Se quando fui ver o primeiro fui ao engano, desta vez ainda no início do filme ocorreu-me que nunca me teria passado pela cabeça que um filme com pessoas da terceira idade tivesse uma sequela e que sequelas normalmente não valem nada porque tendem a esticar o que não é esticável. Nada de mais errado, pelo menos neste caso. Gostei mais deste filme do que do primeiro e passo-vos já a explicar porquê. Se bem se lembram, um grupo de ingleses foi para Jaipur e acabou por ficar lá a viver no tal hotel adequando as suas vidas ao corropio colorido da cidade e da Índia em geral. A história do filme consiste no plano de expansão o hotel, o seu financiamento e uns quantos enganos pelo meio, não é nada por aí além, mas o que faz o filme valer é precisamente os psico/pseudo-dramas pessoais daquelas pessoas todas. O guião é hilariante, especialmente, as falas do Sunny-Boy e da sócia dele. Por outro lado, o facto do filme se passar em Jaipur (e da perninha em Bombaim) é-me especialmente querido, pois reconheço alguns lugares, os palácios, a confusão, as paredes cor-de-rosa, os elefantes, o "calçadão de Juhu", a luz... e deu-me vontade de voltar à Índia.Os saris são outra coisa que me fascinam e os da mãe do miúdo, a Mrs. Kapoor, eram maravilhosos... então aquele amarelo com pedrarias vai ao encontro do meu sari de sonhos! Neste filme houve casamento e casamentos indianos têm outro encanto: as luzes, as flores laranjas, as decorações, os turbantes e claro, os saris! A noiva indianas vai de vermelho ou laranja e os noivo com aquele traje de punjab num tecido branco acetinado bordado e debruado com turbante, claro! Olhem só visto... e felizmente eu já vi isto ao vivo e como sou uma comichosa quero igual! :) Apercebi-me que se alguma vez casar (primeira dificuldade) e se mantiver a ideia de ir de noiva indiana (segunda dificuldade) é bom que comece JÁ a fazer por perder a zona abdominal, pois aquilo é muito metro de pano para a saia e para os véus, mas a barriga fica de fora...
Voltando ao filme, como se já não houvesse motivos suficientes para que eu gostar dele, a páginas tantas ouve-se a Strangers in the Night (que é só uma das minhas músicas preferidas) para enquandrar a tal mãe num sari dourado fantástico e as investidas do Richard Gere. E no final houve coreografia à lá Bollywood, pois um filme com indianos e sem dança não dá!Adorei!
(Acho que deveria fazer uma referência especial à Judi Dentch, mas para além de uma devida vénia, não sei o que dizer).









































