Mergulhos num mar de palavras que ecoam ideias, experiências e outras tantas coisas errantes pela minha cabeça.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
quarta-feira, 25 de julho de 2018
terça-feira, 24 de julho de 2018
397º momento cultural: Corinne Bailey Rae
Nada como um atraso de uma hora de um voo para uma pessoa actualizar o seu blogue. Já gastei algum tempo nas lojas e a comer, por isso a ver se o que sobra dá para um post inteiro.

Há músicas que nos levam para outros tempos, que nos levam para outros espaços e que nos fazem encontrar com pessoas. Corinne Bailey Rae e aquele álbum que eu ouvi compulsivamente em 2006, entre Trouble Sleeping, Put your records on, Like a star, etc, etc... fazem-me lembrar do Red Guy e de quando fui para Utrecht atrás da minha felicidade. Não correu bem, mas é uma memória bastante querida e soalheira, por isso quando descobri que ela vinha a Viena, nem pensei duas vezes. Ver artistas ao vivo tem sempre a sua mais-valia e apesar de eu não fazer ideia do que se passou na carreira dela nos últimos 12 anos, ia com fé que iria cantar algumas das músicas daquele álbum.
O concerto foi na Ópera de Viena e para mim começou logo muito bem, comprei bilhetes para a galeria, mas trocaram-mos para a plateia, uma vez que parece que os bilhetes não tiveram muita saída. Ela veio acompanhada com uma banda em palco e é de uma simpatia tremenda. Foi a primeira vez que tocou em Viena e estava obviamente radiante… e isso notou-se! Realmente não conhecia quase nenhuma das canções, tirando uma versão de uma música do Bob Marley, mas lá mais para o fim lá cantou três ou quatro oldies para meu júbilo! Um concerto sem dúvida muito agradável! E no fim ainda deu tempo para ir para casa a correr e ver o prolongamento e penáltis do Rússia - Croácia! (Portanto veja lá o querido leitor há quanto tempo isto já foi).
(O avião já chegou, mas ainda precisa de ser abastecido… por isso até deu para pôr uma imagenzinha
)

Há músicas que nos levam para outros tempos, que nos levam para outros espaços e que nos fazem encontrar com pessoas. Corinne Bailey Rae e aquele álbum que eu ouvi compulsivamente em 2006, entre Trouble Sleeping, Put your records on, Like a star, etc, etc... fazem-me lembrar do Red Guy e de quando fui para Utrecht atrás da minha felicidade. Não correu bem, mas é uma memória bastante querida e soalheira, por isso quando descobri que ela vinha a Viena, nem pensei duas vezes. Ver artistas ao vivo tem sempre a sua mais-valia e apesar de eu não fazer ideia do que se passou na carreira dela nos últimos 12 anos, ia com fé que iria cantar algumas das músicas daquele álbum.
O concerto foi na Ópera de Viena e para mim começou logo muito bem, comprei bilhetes para a galeria, mas trocaram-mos para a plateia, uma vez que parece que os bilhetes não tiveram muita saída. Ela veio acompanhada com uma banda em palco e é de uma simpatia tremenda. Foi a primeira vez que tocou em Viena e estava obviamente radiante… e isso notou-se! Realmente não conhecia quase nenhuma das canções, tirando uma versão de uma música do Bob Marley, mas lá mais para o fim lá cantou três ou quatro oldies para meu júbilo! Um concerto sem dúvida muito agradável! E no fim ainda deu tempo para ir para casa a correr e ver o prolongamento e penáltis do Rússia - Croácia! (Portanto veja lá o querido leitor há quanto tempo isto já foi).
(O avião já chegou, mas ainda precisa de ser abastecido… por isso até deu para pôr uma imagenzinha
)
domingo, 22 de julho de 2018
Refugee look
Já chegados a Viena, a entrar no prédio, eu vejo-me ao espelho e assusto-me ao ver o estado do meu cabelo - sim, a chuva não ajudou nada - mas foi só mais um ingrediente no cocktail baratucho em que o meu cabelo estava...
- Viste como está o meu cabelo e não me dizes nada?
- Só reparaste agora?
- Não, ia perguntar-te isso quando parámos na estação de serviço mas esqueci-me... Estou com ar de refugiada!
- Pois, mas como eu tinha decidido que em 2018 ia ajudar um refugiado, não faz mal... ahahahahaha
- Ahahahahahahhaah! És mesmo indecente... Foi por tua causa que eu não estiquei o cabelo de manhã...
- Estica... e eu entrego-te às autoridades!
- Ahahahahahahahah!
Pronto. É impossível ter uma conversa com o macho Alfa.
- Viste como está o meu cabelo e não me dizes nada?
- Só reparaste agora?
- Não, ia perguntar-te isso quando parámos na estação de serviço mas esqueci-me... Estou com ar de refugiada!
- Pois, mas como eu tinha decidido que em 2018 ia ajudar um refugiado, não faz mal... ahahahahaha
- Ahahahahahahhaah! És mesmo indecente... Foi por tua causa que eu não estiquei o cabelo de manhã...
- Estica... e eu entrego-te às autoridades!
- Ahahahahahahahah!
Pronto. É impossível ter uma conversa com o macho Alfa.
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Façam as vossas apostas
Devemos ter de fazer mais de 700 km no fim-de-semana.
Será que o macho Alfa me passa o carro para as mãos?
Será que o macho Alfa me passa o carro para as mãos?
quinta-feira, 19 de julho de 2018
O que são fantasmas?
Ando aqui numa maratona de leituras para acabar um artigo e a estas belas horas saiu-me esta bela pérola, salvo erro, de Salmon Rushdie... com direito a resposta: coisas inacabadas. Estou a citar de cor por isso pode ser que seja ligeiramente parecido ao que acabei de escrever. Seja o que for, faz todo o sentido, não só para o meu artigo, mas também para a minha vida em geral, a conclusão do autor do texto (que não Rushdie), as coisas têm de ter uma boa morte e serem bem enterradas para não darem azo a rastos fantasmagóricos.
terça-feira, 17 de julho de 2018
domingo, 15 de julho de 2018
Dancing till the dawn
Fomos dançar para a proa do barco e de repente eu reparei que já estava a amanhecer. Eu estava tão cansada que já dormia em pé, mas mesmo assim sonâmbula continuava a dançar (e até acho que estava a dançar melhor!). Olhei para cima e havia estrelas, fechei os olhos e continuei a dançar (e será preciso dizer que me soube pela vida, querido leitor?). Só me lembro desta When I was your man do Bruno Mars, que foi a última de uma sequência de uma hora de dança sonâmbula até o joelho de macho Alfa dar sinal de vida e pedir descanso.Há aqueles momentos doces que a memória enrola num papel dourado e guarda numa gavetinha de instantes preciosos. Ainda nem passaram 24h e Maria Calíope garante que este rebuçado já está lá.
sexta-feira, 13 de julho de 2018
Lucky 13
- Respondi a dois anúncios de casas (= há duas casas dentro do meu orçamento e que se enquadram em quase todos os meus critérios miudinhos, só isso já seria motivo de referência).
- Face à avaliação das aulas que tive concorri a um prémio.
