quinta-feira, 28 de junho de 2018

It's a boy


É um macho-alfa!

O meu pai iria ficar tão contente de ter um neto :)

Desta vez a tia não está lá e só vai chegar daqui a umas semanas :(
Mas se em 2016 nasceu a minha sobrinha e fomos campeões europeus, será que o nascimento do meu sobrinho em ano de mundial quererá dizer alguma coisa mais que o gato surdo, o caracol e o polvo não sabiam?

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Banana

Tenho uma aluna que já tive de chumbar duas vezes. Passados 3 ou 4 anos, ela regressa e avisa-me como quem não quer a coisa que se tinha proposto a exame (!) Há 4 anos que esta alminha não vai às aulas... Não faço ideia o que estudou, se estudou ou o que é que fez. Fez a prova ontem e eu em vez de a corrigir estou a pedir a todos os santinhos que a desgraçada tenha conseguido os mínimos olímpicos para que eu a passe com 10.
Sou uma banana...

terça-feira, 26 de junho de 2018

Tempos modernos - A vingança

Portugal passou para os oitavos-de-final e quis o destino e possivelmente os santos populares que o jogo calhasse no dia da sardinhada, A sardinhada em Viena, que obviamente é um evento portuguesíssimo. Se já ia haver sardinhas, entremeada, minis e vinho verde, haver futebol é um perfect match. Eu já ando há semanas a falar disto e a sonhar com sardinhas, por isso lancei o anzol ao entalado em Roma, que entretanto já voltara a Viena e seguira para a Suíça... (somos jovens, somos móveis, somos europeus, podia ser um hashtag, se eu fosse dada a cardinais).

- Olha, vai haver uma sardinhada e calha no dia do jogo de Portugal. Eu vou, queres ir comigo?
- Está bem.
- É uma cena típica portuguesa, com comida portuguesa e possivelmente muitos portugueses... e sabes que eu conheço muita gente... e devem ir amigos meus também.
- OK
- Se achares que é chato, não há problema nenhum... eu vou na mesma.
- Porque é que estás a dar-me razões para eu não ir?
- Não é isso, se eu não quisesse que fosses nem te dizia, não é? Só estou a explicar as circunstâncias...
- Eu vou e vou dizer algumas palavras em português...
- Vais?
- "Obrigado", "Aplausos", "Não me toques"
- Ahahahahahahhahahaahha onde foste buscar isso?
- Ahahahahahahah então quem é o meu professor de português?
- Eu?
- Tu?! O que é que tu me ensinaste?
- Hmm... bem... nada!
- Pois! O meu professor é o Anselmo Ralph!
- Ahahahahahahhahahaahahha

Pronto. Uma carreira de quase 20 anos, um doutoramento, um livro e outros tantos artigos publicados, aulas e palestra dadas em 4 continentes... tudo metido no chinelo por um tal de Anselmo...

(Bom, vou ter de arranjar um nome em condições para esta personagem, que já apareceu por aqui vezes suficientes para continuar a ser a pessoa inominável. Any idea?)

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Tempos modernos

Maria Calíope no clube austro-português a comer uma bifana e a beber um vinho verde e a ser interrompida para dar apoio moral por telefone a alguém que ficou entalado em Roma com um voo com duas horas de atraso... Jogo prestes a começar.

- Olha o jogo está quase a começar, tenho de ir...
- 'Tás a gozar?
- Não! Há prioridades!
- Ahahahahah
- Já deixei a bifana a meio e o vinho por beber para falar contigo. Agora vou ver o jogo. Vê lá se encontras uma televisão aí também!
- Pronto, já superei a bifana... menos mau...
- Vá, falamos por escrito, se quiseres.

