Mergulhos num mar de palavras que ecoam ideias, experiências e outras tantas coisas errantes pela minha cabeça.
sábado, 31 de janeiro de 2015
Almofariz 5
Uma pessoa vai jantar numa sexta-feira à noite a um mini-restaurante vietnamita, Viet Hao, que deve ser um dos melhores da cidade, e de repente dá com isto pela janela.

A comida não desiludiu... mas o espectáculo lá fora era impressionante.
Hoje foi dia de "Baile Nazi" (o baile dos académicos afectos à extrema direita)... e claro que ia haver manifestações, protestos e 2.500 polícias na rua. Para quem acha que Viena é uma parvónia... Numa cidade onde 25% da população votou extrema direita nas últimas eleições, parece-me muito bem que se proteste contra a existência destes eventos!
A comida também estava óptima!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
233º momento cultural: Venus in Fur
Já estive para ver "Venus em pele" no teatro em Lisboa e no cinema, mas por algum motivo não chegou a concretizar-se. Quando uma amiga me sugeriu ir ver a versão no English Theater, claro que não hesitei. Sou uma fácil, já sabem.
A peça baseia-se numa adaptação para teatro de uma obra do austríaco Sacher-Masoch sobre Vénus e mais umas dinâmicas que muito lhe apraziam e que acabou por as baptizar!
Confesso não ter gostado muito do início. Uma suposta actriz vai a um suposto casting para a personagem de Venus. A audição começa por correr mal, mas a páginas tantas tanto a actriz como o encenador enredam-se nas personagem e já não se percebe bem o que é realidade o que é ficção. Gostei muito desta confusão de papéis. É muito interessante ver estes jogos de sedução e na verdade confusão: o dominado manipula com a sua submissão. A dominadora não passa de uma marioneta nas mãos do humilhado. Há um jogo de interesses e de dependências em que os papéis não são fixos.
Sibéria

Há anos que tenho um casaco comprido forrado de pêlo. Este ano em Barcelona adquiri um arraçado de ushanka sem orelhas (na topshop). Os meus amigos riem-se e dizem que pareço russa. Eu respondo привет.
Ontem à saída do teatro, um colega a despedir-se disse: "Anna Karenina, cuidado com as linhas de comboio!"
Será ridículo ir assim para Lisboa ou está mesmo imenso frio?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Sou uma mãos-largas (ou quase)

Gosto de discutir as notas com os meus alunos antes de as lançar na pauta.
Hoje apercebi-me que se não tivessem sido as auto-avaliações, cerca de metade da turma teria levado mais um ponto do que efectivamente irá ter. É por isso que gosto destas conversas individuais, a maior parte das alunos contorce-se, mas tem consciência do que fez ou não.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
"A sorte dá trabalho"
Ouvi esta frase pela primeira vez pela boca de Pedro Passos Coelho num videoclipe do Rui Unas a fazer um cover do Anselmo Ralph. A segunda vez foi há umas semanas entoada pelo Cristiano Ronaldo.
A isto associo a metáfora do prego no rabo que passo a explicar.
Uma pessoa está sentada numa cadeira com um prego espetado no seu rabiosque. Dói e é desagradável. Poderia levantar-se para conseguir tirar o prego de lá. Esse movimento inicial seria muito mais doloroso do que se não se mexesse e se mantivesse apenas a situação incómoda, mas em última análise retiraria o prego do rabo e ver-se-ia livre da causador do problema. O único obstáculo seria essa dor extra causada pelo movimento. Há pessoas que preferem ficar sentadas.
A isto associo a metáfora do prego no rabo que passo a explicar.
