sexta-feira, 10 de abril de 2015

245º momento cultural: The Second Best Exotic Marigold Hotel

Se quando fui ver o primeiro fui ao engano, desta vez ainda no início do filme ocorreu-me que nunca me teria passado pela cabeça que um filme com pessoas da terceira idade tivesse uma sequela e que sequelas normalmente não valem nada porque tendem a esticar o que não é esticável. Nada de mais errado, pelo menos neste caso. Gostei mais deste filme do que do primeiro e passo-vos já a explicar porquê. Se bem se lembram, um grupo de ingleses foi para Jaipur e acabou por ficar lá a viver no tal hotel adequando as suas vidas ao corropio colorido da cidade e da Índia em geral. A história do filme consiste no plano de expansão o hotel, o seu financiamento e uns quantos enganos pelo meio, não é nada por aí além, mas o que faz o filme valer é precisamente os psico/pseudo-dramas pessoais daquelas pessoas todas. O guião é hilariante, especialmente, as falas do Sunny-Boy e da sócia dele. Por outro lado, o facto do filme se passar em Jaipur (e da perninha em Bombaim) é-me especialmente querido, pois reconheço alguns lugares, os palácios, a confusão, as paredes cor-de-rosa, os elefantes, o "calçadão de Juhu", a luz... e deu-me vontade de voltar à Índia.
Os saris são outra coisa que me fascinam e os da mãe do miúdo, a Mrs. Kapoor, eram maravilhosos... então aquele amarelo com pedrarias vai ao encontro do meu sari de sonhos! Neste filme houve casamento e casamentos indianos têm outro encanto: as luzes, as flores laranjas, as decorações, os turbantes e claro, os saris! A noiva indianas vai de vermelho ou laranja e os noivo com aquele traje de punjab num tecido branco acetinado bordado e debruado com turbante, claro! Olhem só visto... e felizmente eu já vi isto ao vivo e como sou uma comichosa quero igual! :) Apercebi-me que se alguma vez casar (primeira dificuldade) e se mantiver a ideia de ir de noiva indiana (segunda dificuldade) é bom que comece JÁ a fazer por perder a zona abdominal, pois aquilo é muito metro de pano para a saia e para os véus, mas a barriga fica de fora...
Voltando ao filme, como se já não houvesse motivos suficientes para que eu gostar dele, a páginas tantas ouve-se a Strangers in the Night (que é só uma das minhas músicas preferidas) para enquandrar a tal mãe num sari dourado fantástico e as investidas do Richard Gere. E no final houve coreografia à lá Bollywood, pois um filme com indianos e sem dança não dá!
Adorei!
(Acho que deveria fazer uma referência especial à Judi Dentch, mas para além de uma devida vénia, não sei o que dizer).


A Primavera baixou em mim

No outro dia, num concerto, dei por mim a olhar pelo canto do olho para um tipo antes e depois do intervalo, ou seja, antes e depois de ter arranjado um pretexto qualquer para meter conversa. Fala português e tudo!

Hoje fiz a proeza de sair a correr (!) do meu escritório para conseguir ir no mesmo elevador com um tipo giro que nunca lá tinha visto! Um colega novo alemão há 10 dias na empresa. Para além de giro, simpático.

A Primavera promete...
(antes isto que alergias)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLII

Se o caríssimo leitor bem se lembra, entreguei a minha tese há precisamente 4 meses.
O prazo para obter uma resposta/nota/avaliação/parecer/o raio que o parta da parte do júri estendia-se por 4 meses.
Precisamente hoje termina o dito prazo.
(Liguei ao meu orientador a saber das consequências por um dos membros do júri ainda não ter dado o ar da sua graça)


Eu continuo à espera.

Pontaria

Com tantos dias que podia ir a Bratislava, consegui escolher um (dos dois) em que metade dos comboios foram cancelados por haver obras de manutenção na linha.

Vá lá que também acertei no dia de sol!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Semana temática

Sábado, segunda, quarta - checked!