domingo, 24 de junho de 2018

Rainha dos saldos

Ir para o escritório num sábado não é a coisa mais agradável, mas quando as obrigações assim nos impelem para esse efeito, nada a fazer... Ia fazer o meu caminho do costume. Sair do metro, atravessar o centro comercial, atravessar a rua e entrar no meu edifício. Saí do metro, efectivamente, mas em vez de atravessar as galerias no piso térreo, achei que era giro fazê-lo no 1º andar. Caldo entornado. Entrei logo na primeira loja com indicação de 70% (a New Yorker).
A New Yorker é aquela arraçada de Bershka, ou seja, com jeito e paciência encontram-se lá grandes achados sem aquele ar de pechincha de feira para fazer furor na festinha da paróquia. E o que é que eu fui lá desencantar...
Veio comigo este bichanito que é a coisa mais amorosa desde que há folhos! Pode ser usado como cai-cai ou como manga. É adorável.
Ainda experimentei uma outra blusita muito gira às risquinhas azuis, com umas flores brancas a liso e umas mangas com folhos - é bem mais gira que a minha descrição, mas não encontrei fotos.
Mas o melhor veio para o fim. Ia já a caminho da caixa quando bati os olhos num baby-doll mais fofinho de todos os tempos (também não encontrei imagem, por isso o querido leitor vai ter de se reger pela minha descrição). A verdade é que eu precisava mesmo de um pijamita de Verão assim mais levezito (especialmente agora que as temperaturas cairam a pique). Mas então é uma uma blusita  de alças e uns calções com risquinhas azuis (não muito diferente desta blusa), mas com um flamingos pequeninos bordados a branco e uns atilhos brancos com um pormenor cor-de-rosa. Nem estava em saldos e a bem da verdade paguei mais pelo pijamita que pelas blusas. Mas as quatro peças vieram comigo e até ver estão a ambientar-se muito bem cá a casa. Com esta brincadeira já devia ter passado hora e meia... Como eu achei que ainda tinha imenso tempo, paguei, saí daquela loja e entrei na da frente: a hunkmöller. Até ontem este nome não me dizia nada. Agora já sou cliente encartada e tudo. Já tinha pasado milhões de vezes e não sei porque nunca entrei... é uma loja de roupa interior holandesa ou belga, o que só por si é logo uma garantia de segurança de que existem modelos para pessoas reais e não aqueles tapa-orelhas para sei lá quem. Trouxe um conjuntinho em verde escuro... E o que eu gosto de verde escuro! Possivelmente a única cor que ainda não constava na minha gaveta de roupa interior. Melhor do que existir o meu tamanho exacto foi o facto de estar em saldos...
Pronto cheguei ao escritório umas três horas depois... but who cares, era sábado, não era?

Mundo às avessas

Aprender a gostar de quem gosta de nós e nos trata bem e não ficar à procura de espinhas, de peles ou de cantinhos esturricados. (Se calhar já arrastei camiões a mais por quem nem estava aí...). 
Vamos lá tentar fazer qualquer coisa diferente.

sábado, 23 de junho de 2018

A menina quer dançar!


A ver se desta vez Albir Rojas volta a puxar-me para dançar e eu não faço figura de totozona!
Se não for, também não faz mal.
De qualquer modo, o passe está confirmado e já ando a treinar!
Bratislava promete é o que lhe digo querido leitor...

Pronta para o Verão



Recebi uns vales da Universidade a propósito de uma celebração qualquer. Depois de me refastelar com uns tacos e meia litrada de sprizer, fui trocar os restantes vales por esta fabulosa toalha de praia. Não é o máximo? 

Só é pena a temperatura ter caído uns 10-15ºC no dia seguinte!


Mas esperemos que o Verão volte nas próximas semanas!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

395º e 396º momentos culturais

Se no início do ano estava maravilhada com a qualidade dos filmes que andava a ver, a esta altura do campeonato tem sido cada tiro cada melro... ao ponto de me questionar se deveria elencá-los nos momentos culturais. Não tenho de gostar de tudo o que vejo, mas ultimamente tem sido mesmo uma pontaria tremenda. Há umas semanas fui ao Festival de Cinema Italiano por sugestão do meu amigo italiano ver La Tenereza (ou como era)... Ele ainda estávamos nos 5 minutos iniciais e já roncava!!! Tive mesmo de lhe dar uma cacetada! E foi ele que escolheu o filme! Enfim... o drama da solidão na velhice, o drama das famílias de falsas aparências, o drama dos refugiados, o drama da falta de amor. Uma tristeza sem fim, com direito a muitas mortes pelo meio. A parte engraçada foi o facto do filme ter sido rodado em em Nápoles, onde estive há coisa de dois meses, por isso muitos daqueles cenários pareceram-me familiares.

