Belgrado surgiu no meu horizonte por teimosia. Decidi-me casualmente pela Sérvia há um ano no âmbito de um programa de intercâmbio entre os países que me eram oferecidos. A Universidade de Belgrado aceitou-me mas tudo o resto correu mal, tão mal que seis meses depois, eu cansei-me de trocar mails com Deus e o mundo e manter o processo estagnado. Acontece que com boa vontade resolve-se muita coisa, neste caso foi juntar a fome e a vontade de comer. Eu queria ir e a colega - que eu não conhecia, mas que me conhecia da minha palestra em Bucareste - queria que eu lá fosse. Resolvemos as coisas numa semana entre nós e lá fui eu!
O que mais vi foram igrejas ortodoxas sérvias. E que bonitas que são. Adoro o estilo bizantino com os mosaicos e os dourados.
No entanto, a cidade hoje é moderna e extremamente viva. Há uma cultura de rua, como em Espanha, e vêem-se pessoas cuidadas. Pode até haver pobreza (e há com certeza) mas não há visível, pelo menos no centro da cidade.
Nesta zona ribeirinha, eu encontrei um mutante de uma esfinge com o cavalo de Tróia!
E não foram só as letras cirílicas que me encantaram. As latinas também!
Cheguei a Belgrado e fui directa para a faculdade. Já tinha alunos à espera. (Esta, a de Filologia é que é a certa).
Também é banhada por dois rios, o Sava e o Danúbio.
Mas Belgrado também foi palco de guerra. Isto são memórias vivas dos bombardeamentos da ONU aquando da guerra do Kosovo.
E não foram só as letras cirílicas que me encantaram. As latinas também!
































