domingo, 24 de março de 2013

Irgendwie ist die Entscheidung gefallen

1 mês - 2 negões

Garanto-vos que ainda ontem estava a pensar se devia ou não ir a Lisboa (ou comecei a considerar outra cidade mais próxima) ver o John Legend...
Entretanto acabei de receber um e-mail de uma amiga minha a avisar que o Djavan vai estar em Lisboa também.

Ainda não estou indecisa porque estou em transe! Aos anos que eu sonho em voltar a ver o Djavan ao vivo. Vi-o uma vez há uns bons trezentos anos e nem me lembro bem (sim, tanto ele como eu somos dinossauros). E o John Legend... aiii... assim que soube que ele ia estar assim em território europeu comecei a ginasticacar a minha agenda.

Tanto Djavan como John Legend serviram de banda sonora a TANTOS momentos da minha vida, mas tantos mesmo, uns melhores do que outros, uns mais felizes do que outros, mas uma imensidão deles. Mesmo assim, acredito que o meu computador já seja capaz de reproduzir a música de ambos sem requerer cd de tanto que eu os ouço.
Tenho de ir mesmo pois não é todos os dias que sai fumo branco da chaminé do Vaticano. Infelizmente não dá para combinar os dois, pois não posso ficar um mês inteiro em Lisboa... mas que um dos negões vai ter de levar com o ar da minha graça, isso vai! Vou olhar mais um bocadito para o calendário!

sábado, 23 de março de 2013

Acordeão

A caminho de um dos cinemas a que vou com mais frequência reparei há uns tempos num restaurante novo com bastante bom aspecto. Desencantei um francês simpático para lá ir comigo jantar. Atrasei-me a sair de casa e fui em passo apressado para o metro. Ri-me para dentro, pois quando saio com um tipo em quem esteja interessada tento chegar sempre um bocadito atrasada e acabo sempre a chegar antes da hora, agora que queria chegar pontualmente atrasei-me por causa de miudezas. Continuava em passo apressado ao sair do metro e fui surpreendida com uma banda sonora de acordeão. Se antes me ria para dentro, nesse momento tive mesmo de esboçar um sorriso rasgado. De repente estava em pleno filme de Woody Allen ou algo parecido, numa cena cómico-bizarra. Continuei no meu papel, em passo apressado, mas pelo resto do caminho, achei que seria fundamental que houvesse mais acordeonistas a tocar no metro e nas esquinas da vida... Em alternativa, no Verão poderia haver tocadores de flamenco em viola.

É basicamente Primavera

desde que uma pessoa não saia de casa.
Há uma luminosidade animadora que mostra que os dias estão a crescer e que para breve será Verão.
No entanto, uma pessoa sai de casa e precisa mesmo de levar o casaco de peles, chapéu, cachecol e tudo o resto... estão -2ºC.

Comprei uns trapitos mais frescos e leves e voltei a correr barricar-me em casa (até ter uma ideia em como participar no próximo grande evento da comunidade lusitanista germanófila).

As túlipas cá continuam!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Falando em queijo

Veio morar cá para casa este conjunto de fondue individual. Supostamente é para duas pessoas, mas tendo em conta a quantidade de queijo que eu sou capaz de comer e o facto de não haver segunda pessoa, passou a ser só para uma! Eu!

Ana 100 Sentidos, o mundo pode estar formatado para dois, mas há formas de o desconstruir!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pergunta para queijo

Estou desde manhã a pensar quem poderá ter tido a ideia de jerico de trazer José Sócrates para comentador político da RTP...
Agora ocorreu-me Relvas.

112º - 118º momentos culturais: Singapura


112º Botanical Gardens: Digamos que não sou a melhor amiga das plantas. Gosto de espaços verdes, mas não sou especialmente sensível à diferença entre árvores, flores, arbustos e essas coisas. No entanto, houve coisas impressionantes nestes jardins botânicos. A primeira foi uma senhora me ter pedido para sair numa foto com ela… (estranho, mas não um inédito na minha vida).  Em pleno jardim há um lago e aí uma ilha com um palco, cujo público se senta nas colinas nas margens do lago. Achei uma ideia super gira. Por fim, um dos portões do jardim é uma coisa assim fenomenal: todo rendilhado.

113º Museu de arte: Sem saber o que esperar, a exposição inicial conquistou-me de imediato. Infelizmente já não sei quem era o artista. Adorei o cadeirão com uma série de setas espetadas nas costas e na parte da frente o Arte da Guerra (na mesma edição da minha!) espetado. Eu olhava para aquilo e só pensava num S.Sebastião moderno ou de alguém sentadito num sofá a ler o Arte da Guerra, que de repente soltava um “Também tu, Brutus?”, esvaindo-se em sangue! A sala seguinte também era genial, com quadrinhos e colagens e perguntas pertinentes… eu sei… é a explicação possível!

114º Festa de aniversário: Um dos motivos para eu ter ficado tanto tempo na Ásia foi o aniversário de uma amiga minha, a par do preço do voo. Ela fazia 30 anos e para mim, até mais que para ela, isso é fantástico. A festa foi um autêntico laboratório de vidas e da comunidade de expats em Singapura. Eu ouvi e surpreendi-me com pessoas a relatar experiências de vida tão díspares de tudo o que conheço.

115º Little India, Arab Street e Chinatown: Fiquei com a ideia de que as vidas em Singapura são muito compartilhadas. Há a gaveta dos indianos. Há a gaveta dos árabes. Há a gaveta dos chineses. A multiculturalidade é evidente, mas para mim não é assim tão evidente que (praticamente) não haja misturas entre os diferentes grupos.

116º Sultan Mosque: Finalmente consegui entrar numa mesquita ao fim de não sei quanto tempo!

117º Centro financeiro: Possivelmente deve ter outro nome, mas não sei qual. É ali que se concentra o dinheiro de Singapura e sente-se… basta respirar. Tanto de dia como de noite, a vista é impressionante.  Enquanto lá passeava, ocorreu-me se haverá alguma cidade europeia este tipo de skyline... e de repente dei com um Botero! Não foi o skyline, mas o meu encontro com o gato de Botero em Barcelona foi igual!

