprevisibilidade foi tanta que deu direito a Tiramisu e vinho verde depois do bailarico)

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Fui dicionarizada...

... entre populismo e pornografia. Com estas balizas só posso esperar um best-seller, assim ao nível das Sombras de Grey (que nunca li) com direito a filme (que nunca vi).

As cenas que me fazem escrever...

Lembrar-se-á ainda o caríssimo leitor da saga do dicionário?
Diz que sai este ano.
Portanto talvez 2019, digo eu.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Novos inquilinos


Ter pés de Cinderela tem os seus benefícios, por exemplo, herdar sapatos que não servem a mais ninguém! Olhem só para estas Melissas giras, giras, desenhadas por alguém que deve ser super famoso lá na rua dele, que me vieram parar... aos pés?

Não sei bem se consigo correr a maratona com elas, mas para ir daqui para ali deve dar!


domingo, 9 de setembro de 2018

O que não fiz em Budapeste

Estive 5 dias em Budapeste e não vi o Danúbio, não vi a Ópera, não vi o Parlamento, não fui às termas, nem sequer a Peste, não comi gulache e não entrei numa única loja. Apesar disso tudo foi uma semana em cheio, estive a fazer um curso de formação de professores e foi tão bom, que tudo o resto vai continuar a lá estar numa próxima visita.

Em compensação, fomos ver a estação de metro (Deak Ter, salvo erro) com poemas portugueses!

sábado, 8 de setembro de 2018

Give chance a change

Este poderia ser o meu lema de vida "dar oportunidade às oportunidades". Nunca se sabe o que se vai encontrar ao dobrar da esquina, por isso todos os passos têm valor. No pior das hipóteses não acontece nada, mas há aquela margem mínima, onde tudo pode acontecer.
Fui convidada para uma festa de despedida de uns amigos e quase me esqueci dela. Entretanto tive de ir trabalhar e não estava a apetecer-me muito ir para um espaço de convívio, sendo que possivelmente não ia conhecer ninguém além dos organizadores. Fui. Confirmou-se. Não conhecia ninguém além dos organizadores que estavam ocupados com os mil convidados. Conversando com uns aqui e outros ali, conheci um tipo giríssimo advogado e um arquitecto português e a sua amiga/amante/caso/NS/NR italiana. Estive imenso tempo à conversa com eles, todos simpatiquíssimos e ela gira que se farta. A parte mais gira foi a páginas tantas perguntar ao arquitecto se não queria vir comigo visitar uma casa que eu tenho em vista, portanto imagine o querido leitor como estava animada a cavaqueira. A vida dá tantas oportunidades, é só saber aproveitá-las!

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Instruções

Num curso onde se preparam materiais didácticos para o ensino de português língua estrangeira, eu e a minha colega escrevemos as melhores instruções de sempre para um exercício:

Leia o texto e acorde para a vida.


Afinal, não ensinamos só português, damos lições de vida! :D

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Bairrinho

Não sei porque é que acho que isto tem ar de cortiço, mas gostei imenso de estar morar aqui e até achei que o 3º andar sem elevador tinha o seu charme!

Budapeste, às 23:26

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Langos

O macho Alfa acha um escândalo a existência destes langos arraçados. Langos que é langos é com queijo e não sei o quê, nada dessas modernices de juntar queijo de cabra ao pastel de bacalhau, que na versão húngara é duplicar o langos e transformá-lo num hambúrguer... Que despautério! Eu que efectivamente o comi, digo que estava bastante bom! (O suficiente para lá ter ido comer dois dias seguintes - no outro dia só comi um com crème-fraïche e rúcula.


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Uma vez croma, croma para sempre

Procurar a sala num edifício desconhecido, olhar para as pessoas a tentar perceber quem são os colegas, observar os professores e a sua postura, ouvir a chamada, responder à chamada. Estar à procura de uma caneta na mala... Como é que é possível, 1º dia de aulas e esqueci-me da caneta? Mas eu tenho a certeza que pus a caneta na mala. Distribuição de pastas com blocos, programa e uma caneta. Apresentação dos alunos.
De repente voltei a ser aluna, não era eu a fazer a chamada, não era eu a conduzir a aula, respondi com um braço no ar quando ouvi o meu nome, levantei-me e apresentei-me.
E gostei.
Gostei de voltar a ser aluna.
Gostei da turma.
Gostei do programa.
Gostei de voltar a aprender.
Gostei de debater ideias com os colegas.