- Recebi a resposta a uma queixa que fiz há meses e vou receber uma indemnização.
- Fiz a mala e vou para um festival de kizomba com o macho Alfa.
- Face à avaliação das aulas que tive concorri a um prémio.
- Recebi a resposta a uma queixa que fiz há meses e vou receber uma indemnização.
- Fiz a mala e vou para um festival de kizomba com o macho Alfa.
quinta-feira, 12 de julho de 2018
Avaliação das aulas
Ontem recebi a avaliação das aulas por parte dos alunos. Tive uma nota bastante alta nos vários parâmetros, mas a parte mais gira é sempre os comentários que eles podem escrever. Estranhamente os alunos de ciências económicas escrevem muito mais do que os alunos de ciências humanas. Desta feita o comentário que me aqueceu o coração foi este último: She is very patient and remembers the name of every student in the class, which I find very friendly.
Não é fofinho? Não diz nada acerca da qualidade do ensino, da matéria, da organização das aulas, zero, mas fiquei feliz porque assim perdi o meu lugar de candidatura a ter Alzheimer! Já tenho dito repetidamente ao querido leitor, não tenho alunos, tenho fãs! :)
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Croácia para campeã do mundo!
Há um ano andava eu a arrastar um camião, a tentar arranjar um emprego e a mover mundos e fundos por causa de um homem dos balcãs. Passados uns meses o reality-check deu cabo de todas as minhas esperanças e agora volvido um ano, até acho que abusei da sorte!O facto da Croácia ter despachado a Argentina, a Dinamarca, a Rússia e agora a Inglaterra consistiu na ocasião perfeita para restabelecer laços. Os nós estão mais do que desatados e não há razão para amuos.
No final do jogo com a Argentina eu disse-lhe "Passo a passo até à final", na verdade estava a pensar em Portugal, mas vá, uma das nossas equipas chegou lá!
terça-feira, 10 de julho de 2018
Ora está chuva, ora está sol...
Num dia completamente deprimente, não só pelo tempo cinzento, mas por outros tons grisalhos que me andavam a seguir, resolvi ir aos saldos animar-me um bocadinho. É aquela receita fácil, que pelo menos no momento sabe muito bem... e entre biquínis e topzinhos, o que é que eu fui descobrir na Mango: um casaco de Inverno! Era tudo o que eu precisava. Giro, giro e a metade do preço! Peguei no preto e no cinzento e fui directa para os provadores. Primeiro drama: só havia S (e xs). Tenho uma teoria para não me desgraçar nos saldos, em caso de dúvida levo o S (mesmo que haja tamanhos maiores), se o S não me servir, então não levo a peça! Segundo drama: as cores! Se houvesse só um era esse e pronto, havendo por onde escolher, a pessoa fica na dúvida, porque além do problema cromático, há aquela tendência para Alzheimer que me fez não me conseguir lembrar se eu queria comprar um casaco preto OU se já o tinha conseguido comprar no Inverno passado. E se eu não tinha comprado o casaco preto tinha comprado o quê? Será que tinha comprado um cinzento e não me lembrava? Só me ocorria um azul anil, depois lembrei-me de um com um padrão miudinho preto e branco e lá me lembrei do meu casaco preto comprado em Madrid, que está a ganhar borboto - acho eu...
Ora bem, lá experimentei os dois. Servem-me. Mas fiquei na dúvida de levar o cinzento, uma vez que já tenho o preto, mas na verdade tinha gostado mais do preto e a maioria dos meus chapéus são pretos - o que é um factor a ter em conta. No meio desta dança de casacos, liga-me o macho Alfa (pronto já decidi, agora fica macho Alfa!) e acabou por servir de consultor de moda. Well, na verdade não se qualificou bem, uma vez que face ao "decididamente o cinzento!" eu respondi "mas eu gosto mais do preto!" E pronto. A senhora da caixa confirmou-me que fiz uma bela compra ao comentar com a colega da caixa "Olha o casaco bonito que esteve sempre esgotado!". E pronto estou preparada para a estação fria!
Ora bem, lá experimentei os dois. Servem-me. Mas fiquei na dúvida de levar o cinzento, uma vez que já tenho o preto, mas na verdade tinha gostado mais do preto e a maioria dos meus chapéus são pretos - o que é um factor a ter em conta. No meio desta dança de casacos, liga-me o macho Alfa (pronto já decidi, agora fica macho Alfa!) e acabou por servir de consultor de moda. Well, na verdade não se qualificou bem, uma vez que face ao "decididamente o cinzento!" eu respondi "mas eu gosto mais do preto!" E pronto. A senhora da caixa confirmou-me que fiz uma bela compra ao comentar com a colega da caixa "Olha o casaco bonito que esteve sempre esgotado!". E pronto estou preparada para a estação fria!segunda-feira, 9 de julho de 2018
Lista quase exaustiva
Na última semana andei a ver voos para estes destinos e mais alguns...
Cabo Verde
Maldivas
Sri Lanka
Seichelles
Maurícias
Madagáscar
Reunião
Bahamas
Miami
Namíbia
Cuba
Tailândia
Jordânia
Vietnam
...
Por exclusão de (muitas) partes, chegámos a uma decisão (quase definitiva)
Cabo Verde
Maldivas
Sri Lanka
Seichelles
Maurícias
Madagáscar
Reunião
Bahamas
Miami
Namíbia
Cuba
Tailândia
Jordânia
Vietnam
...
Por exclusão de (muitas) partes, chegámos a uma decisão (quase definitiva)
sábado, 7 de julho de 2018
E quando a experiência nos boicota a vida?
Sou formada em Literatura mas é raro dar aulas de literatura. Gosto de ler, gosto de fruir as palavras, as combinações de palavras, as construções frásicas. Sempre adorei figuras de estilo e tudo aquilo que se pode fazer com palavras. Dizer uma coisa e querer dizer o seu contrário, recorrer a imagens, repetições, combinações de sons para evidenciar qualquer coisa. É isso que me fascina nas palavras. Interpretar texto é um exercício que me é caro: fazer com que o autor diga aquilo que eu acho que ele quer dizer, ou seja, pôr nas palavras, pensamentos e intenções do autor aquilo que eu com a minha bagagem cultural, intelectual, emocional, etc. leio nas palavras dele. É um jogo, é um desafio, mas nunca uma ciência exacta. Nunca gostei muito de correntes literárias e de tentar enfiar autores em movimentos, precisamente pela liberdade de leitura de cada um.
Apercebi-me que este tipo de exercício apoderou-se da minha vida de forma inconsciente. Eu vejo, leio e interpreto os outros à luz da minha bagagem e por conseguir com relativa destreza mental articular várias linhas, rapidamente teço teias que entrelaçam coisas, situações, eventos e pessoas que pouco ou nada se relacionam entre si, mas que a minha habilidade cognitiva põe em interacção.
