quinta-feira, 31 de maio de 2018

Freak show XXXIV

Bom, isto não é um freak, freak, mas já vejo muito potencial.

Maria Calíope foi tomar o pequeno-almoço com uma personagem nova. Chegou à hora combinada, mais precisamente dois minutos depois da hora exacta. O indivíduo estava à porta, o ponto de encontro, Maria Calíope dirigiu-se a ele, cumprimentou-o e desculpou-se pelo mini-atraso... Ele disse que não havia problema pois também tinha acabado de chegar. Tudo muito lindo, tudo muito bom até ao minuto seguinte quando ele diz "Ah! Mas eu já pedi para mim!". Excuse me?! Então, não esperou que eu chegasse para pedirmos o que fosse ao mesmo tempo? (E estamos a falar de dois minutos). Não quer ser cavalheiro que pagar-me uma porcaria de um café? (Estamos a falar de um café...). Eu pedi o meu pequeno-almoço e lá estivemos a conversar... mas as primeiras impressões são fundamentais nestas coisas... já perdeu pontos!

terça-feira, 29 de maio de 2018

T0

Na semana que estive em Copenhaga, a minha anfitriã é amiga e foi vizinha e colega em França de uns amigos/colegas meus que estão agora em Macau. Em conversa apercebi-me que ela conhecia um tipo que eu conheci na passagem do ano no Porto e o meu colega polaco que nessa semana veio para Viena. Enquanto estava lá em terras vikings, o meu colega de Trinidad veio para a Áustria e eu ainda consegui encontrá-lo aqui em Viena. Conversa vai, conversa vem, ele disse que conhecia não-sei-quem em Copenhaga, que entretanto está em Londres, mais dois dedos de conversa e eu apercebi-me que é um tipo brasileiro que fez parte da mesma secção do que eu numa conferência em Aachen, onde estavam os amigos de Macau e o colega polaco!

O mundo é mesmo um T0!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O impossível é um conceito abstracto...

Será que o querido leitor ainda se lembra do Trevor Noah? Maria Calíope comprou o livro (ainda não o leu), continua a ver o Daily Show e acima de tudo - colocou ali ao lado nos Mergulhos Futuros (um dia hei-de) que gostaria de ver o Trevor Noah ao vivo. Maria Calíope pensou ir ver o Daily Show a Nova Iorque, mas essa ideia nunca ganhou pernas para andar.
De repente numa sexta-feira chata, onde Maria Calíope não conseguiu acertar um único passo de dança, onde a hora de dança lhe pareceu uma eternidade, em que estava apavorada sempre que tinha de dançar com o professor, voltou para casa e foi ver o Daily Show para se reconfortar. E entre Daily Show e documentários acerca do Príncipe Harry, Maria Calíope encontra Trevor Noah a fazer stand-up em Londres no fim-de-semana passado... Não foi preciso muito para ir conferir o programa de espectáculos e encontrar umas poucas datas na Europa. Demorou mais a decidir se preferia ir a Oslo em Junho ou a Antuérpia em Setembro. First world problems, I know!
Resumindo: Já tenho bilhete e voo e até desencantei companhia: a melhor de todas, a minha guru! Quererá o querido leitor adivinhar para onde Maria Calíope vai?
Não sei se devo terminar isto a dizer que está mais do que comprovado que virei excêntrica ou se be afraid of what you wish for! Nem acredito que vou ver o Trevor Noah ao vivo! (Até lá tenho de despachar o livro). Realmente impossível só o é até alguém o fazer! 

domingo, 27 de maio de 2018

Novos mundos

Uma amiga minha encontrou este conjunto de quadros numa feira da ladra da vida. Bateu os olhos nele e lembrou-se de mim. Comprou-o e ofereceu-me sem qualquer motivo. Eu adorei porque não só é a minha cara, como combina com o resto da decoração da sala (tudo aquilo que não se vê na foto, tipo isto, isto ou isto ) e com a minha vida em geral! Como é que posso ser capaz de dizer que ninguém me liga quando tenho pessoas destas na minha vida? 

Aproveitei o facto de estar já com a mão no martelo e o pé no escadote para pendurar mais coisas - foi só a máscara de Nápoles (debaixo da máscara de Veneza) na ombreira da porta.