Budapeste, às 21:55

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A sua cara não me é estranha

Uma pessoa sai de casa às 5:20 para se enfiar num autocarro! Pouco antes das 9, estava a cirandar numa manhã chuvosa e cinzenta num campus universitário húngaro à procura da Sala da Lusofonia. Sobe uma escadaria e vem um grupo de pessoas atrás de si. A pessoa encontra a sala e fica na dúvida se já poderia entrar ou não e fica ali num compasso de espera, quando de repente é interpelada por uma pessoa do tal grupo:
- Não esteve no ano passado em Cabo Verde?
- Sim...
- [dirigindo-se para outra pessoa] Eu assisti a uma palestra dela muito interessante sobre emigração.

E as poucas horas de sono, a chuva, o cinzento, tudo se esfumou naquele momento: a directora executiva de uma entidade internacional não só se lembrava de mim como do que andei a debitar quando estive em Santiago!!! E isto tudo em Budapeste! O mundo é mesmo muito pequeno, mas no meu o sol brilha sempre até com este tempo!


Budapeste, às 23:16

domingo, 2 de setembro de 2018

Rescaldo daquele jantar

O caríssimo leitor lembrar-se-á com certeza de que há duas semanas, macho Alfa trouxe mamãe para jantar a casa de Maria Calíope, tendo avisado na véspera. Depois do pânico inicial e do nervosismo durante, parece que o esforço de Maria Calíope resultou. Parece que a família do Alfa estava à espera que a mãe viesse a dizer cobras e lagartos de Maria Calíope por todas as razões mais algumas em geral e em particular por lhe estar a ficar de certo modo com o seu filho... mas, surpreenda-se o querido leitor, a senhora regressou a casa bastante bem impressionada com a pessoa aqui, que eu era muito simpática e que tinha feito imensa comida e não sei mais o quê - o macho Alfa não é especialmente expansivo e para lhe conseguir arrancar isto, já foi um trabalhão. Enfim, resultado, parece que o resto da família está com relativa curiosidade em conhecer Maria Caliopezinha! :)

Casas parvas (4)



Uma pessoa pensa que já viu tudo, mas afinal ainda se surpreende com a casa... sem... sanita!!! Há uma mini-banheira e um lavatório, um quarto, uma sala, uma cozinha e se a pessoa quiser fazer um xixizito, que use uma fralda ou vá a um arbusto, que deve haver em pleno centro da cidade. Por esta maravilha cobra-se mais de 200 mil euros! A zona é boa... mas quer dizer, não há casa-de-banho!

E de repente é Setembro

E está frio.
Chove.
Escureceu.

E eu sinto um vazio estranho.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Casas parvas (3)



No mundo das casas parvas também há estes regalos para os olhos - ok, são mais do que raros - mas quando uma pessoa dá com eles, fica assim já em semi-delírio ou pelo menos a pensar que há esperança no mundo imobiliário. Esta banheira era bem capaz de fazer as minhas delícias... nem precisava de quarto: era capaz de viver ali dentro!

Casas parvas (2)


Esta planta faz uma espécie de full house no bingo das casas parvas. Não só tem o clássico da cozinha de acesso à sala, como para se ir para o quarto tem de se atravessar a casa-de-banho!