O outro filme foi uma solução de recurso. Ia ver uma Ópera a céu aberto, só que começou a chover, e acabei no cinema a ver o filme que começava logo a seguir. Filme é força de expressão, era mais um documentário Visages, Villages sobre uma mulher de 80 e tal anos e um tipo de 30 e poucos, ambos fotógrafos ou artistas cujo projecto consistia em dar vida a espaços, edifícios, construções com fotos de pessoas. A parceria entre os dois no mínimo incomum funcionava de feição e isso foi no mínimo enternecedor. Foi interessante ver a história por detrás das imagens e a própria construção do projecto, mas não tinha necessariamente de ter visto...

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Solstício de Verão

Não faço ideia qual o presente alinhamento cósmico, mas que se mantenha por muito tempo. Há coisas surpreendentes e estranhamente boas a acontecer. Ir dançar a meio da semana foi só um mini-exemplo.

Ontem o google esteve assim

Vá, foi uma das fatiotas do dia, mas eu achei os pormenores tão deliciosos que não hesitei em fotografar o ecrã do computador enquanto a criançada suava a fazer os exames! Reparem, há sardinhas assadas, há avionetas com mensagens na praia, há uma avozinha a fazer tricot, o campino com patilhas gigantes, o super maxi, o rádio de pilhas para ouvir o relato...

Perdi o primeiro e único golo português porque as criancinhas não se despacharam a entregar o exame, em compensação vi o resto do jogo numa esplanada VIP com sofás e a almoçar um belo carpaccio! Se o futebol fosse um jogo justo, Marrocos teria ganho. Felizmente para nós, só conta quando a bola entra e por isso, ganhámos nós os 3 pontos.

O dia já tinha sido bastante agradável e eu previa um merecido e descansado serão no sofá a ver o jogo da noite, sem mais preocupações. E assim foi. Só não contava depois pegar nos meus sapatos de dança e ir dar um pezinho numa quarta-feira, quando tenho aulas às 8:00 no dia seguinte. Soube-me pela vida. E à meia-noite e meia estava de volta ;)

terça-feira, 19 de junho de 2018

Um homem que dance...

Há coisa de um mês, regressada de uma festa, onde dancei que dancei, tive a brilhante ideia de escrever um post assim sem pensar muito no assunto em plena madrugada, cujo título rezava: Um homem que saiba dançar saberá fazer tudo. O que é que eu fui escrever, meu caro leitor... Várias famílias ligaram de imediato a saber o que se passava, quem era o feliz contemplado e outros pormenores sórdidos que não sucederam porque não passava daquilo mesmo: um título inspirado para uma noite literalmente bem dançada.
Passado um mês, bati os olhos nesse mesmo post, porque efectivamente, um homem que saiba dançar saberá fazer mais coisas! O Kayo Corpo fez-se ouvir cá em casa, mas surpresa das surpresas foi a menina ter dançado! O parceiro é um fofo porque não só dança como cozinha! E nem precisou de sujar a minha cozinha, trouxe um tupperwarezinho com comida home-made que me serviu para dois almoços. E que bem que me souberam... a dança e a comida.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

