segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A pensar em 2013

Calíope: Olha, passei pela papelaria para comprar a revista das previsões astrológicas para 2013, mas não encontrei nenhuma de jeito.... e estava imensa gente a jogar na raspadinha.
Mãe: Ah! Eu também devia jogar...
Calíope: Queres jogar na raspadinha?!
Mãe: Sim, quero ser jogadora compulsiva!
Calíope: Ahahahahahh! Esse é o teu propósito para 2013?
Mãe: Sim! Ahahahahah...

Passado um pouco lembrei-me de que eu própria ando com fichas de póquer na mala (entre batom, lápis dos olhos, tampões e lenços de papel): Nunca se sabe quando serão precisos.

domingo, 30 de dezembro de 2012

74º momento cultural: Casa das Histórias

Não sei quantas vezes os planos para este domingo foram mudados... Muitas pessoas, muitas vontades, muitas agendas, contudo a prova que sou uma pessoa flexível e tolerante é que no fim consegui ter um domingo bem rendido.
Um dos objectivos desta estadia em Lisboa era a Casa das Histórias da Paula Rego. A fundação consta da lista das fundações a perderem os financiamentos governamentais e por isso não querendo estar à mercê de que um mecenas se chegue à frente, peguei eu no carro, em papai e mamãe e lá fomos todos a Cascais numa manhã domingueira a erradiar sol por todos os lados. Nunca pensei que eles alinhassem num momento cultural meu, mas nem pestanejaram quando o sugeri. E off we went!
À partida já sabia que a colecção apresentada era parca por si mesma, especialmente já tendo visto outras exposições bastante ricas da Paula Rego. Mesmo assim, acho que também é preciso ver coisas menos boas para saber apreciar as melhores. E não foi assim tão mau. Realmente as peças são poucas e não são com certeza as melhores, mas gostei.


Gostei ainda mais da surpresa que foi Maria João Worm com "A Fonte das Palavras". Gostei bastante das peças em entalhe e ainda mais das obras/quadros/instalações cuja luz acendia mediante um sensor de movimento. (Uma vez que só lá estávamos os três mais um senhor, aquilo só se acendia com a nossa presença - não me lembro de nunca ter visto tal coisa).

sábado, 29 de dezembro de 2012

73º momento cultural: Skyfall

Partindo do princípio de que este é o segundo James Bond que eu vejo na vida, para mim 007 é Daniel Craig e não está nada mal servido. Outra constante que reparei foi o momento "casino", o outro que vi foi o Casino Royal, mas na verdade pouco me lembro tirando o casino no Montenegro, uma cena subaquática em Veneza e o homem a sair do mar possivelmente nas Caraíbas. Bom, não sabendo bem como avaliar um James Bond, por ter parcos conhecimentos na matéria, posso dizer que foi um filme bem passado com surpresas boas como o regresso do Ralph Fiennes ou a ida a Macau (não sei onde andaram a filmar que não reconheci nada daquilo e os casinos onde fui eram bem mais sofisticados). Segundo, a minha amiga o (meu eterno) Heatcliff passará a ser a M. e por isso eu terei de ver todos os James Bonds futuros.
No entanto, o que me entreteve o cérebro durante parte do filme foi como é que o Sr. Silva conseguia recrutar tanta gente para alinhar nos seus planos, não só para participar activamente, mas também para organizar aqueles gadjets todos. Haverá mesmo um clube dos "maus" onde se angaria figurantes?
Pronto, deixo a questão no ar.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Marcar cenas


Áustria: Saca-se da agenda e marca-se qualquer coisa com três meses de antecedência sem qualquer tipo de problema.

Portugal: Logo se vê...
 
(Ana, isto não tem nada a ver contigo)


A espera tem um fim...

Após não sei quantas idas à embaixada, depois de outros tantos telefonemas e parecendo a história não ter fim à vista, houve um derradeiro telefonema em que me foi dito: "Mas se a senhora é portuguesa, porque é que não vai à nossa embaixada em Lisboa? Quando é que vai a Lisboa?"

Para mim o caso já estava encerrado, mas ao fechar a mala na semana passada ainda me lembrei de atirar lá para dentro uma série de documentos. Numa destas manhãs soalheiras e de céu azul, lá fui eu com o meu  pai pelo braço ao Restelo tentar tratar das coisas pela última vez. Em poucas dezenas de minutos, já estava tudo entregue, sem perguntas nem comentários surpreendentes. Faltava só um documento que o meu pai foi lá levar hoje e nem sequer houve problema de eu não poder deixar lá o passaporte. Easy, easy.