De repente fui apanhada nesta teia. Deixei de ser a tecelã, mas a vítima da minha própria artimanha... Felizmente fui alertada a tempo do novelo que comecei a enrolar e a custo estou a tentar desfazer nós e a arrematar costuras. E costura arrematada, está arrematada, nada de pegar nela outra vez. Parecendo que não, eu sou melhor a ziguezaguear do que a fazer bordados.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
terça-feira, 3 de julho de 2018
Burning down the house
Saí do metro e vi duas ambulâncias e um carro de polícia à entrada da minha rua... Virei para a dita rua e eram mais seis (S E I S!) carros dos bombeiros, duas ambulâncias, polícias vários e a rua vedada... Perguntei o que se passava e foi-me dito que tinha havido um incêndio no prédio da frente do meu. Não vi fogo, não me cheirava a fumo, mas a rua, incluindo a minha porta estavam vedados... Nunca tinha visto tanta acção na minha rua - tirando algumas obras - mas esta gente aqui não brinca em serviço.
Dancing under the stars
Já estava com ar de cachorro abandonado desde domingo e nem as duas dezenas de penáltis do Espanha - Rússia e do Dinamarca - Croácia me animaram. A minha fase de professora banana continua e ao ver colegas meus a arrancar canetas das mãos de alunos e não os deixar escrever nem mais uma linha porque o tempo da prova tinha acabado com os miúdos em lágrimas ainda me fez sentir mais bananificada. O meu regresso à dança oriental não se deu porque o curso foi cancelado e a cereja em cima do bolo: o meu senhorio resolveu aumentar a minha renda como nunca...
A vontade de me deitar no sofá diante de um jogo de futebol qualquer a comiserar-me era muita, mas a alternativa era ir dançar a céu aberto no Canal. E fui. E ainda bem que fui.
Não sabia que havia aula prévia, por isso só fiquei a ver mas ainda apanhei o pôr-do-sol. A partir daí foi sempre a subir. O meu parceiro de dança chegou e não parámos até me passarem as neuras todas! Quem dança seus males espanta, não é o que eu ando há meses a dizer? Que bela ideia dançar ao ar livre numa noite de Verão. E que belo parceiro desencantei.
A vontade de me deitar no sofá diante de um jogo de futebol qualquer a comiserar-me era muita, mas a alternativa era ir dançar a céu aberto no Canal. E fui. E ainda bem que fui.Não sabia que havia aula prévia, por isso só fiquei a ver mas ainda apanhei o pôr-do-sol. A partir daí foi sempre a subir. O meu parceiro de dança chegou e não parámos até me passarem as neuras todas! Quem dança seus males espanta, não é o que eu ando há meses a dizer? Que bela ideia dançar ao ar livre numa noite de Verão. E que belo parceiro desencantei.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
E de repente já é Julho
E já acabaram as aulas
E já acabou o mundial (para nós)
E começam-se a fazer planos para fins-de-semana, férias e outros dias livres.
E já acabou o mundial (para nós)
E começam-se a fazer planos para fins-de-semana, férias e outros dias livres.
quinta-feira, 28 de junho de 2018
It's a boy
É um macho-alfa!
O meu pai iria ficar tão contente de ter um neto :)
Desta vez a tia não está lá e só vai chegar daqui a umas semanas :(
Mas se em 2016 nasceu a minha sobrinha e fomos campeões europeus, será que o nascimento do meu sobrinho em ano de mundial quererá dizer alguma coisa mais que o gato surdo, o caracol e o polvo não sabiam?
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Banana
Tenho uma aluna que já tive de chumbar duas vezes. Passados 3 ou 4 anos, ela regressa e avisa-me como quem não quer a coisa que se tinha proposto a exame (!) Há 4 anos que esta alminha não vai às aulas... Não faço ideia o que estudou, se estudou ou o que é que fez. Fez a prova ontem e eu em vez de a corrigir estou a pedir a todos os santinhos que a desgraçada tenha conseguido os mínimos olímpicos para que eu a passe com 10.
Sou uma banana...
terça-feira, 26 de junho de 2018
Tempos modernos - A vingança
Portugal passou para os oitavos-de-final e quis o destino e possivelmente os santos populares que o jogo calhasse no dia da sardinhada, A sardinhada em Viena, que obviamente é um evento portuguesíssimo. Se já ia haver sardinhas, entremeada, minis e vinho verde, haver futebol é um perfect match. Eu já ando há semanas a falar disto e a sonhar com sardinhas, por isso lancei o anzol ao entalado em Roma, que entretanto já voltara a Viena e seguira para a Suíça... (somos jovens, somos móveis, somos europeus, podia ser um hashtag, se eu fosse dada a cardinais).
- Olha, vai haver uma sardinhada e calha no dia do jogo de Portugal. Eu vou, queres ir comigo?
- Está bem.
- É uma cena típica portuguesa, com comida portuguesa e possivelmente muitos portugueses... e sabes que eu conheço muita gente... e devem ir amigos meus também.
- OK
- Se achares que é chato, não há problema nenhum... eu vou na mesma.
- Porque é que estás a dar-me razões para eu não ir?
- Não é isso, se eu não quisesse que fosses nem te dizia, não é? Só estou a explicar as circunstâncias...
- Eu vou e vou dizer algumas palavras em português...
- Vais?
- "Obrigado", "Aplausos", "Não me toques"
- Ahahahahahahhahahaahha onde foste buscar isso?
- Ahahahahahahah então quem é o meu professor de português?
- Eu?
- Tu?! O que é que tu me ensinaste?
- Hmm... bem... nada!
- Pois! O meu professor é o Anselmo Ralph!
- Ahahahahahahhahahaahahha
Pronto. Uma carreira de quase 20 anos, um doutoramento, um livro e outros tantos artigos publicados, aulas e palestra dadas em 4 continentes... tudo metido no chinelo por um tal de Anselmo...
(Bom, vou ter de arranjar um nome em condições para esta personagem, que já apareceu por aqui vezes suficientes para continuar a ser a pessoa inominável. Any idea?)
- Olha, vai haver uma sardinhada e calha no dia do jogo de Portugal. Eu vou, queres ir comigo?
- Está bem.
- É uma cena típica portuguesa, com comida portuguesa e possivelmente muitos portugueses... e sabes que eu conheço muita gente... e devem ir amigos meus também.
- OK
- Se achares que é chato, não há problema nenhum... eu vou na mesma.
- Porque é que estás a dar-me razões para eu não ir?
- Não é isso, se eu não quisesse que fosses nem te dizia, não é? Só estou a explicar as circunstâncias...
- Eu vou e vou dizer algumas palavras em português...
- Vais?
- "Obrigado", "Aplausos", "Não me toques"- Ahahahahahahhahahaahha onde foste buscar isso?
- Ahahahahahahah então quem é o meu professor de português?
- Eu?
- Tu?! O que é que tu me ensinaste?
- Hmm... bem... nada!
- Pois! O meu professor é o Anselmo Ralph!
- Ahahahahahahhahahaahahha
Pronto. Uma carreira de quase 20 anos, um doutoramento, um livro e outros tantos artigos publicados, aulas e palestra dadas em 4 continentes... tudo metido no chinelo por um tal de Anselmo...
(Bom, vou ter de arranjar um nome em condições para esta personagem, que já apareceu por aqui vezes suficientes para continuar a ser a pessoa inominável. Any idea?)