394º momento cultural: A Happy Prince

Depois de tanto momento delico-doce, e sabe lá o querido leitor o que está para aí por vir, cá vem um momento cultural secante para equilibrar a ordem do mundo!
Fui ver o Happy Prince animada por saber que se tratava da vida de Oscar Wild e que contava com a presença de Ruppert Everet, portanto tinha tudo para ser bom... mas não foi.
O filme retrata a vida de Wild após ter sido preso (por ser homossexual) e nessa condição todo o seu sucesso de outrora se esfumou. No entanto, ele continua a dedicar-se aos prazeres da sua vida: o champanhe, as drogas, os homens (mancebos, ficaria aqui melhor?) - não necessariamente nesta ordem. É uma vida boémia, mas deprimente e apesar da exuberância dos gestos, ele não é feliz e sofre. Sofre pela marca que a sociedade lhe inflingiu, sofre por estar longe dos filhos, sofre pelos encontros e desencontros, enganos e desenganos amorosos e pela falta de dinheiro crónica! A vida dele é miserável.
Eu achei o filme deprimente e fiquei a pensar de que lhe vale (a Wild) ser lido e cantado e estudado e até citado ad nauseam no facebook, se acabou os seus dias miserável na penúria? Quantos artistas tiveram o mesmo percurso? Não será melhor ter uma vida feliz e depois cair no esquecimento de todo o sempre? Fica a dúvida no ar!

domingo, 17 de junho de 2018

Breakfast for two

No outro dia: batido de morango, pão de sementes de abóbora, chouriço de porco preto, queijo amanteigado, queijo de cabra, tomate e pepino. 
Ontem: batido de manga, pão de nozes, croissants, fiambre de peru, mortandela ou coisa que o valha, queijo não sei quê, uvas.
Hoje: Cafezinho com leite, cereais com leite/iogurte com cereais, pão de nozes , abacate com tomate cereja gigante.

Sim, poderia ter feito panquecas que até tinha os ingredientes, mas é melhor não pôr logo a carne toda no assador. 
No outro dia quando falei das canecas chubby quase românticas nunca pensei que lhes fosse dar tanta utilidade!

sábado, 16 de junho de 2018

Danúbio

Com este tempo não deu para dar uns mergulhos, em compensação houve caminhada pelo bosque, com direito a um vinhozinho simpático com vista para o rio. Ah! Também vimos um Bambi! 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Let the games begin

Grande jogo... Cristiano Ronaldo por um lado não existe, por outro é meia equipa.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Postais de Copenhaga

Esta foi a terceira vez que estive em Copenhaga. As outras duas já foram documentadas aqui em 2013 e aqui em 2017, por isso desta feita vou tentar mostrar outras coisas. De qualquer modo, como faz agora um mês que lá estive e sou péssima com os nomes das coisas, estou bastante curiosa para ver como vai sair este texto!

Desta vez fiquei noutra parte da cidade, Amargebro, e realmente fiquei com uma perspectiva diferente daquela que tinha tido das outras vezes.











Acho que consegui apanhar a semana de Verão da Dinamarca este ano. As temperaturas aproximaram-se praticamente todos os dias dos 30ºC, por isso não era aquele calorzinho escandinavo de 19ºC, não, era calor a sério e eu aproveitei para ir passear / ler / comer / trabalhar / caminhar à beira canal/rio/mar sempre que possível!

Era giro agora eu saber o que era aquela instalação/construção/monumento... mas sei de quem é a sombra, menos mal! Maria Calíope a parecer uma girafa esbelta e elegante com uma pochette!


Isto pode parecer um museu é nada mais nada menos do que a Universidade de Copenhaga. E é muito mais gira ao vivo do que nesta foto! Parece muita arejada e naquele estilo muito clean, muito nórdico, muito IKEA.













A zona de Christiana é uma espécie de comunidade hippie auto-suficiente e praticamente auto-determinada ou até auto-proclamada. Não é bem o meu estilo de cena, mas não deixa de ter a sua piada e ao sair de lá dar com esta indicação de estamos a regressar à civilização, perdão!, à União Europeia!




Os dinamarqueses A D O R A M bicicletas, é vê-las por todo o lado, bicicletas, lojas de bicicletas, oficinas de bicicletas, caminhos para bicicletas, semáforos para bicicletas...






Aqui em baixo, o bailarico de kizomba em Copenhaga! Infelizmente as fotos não ficaram grande coisa.




 E o melhor para o fim, sim, dançar kizomba foi com certeza um highlight, mas ir à praia na Dinamarca foi sem dúvida a surpresa da viagem! E eu molhei o meu pezinho e fiz aquilo que nós portugueses adoramos fazer: andar descalço à beira-mar como quem cumpre uma promessa! Obviamente que era a única :)




quarta-feira, 13 de junho de 2018

Dramas de quem não tem do que se queixar.