Daqui a dois meses logo vos confirmo a brevidade e eficiência do processo.
(A brincar, a brincar, andei quase um ano nestas idas e vindas)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sem chaves

O que fez Maria Calíope ao chegar a casa já passando da uma da manhã e aperceber-se de que NÃO tinha trazido as chaves?
a) Volta para o carro e fica lá
b) Toca à campainha de casa
c) Toca à campainha de um vizinho
d) Telemóvel da mãe
e) Telemóvel do pai
f) Telefone de casa
g) Fica à porta a rapar frio pois não se admite uma situação destas
h) Arranja um buraco e enfia-se lá dentro

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Investimentos em Portugal

e veio a pulseira também :)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Uff! Já passou...

Felizmente em Portugal nunca ninguém se lembrou de criar um segundo dia de Natal!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

72º momento cultural: Mude

Lembro-me de querer ir ao Mude há um bom par de anos e nunca tinha tido oportunidade de o fazer. Este foi o ano e também a queda de um mito. Não sei se aquele aspecto de esgoto é propositado ou não, mas confere-lhe uma atmosfera suja e escura. Se calhar o preconceito é meu e quando penso em espaços de moda e design, ocorrem-me espaços amplos, iluminados e de linhas simples...
A colecção permanente é engraçada, havendo peças deliciosas, mas do que gostei mesmo foi da exposição de vestidos de fado. Ainda estou a pensar em que ocasião é que a Amália terá vestido um vestido curto com penas na bainha e nas mangas.Muitos modelos e muito diferentes, uns mais bonitos do que outros. Curiosamente poucos xailes e mais cores do que estaria à espera.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Impressões

Passar um dia na Baixa qual turista russa em cima de saltos agulha foi o que ontem me aconteceu. Para ninguém me confundir com uma Natascha da vida, resolvi usar um salto mais largo que dá mais apoio e não se prende na calçada, caso contrário acho que ninguém notaria que só tenho pouco mais de metro e meio, não tenho feições eslavas, nem cabelos claros e muito menos tez ariana.
Passei o pior teste de qualquer salto: o da calçada portuguesa.Prova superada por isso vamos lá ver outras impressões do dia.
- Há cerca de 3,5 meses que não subia/descia o Chiado e na verdade parecia que lá tinha estado no dia anterior.
- Confirmei uma teoria que já tenho há anos, as mulheres portuguesas andam bem arranjadas, bem vestidas, com cores saudáveis, coisa que não é tão frequente ver no centro da Europa.
- Estranhamente disse propositadamente "as mulheres", pois poucos foram os tipos que me chamaram a atenção para os pôr nesse saco.Vi tipos com bom aspecto sim, mas com uma camada pilosa a querer saltar de dentro da camisa. Ainda estou em modo mixed feelings, não sei como o caracterizar.
- Parece-me que toda a gente agora faz trabalhos manuais. Vi coisas adoráveis e rendi-me a um Santo António em feltro ou alcatifa ou o que é (não vou andar de Santo António ao peito, calma!) e trouxe mais umas coisas, pois resolvi investir dinheiro estrangeiro na economia nacional :)
- Não percebo a loucura das prendas de Natal ou mesmo das prendas de Natal sem loucura. Desisti de entrar em algumas lojas por estarem filas quilométricas na caixa.
- Consegui finalmente ir ao Mude e gosto de poder beber vinho ao copo em Lisboa.
- E muita conversa deitada fora...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Einblick auf die Zukunft


que no caso já é Gegenwart...

(e não posso deixar de estranhar os 21ºC de diferença...)

Em 3:30 de voo


posso:

a) comer se me derem comida
b) levar o toshibinha e despachar tarefas pendentes
c) ler dois artigos
d) escrever o resto da minha tese
e) planear o itinerário na Malásia
f) dormir


se o mundo não decidir ter um chilique pelo meio, claro.


Michael Pukac, The Tower

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Realeza


Ao ler esta notícia, lembrei-me de uma antiga dúvida minha:

Serei monárquica?

Uma monarquia parlamentar não seria uma boa ideia? Cada vez tenho mais dúvidas se a república resolveu algum problema existente durante a monarquia. Ter uma família real seria bem mais simpático do que um PR, parece-me assim de repente.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Poço de contradições

Com o passar do tempo acho que estou cada vez mais intragável - não me parecendo que com a idade isto vá melhorar - daquelas pessoas intragáveis cheias de si, arrogantes até à 5ª casa, insensíveis e com ar de que todos lhe devem e ninguém lhe paga.
Depois há uma pequena porção de mim que é um autêntico panhonha. Daqueles panhonhas mesmo bananas, que mal sabe dar um passo em frente sem pedir licença ao chão.