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

The love you save

Nos últimos dias têm passado vários documentários, reportagens, concertos, etc. a propósito do aniversário do Michael Jackson. Eu, semi-sem-querer, consumi todos os que apanhei (foram três) e fiz uma pesquisa rápida aqui no Mergulhos a ver o que tinha dito à época. Foi isto. Agora parece-me que fui um pouco insensível e até abrutalhada na forma de me expressar (well... típico!).
Depois dos programas todos que vi, apercebi-me de várias coisas (possivelmente aquilo que toda a gente já sabia):
- Para que todo o mundo e arredores em geral possa deliciar-se com aqueles biscoitinhos que são os Jackson 5, Michael Jackson perdeu a sua infância para todo o sempre e possivelmente passou o resto da sua vida adulta a tentar recuperar essa perda.
- Ele consiste num ponto de viragem na indústria musical, desde a concepção dos vídeos à sua presença no Super Bowl, passando pela publicidade.
- A quantidade de recordes que o homem bateu, era um autêntico Cristiano Ronaldo da música.
- Ele era um autêntico animal de palco, que na verdade era a sua verdadeira casa, e aí ele transfigurava-se, superava-se e era tão minucioso como profissional.

Ontem vi o filme "This is it!" que consiste nos ensaios para a tournée que nunca chegou a ser e para minha surpresa (!) (não sei como é que ainda me surpreendo com estas coisas) eu conhecia as músicas todas e cantei em plenos pulmões a I'll be there - que adoro e lembrei-me que a última vez que a cantei foi no carro de regresso do festival de kizomba de Bratislava) e soube o nome desta The love you save, que tenho andado a ouvir em loop.

Realmente sou uma fã do Michael Jackson e não sabia... Foi uma perda imensa.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Plebeia

Queria fazer uma compra online num site alemão e depois de ter inserido o meu título académico, pediram-me o meu título nobiliárquico...


Pois...

...

Devia ter desconfiado que não entregavam na Áustria.... (aqui os títulos nobiliárquicos foram proibidos após a queda do império, salvo erro).

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Isto diz muito

Eu em Malta (já voltei entrentanto) e o macho Alfa em Marselha.

Take 1:
- No domingo (da semana a seguir a esta conversa) sempre vamos às termas?
- Hmm... no sábado querias ir fazer compras e se o tempo estiver bom não íamos andar de caiaque? Não dá para descansarmos no domingo?
- Então, mas descansamos nas termas!
- Mas não tem de ser umas termas a 300km...
- Mas são as tuas preferidas...
- Vamos lá depois em Outubro ou Novembro. Se o tempo tiver bom, vamos para o Danúbio nadar, se não, ficamos em casa a dormir, for a change, e cozinhamos qualquer coisa...
- Está bem.
- Deves estar mesmo cansado para não teres começado a espernear.


Take 2: (uns dias depois, comigo ainda em Malta e ele em França)
- Chipre a 140€!
- Sim, claro! Quando?
- Vê aí em cima.
- Mas é a segunda semana de Outubro! As minhas aulas começam na semana anterior... e dez dias depois vamos viajar...
- Era só o fim-de-semana!
- De quinta a segunda? Tu não trabalhas?
- Vou na segunda directo do aeroporto.
- Mas eu já não consigo fazer isso... e muito menos em período de aulas.
- Claro que consegues!
- Tu não sabes o que eu faço, pois não? E se fôssemos um mês e meio depois?
- Aí acabou a temporada...
- Espera! Quando eu queria marcar Veneza, tu disseste que precisavas de descansar... agora Chipre?
- Ah! Esqueci-me que queria descansar...
- Pois.


Eu que passei a minha vida a acelerar, agora parece que assumi o papel de travão!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Imagens com vida


Esta talvez seja a imagem mais marcante do dia. Eu estava ali sentada numa rocha, depois do que suponho terem sido depósitos de sal, com os pés a serem molhados ao sabor das ondas. Observava a correnteza e o movimento vivo das águas de prata. Nem o Mar de la Plata brilhava assim. Uma mulher nadava por ali e estava a voltar enquanto outra se lançava ao mar. As duas cruzaram-se nesse corrimão como quem passa o testemunho de uma estafeta. Eu continuava a observar o quadro em movimento e que imagem poderosa, não resisti em captá-la. 

sábado, 25 de agosto de 2018

Estreias

- Atirar-me para a água de roupa interior. (Bom, já só saltar para a água do mar já seria uma première em si).
- Ser tocada por uma alforrequinha.
- Mudar de roupa numa paragem de autocarro (daquelas só com o sinal de paragem, sem casinha, nem banco).