É dos carecas que elas mais gostam, não é?

terça-feira, 7 de abril de 2015

Freak magnet XXV

Saí no outro dia com um tipo, não que me apetecesse, mas por ter achado que ele o merecia depois de ter penado uma série de tempo. Bom, fazendo as contas de cabeça, parece-me que estava a tentar sair comigo há ano e meio (mais?). Chegou atrasado. Muito atrasado. E nós, eu e a minha pontualidade quase austríaca, não só tivemos de esperar mais de 20 minutos como ainda ouvir de bárbaro do centro da Europa que era a "pontualidade portuguesa" sem grandes desculpas nem explicações. Já tinha tido tempo para ter ido 20 vezes embora, mas nós, eu, as minhas boas intenções e a máxima "Everyone deserves a chance" queríamos ficar para ver no que dava. "E o que é que deu?" pergunta o curioso leitor. Bom, um delicioso bolo de framboesas e uma conversa qb agradável não deu para ocultar, contornar, ultrapassar o odor de suor, que também poderia ser de cebola! Se o atento leitor bem se lembra, o meu olfacto é péssimo. Acho que está tudo dito.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

244º momento cultural: Die Sieben Todsünden


Algures em Outubro/Novembro havia um cartaz enorme na estação de metro com uma imagem semelhante a esta com o título "Sete pecados mortais". A imagem é poderosíssima nem sei explicar porquê, se pelo contraste entre preto e branco, se pelo tule que a envolve, se pela expressão nublada... Perdi na altura a peça, mas consegui ir vê-la hoje (com o tal amigo-coach). Sabia que era sobre os sete pecados, escrito por Brecht e com música de Kurt Weil... aparentemente ao vivo. Nunca vira teatro com música ao vivo, mas é para ver coisas novas que cá estamos.
A mulher (esta) entra em palco havendo apenas dois focos, um para si e outro para um piano de cauda. Ela começou a cantar ora em inglês, ora em alemão, houve também incursões pelo francês e terminou em espanhol, já nessa altura acompanhada por um acordeão. Apercebi-me que o acordeão me amolece o espírito! A páginas tantas a cortina sobe e por detrás há toda uma orquestra em palco - música ao vivo é outra coisa - mas a parte menos boa é que toda a peça foi cantada. A minha sorte é que iam projectando o nome dos pecados no cenário, caso contrário teria sido um pouco mais complicado seguir. Foi praticamente uma ópera, mas faltavam as legendas, pois eu sou muito dura de ouvido para entender letras de músicas. No entanto, a mulher cantava de forma até bastante clara, os homens que a acompanhavam já não. Valeu essencialmente pela música e pela encenação, pois histórias de pecados... enfim!

Timing

Fui ao teatro com um amigo que de há uns tempos para cá resolveu armar-se em meu coach ou coisa que o valha e recomendar-me que ande mais a pé, em vez de ir de transportes. Eu tenho uma boca de metro praticamente à minha porta portanto nem mesmo que eu fosse o Flash Gordon, que não sou, seria mais rápido ir a pé para onde quer que fosse. Viemos do teatro a pé com ele a cronometrar-me (!) para provar que eu faria a distância entre 3 estações de metro em menos de nada. Foram 18 minutos e muitos segundos. De metro e com tempos de espera mais uns quantos passos dá-me 15. Estávamos aqui em animada cavaqueira aqui na rua quase à porta de casa quando lhe disse que não o convidava a entrar pois amanhã é dia de trabalho (hoje aqui foi feriado). E pronto entrei eu...
Chego à porta do meu prédio e dou de caras com o V2! "Então sempre estamos combinados para quarta? Vou marcar um restaurante francês naquela rua do outro onde fomos da outra vez, pode ser?" Grande galo se o outro tivesse entrado - foi a única coisa em que pensei - não que tenha ou deva alguma coisa a nenhum dos dois, mas com certeza iria ser uma situação meio... coisa!

