
Complete a sequência:
Cenas calientes
Bolinha vermelha
Sol, salero, sevilhanas
Orange girl (Appelsinpiken)
É genial quando se fala a mesma língua!
Renata Domagalska, Flamenco Dancers
Mergulhos num mar de palavras que ecoam ideias, experiências e outras tantas coisas errantes pela minha cabeça.

Longe vão os tempos em que eu comia uma tigela de cereais ao pequeno-almoço. De um dia para outro, cansei-me e desde então tenho feito a bela asneira de sair de casa sem comer. Já tentei várias estratégias que me consumam pouco tempo e me obriguem a comer qualquer coisa (de que goste) ao pequeno-almoço (müsli do Billa, croissants do Der Mann, papas de tâmaras e amêndoas no escritório...). Nada resultou. Se o caro leitor bem se lembra um dos meus propósitos de ano novo era regular o meu consumo de alimentos. Pois. Emboída no espírito Quaresma e ressacando batatas fritas, Maria Calíope resolveu que teria mesmo de comer qualquer coisa prazeirosa ao pequeno-almoço e foi neste alinhamento que foram criadas as primeiras overnight oats cá em casa. Para minha grande surpresa, as overnight oats são o equivalente ao birchner müsli alemão (o que eu comprava no Billa).
Pronto uma pessoa põe umas costas musculadas para animar as vistas e leva com a EMEL dos blogues a ameaçar bloquear-nos as rodas e rebocar-nos o carro...
Um homem com chiliques, achaques e fanicos não se aguenta, certo?
Além de tudo mais, adorei a vista do restaurante: o lago e umas casas de palha com direito a pontão equilibrado em troncos de madeira que conferiam mesmo o ar de férias nas Caraíbas (estava sol e tudo!). Um luxo é o que vos digo. Os 7ºC eram irrelevantes, verdade que se diga. E a grande surpresa foi o prato de fruta fresca que nos serviram depois da última sauna! Como vos digo um luxo e eu era capaz de viver assim!
Desde meados de Janeiro, o Nata Lisboa chegou a Viena e fica a uns quantos minutos a pé do meu escritório. Já lá tinha ido comer um pastel e difundido a informação entre os meus colegas que os adoram e se desunham quando volto de Lisboa com dúzia e meia deles.
Uma amiga sugeriu-me fazermos uma dieta - ou vá - renúncia durante a Quaresma: deixar de comer doces. Para uma pessoa que é capaz de comer uma caixa de Tofifi ao almoço - como almoço - é realmente um esforço, mas para mim que raramente como doces, estar em renúncia ou normal seria a mesma coisa. Por isso, ocorreu-me uma coisa muito mais significativa na minha rotina alimentar: batatas fritas. Normalmente marcha um pacote por semana. Semanas críticas podem merecer dois pacotes. Eis a minha renúncia quaresmal - batatas fritas e se Deus quiser por arrastamento aquele pneuzão que resolveu instalar-se na minha zona abdominal. Já comecei hoje! (Só contam as de pacote).
Então confirmou-se tratar-se de um golpe de marketing do World Food Programme das Nações Unidas. A campanha chama-se 805 million names e chama a atenção para a fome no mundo. Afinal não só as misses que se encarregam deste discurso, aqui o macho-alfa também!
Ofereci-me para tomar conta da filha de uma amiga minha para que ela pudesse comemorar o seu aniversário. Possivelmente face à minha reputação eu seria a última pessoa a quem ela pediria tal coisa e de quem ela esperasse tal oferta. O certo é que a miúda é uma simpatia e o bebé mais easy que conheço! Na verdade pouco tive de fazer. Ainda brinquei um pouco com ela enquanto os pais ainda estavam por casa e eles ainda a puseram a dormir. A minha verdadeira função seria controlar se ela dormia bem... Nada de especial: jantei, vi um filme e ainda estive a ler um livro. De meia em meia hora lá ia ver se ela estava a dormir bem... a certa altura fiquei na dúvida se ela estaria a respirar (!) pois em três momentos de controlo ela estava exactamente na mesma posição!!! Que horror ter a responsabilidade sobre a vida de outra pessoa assim... Felizmente continuava a respirar!