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Tempos modernos
Maria Calíope no clube austro-português a comer uma bifana e a beber um vinho verde e a ser interrompida para dar apoio moral por telefone a alguém que ficou entalado em Roma com um voo com duas horas de atraso... Jogo prestes a começar.
- Olha o jogo está quase a começar, tenho de ir...
- 'Tás a gozar?
- Não! Há prioridades!
- Ahahahahah
- Já deixei a bifana a meio e o vinho por beber para falar contigo. Agora vou ver o jogo. Vê lá se encontras uma televisão aí também!
- Pronto, já superei a bifana... menos mau...
- Vá, falamos por escrito, se quiseres.
domingo, 24 de junho de 2018
Rainha dos saldos
Ir para o escritório num sábado não é a coisa mais agradável, mas quando as obrigações assim nos impelem para esse efeito, nada a fazer... Ia fazer o meu caminho do costume. Sair do metro, atravessar o centro comercial, atravessar a rua e entrar no meu edifício. Saí do metro, efectivamente, mas em vez de atravessar as galerias no piso térreo, achei que era giro fazê-lo no 1º andar. Caldo entornado. Entrei logo na primeira loja com indicação de 70% (a New Yorker).
A New Yorker é aquela arraçada de Bershka, ou seja, com jeito e paciência encontram-se lá grandes achados sem aquele ar de pechincha de feira para fazer furor na festinha da paróquia. E o que é que eu fui lá desencantar...
A New Yorker é aquela arraçada de Bershka, ou seja, com jeito e paciência encontram-se lá grandes achados sem aquele ar de pechincha de feira para fazer furor na festinha da paróquia. E o que é que eu fui lá desencantar...
Veio comigo este bichanito que é a coisa mais amorosa desde que há folhos! Pode ser usado como cai-cai ou como manga. É adorável.
Ainda experimentei uma outra blusita muito gira às risquinhas azuis, com umas flores brancas a liso e umas mangas com folhos - é bem mais gira que a minha descrição, mas não encontrei fotos.
Mas o melhor veio para o fim. Ia já a caminho da caixa quando bati os olhos num baby-doll mais fofinho de todos os tempos (também não encontrei imagem, por isso o querido leitor vai ter de se reger pela minha descrição). A verdade é que eu precisava mesmo de um pijamita de Verão assim mais levezito (especialmente agora que as temperaturas cairam a pique). Mas então é uma uma blusita de alças e uns calções com risquinhas azuis (não muito diferente desta blusa), mas com um flamingos pequeninos bordados a branco e uns atilhos brancos com um pormenor cor-de-rosa. Nem estava em saldos e a bem da verdade paguei mais pelo pijamita que pelas blusas. Mas as quatro peças vieram comigo e até ver estão a ambientar-se muito bem cá a casa. Com esta brincadeira já devia ter passado hora e meia... Como eu achei que ainda tinha imenso tempo, paguei, saí daquela loja e entrei na da frente: a hunkmöller. Até ontem este nome não me dizia nada. Agora já sou cliente encartada e tudo. Já tinha pasado milhões de vezes e não sei porque nunca entrei... é uma loja de roupa interior holandesa ou belga, o que só por si é logo uma garantia de segurança de que existem modelos para pessoas reais e não aqueles tapa-orelhas para sei lá quem. Trouxe um conjuntinho em verde escuro... E o que eu gosto de verde escuro! Possivelmente a única cor que ainda não constava na minha gaveta de roupa interior. Melhor do que existir o meu tamanho exacto foi o facto de estar em saldos...
Pronto cheguei ao escritório umas três horas depois... but who cares, era sábado, não era?
sábado, 23 de junho de 2018
A menina quer dançar!
A ver se desta vez Albir Rojas volta a puxar-me para dançar e eu não faço figura de totozona!
Se não for, também não faz mal.
De qualquer modo, o passe está confirmado e já ando a treinar!
Bratislava promete é o que lhe digo querido leitor...
Pronta para o Verão
Recebi uns vales da Universidade a propósito de uma celebração qualquer. Depois de me refastelar com uns tacos e meia litrada de sprizer, fui trocar os restantes vales por esta fabulosa toalha de praia. Não é o máximo?
Só é pena a temperatura ter caído uns 10-15ºC no dia seguinte!
Mas esperemos que o Verão volte nas próximas semanas!
sexta-feira, 22 de junho de 2018
395º e 396º momentos culturais
Se no início do ano estava maravilhada com a qualidade dos filmes que andava a ver, a esta altura do campeonato tem sido cada tiro cada melro... ao ponto de me questionar se deveria elencá-los nos momentos culturais. Não tenho de gostar de tudo o que vejo, mas ultimamente tem sido mesmo uma pontaria tremenda. Há umas semanas fui ao Festival de Cinema Italiano por sugestão do meu amigo italiano ver La Tenereza (ou como era)... Ele ainda estávamos nos 5 minutos iniciais e já roncava!!! Tive mesmo de lhe dar uma cacetada! E foi ele que escolheu o filme! Enfim... o drama da solidão na velhice, o drama das famílias de falsas aparências, o drama dos refugiados, o drama da falta de amor. Uma tristeza sem fim, com direito a muitas mortes pelo meio. A parte engraçada foi o facto do filme ter sido rodado em em Nápoles, onde estive há coisa de dois meses, por isso muitos daqueles cenários pareceram-me familiares.
O outro filme foi uma solução de recurso. Ia ver uma Ópera a céu aberto, só que começou a chover, e acabei no cinema a ver o filme que começava logo a seguir. Filme é força de expressão, era mais um documentário Visages, Villages sobre uma mulher de 80 e tal anos e um tipo de 30 e poucos, ambos fotógrafos ou artistas cujo projecto consistia em dar vida a espaços, edifícios, construções com fotos de pessoas. A parceria entre os dois no mínimo incomum funcionava de feição e isso foi no mínimo enternecedor. Foi interessante ver a história por detrás das imagens e a própria construção do projecto, mas não tinha necessariamente de ter visto...
O outro filme foi uma solução de recurso. Ia ver uma Ópera a céu aberto, só que começou a chover, e acabei no cinema a ver o filme que começava logo a seguir. Filme é força de expressão, era mais um documentário Visages, Villages sobre uma mulher de 80 e tal anos e um tipo de 30 e poucos, ambos fotógrafos ou artistas cujo projecto consistia em dar vida a espaços, edifícios, construções com fotos de pessoas. A parceria entre os dois no mínimo incomum funcionava de feição e isso foi no mínimo enternecedor. Foi interessante ver a história por detrás das imagens e a própria construção do projecto, mas não tinha necessariamente de ter visto...
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Solstício de Verão
Não faço ideia qual o presente alinhamento cósmico, mas que se mantenha por muito tempo. Há coisas surpreendentes e estranhamente boas a acontecer. Ir dançar a meio da semana foi só um mini-exemplo.
Ontem o google esteve assim
Vá, foi uma das fatiotas do dia, mas eu achei os pormenores tão deliciosos que não hesitei em fotografar o ecrã do computador enquanto a criançada suava a fazer os exames! Reparem, há sardinhas assadas, há avionetas com mensagens na praia, há uma avozinha a fazer tricot, o campino com patilhas gigantes, o super maxi, o rádio de pilhas para ouvir o relato...