Quem me leia por engano até pode pensar que eu sou a miúda mais popular da rua... Nada de mais errado!

domingo, 5 de abril de 2015

Feliz Páscoa

Considero a Páscoa uma altura extraordinária. Assim de repente não me ocorre nada que tenha condicionado tanto a Humanidade. Acredite-se ou não em Cristo, no seu nascimento imaculado ou na sua ressurreição, a verdade é que temos todos no mundo ocidental um calendário a.C./d.C e valores que se baseiam na matriz cristã. O bónus para quem acredita nos prodígios de Jesus, é que além disso tudo, há ainda a celebração de um ano novo!

Feliz Páscoa, queridos leitores!

(Uma vez comentei com uma colega que apesar de abominar o Natal, simpatizo bastante com a Páscoa. Resposta imediata: "Vais ter de me explicar isso melhor... tu nem gostas de chocolate!")

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Tomem lá mais umas fotos, para vos compensar a espera!


 É engraçado ver como temos os sentidos viciados. Eu estou habituada a ver mulheres de véu na cabeça, por isso esta imagem não me chamaria a atenção. A minha irmã via nestes trajes bonecas!

E o que eu gosto do cheiro de cachimbos de água?! (ou de cachimbos de qualquer espécie)
Não é a herança que mais agradeço aos Mouros da Península, mas os azulejos que nos deixaram foi com certeza um presentão! D. Manuel, o totalista, que o diga!

 Para cidade de dezenas de milhões de habitantes, Istambul até me pareceu bastante pacata - dia e noite - (e já sei que desde que vim aconteceram mil coisas lá).
Todavia o mais doloroso com certeza é a pobreza/miséria nas ruas. Diz que são máfias, mas bebés e crianças naquele estado partem o coração, até de quem não o tem.



Visitar um antigo harém até é irónico para quem está enredada nas malhas da tebaida!

238º - 243º momentos culturais - Especial Istambul

Numa primeira visita aonde quer que se vá, há que ver os pontos turísticos, não há volta a dar, quem vai a Roma tem de ir ao Vaticano, quem vai a Paris não sai sem ver a Torre Eiffel. Eu nunca tinha estado em Istambul, por isso quis ver tudo! Se é para ser que seja em grande :) e valeu bem a pena!

238º: A cisterna
Possivelmente era aquilo a que teria passado ao lado se as filas para a Mesquita não fossem gigantes. Cisterna soava-me a poço e ir visitar um poço não me parece muito convidativo, mas foi precisamente a primeira coisa que fui ver e ainda estou na dúvida se não foi do que eu gostei mais. Lá debaixo de terra, está uma autêntica construção romana com dezenas de colunas e muita água - humidade inclusive -. O efeito luz, sombra, reflexo na água é maravilhoso e uma pessoa até esquece que o seu cabelo está a encaracolar todo face a tanta humidade. Só isso já teria sido digno de registo... mas ainda havia uma cereja em cima do bolo, ou melhor, duas: duas cabeças de Medusa. Uma de lado e outra completamente virada de cabeça para baixo. Tenho um fascínio especial pela Medusa e por isso não me cansei de as olhar.

239º: O grande bazar
O grande bazar é mesmo muito grande e vende-se muitas coisas. Coisas giras e tal se uma pessoa não for com um pouco de mau feitio e dose reduzida de paciência. Trouxe um lenço para a minha dança... se lá tivesse ido no último talvez tivesse feito mais compras. Como já estive em mercados análogos na China e na Tailândia, achei as pechinchas turcas caras...

240º: Os banhos turcos
Banhos turcos devem ser sinónimo de Cemberlitas. Recomendaram-me e eu fui. Também não é ao preço da chuva, mas a experiência vale tudo, especialmente se se passou o dia a andar depois de ter acordado às 4 da manhã. Acho que a seguir ao secretário, gostava de ter uma pessoa que me desse banho, oh! que boa sensação... estar ali deitadita e ter alguém ali a esfregar e a deitar água quentinha. Depois ainda me dei ao luxo de ter uma massagem com óleo. Foi como as minhas chinesas, mas em versão fastforward. Recomendo a experiência!
241º: Palácio Tokapi
Palácio é palácio e é sinómino de grandeza e luxo. Palácio de sultão foi a primeira vez que visitei e claro que saí mais do que impressionada. As salas são maravilhosas: tudo ladrilhado com painéis de azulejos fabulosos. Tapetes também havia, só dei por falta do Aladino! Passámos ainda pela zona do harém... esperava mais deste tipo de aposento. Gostei mais do palácio em si e das suas milhentas divisões!