De resto, pareço uma pessoa sensata e afável.... é o que me vale.

MC Escher, Encounter

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Copo meio cheio

Sem dúvida a melhor notícia do dia!

Tirando isso só a lembrança que afinal até sou capaz de conhecer alguém em Bali e a constatação que a trabalhar assim até ao fim do ano tornar-me-ei numa milionária ou mesmo multi-milionária e quem sabe se eu própria lanço uma proposta pela ANA ou TAP!

Não achavam que eu ia ficar um dia sem falar do excesso de trabalho com que tenho sido contemplada.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Véu

Nem só do trabalho vive Maria Calíope... e apesar de soar nas últimas semanas como se fosse a única pessoa a trabalhar no mundo, sabe que a vida são dois dias e o Carnaval são três, por isso nada melhor do que treinar uns passos de dança. Que o mundo acabe ou o Carnaval comece, que Maria Calíope estará pronta para o que der e vier.

A aula de dança de hoje correu mesmo bem. Julgo ter sido a primeira deste semestre em que eu não parecia um trambolho no espelho. O caro leitor ainda se lembra de Maria Calíope dançar à moda do Oriente? Ah pois dança, faz oitos com as ancas e fortalece a sua coluna. E o que Maria Calíope gosta de dançar com véus? Um véu ondulante que ora oculta ora mostra e que esvoaça pelo ar... esse sim, o verdadeiro ponto alto de um futuro "The Calíope Show"!

Picasso, Dance of Veils

Plano de fuga

O fim do mundo continua para breve, pelo menos, lá no meu escritório. O sufoco continua e eu, como ainda não sei escrever com os pés desarticulado do que faço com as mãos, continuo a limitar-me a dez dedos e meio cérebro (que resto já deve ter-se esfumado) e assim lá tive de recorrer a uma carta que eu nem sabia ter na manga: o meu revisor de texto. Imaginem pedir à pessoa que me revê os textos para escrever os textos, ele próprio, que eu os corrigiria! Pegou!
O mundo às avessas.
O apocalipse vem aí e eu já estou a arquitectar um plano de fuga.

Michael Pukac, The Writer

domingo, 16 de dezembro de 2012

Aviação

Não sendo esta uma preocupação que me tire o sono, deixa-me de sobrolho ondulado o facto de Portugal estar a ser vendido a retalhos, em saldos e a compradores duvidosos. No caso concreto, a ANA ou a TAP parece estar para ser vendida a indivíduo multi-nacionalidades (colombiano? polaco? brasileiro? burkina faso? ...). Depois de ter ouvido mais algumas achas para a fogueira no Governo Sombra, dei por mim a falar de milhares de milhões, de rotas aéreas e a dizer a amigos meus "Façam lá uma oferta com mais dois milhões e comprem vocês!".
Na perspectiva de alguém que viaja alguma coisa e que nada percebe de economia em geral, prefiro que seja uma grande empresa alemã a dominar a aviação portuguesa e não é só por já ter o meu tacho garantido!

sábado, 15 de dezembro de 2012

De we know eachother?

Um amigo meu veio passar um fim-de-semana em Viena e organizou um jantar para os seus amigos cá do burgo. Eu fui e fui a segunda a chegar. Ao chegar estava o meu amigo e um outro tipo.
Lá ficamos os três à conversa e eu a pensar, "olha que tipo tão giro", "ainda bem que vim", "é alemão e tudo", entre outras coisas. Continuámos os três à conversa até que plim! Fez-se luz!
Eu conheço este tipo. Até saímos uma vez, tinha a sua piada, mas ao segundo encontro já não tínhamos assim tanta conversa. Como é que ele se chama mesmo?! Desconfio que me refira a ele aqui.

Jane Bellows, By Chance I

Passado uma hora, diz ele: "Ah espera lá, a gente conhece-se!" e eu "A sério?!" disse eu fingindo a minha surpresa, afinal de contas a pessoa marcante e inesquecível sou eu :) Quando deixar de acreditar piamente nisso corto os pulsos!

Cama

Só me falta ter uma cama AQUI no escritório, pois sala, cozinha, casa-de-banho, terraço e varandas já cá tenho.
Pode ser uma destas...

Já sei que não combina com as linhas modernas aqui do ambiente de trabalho, mas para quero lá saber...

(Sim, porque poderíamos rentabilizar ainda mais o tempo: ir a casa num instante dormir e voltar para cá não está com nada).