Perdi o primeiro e único golo português porque as criancinhas não se despacharam a entregar o exame, em compensação vi o resto do jogo numa esplanada VIP com sofás e a almoçar um belo carpaccio! Se o futebol fosse um jogo justo, Marrocos teria ganho. Felizmente para nós, só conta quando a bola entra e por isso, ganhámos nós os 3 pontos.
O dia já tinha sido bastante agradável e eu previa um merecido e descansado serão no sofá a ver o jogo da noite, sem mais preocupações. E assim foi. Só não contava depois pegar nos meus sapatos de dança e ir dar um pezinho numa quarta-feira, quando tenho aulas às 8:00 no dia seguinte. Soube-me pela vida. E à meia-noite e meia estava de volta ;)
Perdi o primeiro e único golo português porque as criancinhas não se despacharam a entregar o exame, em compensação vi o resto do jogo numa esplanada VIP com sofás e a almoçar um belo carpaccio! Se o futebol fosse um jogo justo, Marrocos teria ganho. Felizmente para nós, só conta quando a bola entra e por isso, ganhámos nós os 3 pontos.
O dia já tinha sido bastante agradável e eu previa um merecido e descansado serão no sofá a ver o jogo da noite, sem mais preocupações. E assim foi. Só não contava depois pegar nos meus sapatos de dança e ir dar um pezinho numa quarta-feira, quando tenho aulas às 8:00 no dia seguinte. Soube-me pela vida. E à meia-noite e meia estava de volta ;)
terça-feira, 19 de junho de 2018
Um homem que dance...
Há coisa de um mês, regressada de uma festa, onde dancei que dancei, tive a brilhante ideia de escrever um post assim sem pensar muito no assunto em plena madrugada, cujo título rezava: Um homem que saiba dançar saberá fazer tudo. O que é que eu fui escrever, meu caro leitor... Várias famílias ligaram de imediato a saber o que se passava, quem era o feliz contemplado e outros pormenores sórdidos que não sucederam porque não passava daquilo mesmo: um título inspirado para uma noite literalmente bem dançada.Passado um mês, bati os olhos nesse mesmo post, porque efectivamente, um homem que saiba dançar saberá fazer mais coisas! O Kayo Corpo fez-se ouvir cá em casa, mas surpresa das surpresas foi a menina ter dançado! O parceiro é um fofo porque não só dança como cozinha! E nem precisou de sujar a minha cozinha, trouxe um tupperwarezinho com comida home-made que me serviu para dois almoços. E que bem que me souberam... a dança e a comida.
segunda-feira, 18 de junho de 2018
394º momento cultural: A Happy Prince
Depois de tanto momento delico-doce, e sabe lá o querido leitor o que está para aí por vir, cá vem um momento cultural secante para equilibrar a ordem do mundo!
Fui ver o Happy Prince animada por saber que se tratava da vida de Oscar Wild e que contava com a presença de Ruppert Everet, portanto tinha tudo para ser bom... mas não foi.
O filme retrata a vida de Wild após ter sido preso (por ser homossexual) e nessa condição todo o seu sucesso de outrora se esfumou. No entanto, ele continua a dedicar-se aos prazeres da sua vida: o champanhe, as drogas, os homens (mancebos, ficaria aqui melhor?) - não necessariamente nesta ordem. É uma vida boémia, mas deprimente e apesar da exuberância dos gestos, ele não é feliz e sofre. Sofre pela marca que a sociedade lhe inflingiu, sofre por estar longe dos filhos, sofre pelos encontros e desencontros, enganos e desenganos amorosos e pela falta de dinheiro crónica! A vida dele é miserável.
Eu achei o filme deprimente e fiquei a pensar de que lhe vale (a Wild) ser lido e cantado e estudado e até citado ad nauseam no facebook, se acabou os seus dias miserável na penúria? Quantos artistas tiveram o mesmo percurso? Não será melhor ter uma vida feliz e depois cair no esquecimento de todo o sempre? Fica a dúvida no ar!
Fui ver o Happy Prince animada por saber que se tratava da vida de Oscar Wild e que contava com a presença de Ruppert Everet, portanto tinha tudo para ser bom... mas não foi.O filme retrata a vida de Wild após ter sido preso (por ser homossexual) e nessa condição todo o seu sucesso de outrora se esfumou. No entanto, ele continua a dedicar-se aos prazeres da sua vida: o champanhe, as drogas, os homens (mancebos, ficaria aqui melhor?) - não necessariamente nesta ordem. É uma vida boémia, mas deprimente e apesar da exuberância dos gestos, ele não é feliz e sofre. Sofre pela marca que a sociedade lhe inflingiu, sofre por estar longe dos filhos, sofre pelos encontros e desencontros, enganos e desenganos amorosos e pela falta de dinheiro crónica! A vida dele é miserável.
Eu achei o filme deprimente e fiquei a pensar de que lhe vale (a Wild) ser lido e cantado e estudado e até citado ad nauseam no facebook, se acabou os seus dias miserável na penúria? Quantos artistas tiveram o mesmo percurso? Não será melhor ter uma vida feliz e depois cair no esquecimento de todo o sempre? Fica a dúvida no ar!
domingo, 17 de junho de 2018
Breakfast for two
No outro dia: batido de morango, pão de sementes de abóbora, chouriço de porco preto, queijo amanteigado, queijo de cabra, tomate e pepino.
Ontem: batido de manga, pão de nozes, croissants, fiambre de peru, mortandela ou coisa que o valha, queijo não sei quê, uvas.
Hoje: Cafezinho com leite, cereais com leite/iogurte com cereais, pão de nozes , abacate com tomate cereja gigante.
Sim, poderia ter feito panquecas que até tinha os ingredientes, mas é melhor não pôr logo a carne toda no assador.
No outro dia quando falei das canecas chubby quase românticas nunca pensei que lhes fosse dar tanta utilidade!
sábado, 16 de junho de 2018
sexta-feira, 15 de junho de 2018
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Postais de Copenhaga
Esta foi a terceira vez que estive em Copenhaga. As outras duas já foram documentadas aqui em 2013 e aqui em 2017, por isso desta feita vou tentar mostrar outras coisas. De qualquer modo, como faz agora um mês que lá estive e sou péssima com os nomes das coisas, estou bastante curiosa para ver como vai sair este texto!
Desta vez fiquei noutra parte da cidade, Amargebro, e realmente fiquei com uma perspectiva diferente daquela que tinha tido das outras vezes.

Acho que consegui apanhar a semana de Verão da Dinamarca este ano. As temperaturas aproximaram-se praticamente todos os dias dos 30ºC, por isso não era aquele calorzinho escandinavo de 19ºC, não, era calor a sério e eu aproveitei para ir passear / ler / comer / trabalhar / caminhar à beira canal/rio/mar sempre que possível!
Era giro agora eu saber o que era aquela instalação/construção/monumento... mas sei de quem é a sombra, menos mal! Maria Calíope a parecer uma girafa esbelta e elegante com uma pochette!
Isto pode parecer um museu é nada mais nada menos do que a Universidade de Copenhaga. E é muito mais gira ao vivo do que nesta foto! Parece muita arejada e naquele estilo muito clean, muito nórdico, muito IKEA.