242º: Mesquita Azul
Só ali diante dela é que percebi que não era a mesma coisa do que a Hagia Sofia, que é basicamente igual e meia dúzia de metros à frente. Dei-me por muito feliz por não ter ficado horas de pé na fila para entrar (para isso sacrifiquei horas de sono), mas teria sido penoso esperar horas para ver a mesquita por dentro. É isso, uma mesquita, só isso. Gigante, tudo bem, bonita, concordo, mas mais aparatosa por fora do que por dentro... pelo menos para quem não sabe ler árabe, que é o meu caso.

243º: Hagia Sofia
Já que era para picar o ponto, lá fui eu. Como disse, por fora pareceu-me igualzinha à outra. Por dentro a história muda, as imagens de Cristo e amigos em formato bizantino ao lado de painéis gigantescos com ditos corânicos (? pelo menos em árabe - mas como disse ainda não sei ler) é fabuloso. Também verdade seja dita não há muito mais para ver, mas tem muito por onde andar, subir e descer. Os padrões dos blocos de mármore deixaram-me um pouco intrigada, mas gosto destes espaços interreligiosos e multiculturais.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Acção de graças

Lembro de a minha irmã querer ir a Istambul já há uns quantos anos. Quando comentei com a minha mãe e o meu pai a marcação das férias dela, ambos torceram o nariz e franziram a testa... que traduzindo por palavras dá qualquer coisa como "Que péssima ideia! É perigoso!". Eu só estranhei a reacção deles, pois quando lhes disse há uns meses que ia para o Dubai, ninguém reagiu. Ter dito Dubai ou Setúbal pareceu igual. Eu lá os tranquilizei a dizer que Istambul é uma cidade moderna e que a Turquia é gigante e que aquele pessoal que segue para a Síria vai para outro lado, mas no fim quando resolvi ir lá ter com a minha irmã, ainda me passou pela cabeça ser confundida com uma noiva jihadista.
Bom, fomos e voltámos as duas e correu tudo bem, mas o certo é que desde que voltámos há notícias constantes sobre Istambul e a Turkish Airlines. A ameaça de bomba no voo TK São Paulo - Istambul que por precaução aterrou em Casa Blanca, o atentado ontem no parlamento, hoje o outro voo TK Istambul - Lisboa, que depois de levantar voo voltou à casa de partida...
Eu fico feliz de já estarmos as duas em casa, caso contrário a minha mãe não ganharia para o susto... talvez melhor que acender uma vela é sugerir-lhe que vá a pé a Fátima agradecer a bênção agora pelo 13 de Maio!

terça-feira, 31 de março de 2015

Progresso mental

Pois parece que alguém reparou que há pessoas que viajam sozinhas e não tem aquele perfil de adolescente que não se importa dividir a camarata com 20 macacos e a casa-de-banho com outros tantos seres peludos. Não sei até que ponto é que esta ideia da Trivago vai funcionar. Não sei até que ponto me apetece hipoteticamente dividir o meu quarto e consequente casa-de-banho com um desconhecido, mas folgo muito em saber que as estatísticas tendem para este lado e que há alminhas que estejam a desconstruir aquela imagem cor-de-rosa que o mundo foi formatado para dois.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Não sei se alguma vez hei-de perceber


Como é que ontem no aeroporto deixei a minha mala com TUDO lá dentro numa cadeira, quando me apercebi que a porta de embarque tinha mudado e fui para a porta nova, passando ainda pela casa-de-banho.
Como é que uns 10 minutos depois me ter apercebido que não tinha a mala comigo - pensando de imediato em tudo o que tinha lá dentro e constatando a impossibilidade de me identificar, nem de embarcar, nem de entrar em casa, nem de contactar ninguém - não entrei em pânico.
Como é que a mala estava exactamente no mesmo sítio, mesmo com telemóvel, passaporte e sei lá mais o quê no bolso de fora.
Como é que algures no fim-de-semana me desapareceu um brinco da orelha. Só dei conta hoje de manhã.