118º Jardim zoológico: O que disse ali acima acerca de plantas, poderia aplicar-se a animais… até ter entrado neste zoo. Não grades nem jaulas, salvo erro ocupa um espaço de 23 acres e está num estado de conservação invejável. 
  Eu fiquei siderada pelos tigres brancos. Até teria trazido um para casa. O leão asmático também não será tão depressa esquecido. E sim, eu gosto de animais de grande porte: elefantes asiáticos: 
checked, rinoceronte branco: checked, girafas: checked! Não sabia que havia hipopótamos pidgin e também me rendi aos orangotangos! Fiquei que tempos a olhar para eles e quase a lamentar não ter ido ao Bornéu fazer um safari…

E assim de repente, acho que foi tudo!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Cacos no lixo

Esta semana começou como um vidro estilhaçado, que se estendeu a paredes esmurradas e a correntes de ár gélico. O subconsciente do brilhante leitor já terá activado a teoria das janelas partidas e foi disso mesmo que Maria Calíope se lembrou, tentando consequentemente libertar-se desta espiral: colando os cacos ou deitando-os fora, passando um mão de tinta nas paredes e calacfetando portas e janelas. É mais fácil amolgar mais chapa do que se armar em mestre-carpinteiro. Mas a vida são dois dias e o Carnaval são três...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Cozinha de fusão

Estou desde sábado para fazer bacalhau à braz. Não fiz. Hoje achei que um bacalhauzito com tons amarelos poderiam animar um dia cinzento, cinzento, por dentro e por fora. Cebola e alho refogado com azeite, bacalhau desfiado, ovos no frigorífico, salsa no canto do olho e até descobri um frasco de azeitonas pretas. Mas foi também nesse preciso momento em que reparei que já não tinha batatas frita palha. A visão do bacalhau à braz amarelinho acinzentou... Como é que eu não tenho batatas frita palha?!* Andei a vasculhar armários e encontrei grão... deitei lá para dentro da panela. No fim, acabei por deitar o ovo a ver se animava um bocadito aquele quadro. Resultado: bacalhau com grão à braz.
Comi a sopa de tomate que fiz ontem e mais umas torradas. O bacalhau fica para amanhã.


*Aqui não há à venda: costumo trazê-las de Portugal

domingo, 17 de março de 2013

111º momento cultural: Nachtzug nach Lissabon

Tenho amigos que devem gostar imenso de mim ou, pelo menos, ter-me em muito boa conta, não me levando muito a sério. Só isso justifica que o convite acompanhado de resumo: "Queres ir ao cinema? Vou ver um filme que trata de um professor suíço de filosofia que vai para Lisboa de comboio, para recuperar uma história durante a ditadura... deve ser meio chato." não só tenha surtido efeito, como no fim do filme a minha amiga me ter dito que adorou o filme e que tem de o ver novamente.
Eu própria fiquei surpresa com o conteúdo do filme. Não li o livro e o pouco que sabia do filme foi o dito anteriormente. Estava mesmo à espera de um filme aborrecido, mas não, cativou-me o suficiente para só ter olhado para o relógio já tinha passado uma hora. Tudo bem que a fotografia não sai dos postais tradicionais de Lisboa... mas se não precisaram de filmar cenas em Chelas, qual é o problema?
De qualquer modo, mais do que a história do professor, o que mais se salienta no filme são alguns pormenores da ditadura nomeadamente a PIDE e a resistência. Mesmo sendo pormenores, eu dei de caras com a minha própria ignorância. Enfim, aprendi mais um bocadinho, não obstante sendo uma obra de ficção.

Gap Year

O primeiro austríaco que conheci andou cerca de 4 anos literalmente a mandar-me postais. Entre Irlanda e Austrália veio parar-me tudo à caixa do correio lá de casa. Eu achava delicioso claro, mas ao mesmo tempo desassossegava-me o espírito a questão de quando é que este tipo estudava, pois supostamente também andava na Universidade, e onde é que ia buscar dinheiro para financiar tantas férias.

Da primeira vez que vim passar umas férias à Áustria, conheci uma série de gente - essencialmente amigos do tal indivíduo - e não conseguia enquadrar na minha linha de pensamentos como é que toda a gente já tinha estado seis meses na Austrália (em alternativa América do Sul),

Lembrei-me disso tudo ao ler agora este artigo do Público sobre a possível disseminação do Gap Year em Portugal. Estive de seguida no site criado para o efeito: http://gapyear.pt/ e fiquei semi impressionada com o detalhe da informação. Estou quase tentada a inscrever-me lá...

Acho este tipo de experiência fundamental para qualquer pessoa e quanto mais cedo melhor. Quando tinha 18 anos eu queria trabalhar na Expo, se os tivesse agora pegaria no passaporte a sério. Se há uns anos já me questionava sobre a urgência que se tem em Portugal em acabar um curso, hoje em dia isso parece-me completamente despropositado. Melhor do que cruzar fronteiras físicas é alargar horizontes mentais. E o curso pode-se acabar no ano a seguir!

sábado, 16 de março de 2013

O sorriso de Mona Lisa

Ontem ao jantar com um grupo de amigos.

MY- Na verdade dou lá aulas graças à Calíope...
Calíope - Oh!
ME - Dás aulas de quê?
MY - Búlgaro, mas é só dois fins-de-semana por mês. A Calíope também lá dá aulas.
ME - Também dás aulas na escola?
Calíope - Sim.
ME - Dois fins-de-semana por mês?
Calíope - Não, às segundas e terças...
ME (incrédula) - E fazes mais o quê?!
Calíope - Aulas de dança e...
AM - Os dias dela não são iguais aos nossos... ela não dorme.
MY - A Calíope é como daquelas personagens do Renascimento!
Calíope - O quê?
MY - Daqueles que faziam tudo.
SM - Ou então tem uma irmão gémea!

Túlipas roxas


 sucedem às coroas imperiais cor-de-laranja

quinta-feira, 14 de março de 2013

105º - 110º momentos culturais: Ubud


105º Arma Resort: Quando fiz a reserva, pensei mesmo que as fotografias seriam melhores que a realidade e que quando chegasse ao sítio iria arrepender-me de ter pago para ver. Mas não. O quarto era o mesmo. A banheira estava lá. Havia fruta de boas-vindas e mais uma série de mordomices. O espaço era imenso. Não consegui dar a volta ao resort todo, mas entre arrozal, templo, museu havia tudo lá dentro. Se alguém for a Ubud, eu digo-vos onde ficar.