Uma pessoa está sentada numa cadeira com um prego espetado no seu rabiosque. Dói e é desagradável. Poderia levantar-se para conseguir tirar o prego de lá. Esse movimento inicial seria muito mais doloroso do que se não se mexesse e se mantivesse apenas a situação incómoda, mas em última análise retiraria o prego do rabo e ver-se-ia livre da causador do problema. O único obstáculo seria essa dor extra causada pelo movimento. Há pessoas que preferem ficar sentadas.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Eixo Angola-Chaves
A fama da minha animosidade por crianças é internacional. Nunca atirei nenhum bebé para o chão, nem dei pontapés a miúdos, mas tenho paciência limitada para interagir com algumas crianças. (Atenção que me ofereci para tomar conta da filha de 11 meses de uma amiga para que ela pudesse festejar os seus anos sem preocupações, portanto ainda há esperança para o meu caso). No entanto, quiseram as circunstâncias que eu tivesse uma mais-ou-menos sobrinha. (Mais-ou-menos porque eu sou torcida e não dou muita confiança a pessoinhas mais baixas do que eu.) O raio da miúda tem uma desenvoltura vocabular que me deixa sempre boqueaberta, mas ao mesmo tempo tem só quatro anos.
Explicava-lhe a minha irmã que as pessoas não viviam sempre no sítio onde nasciam - não sei onde ela foi buscar essa ideia - e deu-lhe o meu exemplo, passado um pouco ligou-me para confirmar em primeira pessoa.
Calíope: Mas não te lembras onde é que eu moro?
Sobrinha: Áustria (sussurrado pela minha irmã).
Calíope: Mas lembras-te que te disse que era longe aí de casa? Mais longe que o Algarve, mas mais perto do que o Brasil.
Sobrinha: E Londres, Tia Calíope?
Calíope: É mais longe que Londres.
Sobrinha: E Angola?
Calíope: Angola?! Não, é mais perto que Angola.
Sobrinha: E Chaves?
Calíope: Ahahahahhahahahah! Chaves?!!! Primeiro Angola e depois Chaves... que sequência é esta?
Apanhar bonés
Há pessoas que vêm cá parar a esta chafarica porque querem ver filmes pornográficos, outras que gostariam de ver imagens encantadoras de alguém a vomitar... note-se que qualquer um dos meus excelentíssimos leitores tem uma apurada veia estética, é essa a única conclusão que consigo retirar daqui. Isso e que homens em collants é um clássico das palavras-chaves de pesquisa desta casa.
Caríssimos leitores, eu tento ser versátil, por isso lamento que alguém venha cá parar (ao engano ou não) e acabe a encher chouriços!
domingo, 25 de janeiro de 2015
Almofariz 4
E sai novo almofariz, desta vez um tailandês e na companhia de V2.
A comida é maravilhosa! Eu comi uma salada de pepino com molho de amendoim: uma excelente ideia! E eu que nunca sabia o que fazer com molho saté para além de o esfregar em frango, agora tenho aqui outra alternativa. Como prato princial comi um caril verde com carne de vaca e vegetais. Estava mesmo delicioso. A acompanhar isto tudo pedi um vinho branco nunca visto: Cuvée Asia... frutado, exótico e com um toque de manga... não cheguei tão longe, mas que era um bom vinho era. Mas a surpresa veio no fim: um espumante de litchis. Cá está mais uma combinação improvável mas que resultou em cheio.
Já tínhamos tentado ir ao Bangkok no Verão, mas estava fechado. Desta vez, ele tratou de fazer reservas e lá fomos mais bem sucedidos. Entra-se e sente-se logo o ambiente thai: podíamos estar num restaurante em Banguecoque mesmo!
A comida é maravilhosa! Eu comi uma salada de pepino com molho de amendoim: uma excelente ideia! E eu que nunca sabia o que fazer com molho saté para além de o esfregar em frango, agora tenho aqui outra alternativa. Como prato princial comi um caril verde com carne de vaca e vegetais. Estava mesmo delicioso. A acompanhar isto tudo pedi um vinho branco nunca visto: Cuvée Asia... frutado, exótico e com um toque de manga... não cheguei tão longe, mas que era um bom vinho era. Mas a surpresa veio no fim: um espumante de litchis. Cá está mais uma combinação improvável mas que resultou em cheio.
V2 estava falador e divertido, esteve em Cuba há pouco tempo e claro que eu tinha mil perguntas, o que é sempre meio caminho andado para um serão bem passado e com alguma risota.
Há portugueses a dançar tango ou isto é um trompe l'oeil?
Parece que se chama José Fidalgo...
e fica em versão integral aqui. Talvez seja melhor acompanhar com algumas pedras de gelo!