Christopher Lee, Woman in a thinking pose

Reflexos do Bósforo

Numa decisão bastante rápida, resolvi ir passar o fim-de-semana a Istambul.
Voltei de lá ontem a pensar que tenho de fazer qualquer coisa pelas minhas competências sociais. Coitadas... andam pelas ruas da amargura.

domingo, 29 de março de 2015

Pés no chão (27)

Menos catita é aquela barra de azulejos/mosaicos azuis. Continuamos no prédio do dentista daí eu estar precisamente com as mesmas calças e os mesmos botins.

sábado, 28 de março de 2015

Pés no chão (26)

Num estilo diferente mas igualmente catita noutro nível é o chão do prédio do dentista!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Pés no chão (25)

Lembram-se daquele restaurante maravilhoso onde estive? Este era o chão da casa-de-banho, portanto podem imaginar o resto.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Incredulidade

Um ataque terrorista, uma falha mecânica, até um erro humano teria sido preferível à vontade consciente pôr fim à vida de centena e meia de pessoas e destroçar para sempre amigos e familiares. Não há justificação possível.

quarta-feira, 25 de março de 2015

100001 obrigados

Agradeço às 100001 alminhas que passaram por cá nestes 10 anos, especialmente tendo em conta que metade desse número foi atingido nos últimos 2 anos. 
Para um blogue familiar e caseirinho como este, a marca das 1000001 visitas é extraordinária e Maria Calíope não cabe em si de contentamento por todos os estimadíssimos leitores que também contribuem para que esta chafarica se mantenha de pé. 
100001 é uma capicua fabulosa. 
Tchim! Tchim para vocês!

terça-feira, 24 de março de 2015

Sopeira

Não sei como vos dizer isto.
Mas desde que voltei de Lisboa, comecei a seguir uma das telenovelas que a minha mãe vê.
A parte gritante da coisa é que por ver os episódios online acabei por ver duas vezes o mesmo episódio, só me apercebendo do facto já lá tinha passado uns bons 30 ou 40 minutos. Até esse momento pensei que era a TVI a fazer render o seu peixe e a repetir "algumas" do dia anterior.
Pronto já disse.

Acho que não seguia uma telenovela há pelo menos uns 15 anos!
E parece-me que aquela minha previsão inócua está a concretizar-se antes do seu próprio tempo! Querem ver que daqui a uns tempos ainda desato a lavar, limpar, passar a roupa e coisas assim alegremente e de livre e espontânea vontade?

segunda-feira, 23 de março de 2015

Ainda mais estranho

é falar com um tipo casualmente no metro e ele dizer que adora cinema português, adora Miguel Gomes (e eu comecei a ganir Tabuuuuuu), Pedro Costa, que o Vale Abraão do Manoel de Oliveira é uma adaptação da Madame Bovarie, que leu muito Saramago, que ainda não conseguiu ler Lobo Antunes e que gostava muito de ler o Livro do Desassossego.


Foram 5 estações de metro. Não deu para lhe perguntar o nome, mas recomendei-lhe o fragmentário Desassossego!

Isto é muito estranho



Estamos em meados de Março, eu com trabalho que me desunho e estou com a sensação de quem está de férias.
O sol faz milagres, está visto!

domingo, 22 de março de 2015

Bem-vinda Primavera!