106º Workshop de dança balinesa: Achei que seria a cereja em cima do bolo, mas para a próxima que tiver ideias de jerico destas, alguém me dê dois pares de estalos. A música era irritante, a professora começou a bocejar aos 5 minutos das 2 horas de aula e eu senti-me a correr atrás da professora, abanando os braços o tempo todo. Supostamente em 2 horas deveria ter aprendido uma coreografia de 7 ou 8 minutos.

107º Show Topeng: Esperava um espectáculo de máscaras (topeng), mas na verdade foi muito mais do que isso: uma peça de teatro com orquestra em palco. Eram umas vinte pessoas em palco para sete gatos pingados no público.

108º Arrozais: Andei imenso e adorei ver os campos de arroz. Só pensava que possivelmente no Ribatejo também os há - não era o arroz Cigala que o dizia? - e não precisava de ter vindo à Indonésia para os ver.

109º Museu Puri Lukisan: Nunca tinha pensado concretamente em como seria arte indonésia. Mas surpreendeu-me! Primeiro porque reconheci as máscaras da peça do dia anterior, que na verdade são omnipresentes. Depois houve vários quadros que me conseguiram fazer parar na minha itinerância pelas salas do museu.

110º Massagens balinesas: Indescritíveis... e de chorar por mais! Com direito a chazinho no final.

A quebrar o gelo


"Nevar em Março não está com nada..."
Resultou qb.

Cenas random

- Voltei a usar lentes de contacto

- Tenho imensos alunos

- Voluntariei-me para uma apresentação em alemão

- Cozinhei arroz de marisco em casa alheia

- Temos Papa argentino

Não sei se umas coisas têm a ver com as outras

segunda-feira, 11 de março de 2013

Gosto muito de você, Leozinho!

O leo apresenta a partir de hoje português nos seus pares de línguas.
O mundo lusófono e germanófono agradece... ou pelo menos eu :)

domingo, 10 de março de 2013

Dia intermédio

Não desgosto das segundas de todo, mas dava-me um jeitão ter um outro domingo já a seguir (ou sábado ou dia sem nome)!

sábado, 9 de março de 2013

98º a 104º momentos culturais: Kuala Lumpur

98º: Petronas Towers - Mais um momento "uau" e para isso muito contribuiu ter ido visitar as torres de noite. Chegar à praça e ficar fascinada com a fonte colorida dançante (que mais tarde dançou ao som de música clássica) já ter-me-ia enchido o olho, mas olhei para cima e saiu-me um honesto "uau": as Petronas estavam ali mesmo. Poderia estender a minha descrição por mais outras tantas linhas, mas só vendo.

99º: Pavillion - Era o centro comercial mesmo à frente do meu hotel e ao que recorri para fazer algumas das minhas refeições. Na minha primeira incursão perdi-me. Imaginem um Colombro cem vezes maior... é mais ou menos isso, com partes interiores e exteriores, eu julgo que uns 8 andares, mas poderiam ser mais, com Zaras ao lado de Pradas, cinemas, supermercados, bares, livrarias e sei lá mais o quê. Este foi apenas um dos centro comerciais que visitei, na Malásia e nos outros sítios: esta gente adora marcas, daquelas com muito zeros, para além de adorar: compra! Eu não vi lojas vazias. Eu limitei-me à minha insignificância e comprei apenas umas coisas na Victoria's Secrets por curiosidade e Marks & Spencer por dedicação cega.

100º The Calíope Show (what else for the 100th?!) - A minha ida à Universiti Malaya foi combinada um pouco em cima do joelho e de forma um pouco mais atabalhoada do que gostaria. No entanto, estando lá, todas as minhas impressões nebuladas abriram num céu azul magnífico. Os colegas e a directora foram de uma simpatia extrema e com certeza melhoraram muito as minhas impressões de KL. O show propriamente dito foi uma aula minha muito animada - bem ao meu estilo - onde pela primeira vez dei por mim a falar de Cruzadas e da Fundação de Portugal a alunos (e colega) muçulmanos. É esta diferença de perspectiva e sensibildade que me move e que me vai fazer continuar a impingir mais The Calíope Show a gente de outras latitudes!


101º Batu Caves - Já contei aqui como é que fui parar às Batu Caves, não contei foi o facto de para além daquele Lord Murugan maravilhoso e esmagador, também havia um outro macaco (literalmente) verde ligeiramente mais baixo logo à entrada. Eu da minha pequenez, ao olhar para cima tanto para o Macaco como para o Murugan, senti-me tão pequena e tão privilegiada por me ser possível ver estas coisas assim ao vivo e um "uau" foi mesmo o mínimo que consegui emitir. Como se isto não bastasse ainda fui contemplada com o final de um casamento indiano, que esteticamente deve ser das celebrações mais bonitas do mundo. As grutas propriamento dita são assim-assim, mas face a tudo o resto eu não estava minimamente preocupada por as grutas não serem especialmente impressionantes.

102º Museu de Arte Islâmica - A estética islâmica cativa-me há muito tempo e este museu foi o culminar de tudo o que eu poderia imaginar da arte islâmica. Mais do que as colecções de jóias e de caligrafias, o próprio espaço deve ser um dos espaços de museus mais bonitos em que alguma vez estive. Linhas simples, muita luz, tudo branco transformavam os 30ºC e uma percentagem de humidade insuportável em ar fresco para todos os sentidos.

103º Mercado central e mercado da Chinatown - Adoro mercados, compro sempre mil coisas e sempre que me lembro regateio até não poder mais. Andei quilómetros nestes mercados, desconfio que devo ter perguntado o preço das coisas a vendedor sim, vendedor não: mas no fim (e no princípio) todos me pareciam iguais! No fim, só veio uma mala.

104º Museu Nacional - Duas grandes surpresas: 1) Uma exposição fabulosa sobre máscaras do mundo e o que Maria Calíope gosta de máscaras. Ainda tive direito a espectáculo de dança. 2) No museu e na sua exposição residente há uma ala completamente dedicada a portugueses.


Les photos sont de moi-même!

sexta-feira, 8 de março de 2013

92º - 97º momentos culturais: Malaca

92º - Porta de Santiago: É basicamente uma porta em ruinas... mas reconhecesse a milhas o traço português. Pela primeira vez na vida pensei no fabuloso que é ter/ver coisas nossas (portuguesas) espalhadas por tantos cantos do mundo. Qual era a probabilidade de ver uma fortaleza portuguesa na Malásia?! Nenhuma! Mas houve alguém que desafiou mares e mundos e levantou o braço e uma fortaleza para dizer presente! Por 10 segundos esqueci o sangue derramado e o poder da força e senti orgulho nesta portugalidade.


