terça-feira, 31 de julho de 2012

Lava Kiss

Tinha pedido ao Senador que me desse uma ajuda para encontrar um texto para uma aula e o raio do homem aproveitou a deixa para me passar a mensagem que parecia que eu não estava a captar e sai-se com um "texto que tinha tudo a ver comigo":

Outra enormidade actual é a ideia de que dois seres apaixonados podem ser "amigos". Isto é como querer que um vulcão sirva também para aquecer um tacho de sopa. Ofende tanto a amizade – ou o fogão – como o amor – e o vulcão. Ser amigo é querer o bem de alguém. Amar é querer alguém - e acabou. Um vulcão só irrompe de quando em quando e às vezes uma única vez. Como o amor. E o fogão dura quase toda a vida, como a amizade. Não haja confusão. Depois disso dei com esta foto...
 Dallas Nagata White, Lava Kiss

Acho que o Universo está a tentar dizer-me qualquer coisa, mas eu cega, surda, muda e autista continuo na minha que consigo mover astros :) 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Faço anos em menos de 3 meses...

Não estou especialmente animada com a idade que vou fazer em breve e acabei de descobrir estas pequenas preciosidades. Acho que me animariam em três tempos :) pensem nisso!
Lorenz Bräumer
 
 Scarabée Violet
Scarabée Jaune

domingo, 29 de julho de 2012

40º momento cultural: Rachid Alexander

Este nome não vos é estranho, caríssimos leitores, se espanarem algum pó da vossa memória, lembrar-se-ão da surpresa que o coelho da Páscoa me fez. Mais surpreendente foi o homem ter vindo a Viena e eu estar a par do facto em tempo útil. Foi no âmbito do Afrikanische Tage, que consiste num festival africano com direito a tudo desde música a estatuetas de madeira, de comida a roupa ampla e colorida, de camelos a concertos. E hoje esse grande highlight: o Rachid Alexander, o melhor bailarino de dança do ventre do mundo. Actuou duas vezes e foram duas vezes as que a vimos. O homem não deve ter mais que 40 kg e até mais estreito que o latin lover, mas mexe-se... oh God... nem com mais 50 anos de aulas de danças do ventre que hei-de fazer aqueles movimentos com a barriga, nem com as ancas, nem o rabo, nem as pernas. Basicamente nunca sairei da minha condição de trambolho descordenado. Adiante, dá gosto vê-lo dançar e o homem dança com gosto. No fim até tirei uma foto com ele :) e disse-lhe que era fabuloso! (precisamente hoje o primeiro dia do ano que eu saí à rua de óculos, sem maquiagem, de rabo de cavalo, com o cabelo assim-assim... devia levar mais a sério aquele meu mandamento de que tenho de estar sempre em condições pois pode sempre tudo acontecer em qualquer momento...)

Pelo meio ainda assistimos ao concerto da Yakoto, mas foi tão desadequado que nem vale a pena enumerá-lo como evento cultural.

O sonho de hoje também foi jeitoso: estava a ser disputada/cobiçada por duas fações de homens árabes...

sábado, 28 de julho de 2012

Vaguidão

Ando com o olhar perdido.
Sinto o peito vazio e a cabeça cheia.
Pareço uma alcoólica que conta há quantos dias não bebe.
Ter sonhado estar num campo de concentração não pode ser bom sintoma.


Nota: Caríssimos leitores, não se preocupem com os desequilíbrios de Maria Calíope: soa pior do que realmente é, mas, de momento, parece-me impossível escrever coisas risonhas. Tudo me parece problemático e nublado. Pode ser que chova e abra um céu azul ou que os fortes ventos arrastem as núvens para outras paragens.

Adenda (22:02): Nota 2: Nem de propósito, parte do serão foi ocupado a ver Fasten auf Italienisch...  O mundo faz sentido quer queiramos quer não.

Duelos internos

Tenho uma razão serena e fiável, às vezes louca e obsessiva, mas por norma nunca me deixa ficar mal, pondera, reflecte, conclui e ilumina-me. Já o coração é um boémio, enamorado, ávido pela exaltação.
Às vezes travam batalhas e quem se perde é a pobre Maria Calíope, ouvindo ora um, ora o outro, sem se decidir a quem atribuir as faixas do vencedor. Coração no chão e continua a bater, não se dá por vencido. Julga que os seus batimentos irão levar a razão de vencida. Mas esta, matreira, deixa-o cansar-se. Não há tanto sangue a correr nas veias para manter o batimento por muito tempo. A razão nem sempre venceu em campo e uma vitória na secretaria pouco lhe vale. Nesta batalha conseguiu reverter o jogo a seu favor. Talvez ganhe no fim.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Tudo isto existe
Tudo isto é +/- triste
Tudo isto é fado

Este anúncio continua em vigor.