Tenho uma mapa novo na minha vida, por isso 'bora lá traçar novos rumos e destinos!

sábado, 26 de maio de 2018

Superstições

A unidade do livro seguinte tinha como tema "Superstições" e foi acerca de amuletos, tradições e comportamentos estranhos que supostamente trazem sorte ou azar que estivemos a discutir em aula. O livro sugeria que essas interpretações tentam fazer com que as pessoas controlem de alguma forma o seu futuro e eu dei por mim a aperceber-me que sou bem mais supersticiosa do que imaginava. O cúmulo é o facto de ter deixado de ir à Volksoper porque acho que depois de lá ter ido sempre me aconteceu algum infortúnio. Os meus alunos riram-se, claro!
Na aula seguinte, uma das minhas alunas trouxe-me não um mas dois trevos de quatro folhas que encontrara algures numa caminhada! Julgo que nunca tinha visto trevos de quatro folhas, mas não me parece muito provável encontrar trevos de qualquer tipo nos caminhos alcatroados, cimentados, pavimentados ou alcatifados por onde me movo. A ideia da minha aluna era quebrar o feitiço da Volksoper (!!!) mas como eu me recuso a lá entrar, resolvi convencer-me que
agora tenho sorte dupla nas mãos!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Queixa

A comunidade de leitores do Extremo Oriente apresentou queixa acerca da irregularidade de posts e sobretudo acerca da imprecisão dos mesmos nos últimos tempos à gerência do Mergulhos.
Maria Calíope já lamentou o facto numa resposta directa a esta comunidade tão estimada como fiel, mas resolveu estender a explicação a outras comunidades de leitores espalhados por esse mundo fora. A gestão de tempo de Maria Calíope já teve melhores dias e o cansaço acumulado de outras paragens fazem com que não havendo trabalho em horário pós-laboral mal se aproxime do computador, aproveitando para jiboiar no sofá. Já a falta de exactidão dos textos fica ao critério de cada um. Para mim, eles continuam a fazer todo o sentido, mas cada um lê o que quer... Já não é a primeira vez que fico com a impressão de que o querido leitor consegue deduzir das entrelinhas uma vida bem mais interessante do que aquela que Maria Calíope efectivamente leva. E eu agradeço a interpretação criativa, pois vidas chatas, ninguém as quer!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Jibóia

Ondulada
Arrastada
Sinuosa
Sensual
Paciente
Táctil
Expectante
Rápida no gatilho
Zack!
Satisfeita


Passei pelo Impontual e dei por mim a pensar em jibóias

terça-feira, 22 de maio de 2018

Living like a Dane...

A vida em Copenhaga é tudo menos barata e a comida não é especialmente saborosa. Desconfio que os dinamarqueses não saibam cozinhar, no entanto, se há coisa que são imbatíveis são nos pequenos-almoços ou brunches. 


Uma vez que a espelunquinha onde eu estava não serviam pequenos-almoços, em vez de comprar um croissant e um café to go - fiz isso no meu primeiro dia - resolvi viver the Danish way e ir tomar um pequeno-almoço generoso, levando o meu computador e aproveitando para trabalhar nos respectivos cafés. Foi uma das melhores decisões da semana.

A primeira paragem foi no Mad & Kaffe, onde comi isto: porridge com bagas e frutos secos, pãozinho com um queijo fresco com ervas, salmão fumado e pepino e sumo de black currant (não me lembro como se diz em português).







No dia seguinte, fui ao Parterre e fiquei lá horas sem fim. Foi um autêntico dia de trabalho! Parece um pequeno-almoço mais simplezinho com croissant, queijo, chourição, pão escuro, iogurte com cereais e fruta e uma meia de leite.
A melhor parte não foi fotografada, lamento querido leitor, mas era um pãozinho com abacate e salmão e ervas. Uma maravilha em forma de comida!






O pequeno-almoço do dia seguinte foi ainda mais simples. Croissant, café com leite e porridge, não há fotos, mas em compensação nesse dia fui para a beira-canal apanhar um bocado de sol de tarde e comi este caril (?) de berigela com chapati. O aspecto não é grande coisa, mas soube-me pela vida. O chapati estava estaladiço! Uma delícia!






No último dia fui ao Wulff & Konstali. Queria vir aqui desde o primeiro dia. Mas sem querer foi mesmo save the best for the last. Foi aqui a comer este manjar que assisti ao casamento real! Então aqui temos iogurto com uma espécie de granola e qualquer coisa parecida com sementes gigantes de maracujá, salmão e pãozinho, pudim de chia com puré de kiwi, tosta de tomate seco com queijo e manjericão, salada de melão e melancia e um cafezinho com leite.
Saí dali e fui para a praia!


A esperança nunca morre

A 3 meses e 7 dias de completarem 12 anos que trabalho para a Universidade de Viena, recebi o cartão de funcionária da instituição. Se correr bem, lá para as bodas de prata consigo um aumento e nas de ouro um contrato sem termo... se não me tiver reformado antes, claro!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Smile!