A zona de Christiana é uma espécie de comunidade hippie auto-suficiente e praticamente auto-determinada ou até auto-proclamada. Não é bem o meu estilo de cena, mas não deixa de ter a sua piada e ao sair de lá dar com esta indicação de estamos a regressar à civilização, perdão!, à União Europeia!
Os dinamarqueses A D O R A M bicicletas, é vê-las por todo o lado, bicicletas, lojas de bicicletas, oficinas de bicicletas, caminhos para bicicletas, semáforos para bicicletas...
Aqui em baixo, o bailarico de kizomba em Copenhaga! Infelizmente as fotos não ficaram grande coisa.



E o melhor para o fim, sim, dançar kizomba foi com certeza um highlight, mas ir à praia na Dinamarca foi sem dúvida a surpresa da viagem! E eu molhei o meu pezinho e fiz aquilo que nós portugueses adoramos fazer: andar descalço à beira-mar como quem cumpre uma promessa! Obviamente que era a única :)
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Dramas de quem não tem do que se queixar.
Há muitos, muitos anos, quando ainda nem havia o Colombo, descobri a Marks & Spencer. Era na Guerra Junqueiro e eu e a minha irmã, íamos lá sempre comprar roupa interior. Quando abriu a loja do Colombo foi uma alegria! Já não me lembro quando foi que as M&S fecharam em Portugal, mas foi para nós literalmente o fim do mundo em cuecas. Há uns dias fui de propósito a um centro comercial para ir à Promod, loja onde em tempos deixava parte do ordenado, só para o querido leitor perceber a proveniência de possivelmente mais de 50% do meu guarda-roupa. Ia entrar e dou com uma loja de roupa de montanhismo! Dei meia volta e voltei para casa e descobri que deixou de haver Promod em Viena!!! O baque foi quase tão grande como o encerramento da M&S em Portugal. A loja online está a bombar, bem sei que recebo as newsletters, mas quer dizer, eu gostava era mesmo de ir lá, experimentar coisas e trazer outras tantas. First world problems, bem sei... mas muito chato.
terça-feira, 12 de junho de 2018
Anda em desvario, ai ai ai menina III
A Pipoca fez-me lembrar não só que amanhã é Santo António, mas que também este blogue tem uma longa tradição de quadras! Camões deve estar a revirar o olho que não tem face a esta métrica, mas não queria falhar este ano, depois dos grandes momentos poéticos de 2016 e 2017.Santo António, Santo António
a brincar já um ano se passou
desde que te dirigi umas palavrinhas,
e assim de repente nada mudou!
Foi um ano concorrido
não me estou a queixar
os quilómetros croatas não deram em nada
em compensação houve mais peixe no mar!
Entre trabalho e lazer, viagens e afazeres
voltei ao meu modo pro-activo.
Fui para a ginástica, alemão e cursos de dança
Para me abstrair desse objectivo.
E foi café aqui e jantar acoli,
dois para cá, dois para lá
por muita boa vontade que eu tenha
não suporto falta de chá!
Ai! Santo António, vê lá se é desta que me ouves,
que não estou propriamente atirada para um canto,
caso contrário ainda vais apanhar couves
que eu a dançar os meus males espanto.
Vá, sê generoso e não te acanhes
desencanta-me um bom pretendente
com dois dedos de testa e pezinho de valsa
para mim que até sou uma pessoa decente!
Friday night fever
Face a um convite repentino para ir a um festival de salsa (!) [mas então não era ópera?!], Maria Calíope certificou-se de que haveria uma sala com kizomba e apenas mediante essa garantia, aceitou o convite.
Chegando ao sítio, apressou-se em trocar os ténis dourados pelos sapatos de dança e foi direitinha para a pista de dança pela mão do seu parceiro. Maria Calíope estava tão animada por ir dançar que apenas a meio da música reparou que não era kizomba, mas bachata... torceu o nariz e continuou a dançar. O parceiro dançava alegremente e tentava fazer com que ela acompanhasse o ritmo, mas depois do nariz torcido, veio o sobrolho levantado e a testa franzida e só não cruzou os braços porque continuava agarrada ao parceiro. As kizombas lá apareceram, mas foram escolhidas talvez as piores de todos os tempos e seguiu-se mais bachata. Maria Calíope até estava a esforçar-se por disfrutar a noite, o evil look é que não a largava... e as bachatas sucediam-se. Mais penoso do que ouvir, foi ver as outras pessoas a dançar... parecia que toda a gente tinha saído das aulas de dança jazz... eram braços no ar, eram troncos com ondulação vigorosa, eram cabeças a rodar e cabelos a voar, portanto um filme de terror!
Apesar disto tudo só estranhei não ter dado pelo tempo a passar e só termos ido embora já passavam das 3:00 (quando a música acabou)! Mas reclamei na mesma ter sido levada ao engano e que há uma kizombada em dívida!
Kristine Izak, Enamorado
Chegando ao sítio, apressou-se em trocar os ténis dourados pelos sapatos de dança e foi direitinha para a pista de dança pela mão do seu parceiro. Maria Calíope estava tão animada por ir dançar que apenas a meio da música reparou que não era kizomba, mas bachata... torceu o nariz e continuou a dançar. O parceiro dançava alegremente e tentava fazer com que ela acompanhasse o ritmo, mas depois do nariz torcido, veio o sobrolho levantado e a testa franzida e só não cruzou os braços porque continuava agarrada ao parceiro. As kizombas lá apareceram, mas foram escolhidas talvez as piores de todos os tempos e seguiu-se mais bachata. Maria Calíope até estava a esforçar-se por disfrutar a noite, o evil look é que não a largava... e as bachatas sucediam-se. Mais penoso do que ouvir, foi ver as outras pessoas a dançar... parecia que toda a gente tinha saído das aulas de dança jazz... eram braços no ar, eram troncos com ondulação vigorosa, eram cabeças a rodar e cabelos a voar, portanto um filme de terror!Apesar disto tudo só estranhei não ter dado pelo tempo a passar e só termos ido embora já passavam das 3:00 (quando a música acabou)! Mas reclamei na mesma ter sido levada ao engano e que há uma kizombada em dívida!
