Se os meus anos passei com sexagenários, os anos da minha amiga belga foram passados entre criancinhas que não querem passar por criancinhas e então vestem-se ridiculamente, põe três quilos de maquiagem e têm comportamentos incompreensíveis.
Passo a explicar, a minha amiga queria ir a uma discoteca decadente pelos seus anos - que já sabíamos à partida que ia ser mau - mas eu resolvi encarar a coisa como uma experiência sociológica e não me dei mal.
Antes de chegar ao sítio, já tinha bebido uma coca-cola e passado pelo McDonalds para começar a entrar no espírito da coisa. Também voltei a usar roupa "de sair à noite" e carregar na maquiagem escura nos olhos. Entre o percurso do carro para a porta da discoteca cheguei à escandalosa conclusão: a criançada que vai àquela discoteca poderia ser minha filha, não tendo eu, nesse caso hipotético, necessariamente sido mãe adolescente. Já dentro do recinto, fiz um rabo de cavalo o que me tirou 10 anos em cima e estabeleci o objectivo da noite: ver alguém que fosse da minha idade/mais velho do que eu.
O espaço em si era maior e mais arejado do que eu imaginava, faltava-lhe um bocadinho de bom gosto e coerência na decoração, mas havia 3 pistas de dança diferentes e outros espaços pelo meio. A população frequentadora era do pior. As miúdas todas com roupa dois tamanhos abaixo do que deveriam usar, com roupas muito curtas/arejadas/descapotáveis. Os rapazes com ar de wanna be primos do Cristiano Ronaldo e estranhamento pequenos. Eu com um pequeno salto de 5cm olhava para os miúdos de frente, o que me levou a pensar que ainda estão em fase de crescimento...
Passámos grande parte do tempo na sala de R'n'B/música comercial a dançar, a ver e comentar a fauna local, afinal de contas estava em pleno estudo sociológico. A páginas tantas aparecem um grupo de miúdas com um ar normal. Nada de saltos vertiginosos, nada de decotes nas costas com o soutien de fora, nada daquele ar bitchy-ready-to-go, nada de bronzeado de solário nem 3 quilos de maquiagem em cima. Eram 3 casais de lésbicas. E nenhuma delas com aquele ar hard-core-másculo-cabelo-curto-blusão-de-ganga-ou-cabedal. Nada disso, miúdas giras com uns 18-20 anos, todas de estilos diferentes, mas todas arranjadinhas e com um ar saudável.
Ao fim de duas horas já estávamos todos mais para lá do que para cá e fomos embora garantindo nunca mais voltar.
Passo a explicar, a minha amiga queria ir a uma discoteca decadente pelos seus anos - que já sabíamos à partida que ia ser mau - mas eu resolvi encarar a coisa como uma experiência sociológica e não me dei mal.Antes de chegar ao sítio, já tinha bebido uma coca-cola e passado pelo McDonalds para começar a entrar no espírito da coisa. Também voltei a usar roupa "de sair à noite" e carregar na maquiagem escura nos olhos. Entre o percurso do carro para a porta da discoteca cheguei à escandalosa conclusão: a criançada que vai àquela discoteca poderia ser minha filha, não tendo eu, nesse caso hipotético, necessariamente sido mãe adolescente. Já dentro do recinto, fiz um rabo de cavalo o que me tirou 10 anos em cima e estabeleci o objectivo da noite: ver alguém que fosse da minha idade/mais velho do que eu.
O espaço em si era maior e mais arejado do que eu imaginava, faltava-lhe um bocadinho de bom gosto e coerência na decoração, mas havia 3 pistas de dança diferentes e outros espaços pelo meio. A população frequentadora era do pior. As miúdas todas com roupa dois tamanhos abaixo do que deveriam usar, com roupas muito curtas/arejadas/descapotáveis. Os rapazes com ar de wanna be primos do Cristiano Ronaldo e estranhamento pequenos. Eu com um pequeno salto de 5cm olhava para os miúdos de frente, o que me levou a pensar que ainda estão em fase de crescimento...
Passámos grande parte do tempo na sala de R'n'B/música comercial a dançar, a ver e comentar a fauna local, afinal de contas estava em pleno estudo sociológico. A páginas tantas aparecem um grupo de miúdas com um ar normal. Nada de saltos vertiginosos, nada de decotes nas costas com o soutien de fora, nada daquele ar bitchy-ready-to-go, nada de bronzeado de solário nem 3 quilos de maquiagem em cima. Eram 3 casais de lésbicas. E nenhuma delas com aquele ar hard-core-másculo-cabelo-curto-blusão-de-ganga-ou-cabedal. Nada disso, miúdas giras com uns 18-20 anos, todas de estilos diferentes, mas todas arranjadinhas e com um ar saudável.
Ao fim de duas horas já estávamos todos mais para lá do que para cá e fomos embora garantindo nunca mais voltar.






