Estou fascinada com estes dois. Só agora é que vi a entrevista que deram há uns meses e a parte inicial do casamento. Viu o querido leitor o que o Príncipe Harry disse quando a Megan chegou? "You look amazing! I'm so lucky!" Ooooooooohhhhhhh Não é maravilhoso? Eles sempre tão cúmplices, sempre de mãos dadas e tão apaixonados, que é tão bonito de ver! Estou mesmo feliz por eles!
Só para ver as diferenças, acabei por ver a entrevista do William & Kate a propósito do seu noivado e não tem nada a ver: distantes e quase sem emoções - especialmente ela.


sábado, 19 de maio de 2018

Real boda

É nestes momentos que aquela réstia de romance, de romantismo, ao fim ao cabo, de sentimentos que devem existir algures perdidos no meu corpo dão sinal de vida.
Estive no fabuloso Wulf & Kasteli a tomar um brunch divinal enquanto via no telemóvel a transmissão em directo do casamento do Príncipe Harry com a Megal Markl. E foi tão bonito ver a cara de felicidade estampada nos dois. Não dou muita fé na Humanidade, no Amor então pior ainda, mas ver aqueles dois ali fez-me acreditar num mundo melhor, nas improbabilidades, nos reveses da vida. Não consegui ouvir bem o sermão do padre, mas do pouco que consegui ouvir retive que se o fogo foi a maior conquista da humanidade, amor é fogo e será também uma grande conquista. Bom, se calhar, não foi bem assim, mas serviu-me para reflexões várias. Num mundo tão rápido, tão mecânico e tão autómato, é tão bom ver que ainda há emoções fabulosas que ultrapassam fronteiras, barreiras, tradições e protocolos. Ele ruivo e lindo, ela com um sorriso autêntico e sentido do princípio ao fim tornando-a ainda mais bonita. Combinam tão bem! Gostei do corte do vestido, menos do véu e do cabelo e da farda dele, mas peanuts no meio daqueles corações cheios! Se o conto-de-fadas terminasse aqui, não teria dúvidas em acrescentar um genuíno "e viveram felizes para sempre"! Sim, eu acredito em finais felizes! (Já este casamento parece-me mais para cumprir o protocolo).

Um homem que saiba dançar saberá fazer tudo o resto!

Dançava eu alegremente com um nativo dinamarquês (cuja origem não me recordo se era Camarões, Guiné ou outro sítio qualquer) de camisa, gravata e muita ginga, quando de repente ouço os primeiros acordes da melhor kizomba de todos os tempos: Kayo Corpo. O que eu gosto desta música! Talvez a última vez que a tenha dançado tenha sido com o homem mais lindo do mundo na minha festa dos 24 anos... e agora assim sem qualquer previsão em Copenhaga com um indivíduo que dançava mesmo bem.
Eu tinha chegado pouco antes ao bailarico, mas logo ali pensei que com aquele Kayo Corpo a minha noite já estava ganha! No entanto, foi apenas o pontapé-de-saída para uma bela noite dançante!

Adendas (20.5.2018)
- O tipo era do Zimbabué, mas eu dancei com ele e com outros quantos, um melhor que o outro. Houve um sul-africano que não sei como fez que atirou as minhas pernas para o ar...
- A música é que motivou esse post a essas horas.
- Falei entretanto com o homem mais lindo do mundo e ele: "Mas tu precisas aulas de kizomba?" (resposta: "Sim, não me ensinaste bem e por isso ando a passar vergonhas!").

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Sportingzinho-lindo-que-nunca-me-falha

... mas agora chocou-me. E muito.

A minha relação com o Sporting é possivelmente uma das ligações mais estáveis da minha vida, só superada por alguns laços familiares muito estreitos. Não consigo imaginar nada que me fizesse deixar de ser sportinguista. Nada. E vitórias e derrotas fazem parte do jogo, mas não condicionam a minha filiação.

Serve este pequeno intróito para enquadrar a surpresa, a incredulidade e o posterior choque quando me fui apercebendo do que tinha passado / está a passar-se no meu clube.

Reunir uma manada para actos de selvajaria? Bater em jogadores? Hooliganismo?
Alguém que vê a instituição a ser vandalizada, os seus jogadores a serem violentados diz que é chato?
Há muita coisa podre no futebol que com certeza irá muito além do meu conhecimento mas isto é bater no fundo. Dizer que é lamentável é pouco. É criminoso. É ralé. Espero que sejam responsabilizados pelo que fizeram e arquem com as consequências.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Working with a view

Nem só de aulas vive uma pessoa! Também há muito trabalho diante do computador. Mas com brunch foi possivelmente uma estreia.