O querido leitor saberá com certeza do meu entusiasmo gritante sobre a cidade de Viena em geral e em particular pelo facto de cá viver. Sempre que por algum motivo tenho de elencar razões que justifiquem o meu empolgamento, avanço sempre com a rede de metro/transportes públicos, os bilhetes para a Ópera a 4€ e demais actividade cultural, o Danúbio nadável... No entanto, o certo é que esta cidade não me pára de surpreender.
Ontem para aproveitar o belíssimo dia de sol, fui almoçar a uma parte nova da cidade da qual já tinha ouvido falar, mas onde nunca tinha ido: o novo campus da WU (universidade de economia). Em meia dúzia de estações de metro lá estava... e senti-me turista. Estava num mundo completamente diferente. Imaginem quem está habituado à Baixa Pombalina e vai ao Parque das Nações pela primeira vez. A zona é um autêntico regalo para os olhos para arquitectos, contudo para leigos, como eu, também! Eu adorei este edifício de ferrugem! Almocei numa esplanada fabulosa que bateu aos pontos a comida que me foi servida... enfim, uns raios de sol melhoram tudo!

Vida de luxo

Deve haver pelo menos uns 20 posts neste blogue com este título e poderia garantir que todos têm a ver com água. Sou mais feliz dentro de água todos sabemos disso! Mas na sexta-feira apercebi-me da vida de luxo que tenho quando de repente me vi na bela cidade de Graz a meio da manhã, sentada numa esplanada maravilhosa com céu limpíssimo e um sol brilhante a eclipsar-se diante dos meus olhos, enquanto eu tomava o pequeno-almoço. Nesse momento o facto de me ter levantado às 6:15 da manhã e já ter feito cerca de 200km de estrada pareceram-me irrelevantes.

Esta fotografia parece-me irrepreensível: a luz no fundo do túnel! Além da luz, o müsli com iogurte mais cremoso de sempre! 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Era bom era

que não houvesse posts por eu estar de férias numa ilha paradisíaca qualquer - não me esqueci que há voos directos para Male - ou por estar enroladíssima com um tipo fabuloso novo (isso é que era! Espero que a recepcionista chinesa me muna no sábado com dicas infalíveis). Mas não, estou a estrebuchar de trabalho... de trabalhos, sim, porque Maria Calíope não se entretinha com um só. Por isso, se é para animar que seja multi, poli, ao quadrado. E cá estou eu ocupadíssima, a tirar notas para não me esquecer da vida... Não haja sombra de dúvidas que sou um talento nato para me criar empregos, mas consequentemente não sobra tempo nem nada de especial para contar.


Handiedan, That's a fine coat you are wearing.

terça-feira, 17 de março de 2015

First world problems

É ser-me atribuída uma indemnização que pedi por estar certa e segura de que estava no meu direito e andar a esgrimir argumentos com demais entidades por causa da mesma.

Desculpem lá

Mas ou fazia comida e preparava aulas ou escrevia-vos um post.

domingo, 15 de março de 2015

Domingo é o dia

Esta vida de correr atrás do vento é muito gira, estimula-me, recompensa e dá-me currículo, mas volta e meia a minha única necessidade é dormir. Deitar-me descansada e não pensar em nada. Só isso... (até poder voltar a comer batatas fritas - já lá vão 4 semanas sem uma única)

(Com o meu bad hair day de ontem era mesmo isto)

sábado, 14 de março de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLI

Estou a preparar a defesa da tese...

Como é que eu dou aulas de três horas e agora estou praticamente a tiritar por causa de uma apresentação de 20 minutos!!!

Para não ter de falar muito (!) estava a pensar fazer muitos slides e ir passando-os para entreter o juri/público, quando a seguinte dúvida se me colocou: como é que um mudo poderá defender uma tese?

sexta-feira, 13 de março de 2015

Procura-se tigre!



Como o querido leitor sabe Maria Calíope volta e meia vira Atlas e sente o mundo no seu lombo, não só por isso mas também por motivos de saúde frequento um centro de massagens chinesa regularmente. Há umas semanas, uma das chinesas ficou surpreendida pelo facto de eu não ter 25 anos e depois ainda mais com o meu estado civil...