Kristine Izak, Enamorado
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Comunidades portuguesas
Ontem não fui à feijoada comemorativa do 10 de Junho, mas hoje não pude deixar de comparecer à recepção na Embaixada para celebrar a mesma efeméride. Foi-me dito que o critério de selecção dos convidados deste ano foram pessoas ligadas às artes, está certo, estava lá o director do festival de cinema, a cantora de ópera, um cinturão negro em taekondo, um ex-bailarino primo de um pianista e eu, artista de circo! De resto, os suspeitos do costume. O que mais ouvi foi "Aaahhh Maria Calíope! Gostava tanto de ter ido à tua/sua palestra, mas (razão qualquer). O tema era tão interessante e queria mesmo saber mais sobre..." inclusivamente do senhor Embaixador. Já a esposa preferiu contar que é avó há 4 dias e parecia mesmo a minha mãe, pois numa fracção de segundo, puxou do telemóvel e começou a mostrar-me fotos do neto recém-nascido! Foi a terceira vez que estive com ela, sendo que das outras vezes não trocámos mais do que um solene "boa noite!". Parte cómica foi também estar a conversar com algumas pessoas mais séniores que no espaço de 10-15 minutos conseguiram repetir 2 vezes a mesma narrativa, contando com o mesmo entusiasmo de quem a relata pela primeira vez! A idade é tramada e eu vejo o meu futuro, mas no meu presente foi mesmo uns pastéis de bacalhau, tâmaras com presunto, empadas de galinha e pastéis de nata, tudo regado com vinho, claro está!
domingo, 10 de junho de 2018
Travão
A memória é um artíficio curioso. Há coisa de um mês ocorreu-me este antes e depois. Nesta sexta foram diversas as situações (os morangos, os ténis dourados, o Shape of You do Ed Sheeran, a chuva durante o evento e a noite espelhada nas ruas molhadas à saída às 3 da manhã, etc, etc.) que activaram memórias felizes de conquistas passadas. Por algum motivo eu só consegui ver sinais de alarme e não quis seguir a mesma estrada, mesmo tendo quem me trouxesse a casa. A via conhecida não será necessariamente a mais segura e por mais estranho que possa parecer pôr um pé no travão pode ser uma manobra arriscada.Ashvin Harrison, Desert Storm
sábado, 9 de junho de 2018
Natação sincronizada
A época balnear já está aberta há mais de um mês. Estão temperaturas estivais desde Abril - sim, vim viver para um país tropical e só me apercebi disso ao fim de 15 anos - e só hoje consegui ir dar um mergulho ao Danúbio. Estamos em Junho por isso não se pode dizer que comecei a minha época de banhos tardiamente, mas tendo em conta as temperaturas atípicas que por cá se têm sentido quase que parece ter ido já quase em final de temporada.
E mergulhar (que é mesmo força de expressão, pois eu devo demorar uns bons 15 minutos a conseguir entrar dentro de água) ou nadar no Danúbio é sempre um bálsamo para a minha alma, o caríssimo leitor está cansado de saber. Mas hoje foi mais do que isso. Sem querer subi o patamar da experiência e mais, cumpri um daqueles meus desejos ultra-secretos (que vai deixar de o ser com as seguintes palavras) nadar margem a margem and back acompanhada (acho que em rigor não foi a primeira vez, mas vamos fingir que foi). Isto sem contar com os cisnes que lá estavam. E depois parece que ainda ouviu-se valsa (Danúbio azul, what else?) e o sol pôs-se lá perto também...
E mergulhar (que é mesmo força de expressão, pois eu devo demorar uns bons 15 minutos a conseguir entrar dentro de água) ou nadar no Danúbio é sempre um bálsamo para a minha alma, o caríssimo leitor está cansado de saber. Mas hoje foi mais do que isso. Sem querer subi o patamar da experiência e mais, cumpri um daqueles meus desejos ultra-secretos (que vai deixar de o ser com as seguintes palavras) nadar margem a margem and back acompanhada (acho que em rigor não foi a primeira vez, mas vamos fingir que foi). Isto sem contar com os cisnes que lá estavam. E depois parece que ainda ouviu-se valsa (Danúbio azul, what else?) e o sol pôs-se lá perto também...
"Quiii lindoooo!" é o que me aprouve dizer :)
sexta-feira, 8 de junho de 2018
393º momento cultural: Pompeia
Em termos geográficos, o melhor de Nápoles foi Pompeia! Em 2013 tinha ficado com imensa pena de não ter conseguido lá ir, mas desta vez não me escapou. Não sei bem do que estava à espera, mas não era aquilo e por isso fiquei agradavelmente surpreendida.
Pompeia é uma viagem no tempo. É uma incursão no Império Romano. É viver de repente em qualquer ano antes de Cristo, por isso uma autêntica viagem no tempo.

Abstraindo-me dos milhares de turistas que estavam lá a fazer o mesmo que nós e da pressão do tempo - porque ainda achava que ia a Ischia no mesmo dia... - Pompeia foi sem dúvida o ponto alto do fim-de-semana. Uma pessoa que como eu sempre adorou História, que vê todos os anos aqueles filmes de época que se passam ou se relacionam com o Império Romano, ir a Pompeia é entrar numa máquina de teletransporte para o passado.

Não fazia ideia de que era tão grande, não fazia ideia de que estava tão bem conservada. Há casas que ainda mantém frescos e mosaicos originais... são mais de 2000 anos!
É toda uma cidade uma cidade romana, com direito a termas, banhos, tabernas, coliseu, jardins, pátios e bordel!

Reparem nesta última imagem. No bordel havia imagens dos serviços oferecidos, qual kamasutra latino, para que não houvesse problemas de comunicação, caso os clientes ou os empregados não falassem a língua do outro! Assim, imaginando que uma pessoa que não falasse latim requisitasse os serviços uma cortesã romana, apontava para o "menu" e assim explicava o que queria! Não é genial? Os romanos poderiam ter muitos defeitos, mas que eram práticos eram com com certeza1
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Napolitando
Será que o querido leitor ainda se lembra que Maria Calíope esteve em Nápoles há mais de um mês e mal falou da viagem? Fotos então ficaram em dívida... Mais vale tarde do que nunca e com as memórias possíveis, pois para uma candidata forte a Alzheimer a memória pode ser uma questão relativa e a passagem do tempo não melhora as coisas. 
Bom, Nápoles foi uma lufada de ar fresco, um boost de energia e muito revigorante. Tinha estado em Nápoles em 2003 em pleno interrail. Na altura tinham-me surpreendido o lixo nas ruas e a simplicidades das pizzas. Desta vez não foi muito diferente, mas tive direito a bastantes mais extras! Infelizmente por má gestão de tempo ou expectativas demasiado altas não consegui ir às ilhas adjacentes. Capri, Ischia e as outras vão ficar para outras núpcias... mas pelo menos fiquei com o contacto de guias turísticos, o que é sempre útil!

Ir a Itália faz sempre bem ao corpo e à alma. Ver ruínas, viver la bella vita e conviver com italianos, comer pizzas e pastas deliciosas, apreciar aquele dolce fare niente activamente e tutti e tutti! Respira-se cultura e história e desta vez também deu para trocar dois dedos de conversa, experiências e muitas parvoíces com amigas minhas!Passar um fim-de-semana com pessoas é sempre giro e, para mim, diferente das minhas viagens recorrentes, mas acarreta outras logísticas e vontades alheias.