93º - O escudo de Afonso Henriques em Ourique. Basta terem-me seguido por um ano ou pouco mais que isso para saberem da estima e quase devoção cega que nutro por Afonso Henriques. Bater com os olhos nas suas armas referentes a quase 900 anos de história do outro lado do mundo foi qualquer coisa como o próprio ter visto Jesus Cristo a 25 de Junho de 1139 :D
(a foto é minha)

94º - Museu de Arquitectura - Nem sou muito dada a questões arquitectónicas, mas este pequeno museu conseguiu cativar-me por completo. Não só os diferentes tipos de casas malaias que nos foram apresentadas, mas a inspiração para a sua contrução.

95º - O Bairro Português - Nunca na vida pensei que a memória portuguesa fosse tão bem preservada nesta latitude, mas o facto é que ser português, falar português (whatever that means) é motivo de orgulho, mais ainda a "Portuguese Seafood" que eu tive dificuldade de enquadrar no marisco nacional...

96º - Massagem chinesa - Em Malaca, resolvi ir aliviar a tensão com massagem chinesa... asneira! A massagem foi tão intensa que eu fiquei com nódoas negras ao longo de dias. Massagem chinesa nunca mais!

97º - A dança dos leões - Sempre pensei que fossem dragões chineses, mas afinal são leões. Eles saltam e dançam e fazem essencialmente imenso barulho, mas pelo menos com os que eu interagi, eram uns fofinhos pegados!

Lachatemicantare

Os meus amigos/colegas italianos são uma caixinha de surpresas.

Um (que se senta à minha frente todos os dias) passa por mim no corredor e lança um "Caliopezinha!" assim do nada (ahahhahah)

O outro (com quem vou jantar e que ficara de ligar a outro amigo nosso) liga-me a combinar o sítio e pergunta-me se falei com o tal tipo francês. Eu digo que não, que ele é que tinha ficado de lhe ligar, ao que ele responde "Ah! Não faz mal! Fica para a próxima!"

A canalizadora

Desmontei o chuveiro, fui comprar um igual e voltei a montá-lo.
Até ir efectivamente tomar banho, parece que funciona!

Estou tentada a estender a minha esfera de influências canalizadoras para a cozinha...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Nojo

Ontem estive horas a ver/ouvir a Grande Reportagem da sic sobre o caso BPN: A Fraude. Confesso que até ontem não sabia concretamente do que se passava, para além do rombo de milhões de milhões. Agora já sei do que se trata e fiquei enojada (mesmo não vivendo em Portugal e não sendo contribuinte).

segunda-feira, 4 de março de 2013

Daily business

Este é o meu segundo dia preferido do ano e neste dia acontecem sempre coisas extraordinárias. Se o caro leitor se recordará, faz agora um ano que o meu primeiro artigo foi publicado. No presente ano voltei ao business. O meu computador já não me reconheceu, mas tive o dia repleto de muito sol.
Os meus coleguinhas deram pela minha falta e já reclamam por fotos, histórias e as minhas peripécias, o meu chefe lindo e sueco veio cumprimentar-me dizendo que vim eu e veio o sol - aparentemente o mês de Fevereiro foi cinzento, cinzentão ora frio ora neve e sempre encoberto -
Mais tarde mais business com a primeira aula do curso novo. Ando a bater recordes de números de alunos: 16 (!!!) quando acho que o limite são 14. E apareceu-me até um aluno indonésio!
O dia acabou com o regresso das aulas de dança. Parece que não, mas bem que sentia falta de ouvir as minhas ancas a chocalhar.
Estou morta, mas feliz por ter voltado à minha vida real.


André Brito

domingo, 3 de março de 2013

85º- 91º momentos culturais: Banguecoque

85º Palácio real: Depois de ter de me vestir apropriadamente para poder entrar na propriedade real (à entrada emprestam as vestimentas necessárias, no meu caso era uma camisa para me ocultar os ombros), uma pessoa dá de caras com tanta coisa por metro quadrado para olhar que nem sabe onde se deve virar, não sabe o que fotografar, perde-se simplesmente entre tanto ouro, tanta estátua, tanto detalhe. E isto ao longo de uma área mesmo muito vasta.

86º Wat Pho: O maior buda deitado do mundo. Um dos meus momentos "uau"! Continuo sem saber muito (nada?) sobre budismo, mas não posso deixar de simpatizar com estas estátuas majestosas. 43 metros de buda é muito buda. Mas uma pessoa chega ao fim dos 43 metros e dá conta de umas plantas de pés todas tatuadas (deve ser outra coisa qualquer, mas eu interpretei aquilo como tatuagens). Ainda gostei mais deste buda deitado do que do maior buda jovem sentado que tinha visto em Hong Kong. Tive oportunidade de lhe comprar uma flor, acender uns incensos, colar-lhe uns quadradinhos de ouro e rezar-lhe na minha língua pelo que mais me preocupa no presente momento. Espero que ele tenha entendido o meu sinal da cruz.

87º Wat Saket: É mais um templo dourado num monte em plena cidade. Gostei especialmente de haver budinhas-bebés ao longo da subida, gongos e sinetas. No topo descobri que há um buda responsável por cada dia da semana. Tenho mesmo de ler o meu livro sobre religiões, foi a única conclusão a que cheguei.

88º Mercados: Não consegui ir aos famosos mercados flutuantes, mas em compensação fui a um mercado nocturno e a um mercado gigantesco, cujo nome não me recordo. As minhas compras foram do além... e só não foram ainda mais pois estava em início de viagem e não podia estourar o dinheiro todo logo, nem andar a carregar a tralha toda o resto da viagem. Ponto de passagem obrigatória num eventual regresso a Banguecoque.

90º Massagem tailandesa: É oferecida praticamente porta sim porta sim e supostamente pode incluir extras... No que toca à minha própria experiência, senti ossos a estalar, senti-me puxada, empurrada, pisada e sei lá mais o quê, mas tudo dentro da decência. Tanto que a massagista não nos toca directamente. É-nos dado uma espécie de pijama e ela toca-nos por cima do tecido. Apesar de inicialmente estar a achar que estava a ser sovada, soube-me mesmo bem e voltei no dia seguinte. É ao preço da chuva.