Hoje conversa vai conversa vem, a senhora após conhecimento que eu sou nativa de cavalo no horóscopo chinês disse-me que este ano da cabra e o ano seguinte seriam óptimos para mim!

Se eu percebi bem o que ela me disse que me iria casar (agora não me perguntem se é biblicamente ou com papel passado) e às tantas a conversa estava a tal ponto animada que ela sacou de um livrinho e
deu-me o veredicto final: preciso de um homem tigre ou então um cão! Eu apontei os anos recomendados e mais uns conselhos, mas para a semana ela ficou de me dar mais umas anotações!
Caso se concretize, não posso esquecer-me de a convidar para a boda!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Chapa ganha, chapa gasta





Maria Calíope é workaholic, mas também dromomaníaca... Pelo menos, consegue articular as duas maleitas e assim só se estraga uma casa!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Take away


2015 estava previsto ser um ano de mudanças, não era? Agora não me lembro se estava previsto nalgum sítio ou só na minha cabeça.

A mudança do dia foi sair do escritório às 19:30, passar pelo take-away novo ao lado do prédio e chegar a casa munida de uma sopa de abóbora e uma mistela de arroz de corcuma com camarão, molho de banana e não sei o quê... e ainda pedi umas batatas assadas com rosmarinho. Não precisam de comentar!

Assim de repente foi a primeira vez que trouxe marmita para comer em casa...

terça-feira, 10 de março de 2015

Usherzinho de mi corazón,

podias ter pelo menos avisado que me ias deixar agarrada, quer dizer, uma pessoa cancela aulas, vai em passo de dança a cantar para o concerto e dá de caras num papelucho a dizer "CANCELADO"?!!! Mas isto faz-se?! Epá! Não se faz... especialmente quando tenho o meu tempo a valer-me mais que barras de ouro...
O que me vale é que pelo caminho saiu-me um convite para um jantar e aproveitei o tempo em que não estava aos pulos e aos saltos no concerto para fazer uma máquina de roupa. Também era necessário. Mas aposto que a Mireille Mathieu nunca deixou os seus fãs agarrados...

Vida de artista



Acabei de gravar um dvd...

Se não me lembrasse que em tempos idos gravara um dvd sobre paramentos clericais, era capaz de garantir que teria sido a minha estreia nesta indústria.

E segundo o "gravador" sou um talento nato!
(ahahhahahaha)
Se calhar deixei escapar uma bela carreira no circo...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Almofariz 8

Em bendita hora inventei esta secção, caso contrário teria de o fazer aqui e agora! Fui jantar ao restaurante mais bonito em que alguma vez estive, o The Bank. O salão todo em mármore, uns florões em cristal, cozinha aberta e eu nem sei bem como descrever o resto.


O serviço super atencioso, o meu bife tártaro estava divinal, já o risotto teria deixado cozer mais um bocadito, mas as bebidas - nem vos digo nem vos conto: um luxo. A sério. Uma pessoa não se pode habituar a isto, caso contrário nunca mais será capaz de comer uma pizza congelada, nem beber um vinhozito na tasca da esquina.

237º momento cultural: Mireille Mathieu

Fui convidada para ir assistir a Mireille Mathieu. Apesar de a conhecer de nome, não conseguia associar o nome a música a nada, mas aceitei o convite sem qualquer tipo de dúvida. Nem me dei ao trabalho de ouvir qualquer coisa antes. O meu maior receio era adormecer no concerto.
Ao entrar na sala, não foi grande a surpresa de a ver repleta de sexagenários e cabeleiras brancas... mas casais gays e motards sim.
Bom, meus amigos, eu nunca vi público tão entusiasta naquela Konzerthaus como ontem. Se início, limitavam-se a bater palmas, à 3ª canção a mulher já tinha recebido uns 10 bouquets de flores do público, ao intervalo havia quem gritasse o seu nome. No final, houve várias dezenas de pessoas que correram para o palco e outros tantos que dançavam como possuídos. Eu disse que eram sexagenários, não disse? Foi impressionante. Tenho ido a muitos concertos mas nunca tinha visto nada assim. O casal ao meu lado, fotografou o espectáculo TODO sem se importar minimamente com o flash. O homem tinha inclusivé um pin da mulher na lapela.
A Mireille Mathieu que conta com quase 70 anos ainda está aí para as curvas! Cantou que cantou - especialmente em alemão - o que acaba por ser simpático para os fãs! Mesmo com o intervalo foram praticamente 2 horas em palco... e ainda trouxe a sua mãe... Sim, ainda há uma mãe viva... Nessa altura o público já urrava de júbilo.
Digo-vos, se eu não tivesse estado lá, não teria acreditado!