Histórias de amor ao pequeno-almoço de domingos brancos e de outras cores também!
A sensação de abrir as persianas e ver tudo branco é deliciosa, especialmente porque parece-me combinar propositadamente com as cores do meu quarto novo e por outro lado e pela outra janela, a luz da neve ilumina-me a sala (o sol não o faria com a mesma intensidade).
Tinha começado a pensar no amor como uma exigência prática da idade adulta a ser cumprida. Escolher um parceiro ou parceira, pensava eu, devia ser muito parecido com concorrer a um emprego ou escolher um apartamento numa cidade nova. O amor dependia das vagas. O amor era uma escolha. Para o amor funcionar verdadeiramente - no género de sair para um brunch, pagar contas, fazer planos - o amor tem de estar assente em pragmatismo. O amor não é tão caótico, contundente e ameaçador como uma tempestade, certo?
Numa manhã de domingo preguiçoso sabe-me bem arrastar-me pela casa em pijama, óculos e de manta com mangas e cauda, enquanto tomo o pequeno-almoço e leio o jornal.
O Diário de Notícias de há umas semanas para cá publica modernas histórias de amor (histórias modernas? amores modernos?) oriundas do New York Times. Acho que histórias de amor combinam com domingos brancos e preguiçosos, coloridos e activos, quentes e iluminados.
O Diário de Notícias de há umas semanas para cá publica modernas histórias de amor (histórias modernas? amores modernos?) oriundas do New York Times. Acho que histórias de amor combinam com domingos brancos e preguiçosos, coloridos e activos, quentes e iluminados.
Fica aqui um bocadinho...
Tinha começado a pensar no amor como uma exigência prática da idade adulta a ser cumprida. Escolher um parceiro ou parceira, pensava eu, devia ser muito parecido com concorrer a um emprego ou escolher um apartamento numa cidade nova. O amor dependia das vagas. O amor era uma escolha. Para o amor funcionar verdadeiramente - no género de sair para um brunch, pagar contas, fazer planos - o amor tem de estar assente em pragmatismo. O amor não é tão caótico, contundente e ameaçador como uma tempestade, certo?
(Esta não sou eu, mas em breve haverá mais Pés no Chão!)
sábado, 24 de janeiro de 2015
Almofariz 3
Esta rubrica anda um pouco esquecida...Já vos falei do Variation por duas vezes fora desta secção, mas o sítio é tão acolhedor e a comida tão boa que vale a pena recordá-lo mais uma vez. Francês e clean, com empregados com aquele sotaque que resulta sempre em qualquer coisa charmosa. Desta vez não agarrei-me aos lilets pela noite fora, mas sim, optei pela minha escolha recorrente. Um Chardonnay. E que bom que era! Já para a comida, voltei a repetir: gallete com magret de pato, queijo de cabra e mel - é assim para lá de bom! Isto tudo acompanhado de muita conversa... saímos de lá quando o restaurante estava prestes a fechar as portas!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Parece que não saio do plano B
Ele é Belgrado, Bari, Brindes...
Ainda agora falava à minha mãe de Bucareste... era Belgrado o que queria dizer!
Assim de repente mais cenas giras com B?
Ainda agora falava à minha mãe de Bucareste... era Belgrado o que queria dizer!
Assim de repente mais cenas giras com B?
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Sabem aquela do gatinho em cima da árvore que não consegue descer?!
Lembrar-se-á com certeza o caríssimo leitor do vestido leopardo que Maria Calíope comprou há umas semanas. Foi o trapo do dia e era dia de faculdade.Estava a preparar a parafernália para começar a aula (computador, som, projector), quando apercebe-se que o projector não está a reagir ao comando. Os alunos estavam entretidos com um questionário. Maria Calíope subiu para uma cadeira para ligar manualmente o projector preso ao tecto. Não havia botões por baixo... e Maria Calíope não se fez de rogada, subiu para cima da mesa com o seu belo modelito leopardo e botas pretas. Também não havia botões visíveis... E agora descer?!!! Foi o pânico! Maria Calíope olha para o chão, olha para a cadeira, olha à volta e não havia nada a que se pudesse agarrar... volta a olhar para a cadeira e para o chão, por fim para os alunos sem ver ninguém, até que ouve "Precisa ajuda para descer?!"