91º Soi Cowboy: Banguecoque é conhecida pelos seus atributos sexuais e parece-me que até certo ponto se orgulha disso. Não sei o que chamar às meninas, se strippers, artistas, prostitutas ou acompanhantes... o espectáculo é triste, mas há quem o consuma e para quem seja o ganha-pão... E nem sei bem como enquadrar os Lady-boys neste alinhamento. A partir da Soy Cowboy sempre que vi uma mulher asiática com um europeu não consegui fugir ao preconceito óbvio... não me esquecendo que até contra mim falo.

83º e 84º momentos culturais: Filmes no avião

83º momento cultural: Une bonheur n'arrive jamais seul

Eu tenho um fraco por filmes franceses, daqueles onde não se aprende nada, onde não acontece nada e que não se chega a lado nenhum. Neste caso não foi bem assim, mas um tipo a tocar piano e uma Sophie Marceau com um guarda-roupa fantástico conseguiram-me manter-me acordada até às 3 (?) da manhã.



84º momento cultural: English Vinglish

As produções de Bollywood estão cada vez mais diversificadas (neste filme não apareceu nem sombra do Sha Ruh Khan, mas não se escaparam a uma aparição de 10 segundos de Amitab Batchan). Mais um filme agradável sem ser completamente imperdível. Mais um filme onde eu adorei o guarda-roupa da personagem principal. Se não fosse tão pouco prático usar saris e o facto de eles não se adaptarem a Invernos com menos de 10ºC, a sério que usava.


Ainda comecei a ver o alemão Vermessung der Welt, mas calculei mal as 12:30 do voo e só consegui ver cerca de 40 minutos do filme, metade dele já sem som, pois tive de devolver os fones.

Fusos horários

Não sou muito sensível ao fenómeno de jet lag, no entanto, desta feita ocorreu-me algo diferente. Já não estou no GMT+8 de Singapura, mas ainda não cheguei ao GMT+1 de Viena.... estou a pé desde as 6, sendo que o relógio só agora está a tocar e o pequeno-almoço está marcado lá para as 10.
Felizmente cá em casa há sempre trabalho para fazer :D

Para os interessados e curiosos leitores pelas peripécias de Maria Calíope no quase Extremo Oriente haverá em breve um especial de "momentos culturais" e outros quantos random posts acerca da minha viagem. 

sábado, 2 de março de 2013

Celeridade

O mundo não pára nem quando eu vou de férias.
Cheguei ontem a casa e dei com caixas de correio novas.
Fui a uma reunião na embaixada e uma amiga minha disse-me que entretanto tinha comprado um escritório novo.
Encontrei agora a vizinha que me tinha ficado com as chaves do correio e ela está a mudar-se, pois entretanto também comprou um apartamento, curiosamente na mesma rua do escritório da minha amiga.

Será que a Kaiserstrasse está em saldos? é a minha primeira dúvida.
Não é preciso tempo para que as coisas aconteçam, é preciso vontade.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Cá estou eu/ Cá estão eles

De volta a casa de banhinho tomado e unhas pintadas de fresco! A cair de sono mas a manter-me activa para voltar a estar no meu próprio fuso horário.
E para que não vos falte nada, aqui fica o motivo da minha cabeça perdida...

 Os meus olhos bateram naquele par de sapatos e nem a tentativa do "vou-experimentar-para-ver-que-não-me-serve/fica-mal/são-muito-altos/são-muito-caros" me valeu.



Há anos que eu sonhava com sapatos verdes.





E o outro par, agarrou-se a mim e pediu-me que os trouxesse encarecidamente para a Europa.
Agora quero ver como/quando os vou usar nos 2,5 dias de Verão em Viena!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Últimos momentos em Singapura

O que é que Maria Calíope faz?

Vai estourar os últimos dólares singapurianos em sapatos duty free!!! (é mentira, foi só um cremezito, a continha dos sapatos foram endereçadas para o senhor Visa :)

E um grande obrigado ao Francis que me mandou dar uma volta ao bilhar grande e eu não só fui como gostei!

Vá, vou embarcar!


Singapura, às 23:38

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pedido

Pessoal das agências de estudos de mercado do mundo, vocês sabem que eu até sou solidária com as vossas pesquisas e tento responder ao que me perguntam, mas querem fazer-me o favor de NÃO me ligar quando eu estou a pagar roaming a 4 euros e tal por minuto?

Para além dos estudos de mercado austríacos, agora tenho desde Bali uma agência espanhola de estudos de mercado... Pergunto eu que sou meio distraída, querem inquirir-me para quê e subordinada a que perfil?

Muito agradecida.

Singapura, às 00:34

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sauna

Há precisamente 3 semanas que estou continuamente a fazer sauna. Inicialmente nem me apercebi bem do que se estava a passar, mas ao fim de 21 dias, de muita gota a escorrer, de muito lenço de papel ensopado, de muitos litros de suor, não há dúvidas, a minha pele está um mimo!
O segredo? A sauna au naturel dentro e fora de portas.
As vantagens são mais do que muitas: primeiro há sempre líquidos a circular dentro e fora do corpo, o que imagino que seja bom; não se precisa de ir tão frequentemente à casa-de-banho, pois os muitos líquidos ingeridos são expelidos de e por outras formas sem aquele cheiro pestilento; é gratuito, flexível e não requer um espaço limitado e a grande mais-valia para quem frequenta saunas no centro da Europa: não temos de ver as peles flácidas e outras coisas caídas de ninguém, pois está toda a gente vestida!

Singapura, às 22:41

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rainha dos saldos

Confesso que saí de mãos a abanar dos últimos saldos "temáticos" a que fui: os saldos do Ramadão em Marraquexe, mas desta feita não voltei a envergonhar o meu auto-proposto título: já há compras dos "saldos do ano novo chinês" ou ano lunar ou o que é, aqui mesmo em Singapura.  (É que só mesmo em saldos é que se consegue comprar um trapo aqui).

Singapura, às 00:19

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Rufia

A propósito da visita oficial do Primeiro Ministro a Viena, uma amiga/colega minha em França mandou-me um e-mail a perguntar se tinha sido eu a convidá-lo para uma cerveja, a propósito desta notícia aqui.
Eu, acabada de aterrar em Singapura e ainda mais a leste do paraíso do que costumo estar, não estava capaz de seguir o raciocínio. No entanto, ao inteirar-me do ocorrido, fiquei a pensar que devo ter fama de rufia, arruaceira, cara-de-pau, frequentadora de manifs e apreciadora de cerveja. Hmm... não vá estar o caríssimo leitor distraído, Maria Calíope esclarece já: não confere!