Ali do lado esquerdo é um dos mil canais que povoam Copenhaga, por isso também havia ali barcos a passar.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Reading with a view

E o calor que faz por estas bandas, querido leitor?
Eu ando em mangas de camisa, mas há muita gente de biquíni ou sem camisa de todo, sem contar com os que nadam no canal.

terça-feira, 15 de maio de 2018

392º momento cultural: Lady Bird

Por sugestão de um blogue amigo, fui ver o Lady Bird. Vi o trailer e fiquei com uma ideia. Vi o filme e achei que não tinha percebido nada do trailer. No trailer, achei que o filme partia das diferenças de opiniões entre uma mãe e uma filha, sendo que esta consegue vingar a sua e ir estudar para fora. No trailer, foi mais ou menos isso mas como ponto de chegada e não como ponto de partida.
O filme mais do que inocente é quase mágico, mágico porque recupera uma inocência em que tudo ainda é possível, onde todos os sonhos podem ter pernas para andar, onde não há impossíveis. A Lady Bird é isso, é uma rapariga que está constantemente a re-inventar-se para atingir os seus objectivos, uns mais legítimos do que outros, mas quem nunca foi adolescente com objectivos de vida parvos que atire a primeira pedra! De mangas arregaçadas, ela tanto soma sucessos como desilusões, é confrontada com a vida que tem que muito difere daquela que ela gostaria de ter, tem de lidar com uma situação familiar um pouco instável, mas mesmo assim consegue contornar os seus obstáculos.
É um filme simples, mas muito bonito!

Medicina em directo

Foi preciso vir para a Dinamarca para ver em directo e a cores a minha mãe a dar uma injecção à minha irmã!

Copenhaga, às 21:41

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Casca de banana

Para além do atraso de meia hora do meu voo, cheguei ao meu lugar e estava uma casca de banana no chão do meu lugar, no chão!!! Eu fiquei tão incrédula quanto fui diligente e chamei a hospedeira para limpar aquilo. Acho que ela não ficou muito satisfeita com a tarefa, mas era ela ou eu... Quem é que atira uma casca de banana para o chão de um avião?! Realmente...

(Sim, não é só a TAP que tem problemas, outras companhias, nomeadamente, a Austrian, também).


Copenhaga, às 23:47

391º momento cultural: Closer

A vantagem de receber uma mensagem acerca do atraso de um voo no momento em que se chega ao aeroporto é ter tempo livre para se escrever uma série de posts atrasados! De qualquer modo, a questão dos posts cronológicos vai ser descurada, pois ainda não vai ser desta que vou falar de Pompeia e não sei que mais era. Agora sai já a peça de teatro que fui ver no fim-de-semana, antes que me esqueça.
Há umas largas semanas que vi anunciada peça Closer no teatro inglês de Viena e fiquei toda contente, uma vez que vi o filme e gostei imenso. Estranhamente já passei o Mergulhos a pente fino e não encontro qualquer referência ao filme. Tenho a certeza que o vi sensivelmente na mesma altura de um outro filme com o Jude Law, Alfie. Não há sombra de nem de um nem de outro filme aqui no blogue, o que é uma pena, pois para me lembrar do elenco e de algumas falas é porque gostei muito do filme.
Por coincidência, um dos meus colegas trabalha no tal dito teatro e avisou-me logo depois da estreia que a peça estava muito esquisita, que o público tinha estranhado e sei lá mais o quê. Eu perdi a vontade de ir e ele ficou de me dizer qualquer coisa se a coisa melhorasse. Não sei se melhorou, mas ele desencantou um bilhete para mim. Como a cavalo dado não se olha o dente, lá fui.
A história é basicamente dois casais, ou melhor, dois homens e duas mulheres, em que baralha e volta a dar. Estão todos apaixonados uns pelos os outros à vez. Isso assim só parece o Beverly Hills dos anos 90, mas é mais do que isso! No entanto, eu tive alguma dificuldade de seguir a passagem do tempo. A cada cena já se tinham passado meses ou anos e eu no início não estava a seguir. Simpatizei mais com umas personagens do que com outras, mas realmente já pouco me lembro do filme para saber se foi muito fiel ou não. Lembro-me da cena no clube de strip onde a actriz tem a peruca cor-de-rosa... Mas realmente o fim foi muito esquisito... well, toda a segunda parte e o fim da primeira também. Eu segui tudo de fio a pavio, mas a senhora do lado adormeceu. Houve uma fila inteira que foi embora ao intervalo. Tenho pena, pois continuo a ter o filme em grande conta.

domingo, 13 de maio de 2018

12 points for Austria

É ver as votações da eurovisão ao vivo num pub com a emoção de quem vê uma eliminatória a ser decidida nos penalties.
A Áustria ficou com a vitória moral: ganhou na votação dos países, mas foi ultrapassada por Israel na curva do televoto.