Uff! Vá lá que há cavalheiros nesta terra! E lá veio um aluno dar-me a mão para eu descer da mesa!
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
232º momento cultural: Mr. Turner
Gosto de arte. Quem não? Não sou apreciadora de Turner, mas era capaz de o reconhecer sem muita dificuldade. Achei que um filme sobre o artista poderia elucidar-me e fazer lançar um novo olhar sobre a obra. Foi mais ou menos assim.
O filme é longo demais para o que é. A parte boa é que adormeci um bocadinho e não perdi pitada! Turner poderia ter uma visão prodigiosa do mundo à sua volta... mas muito desleixado com os afectos. Ignorando a sua família abandonada que mal apareceu no filme, fez-me muita impressão como usava e abusava da criada, que gostava de ser usada e abusada e que com certeza esperava um bocadito mais... até descobrir que afinal ele arranjara uma outra casa. Uma belíssima interpretação - tanto dela, como a dele - mas o fim triste .
O filme é longo demais para o que é. A parte boa é que adormeci um bocadinho e não perdi pitada! Turner poderia ter uma visão prodigiosa do mundo à sua volta... mas muito desleixado com os afectos. Ignorando a sua família abandonada que mal apareceu no filme, fez-me muita impressão como usava e abusava da criada, que gostava de ser usada e abusada e que com certeza esperava um bocadito mais... até descobrir que afinal ele arranjara uma outra casa. Uma belíssima interpretação - tanto dela, como a dele - mas o fim triste .segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXXVIII
Reli o parecer do professor com o cérebro a funcionar e um dicionário à mão. Afinal o senhor até foi bastante simpático dizendo, entre outros, que o material que recolhi é impressionante :) e que quebrei o gelo de uma (nova) de área de pesquisa!Se me tivesse apercebido atempadamente da quantidade de gelo picado teria oferecido rondas de caipirinhas e margaritas ;)
Saturday night fever
Sábado era dia de oriental clubbing! Eu demorei a decidir-me se queria ir - porque às vezes sou parva - mas sabia de antemão que era para dançar, que ia ser tarde e que mulheres orientais produzem-se mesmo. Arranjei-me q.b. e lá fui eu para o Al Fayrooz à hora combinada. 10 da noite (aqui na Áustria é muito tarde) e ainda íamos jantar. O programa contava com jantar, dança do ventre e música ao vivo. E assim foi, começámos a jantar pelas 11, a páginas tantas aparece a bailarina e duas danças depois Maria Calíope foi puxada para o 'palco'. Não fui a primeira e não fui a única, mas é sempre estranho estar em pleno restaurante a dançar e a ser observada pelo restante público... a música ao vivo dá mesmo um outro encanto à coisa e eu só pensei, vou fingir que estou em casa e que não há ninguém a ver... e lá dancei animada, fazendo a certa altura parelha com a belly dancer residente. O gelo estava quebrado e foram só os primeiros passos de uma noite bem dançada.

Não sei de onde eram as pessoas que não o nosso grupo, mas eram todos de origem árabe ou afim. Só a observação da dinâmica do espaço já seria interessante, mas participar é todo um luxo. As mulheres como já adivinhava todas produzidas: com tecidos justos e rendas e bling-bling... talvez seja como se vistam por debaixo de burkas, não sei, mas ali também havia mulheres com a cabeça tapada que se divertiram tanto ou mais do que eu. Uma outra coisa que também já sabia (há muitos anos fui a uma festa de noivado afegão) e que voltei a comprovar é que os homens destas culturas não só gostam de dançar, como têm noção de ritmo, como ainda dançam entre si (tirando o tal noivado afegão e festas gays, nunca vi homens a dançar com homens).