Sou uma pessoa nova, está visto!

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Terra à vista

E se correr bem, descanso também!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Boyband Revival

Há uns tempos já me estava a fazer impressão que só faltavam X meses para os meus anos e eu não tinha plano nenhum, ideia nenhuma, nada de nada pensado... De repente, marco umas férias-festa-festival-sun-dance-sea-flamingo-party-snorkling-mix-parade e descubro que no meu próprio dia de anos vai haver um Viena um evento que dá pelo nome de "Boyband Revival" que conta com NKOTB, Take That, Backstreet Boys, East 17, N'SYNC, etc (ou 5 macacos a fazerem de todos, o que agora não vem ao caso). Isto é tão, tão, tão a minha cara.... e eu vou estar onde? Pois... Se correr tudo bem, vou estar noutro continente a kizombar - o que não é mau de todo - mas boyband revival sem mim não é bem a mesma coisa! Snif, snif...

Durante anos andei com esta imagem emoldurada (!) para a frente e para trás...

domingo, 19 de agosto de 2018

Sortido húngaro

As fotos possíveis...


Para além do bacalhau com natas e da mousse de chocolate, o jantar também contou para entrada com bolinhas de alheira, queijo da ilha, chouriço de porco preto e chèvre chaude com salada de figos. Tudo regado com um branco alentejano.
Maria Calíope estava tão nervosa que nem se lembrou de tirar uma foto aos convivas (Macho Alfa e respectiva mãe) (para desconsolo da sua própria mãe) e não parou quieta enquanto as pessoas não comessem tudo e mais alguma coisa. Também não ajudou não falar nem húngaro nem romeno, ficando assim dependente da interpretação do Alfa a comunicação com a sua mãe.
Eles gostaram de tudo! E até levaram uma marmitinha! Maria Calíope não nega as suas raizes de doggy bag!

sábado, 18 de agosto de 2018

Está lançado o pânico

A minha mãe também vem jantar, se não te importares.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Danúbio azul




Este Verão tem sido impecável: dias quentes, sol a brilhar, céu azul. Aqui em Viena essas variáveis podem não constar da mesma frase, por isso é sempre de louvar quando ocorrem. Para mim, esta constelação favorável é sinónimo de ir nadar para o rio e esta semana já lá devo ter ido umas 4 ou 5 vezes. 






Que bem que me sabe. Que bem que me faz.





Hoje vim para este lado e vejam lá o luxo que é nadar com vista para esta DC Tower. Adoro! A foto não lhe faz jus. É mesmo fabulosa. E consegui a proeza não de nadar de um lado ao outro and back (ou seja the usual) mas de tirar várias fotos sem um único cisne que agora povoam o rio...

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

A conta é para aquele senhor ali!

Fui visitar um apartamento e achei que era boa ideia levar mais um par de olhos, que por acaso pertencem a um amigo meu, sim, homem. Troquei uma série de emails com a senhora da imobiliária, assinando sempre o meu nome - que é claramente feminino - e fui eu obviamente que combinei a visita. Quando ela nos viu, cumprimentou-nos e perguntou ao meu amigo há quanto tempo estávamos à procura de uma casa... Tanto eu como ele dissemos que a casa era para mim. Adivinhem com quem é que ela continuou a conversar e a dar indicações acerca da casa? O dono também lá estava... adivinhem para quem ele estava a olhar e a quem estava a responder enquanto eu ia fazendo perguntas acerca da casa? Pois...
O meu amigo no fim dizia-me que se calhar não deveria ter ido (claro que sim, pois deu-me uma série de segundas opiniões) mas é ridículo, não é?