Singapura às 23:39

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desaparecidos e achados

Uma pessoa pensa em todo o tipo de problema que pode ter em viagem. De excesso de peso da bagagem a rapto estava tudo contemplado no meu imaginário tortuoso. Não aconteceu nada do que tinha imaginado, em compensação as peripécias foram outras. Do táxi e do câmbio o caríssimo leitor já está a par. Hoje desapareceu-me a mala e a mochila a meia dúzia de horas antes de partir da recepção do hotel...

Aeroporto de Denpasar, Bali, às 16:39

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cenas à chuva

Não me recordo de ter visto tanta chuva como a que vi aqui ontem e hoje. Acho que choveu ontem e hoje toda a chuva que vi nos últimos 10 anos.

Ontem a chuva fez-me barricar no mercado de manhã, tirar uma soneca pelo almoço e simplesmente entristecer diante de tanta chuva, mas acabar triunfalmente swimming in the rain.
Hoje acordei ao som da chuva - mesmo tendo dormido um belíssimo sono dos justos - e face à constatação que não era um mero efeito sonoro, lá imaginei-me a passar o dia no espaço coberto à beira da piscina a trabalhar. No entanto, pelo final do pequeno-almoço a coisa amainou ligeiramente e eu munida de guarda-chuva fui para a cidade.

Foram muitas as bátegas de água que levei em cima, que pareciam esperar que eu saísse de espaços fechados para caírem com toda a força, sem trovão, nem relâmpagos, só chuva, chuva e mais chuva.
A cada passo e a cada poça bendizia os meus sapatos de plástico comprados num mercado em Banguecoque por um par de euros. Não foi preciso ir à Tailândia para comprar sapatos duvidosos, mas agora a coisa começou a fazer sentido. Com tanta água no chão que não consegue obviamente ser escoada, só sapatos de plástico ou de borracha é que resistem à intempérie. Molham-se e secam num instante. É prático tendo em conta que eu hoje a andar na cidade, cri estar a andar à beira-mar com água pelos tornozelos ou quase.

Vivendo e aprendendo: chove, mas a vida continua.

Ubud, às 11:35 pm

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Grau de constrangimento

Estou a pensar no que é mais constrangedor:

a) Não ter ninguém para comentar que o jantar está uma delícia, nem para nos tirar fotos parvas com o que vamos comer. O Vendedor de Passados tem sido uma companhia inestimável, mas ainda não fala nem tira fotos (ontem).

b) Reparar que o senhor japonês que estava sentado ao nosso lado no espectáculo de dança também veio ao mesmo restaurante que nós e perguntar-lhe se quer ocupar o lugar vago na nossa mesa. Apercebermo-nos que o inglês dele é muito duvidoso e que a conversa não flui. Ficar a olhar para o prato e enfiar comida na boca enquanto se pensa em temas / perguntas para uma possível conversa (hoje).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Arma


Estou encantadíssima com este resort. Foi díficil dar com ele - que diga o taxista que deve ter feito uma meia dúzia de telefonemas e ainda perguntado pelo sítio a 4 ou 5 pessoas - mas pelo que já me apercebi não se assemelha a nada do que conhecia. Até o quarto me parece melhor que as fotos. Ainda não tive tempo de ir explorar os caminhos todos, mas desconfio que até haja "rice terraces" cá dentro (ia dizer "terraços de arroz", mas depois hesitei para "varandas"...). Entre chegada, massagem e piscina não deu para muito mais...


E eu estou precisamente ali à direita daquelas escadinhas :)

São as imagens possíveis, Pimpas. Quando voltar, logo publico as minhas!

Ubud, às 23:11

Fui Bali*

Queria vir para Bali pela razão mais idiota do mundo. Vi há vários anos o filme Eat, Pray and Love e na altura ocorreu-me que só me falta vir a Bali, para a minha vida fazer sentido. (Itália e Índia já constavam da minha bagagem).

Cá estou eu em Ubud!

Antes de chegar a Ubud, estive em Kuta, onde voltei a molhar os pés no Índico, onde fui vergonhosamente enganada no câmbio e onde encontrei um vestido assimétrico lindo.

1 euro equivale a cerca de 13.000 rupias indonésias... no início do dia achava que ia ter de aprender à força a fazer contas com muitos zeros, agora já me parece que o que não tem remédio remediado está.


Ubud, às 15:30

*Título inspirado num longínquo post da minha amiga BcS

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Domingo interreligioso

Felizmente houve uma amiga minha que teve a presença de espírito de me avisar que o Portugueses pelo Mundo desta semana foi em Kuala Lumpur, caso contrário eu teria perdido as Batu Caves e teria sido uma grande perda.

Fui lá de manhã. Trata-se de um templo hindu que se encontra dentro de umas grutas, mas o mais impressionante para mim foi uma estátua de 43m do Lord Murugan. Subi os quase 300 degraus com mais receio de ser atacada pelos macacos que lá andam do que com cansaço e é assim que se tem acesso às grutas propriamente ditas. A sério, vão ao google ver que mesmo no google é esmagador! Ainda tive o bónus de ver o fim de um casamento indiano.

Pela hora do almoço segui para a mesquita nacional. Ainda não foi desta que consegui entrar numa mesquita, mas é sem dúvida a mesquita mais moderna que já vi. O meu caminho continuou para o museu de arte islâmica. Como o caríssimo leitor saberá, Maria Calíope tem um fraco por decoração/arquitectura/arte islâmica e pela segunda vez num espaço de horas, voltou a sentir-se maravilhada. O museu é tãããooooo bonito, elegante, amplo, espaçoso, iluminado, claro e repleto de pormenores e apontamentos de requinte, que poderia ficar lá a viver para sempre. O curioso deste museu é que em vez de se centrarem só no Médio Oriente islâmico, estedem o escopo da história à Índia, China e extremo oriente. (Vão lá ao google ver também que vale a pena)

No fim da tarde segui para a China Town... sinceramente não sei quanto tempo demoram os festejos do ano novo chinês, mas o certo é que as celebrações continuaram... Eu tentei comemorar fazendo negócios da China. Saí-me assim-assim.