Há muitos, muitos anos, quando ainda nem havia o Colombo, descobri a Marks & Spencer. Era na Guerra Junqueiro e eu e a minha irmã, íamos lá sempre comprar roupa interior. Quando abriu a loja do Colombo foi uma alegria! Já não me lembro quando foi que as M&S fecharam em Portugal, mas foi para nós literalmente o fim do mundo em cuecas. Há uns dias fui de propósito a um centro comercial para ir à Promod, loja onde em tempos deixava parte do ordenado, só para o querido leitor perceber a proveniência de possivelmente mais de 50% do meu guarda-roupa. Ia entrar e dou com uma loja de roupa de montanhismo! Dei meia volta e voltei para casa e descobri que deixou de haver Promod em Viena!!! O baque foi quase tão grande como o encerramento da M&S em Portugal. A loja online está a bombar, bem sei que recebo as newsletters, mas quer dizer, eu gostava era mesmo de ir lá, experimentar coisas e trazer outras tantas. First world problems, bem sei... mas muito chato.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Anda em desvario, ai ai ai menina III

A Pipoca fez-me lembrar não só que amanhã é Santo António, mas que também este blogue tem uma longa tradição de quadras! Camões deve estar a revirar o olho que não tem face a esta métrica, mas não queria falhar este ano, depois dos grandes momentos poéticos de 2016 e 2017.

Santo António, Santo António
a brincar já um ano se passou
desde que te dirigi umas palavrinhas,
e assim de repente nada mudou!

Foi um ano concorrido
não me estou a queixar
os quilómetros croatas não deram em nada
em compensação houve mais peixe no mar!

Entre trabalho e lazer, viagens e afazeres
voltei ao meu modo pro-activo.
Fui para a ginástica, alemão e cursos de dança
Para me abstrair desse objectivo.

E foi café aqui e jantar acoli,
dois para cá, dois para lá
por muita boa vontade que eu tenha
não suporto falta de chá!

Ai! Santo António, vê lá se é desta que me ouves,
que não estou propriamente atirada para um canto,
caso contrário ainda vais apanhar couves
que eu a dançar os meus males espanto.

Vá, sê generoso e não te acanhes
desencanta-me um bom pretendente
com dois dedos de testa e pezinho de valsa
para mim que até sou uma pessoa decente!

Friday night fever

Face a um convite repentino para ir a um festival de salsa (!) [mas então não era ópera?!], Maria Calíope certificou-se de que haveria uma sala com kizomba e apenas mediante essa garantia, aceitou o convite.
Chegando ao sítio, apressou-se em trocar os ténis dourados pelos sapatos de dança e foi direitinha para a pista de dança pela mão do seu parceiro. Maria Calíope estava tão animada por ir dançar que apenas a meio da música reparou que não era kizomba, mas bachata... torceu o nariz e continuou a dançar. O parceiro dançava alegremente e tentava fazer com que ela acompanhasse o ritmo, mas depois do nariz torcido, veio o sobrolho levantado e a testa franzida e só não cruzou os braços porque continuava agarrada ao parceiro. As kizombas lá apareceram, mas foram escolhidas talvez as piores de todos os tempos e seguiu-se mais bachata. Maria Calíope até estava a esforçar-se por disfrutar a noite, o evil look é que não a largava... e as bachatas sucediam-se. Mais penoso do que ouvir, foi ver as outras pessoas a dançar... parecia que toda a gente tinha saído das aulas de dança jazz... eram braços no ar, eram troncos com ondulação vigorosa, eram cabeças a rodar e cabelos a voar, portanto um filme de terror!
Apesar disto tudo só estranhei não ter dado pelo tempo a passar e só termos ido embora já passavam das 3:00 (quando a música acabou)! Mas reclamei na mesma ter sido levada ao engano e que há uma kizombada em dívida!

Kristine Izak, Enamorado