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Casas parvas


Ora que seis anos depois cá está Maria Calíope de novo à procura de uma nova casa. Bom, no intervalo de tempo, Maria Calíope não fechou os olhos ao mercado imobiliário, mas coisas giras, giras só a casa igualzinha à minha mas 5 andares acima e também acima do meu orçamento. Com o passar do tempo, começo a duvidar se não deveria ter vendido um rim para a comprar, mas tarde demais, já foi vendida.

Bom, às vezes, muitas vezes tenho muitas dúvidas sobre as capacidades arquitectónicas dos arquitectos locais e por isso resolvi chamar a esta secção casas parvas, pois há divisões tão absurdas que uma pessoa gostava mesmo de saber qual o conceito, se é que há um, por trás da obra.
E começamos em grande com um dos clássicos da construção vienense: a cozinha-corredor, ou seja, um corredor ou entrada - sítio de passagem - onde está plantada a cozinha. Ora atentem as imagens.

Esta até é bonitinha, mas há obviamente em versão trambolho. Eu que já abonimo aquela modernice da cozinha aberta ou sala-cozinha, acho a cozinha-corredor simplesmente inconcebível, pelo menos para uma pessoa como eu que só teria a cozinha tal como a da imagem SE não vivesse na casa!


terça-feira, 14 de agosto de 2018

399º momento cultural: Cemitério Central de Viena

O Cemitério Central de Viena é um mundo. É tão grande que até tem um autocarro que circula lá dentro. Só tinha ido lá uma vez há mil anos com a minha prima, por isso disse logo que sim a uma possível visita guiada. O dia estava perfeito para uma visita, solinho, céu azul, mas fresco. O cemitério era fora da cidade quando foi fundado e por ter sido um cemitério para várias religiões, parece que não foi benzido por ninguém. Nós começámos por visitar uma parte chamada Jardim do descanso, que tem vários pontos que retratam os quatro elementos. Eu achei especialmente interessante os cursos de água em forma de 8. Se calhar é um conceito pouco católico, mas a morte parece-me mesmo o sinónimo do infinito! Seguimos para os talhões e há de tudo, desde coisas mais simples a outras muito kitsch. Chamou-nos muito a atenção lápides de pessoas que ainda não morreram (!), como outras de pessoas cuja lápide têm um carro (a maioria Mercedes, mas também vimos um BMW). A parte dos artistas também algumas campas bem mais alternativas, não é por acaso que eram pessoas dadas às artes. Ainda passámos pela zona dos Presidentes da República e eu estranhei haver pelo menos um de que eu me lembro de estar no cargo. Está provado que já cá vivo há imenso tempo. A parte antiga dos judeus é terrível: há campas com marcas de balas da altura da II Guerra Mundial! De resto, foi uma animada e literal walk in the park! E ainda tivemos uma sorte tremenda de ver um bambi a saltitar por ali!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Arte urbana em Palma de Maiorca

























Só estivemos algumas horas em Palma e para meu azar era domingo de tarde em brasa, mas o pior de tudo tiendas fechadas por isso nada de rebajas... Nem rebajas nem pessoas com o bafo que se sentia. 

A gente transpirava por todos os poros, mas deu para ver estas coisas bonitas. Vá 50% de nós estava a apreciar arte urbana, os outros 50% derretia mais um bocadito e procurava a sombra mais próxima.





domingo, 12 de agosto de 2018

Virei PT

Fui sair com uma amiga minha...

- Inscrevi-me na corrida xyz.
- A sério?
- Sim, mas não sei se fiz bem... sempre que me inscrevo fico a pensar que me vou preparar e tal, mas na verdade é que nunca me apetece!
- Ahahahahahah
- Só treinei na verdade quando ia correr contigo!
- Comigo?!!!
- Sim, quando íamos correr as duas...
- Realmente, nunca pensei se preparadora física de alguém...
- Sempre que a gente sai, faz imenso desporto...
- ?!!

Realmente hoje andámos mais de 15 000 passos e estivemos a nadar imenso tempo no Danúbio. Se calhar passei ao lado de uma grande carreira!

sábado, 11 de agosto de 2018

Planos de festas (to be) II


Queira o estimado leitor fazer o favor de ler primeiro este plano.