Vi agora qualquer coisa do Papa na tv - sim, eu sei que ele resignou - o que completou o meu domingo ecuménico.


KL, às 23:40

A rede social

É Maria Calíope. Sem tirar nem pôr.
Contactos tão válidos como o colega e a ex-aluna da colega da mãe de uma amiga minha valeram-me companhia para algumas das refeições dos dias transactos. Contactos esses que se estenderam a outra colega e à chefe do departamento. Apesar do Vendedor de Passados ser uma companhia desejável, conversar e comer com locais tem outros encantos.

KL às 9:44 a.m.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Conversas soltas XXXII

No skype:

Calíope: Fui fazer uma massagem, mas não tenho a certeza se levei uma sova ou não. A senhora puxou, esticou e nem sei se não terá andado em cima me mim...
Mãe: ahahahhahaha
Calíope: A sério, devo ter a marca dos cotovelos dela nas costas. E parecia que me estava a arrancar os dedos dos pés: eu só ouvia "poc! poc! poc!". No fim, contei os dedos a ver se estavam todos.
Mãe: E verificaste se os aneis ainda lá estavam?
Calíope: ahahahahhaha


Num restaurante coreano:
Maria Calíope ocupa o seu lugar e pede a ementa. A empregada muito prestável apresenta logo a ementa (que aqui por norma tem imagens da comida) e começa a tentar explicar qualquer coisa:

Empregada: "Poc", "Poc"!
Calíope: "Poc"?
Empregada: "Poc! "Poc"!
Calíope: I'm sorry! I don't understand!
Empregada: "Poc! "Poc"! (apontando para os pratos)
Calíope: Ah! Pork! Don't worry, I'm not muslim!


Kuala Lumpur, à 01:07 a.m.

Inventário de vocábulos XV

O cansaço e alguns outros contratempos têm-me sugado as energias para vos ir relatando algumas das peripécias da viagem, mas hoje enquanto jantava acompanhada do Vendedor de Passados (José Eduardo Agualusa) e me cruzei com a palavra

loquaz

fechei o livro, sorri e pensei que hoje tinha mesmo de partilhar com o caríssimo leitor este delicioso vocábulo que começa leve e escorregadio com a sua liquidez e termina numa portentosa, sonante e quente fricção.

Kuala Lumpur às 00:52

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ourique

Ontem quando cheguei a Malaca depois de duas e tal horas de voo, mais outro par e tal de horas de carro, fiquei a pensar se teria sido boa ideia ter vindo cá ver a fortaleza portuguesa (em vez de ter ido para a praia para Penang, por exemplo). Hoje ao ver a dita "fortaleza" que afinal era uma porta muralhada erguida por portugueses e recriada em parte por holandeses num cenário de céu azul, sol forte e plantas tropicais já nem me lembrava das minhas dúvidas. No entanto, ao ir ao centro da cidade/cidade velha/china town, vi um brasão português em pedra, mas a minha alma ficou parva quando leu a inscrição: "Rey Dom Alfonso Henriques blablabla 1139 blablabla Ourique". Foi preciso vir para o outro mundo para encontrar uma referência ao meu episódio preferido da História de Portugal. Maria Calíope rejubilou de alegria e seguiu para a staathuis!

Malaca às 23:13

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Serpente

Li algures que o ano da serpente é normalmente marcado por catástrofes, cataclismas, guerras, a minha mãe diz que é ano de reflexão e agora mesmo li noutro sítio que é ano de prosperidade. Por isso, é basicamente o que a gente quiser que ele seja.
O meu segundo dia do ano da serpente começou em modo festivo, mas déjà vu: ao chegar a Malaca houve alguém que resolveu largar fogos-de-artifício comemorativo. Claro que eu achei que era por minha causa, tal como à meia-noite de 24 de Dezembro no ano em que estava a chegar a Bombaim.

Malaca, 2:20 a.m.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

8


Há milhares de milhões de pessoas que hoje estão em comemoração! Poucas (nenhumas?) festejarão os 8 anos dos Mergulhos, mas eu vou aproveitar o ano novo chinês para celebrar os milhares de milhões de palavras aqui deixadas, as mais de 50 000 visitas (uma subida de 100% no último ano), a dúzia e meia de caríssimos leitores e uma estimada mão de comentadores.

Os meus Mergulhos sem vós não seria com certeza a mesma coisa. Muito agradecida, 
Maria Calíope.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Mutikulti

Estou algures em Banguecoque a ver o Jô Soares na TV5 a falar sobre Fernando Pessoa e Sherlock Holmes... em francês obviamente mas surpreendentemente com legendas em inglês.

Banguecoque às 1:11 am

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

81º e 82º momentos culturais: Lincoln e Hotel Transylvania

O meu plano para o voo era ver uns 4 filmes e dormir umas 8 horas... as contas sairam-me meio furadas.

Vi o Lincoln e gostei e espero que o Daniel Day Lewis ganhe o Óscar pelo papelão que faz. Não teria ido ver o filme ao cinema, pois estas histórias da História americana nunca me interessaram muito... No entanto, vi o filme e achei o Presidente Lincoln uma personagem apaixonante! Ver o filme pensando em paralelo na abolição da escravatura no Brasil ou retrospectivamente partindo do actual presidente dos EUA é um óptimo exercício. E eu tinha tempo! (A caracterização de todos também está fantástica!)

Já pelas 6 da manhã, preferi uma coisa mais levezinha como o Hotel Transilvânia. Até gostei bastante dos bonecos - aquela prole demoníaca do Lobo Mau era um horror - mas dado o adiantado da hora perdi o meio do filme por ter passado um bocadito pelas brasas, mas não perdi o fio à meada!

Pelo meio ainda tentei ver os 7 Psychos, mas já era exigir muito a mim mesma.


Singapura, às 00:22

Recompensações

Dois posts programados depois e cá está Maria Calíope no fuso horário GMT+7 (acho eu). A minha mala ainda está no GMT+1, se não foi dar umas voltas por sua livre iniciativa.