Havia um homem sentado numa mesa à minha frente e quando o vi pensei que face aos seus 200kg devia ser daqueles homens que vivem enterrados num sofá de comando na mão aos gritos para que a mulher lhe traga coisas, faça e aconteça. Não poderia estar mais enganada... A certa altura o cantor dá voz a um possível hit e foi a loucura. O homem levanta-se e desata a dançar - eu não podia crer nos meus olhos - com tanto gosto, com tanto ritmo, com tanto jeito: uma coisa impressionante. Se eu tivesse de dançar com uma das pessoas presentes naquela sala teria sido com aquele homem, mesmo tendo ele 200kg. Mordi a língua e continuei magnetizada! Um homem com pé de dança e sentido de ritmo bate qualquer carita laroca1
Há uma espécie de coreografia que toda a gente deve saber e que se dança em grupo. Inicialmente pensei que fosse um arraçado do Apita o comboio, pois as pessoas dão as mãos e fazem filinha. É qualquer coisa tipo isto mas em bom. Eu juntei-me ao grupo, claro! Se já tinha lá estado a dançar sozinha, em grupo não custava nada! O homem liderava as hostes com uma corrente/terço(?) na mão e o resto do grupo dançava e essencialmente divertia-se!
O que me diverti, nem imaginam! E o luxo que foi estar naquele meio? Já estive em vários países muçulmanos e nunca vi nada tão autêntico... não que tenha tentado ir a algum clube, que não foi o caso, mas acabo nesses contextos por ser brindada com atrações para turistas... o que acaba por ser um circo.
Há uns anos quando comecei a fazer dança oriental foi sensivelmente na altura que comecei com o doutoramento e dizia a brincar que passado uns anos seria Frau Doktor ou então organizaria o meu próprio espectáculo de dança do ventre The-Calíope-Show. Nesta recta final vejo que as duas vertentes continuam a par e passo!

Não sei de onde eram as pessoas que não o nosso grupo, mas eram todos de origem árabe ou afim. Só a observação da dinâmica do espaço já seria interessante, mas participar é todo um luxo. As mulheres como já adivinhava todas produzidas: com tecidos justos e rendas e bling-bling... talvez seja como se vistam por debaixo de burkas, não sei, mas ali também havia mulheres com a cabeça tapada que se divertiram tanto ou mais do que eu. Uma outra coisa que também já sabia (há muitos anos fui a uma festa de noivado afegão) e que voltei a comprovar é que os homens destas culturas não só gostam de dançar, como têm noção de ritmo, como ainda dançam entre si (tirando o tal noivado afegão e festas gays, nunca vi homens a dançar com homens).
Havia um homem sentado numa mesa à minha frente e quando o vi pensei que face aos seus 200kg devia ser daqueles homens que vivem enterrados num sofá de comando na mão aos gritos para que a mulher lhe traga coisas, faça e aconteça. Não poderia estar mais enganada... A certa altura o cantor dá voz a um possível hit e foi a loucura. O homem levanta-se e desata a dançar - eu não podia crer nos meus olhos - com tanto gosto, com tanto ritmo, com tanto jeito: uma coisa impressionante. Se eu tivesse de dançar com uma das pessoas presentes naquela sala teria sido com aquele homem, mesmo tendo ele 200kg. Mordi a língua e continuei magnetizada! Um homem com pé de dança e sentido de ritmo bate qualquer carita laroca1
Há uma espécie de coreografia que toda a gente deve saber e que se dança em grupo. Inicialmente pensei que fosse um arraçado do Apita o comboio, pois as pessoas dão as mãos e fazem filinha. É qualquer coisa tipo isto mas em bom. Eu juntei-me ao grupo, claro! Se já tinha lá estado a dançar sozinha, em grupo não custava nada! O homem liderava as hostes com uma corrente/terço(?) na mão e o resto do grupo dançava e essencialmente divertia-se!
O que me diverti, nem imaginam! E o luxo que foi estar naquele meio? Já estive em vários países muçulmanos e nunca vi nada tão autêntico... não que tenha tentado ir a algum clube, que não foi o caso, mas acabo nesses contextos por ser brindada com atrações para turistas... o que acaba por ser um circo.
Há uns anos quando comecei a fazer dança oriental foi sensivelmente na altura que comecei com o doutoramento e dizia a brincar que passado uns anos seria Frau Doktor ou então organizaria o meu próprio espectáculo de dança do ventre The-Calíope-Show. Nesta recta final vejo que as duas vertentes continuam a par e passo!
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