3 meses e meio depois já tenho plano, já tenho ilha e até já tenho companhia!

Afinal os milagres acontecem quando menos se esperam!

Full house

Três noites em Palma e três pores-do-sol! E que bonito foi!




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Encontros inusitados

Gosto de encontrar pessoas conhecidas casualmente na rua porque me confere uma certa familiaridade ao lugar... bom, esta última parte nem sempre é verdade, mas tanto o meu pai, a minha mãe e até a minha irmã conhecem como eu muita gente, por isso sempre encontramos pessoas conhecidas em lugares menos inusitados. Mas desta vez em Lisboa foi de gritos.
- Ao sair da biblioteca da faculdade encontrei uma colega da Universidade de Germansheim!
- No cinema num dia a meio da semana numa sessão a meio da tarde, sentou-se à minha frente uma amiga minha de Viena, a primeira portuguesa que cá conheci, que entretanto voltou a Lisboa e que eu não via há uns bons 5 anos.
- No metro encontrei uma amiga da minha irmã que está há meses para se encontrar com ela.

O resto dos encontros foram todos combinados!

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Termas Erding

O querido leitor sabe que Maria Calíope é uma atleta de alta competição de termas, não só na época própria (isso é para amadores), mas também off-season, ou seja, em pleno Verão. Desta feita as termas contempladas foram as de Erding, sobre as quais o macho Alfa se desfazia em elogios como sendo as maiores, as melhores e todos os superlativos. Maria Calíope tem no seu top de termas as de Blumau e anos de experiência noutras tantas, por isso estava no mínimo curiosa para conferir tanto epíteto. Lá fomos nós para a Alemanha para as termas!
O macho Alfa quis acordar cedo para ir para as termas, o que para mim me parecia no mínimo um exagero para quem tem planeado passar o dia inteiro nas ditas... Chegámos lá pelas 9 da manhã e havia multidões, filas de dezenas de pessoas nas várias caixas, eu de repente tive um flashback da Expo '98!!! 
Eu nem consegui perceber o tamanho da coisa. É termas, é parque aquático, é piscinas, é saunas e sei lá mais o quê. Nós fomos para a parte de adultos com 14 (!) saunas, o que nos livrou de uma vez com toda a criançada que povoa o espaço.
Começámos com uma sauna italiana, com direito a Andrea Bocelli a cantar Con te partiro enquanto a gente suava que nem porcos. Bom suavam eles como porcos, pois eu só limitei-me a transpirar elegantemente! No fim deram-nos um suminho. Seguimos para a sauna das rosas. Nunca tinha visto uma sauna com rosas e peeling de açúcar!!! Com o calor já estávamos todos (eu também) tipo caramelo, mas foi uma das que gostei mais. No fim, bebemos um chazinho de rosas. Já não me lembro da ordem das outras saunas a que fomos, mas ainda houve sauna russa com ramos de árvores, sauna celta, sauna para senhoras com máscara de iogurte, sauna de homens com uma cerveja, sauna não sei do quê com bodyscrub de sal, sauna com vista, sauna com aromaterapia e o mais surpreendente de tudo: a sauna-padaria: enquanto estávamos a suar, estavam uns pãezinhos a assar e no fim podíamos comê-los! Eu tirei um com ervas e pétalas de flores! Depois de uma das saunas ainda me enfiei num tanque de água gelada... diz que faz bem! Entre saunas ainda estivemos em piscinas com jaccuzis e correntezas várias. Pelo meio também fomos andar de gaivota num laguinho e no fim ainda fomos a banhos a piscinas com alto teor de sal e de outras coisas, que agora já não me lembro. Portanto não saímos o dia todo daquela secção das termas. Já ao anoitecer fomos para o outro lado porque havia um concerto, um tal DJ Alle Farbe. Eu nunca tinha ouvido tal coisa, mas o Alfa conhecia... Se o tempo tivesse bom aquilo era para parecer uma espécie de MTV-spring-break-pool-party, mas como estava nublado e a ameaçar chover, nós preferimos ficar do lado de fora das piscinas com toalhas nas costas!!! Foi giro.
Saímos de lá já deviam ser umas 23h! Gostei imenso, mas Blumau é muito mais bonito.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Que nervos!