A viagem foi curiosa: a 10 minutos de aterrar em Frankfurt, o aeroporto fechou (!) devido a uma tempestade de neve. Ficámos 45 minutos às voltas a decidir o que fazer... no ar, claro está. Foi em passo de corrida que apanhei o meu A380, mas o esforço do passo apressado foi de imediato recompensado: 3 lugares para mim, filmes, comida, bebidas, mantinha, 3 almofadas... na verdade, não diferiu muito de um serão de engonhanço em casa (ok, o meu sofá é maior e a minha televisão está mais longe). Nunca tinha bebido Bailey's a não sei quantos mil pés de altitude! (Cá está o meu espírito de pobre a dar de si).

Quase 12 horas depois, ao ligar o telemóvel recebo o cortez e eufemístico sms da Lufthansa a dizer que uma das minhas malas não tinha chegado. Tendo em conta que eu só tinha uma mala, foram todas as minhas malas que não vieram... Foram precisos aqueles adereços todos (do parágrafo anterior) para finalmente me animar com a viagem, por isso não seria a falta da minha mala que me desanimaria. Chega amanhã. Entretanto o senhor do Lost & Found simpaticamente passou-me três notas para a mão  "Vá lá comprar roupa!". A lei das compensações não falha! E amanhã a viagem segue!

00:01 em Singapura

Amigo imaginário

"O mundo está formatado a dois" disse-me uma vez a Ana 100 Sentidos com a precisão cirúrgica de um bisturi. Esta mesma frase voltou a tilintar na minha cabeça ao fazer marcações para hotéis e depois de visto uma centena de hotéis para as minhas diversas paragens, me ter apercebido que não há preço para ocupação unitária. Assim, não cabe na cabeça de ninguém que uma pessoa vá sozinha de férias e prefira ficar num hotel em condições em detrimento de uma cama numa camarata para quinhentos num hostel jovem e manhoso qualquer. Conclusão tenho alojamento para mim e para o meu amigo imaginário.
A rifa de meu amigo imaginário saiu ao Santo António que trouxe de Lisboa! Pus os olhos nele e não descansei até o trazer comigo. Estava porém com algumas dúvidas de andar com ele ao peito... agora não só andarei com ele ao peito, como ainda terá direito a alojamento e pequeno-almoço gratuito!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Off I go!


Tirei esta foto em Lisboa - lamento a parca qualidade - salvo erro na Rua do Carmo quando lá estive em Dezembro.


Sempre por bom caminho. E segue.
ou
Segue e sempre por um bom caminho.


Não sei, mas parece-me um bom mote para uma boa viagem!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Parabéns, Pai!


Bastaria o dia de hoje para tornar o mês de Fevereiro excepcional.
O meu pai faz anos! E faz muitos!
Ultimamente algumas maleitas têm-me deixado algo preocupada e por isso por esta ocasião só lhe poderia desejar muita saúde e muitos anos de vida... e seria uma grande prenda para mim também!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

80º momento cultural: Chá de Bebê

Nunca na vida poderia imaginar que 1) iria a um "chá de bebê", 2) elevá-lo-ia a momento cultural... mas nunca digas nunca, Maria Calíope!

Fui então para o tal evento sem ter assim grandes expectativas. No entanto, de repente estava numa autêntica telenovela brasileira! A festa foi numa cobertura (!) Um apartamento enorme, lindíssimo, acabado de renovar, amplo, cheio de estilo. Nesse momento, ainda duvidei se estava numa cobertura em Ipanema ou na Casa Cláudia. Mas assim que comecei a falar com as pessoas não tive dúvidas: estava mesmo em pleno Sassaricando ou Vereda Tropical! A dona da casa num modelito cóquitéu dizia que tinha passado os últimos 3 anos em Miami enquanto distribuía champanhe às convivas. Acho que não houve uma única pessoa que não tenha comentado a maravilha do apartamento entre brigadeiros, docinhos, salgadinhos. Não pude deixar de pensar que possivelmente nem trabalhando 3 vidas conseguiria pagar um apartamento daqueles.
O "chá de bebê" até foi agradável e os muitos dedos de conversa com a irmã da minha colega garantiram-me um belo contacto em S. Paulo!
No fim até tive direito a lembrancinhas!

79º momento cultural: A prova de vinhos

Para além das inúmeras nacionalidades dos meus amigos de Viena, as suas profissões também são igualmente diversificadas. (Em Portugal a maior parte dos meus amigos é professor) Com efeito, ter um enólogo no meu círculo de amigos acaba por ser surpreendente. Ontem, tivemos direito a uma visita guiada à adega com direito a prova de vinhos. Achei-me super privilegiada por poder estar ali a ter explicações particulares acerca do processo todo entre a uva e o vinho engarrafado, entre os tanques e as pipas, no armazém e na cave. E ainda podíamos fazer perguntas! Para o fim, ficou a prova - e foram uns 6 ou 7 vinhos diferentes que provámos. Eu leiga na matéria, acho pena provar só um gole de vinho e deitar o resto fora... mas digamos que foi excêntrico. O curioso é haver cá na Áustria um tipo de vinho português que não há em Portugal!

Este é o dono da adega, que apareceu lá para trabalhar, enquanto nós fazíamos a prova!

A fazer as malas

Como o estimado leitor deverá imaginar, Maria Calíope é uma pessoa que muito preza a elegância e que resolveu usar sandálias de salto alto para fazer as malas. O pormenor de estar em calças de pijama é negligenciável. Como o processo de imaginar verões quentes e húmidos parece-lhe uma tarefa muito além dos 2ºC do horizonte do seu cérebro, Maria Calíope foi conferir fotos de anos passados para ver o que tinha calçado e acabou por descobrir que a roupa separada é igualzinha à das férias anteriores (2011 Verão E Inverno)! (Tenho de passar a fazer férias em meia estação para ver se a roupa varia um bocado)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Atipicidade

Fevereiro - o meu segundo mês preferido do ano - começou ontem e eu não deitei foguetes nem sequer estive para aqui a bradar aos céus as qualidades únicas do Fevereirinho.
Igualmente atípico foi o facto de eu andar de calças de ganga e sem chapéu ontem (ainda é Inverno, remember?), de estar com os olhos vermelhos e de continuar com as minhas preocupação temáticas :(

Hoje o dia começou com estes senhores, umas compras inacreditáveis nos saldos e segue com uma mala por fazer, fondue e uma prova de vinhos. Estou a esforçar-me por pôr Fevereiro no seu lugar, vamos ver se serei bem-sucedida.
 
Ah! Também descobri que o John Legend vai estar em Lisboa em Julho no Cool Jazz e estou a considerar se será uma boa ocasião para voltar a casa.