Para além, das ruas típicas e lixo correspondente, estendais exibindo a roupa interior, o centro da cidade, as ruas sinuosas, o Vesúvio, Pompeia (merece um post separado que está quase a sair), deu para ver outra parte da cidade. A noite, os bares e a arte urbana! Além da comida saborosa, deu para conhecer e saborear a casta branca da zona - cujo nome obviamente não me recordo... mas começava com F -
Tiffosi estão em todo o lado, mas não esperava encontrar este fervor em Nápoles. Lá me explicaram que o Nápoles não ganhava o campeonato há anos (décadas... o que me disseram em rigor foi "o Nápoles é tipo Sporting ). Talvez em Portugal também haja disto, mas eu nunca tinha visto tal coisa: rolos de papel higiénico com os emblemas dos outros clubes... A Juventus então é odiada convictamente. Imaginem que eu percebi este fanatismo ao passear numa feira, portanto podem deduzir que tipo de mensagens andei a ler...Infelizmente por má gestão de tempo ou expectativas demasiado altas não consegui ir às ilhas adjacentes. Capri, Ischia e as outras vão ficar para outras núpcias... mas pelo menos fiquei com o contacto de guias turísticos, o que é sempre útil!
quarta-feira, 6 de junho de 2018
A cup of tea... or two
Não sei como se começa uma colecção, nem a partir de quantas peças/elementos se pode considerar uma colecção de todo. Talvez já tenha exprimido essa dúvida aqui em algum momento. Assim de repente, julgo não coleccionar nada, mas se olhar à minha volta vejo muitos mapas, muitas máscaras, muitos desenhos/pinturas/quadros de cidades (e se passasse para outras divisões poderia enumerar sapatos, malas, relógios, pulseiras, etc, etc.). Portanto não posso precisar quando dei início à compra consecutiva, consequente e acima de tudo consciente de peças de louça azuis e brancas. Um dia hei-de fazer um post sobre o serviço de chá de uma loja amiga do ambiente, da manteigueira (que não vejo há anos) de Bratislava, das cúpulas (que nunca usei) de Marraquexe, das tigelas e tacinhas de Hong Kong ou da peça que me parece ser uma azeitoneira holandesa. Como podem imaginar pela diversidade da proveniência, os estilos, os materiais, os padrões são todos diferentes, mas na minha cabeça estas coisas combinam umas com as outras e sobretudo com um brunch for two.
Acabaram-me de chegar hoje às mãos a peça que faltava para essa refeição. Directamente de Estocolmo como prendinha de uma colega que anfitriei durante esta semana, eis as canecas mais balofas cá de casa. Não são super chubby?
É impressão minha ou têm o seu quê de românticas?
Acabaram-me de chegar hoje às mãos a peça que faltava para essa refeição. Directamente de Estocolmo como prendinha de uma colega que anfitriei durante esta semana, eis as canecas mais balofas cá de casa. Não são super chubby?É impressão minha ou têm o seu quê de românticas?
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Como é que se mede o sucesso?
(ou a falta dele)- Na comparação directa com os nossos pares actuais?
- Na comparação directa com os nossos pares passados?
- Pela situação familiar?
- Pela situação profissional?
- Pela conta do banco?
- Pelo tamanho do cv?
- Pelas posses?
- Pelas viagens de lazer/férias?
- Pela qualidade de vida (whatever that means)?
- Pela satisfação pessoal?
- Pela opinião alheia?
- Pelo espelho?
Samuel Djive, Caminho para a paz
domingo, 3 de junho de 2018
Ópera do malandro
E quando um desconhecido* pergunta:
E se saíssemos para a semana... Que me dizes de ópera?
Isso é o quê?
Cenas dos últimos episódios (que Maria Calíope não teve oportunidade de relatar):
Ep.1: Já a dançar com o mesmo indivíduo pela segunda vez e depois da conversa possível enquanto dançávamos:
- Tens facebook?
- Não.
E continuámos a dançar. Umas músicas depois, continuávamos a dançar e Maria Calíope pergunta:
- Porque é que perguntaste se eu tinha facebook?
- Olha por nada...
- Eu até tenho facebook, mas não o uso.
- Bom, porque me pareces simpática e podíamos combinar qualquer coisa...
- Mas eu tenho um número de telefone!
- Ah! Let's do it the old fashioned way!
- Old fashioned way?!!!
Ep. 2: Dança, dança, dança, dança. Paramos um bocadinho para beber um copo? Posso oferecer-te uma bebida? Conversa, conversa, conversa, riso, conversa, riso, riso, mais tu parles français aussi? Tu préfères qu'on parle en français ou en allemand? Comme tu veux! Conversa, conversa, conversa, riso, riso, riso, dança, dança, dança. Intervalo. Mais uma bebiba, jetzt zahle ich, conversa, conversa, conversa. Última música, última dança.
*bom bailarino, cavalheiro, bom conversador e bem apessoado
E se saíssemos para a semana... Que me dizes de ópera?
Isso é o quê?
Cenas dos últimos episódios (que Maria Calíope não teve oportunidade de relatar):
Ep.1: Já a dançar com o mesmo indivíduo pela segunda vez e depois da conversa possível enquanto dançávamos:- Tens facebook?
- Não.
E continuámos a dançar. Umas músicas depois, continuávamos a dançar e Maria Calíope pergunta:
- Porque é que perguntaste se eu tinha facebook?
- Olha por nada...
- Eu até tenho facebook, mas não o uso.
- Bom, porque me pareces simpática e podíamos combinar qualquer coisa...
- Mas eu tenho um número de telefone!
- Ah! Let's do it the old fashioned way!
- Old fashioned way?!!!
Ep. 2: Dança, dança, dança, dança. Paramos um bocadinho para beber um copo? Posso oferecer-te uma bebida? Conversa, conversa, conversa, riso, conversa, riso, riso, mais tu parles français aussi? Tu préfères qu'on parle en français ou en allemand? Comme tu veux! Conversa, conversa, conversa, riso, riso, riso, dança, dança, dança. Intervalo. Mais uma bebiba, jetzt zahle ich, conversa, conversa, conversa. Última música, última dança.
*bom bailarino, cavalheiro, bom conversador e bem apessoado
sábado, 2 de junho de 2018
Rebentos
Não acho que as crianças sejam o melhor do mundo, nem de longe nem de perto, mas não posso deixar de me surpreender com as minhas reacções diante de um recém-nascido. O mais recente membro da minha família acabou de nascer (não, ainda não é o meu sobrinho to be) e eu fiquei tão enternecida (facto já por si digno de registo per se e que comprova que no fundo, no fundo sou um coração mole), mas acima de tudo feliz pelos pais, pelo tio e pela avó. Na verdade, acho que toda a minha família está feliz por este novo rebento.
Mais umas semanas e chega o gémeo! :) (e não querendo puxar a brasa à minha sardinha, espero que ainda seja mais fofo que este)
Mais umas semanas e chega o gémeo! :) (e não querendo puxar a brasa à minha sardinha, espero que ainda seja mais fofo que este)
O que é que combina com uma manhã de sábado cheia de sol?
Não é só na Dinamarca que se comem valentes pequenos-almoços. Há toda uma tradição de pequenos-almoços vienenses que nunca foi retratada, mas que é seguida há anos!Aqui temos um dos meus sítios preferidos, Das Augustin. Como está muito calor fomos para o pátio, caso contrário, o interior tem um ar muito... vintage? Espelunquinha? Não sei, qualificar ao certo, mas não tem pó, não é pretensioso, tem charme qb e uma relação vencedora qualidade/preço.
Este é o menu "light" com iogurte e fruta, pão torrado com abacate e ovo escalfado, bacon frito e um shot de sumo de laranja. Pedi uma meia-de-leite para completar o ramalhete.
sexta-feira, 1 de junho de 2018
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