domingo, 8 de março de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XL

Tenho de preparar uns documentos (ficha + apresentação) para a defesa da minha tese. Falta-me um passo para terminar este moroso doutoramento.
Estou em negação. Não quero fazer nada.
Estou em negação, mas com remorsos, claro!
Estou desde de manhã a ver as horas a passar e a consciência a pesar-me. Mas não consegui abrir um ficheiro, nem sequer o pps e escrever o título.

sábado, 7 de março de 2015

Quilómetros




Já rodei muito quilómetro por motivos de lazer,
mas andar 5 horas de autocarro num dia
para trabalhar foi uma première!

quinta-feira, 5 de março de 2015

236º momento cultural: Heute bin ich Samba

Eric Toledano brindou-nos com aquele tão maravilhoso quão surpreendente Untouchables e não sei se tentou repetir a receita com este Samba. A descrição que eu li do filme como "feel good movie" não bate de todo certo. Fala-se de emigrantes ilegais e da sua vida real... É com certeza um filme interessante e a abertura foi genial - fez lembrar-me o início de A Grande Beleza -, há o momento coca-cola light que com certeza será o único feel good moment, até porque desencantaram o Djavanzinho de mi corazón para cantar, mas de resto são vidas miseráveis. É triste ver que vai tudo para o mesmo saco e é só preciso uma escorregadela para se perder no caminho.
Vidas muito duras....

quarta-feira, 4 de março de 2015

4 de Março é sempre aquele dia caixinha de supresas, especialmente em anos de constelações afortunadas que alinham estrelas, planetas, com rabiosques virados para a lua. Este é o ano da Cabra por isso sentia-me com sorte.


- O semestre começou hoje e saiu-me um projecto de Gianecchini com óculos na rifa! (sim, esse mesmo!)

- Adquiri uma cadeira e de repente ouvi um italiano a perguntar-me se precisava de ajuda. (não, não é esse... mas um tipo com quem eu sempre antipatizei e que foi substituir o outro) (eu totozona disse que não, não, não é preciso!)

- Es ist mir ein Stein vom Herzen gefallen. Literalmente.

I love U.... -Bahn




Maria Calíope, porque é que o metro de Viena* ainda te impressiona?

- Porque descobri-lhe uma nova função: transportar móveis.





*O metro foi um dos motivos que me fez ficar a viver em Viena! 

terça-feira, 3 de março de 2015

Alguém precisa que eu faça mais alguma coisa?



Ainda estou livre das 2 às 5 da manhã!

É aproveitar!




The juggler

segunda-feira, 2 de março de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXXIX

Um mail que caia na minha caixa de correio de alguém ligado ao meu doutoramento (orientador, examinadores, secretaria, conselho directivo, etc., etc.) acciona de imediato o botão "pânico". É eu bater com os olhos no mail e pronto, já não sei nada, já não percebo nada... Hoje não foi diferente. Mas há que dizer que não percebo nada pois pedem-me coisas estranhíssimas... Um dos examinadores pediu-me bibliografia acerca de um dos temas da minha tese...
Estou a tentar convencer-me do que toda a gente me diz: falta só um passinho. Não pode custar tanto.

domingo, 1 de março de 2015

Nightmare

Desde o início do ano que ando a sonhar bastante, já o tinha comentado com o querido leitor, agora desde sexta-feira são pesadelos que me acompanham. E nem preciso de adormecer.

Edvard Munch, Anxiety