Uma pessoa a tentar ser prática e moderna e depois tem de levar com a surpreendente sensibilidade de alguém que até ver tinha a sensibilidade de um pedaço de madeira. Não só respirei fundo como fui nadar de uma margem à outra and back.
E é tão mau sinal quando cruzo os braços...

terça-feira, 7 de agosto de 2018

398º momento cultural: Toma toma 6 em Bratislava

Já no ano passado fui parar ao Festival de Kizomba sem saber muito bem ao que ia... queria ir ver o Grace Évora e dei por mim, estava num festival, fiz um workshop com o Albir Rojas e dancei com o próprio! Este ano a coisa foi muito melhor pensada. Queríamos fazer os workshops do Albir e daí a comprar o passe para o festival inteiro foi um tirinho.
O festival este ano foi num barco no Danúbio e assim de repente não estou a lembrar-me de nenhum a que tenha ido que tenha tido uma localização tão fixe, nem o Wynn de Zagreb!
O fim-de-semana trazia muito mais água no bico que um mero festival de kizomba, pois poderia ser o passe para uma festa de anos algures no mundo com o macho Alfa e Maria Calíope ao contrário do que possa parecer não punha ficha nenhuma nessa casa, na verdade já se dava por satisfeita se regressassem os dois para Viena numa peça só sem olhos arrancados.
O festival foi giro e dancei que dancei e soube-me pela vida. Na sexta quando ecoou o Kayo Corpo, eu nem queria acreditar que não estava a dançar com o Alfa, mas sim com outro marmanjo qualquer. Foi pena. E logo a seguir veio a Bo é kel amje e eu tive de aproveitar o par que tinha.
No sábado, fiz um workshop de afrohouse e kuduro, eu super trapalhona a tentar acompanhar o ritmo da coisa. Espero que não haja vídeos porque a minha prestação é só ridícula. No entanto, aprendi muita coisa interessante para as minhas pesquisas. Sábado foi um dia de decisões difíceis, mas felizmente sábado também foi o dia em que baixou em mim a presença do espírito da sensatez e lidei com os obstáculos que a vida me presenteou com uma categoria, que nem eu sabia que tinha. Sábado foi o dia que dançámos no convés às quinhentas da manhã e só me lembro que naquele momento fui feliz, nem me lembro de estar a morrer de sono, nem dos pés a doer, aqueles passos de dança foram mesmo mágicos!
Domingo ainda fizemos mais uns workshops mas a meio da tarde já deitávamos kizomba pelos olhos e fomos para a cidade procurar um sítio qualquer para ver a final do Mundial de Futebol. Foi pena a Croácia não ter ganho!
Portanto agora a questão que se coloca é se eu escrevo os posts atrasados cronologicamente ou faço-o em restrosprectiva...

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Poesia-me IV

Afia-me
Desfia-me, desafia-me
Rodopia-me
Irradia-me
Amacia-me, poesia-me e
Não me largues a mão


Quando estive em Lisboa voltei a passar pela rua do grafiti do Poesia-me já não lá estava. Felizmente eternizei aquela parede numa foto e agora ao revê-la, fui recuperar aquela a sequência poética a que deu origem. Leio estas coisas e enterneço-me porque as palavras têm alma se lhes dermos esse sopro mágico de vida. Leio o que escrevi e claro que quero escrever mais, se houve Poesia-me II, Poesia-me III nos anos passados, neste tinha de sair este Poesia-me IV... e, modéstia à parte, saiu-me muito bem e com o timing mais que perfeito!

sábado, 4 de agosto de 2018

Recepção de boas-vindas

O céu a enrubescer
Águas calientes

Não se pode pedir mais da vida!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Entre malas

Acabei de desfazer uma mala e estou prestes a fazer outra.
Para a semana isto volta à normalidade, nada temei, caríssimos leitores!