Memória

O exercício da memória é uma coisa que me fascina. O processo de selecção do que se esquece e do que se lembra deve consistir num jogo entre consciente e inconsciente. Julgo que tenho uma memória selectiva, no entanto conheço pessoas com memórias prodigiosas. Esta não era uma delas, mas hoje fez-me ganhar o dia:

Muchacho: Espero que pases muy buenas vacaciones y disfrutes mucho de los baños en el Danubio...qué envidia!!!!
Calíope: No, no, no envídia (I love this word in Spanish, just after tontería) there are thunderstorms every second day... so no Danube for weeks now and I am sure Cadiz was much nicer!
Muchacho: Ya sabía que te gustaba la palabra envidia, :)))))))))))))))))))))))))))


E pronto Maria Calíope comprova mais uma vez que é uma pessoa easy-easy, fácil de agradar e muito fácil de fazer feliz!

terça-feira, 24 de julho de 2012

39º momento cultural: Classical Sunday

Na verdade, antes do Classical Sunday, fizemos o aquecimento no sábado e ainda ouvimos umas dezenas de minutos de Beethoven. O Classical Sunday reservou para nós Mozart, Beethoven e Stauss ao piano e violino. Eu confesso que Beethoven tocou-me mais os ouvidos, mas sem dúvida que papai e mamãe rejubilaram logo aos primeiros acordes do Danúbio Azul. Por momentos, temi que se levantassem e começassem a dançar! Mas não, desfrutaram dessa e da outra valsa sentaditos :)

No fim do concerto tive uma sensação que costumo ter no final de espectáculos de ballet clássico: "Porque é que eu não venho a eventos destes mais vezes?!"

Alegria no trabalho

Estava a tratar de umas traduções e surgiu-me uma dúvida. Como tinha o meu revisor de texto online nem hesitei um segundo... no entanto, a conversa saiu ao lado, ora atentem:


Calíope says: ola!
Colega-revisor says: Olá! Tudo bem?

Calíope says: sim sim. voltou a subir a temperatura aqui e estamos a assar no escritorio

Colega-revisor says: No Cassino? ahahahah

Calíope says: ahahahahhaahahhahaha é isso áí cárá!

Colega-revisor says: Shou dji bola, aí. Cê tem dji tômá um chôpinho, viu?

Calíope says: ué? cê sábi qui eu n tomo chopi

Colega-revisor says: Nossa! Neim um Guaraná?

Calíope says: um vinhozinho ispérto! valeu?

Colega-revisor says: Nêgócio é o siguintxi: cê teim dji mi convidá, galera

Calíope says: pôxa cárá, nãum tô gossstando nãum... cadê o cabra macho?!

Colega-revisor says: Disculpa uá uê...eu não quériaaaa magoá vocêêêê

Calíope says: ahahahhahaha tem impórtância nãum

Colega-revisor says: Pôxa, qui legau

Calíope says: já rélévei

Colega-revisor says: Prá compensá... levo oçê no Cassino...

Calíope says: pô cára

Colega-revisor says: prá ganhá prêmios bombados ahahahahaha

Calíope says: eu quiria era jogá no bicho. e muita grana?

Colega-revisor says: Tem grana pra xuxu, viu?

Calíope says: nossa, nossa, assim voce mi máta

Colega-revisor says: Tem gentxi vindo dji Minas Geraissss prá jogá

Calíope says: e du párá tambéim?

Colega-revisor says: 'Craro! E do Ceará...i dji Curitiba!!

Calíope says: i dji ipataratubinozutapá?

Colega-revisor says: !!!! Agora mataste-me ahahahahah

Calíope says: lá teim muitcho indio com grana ahhahahahha ahahahhaha ahahahahah
ganhei? ahhahahahhaha ahahahha

Colega-revisor says: Ganhaste! 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Não posso, porque tenho de estudar!

À primeira vista poderíamos ter pouco em comum,
mas não sei
se é por fazermos parte de famílias que viveram em vários continentes,
se é por trabalharmos em ambientes internacionais,
se é por usarmos escarlate nas unhas,
se é por fazermos depilação a laser,
o facto é que encaramos a vida com a mesma perspectiva.
O caminho é para a frente, por isso 'bora lá!


É uma diaba que só me faz propostas indecentes.
E eu sou uma fácil que já nem resistir consigo!
Está marcado*! :)

*Supostamente esta era a prenda que eu ia dar-me a mim mesma por ver vários capítulos do meu PhD escritos. A Lufthansa trocou-me as voltas e eu vi-me obrigada a adquiri-la sem uma linha escrita... Mas até lá com certeza irei merecer a minha prenda.

domingo, 22 de julho de 2012

180 x 180

Eles já tinham ido dormir e eu tinha ficado por aqui a fazer marcações, comparar ratings de hoteis, cruzar informações no Trip Advisor. Por fim, acabei por ir dormir também.
Deitei-me e enquanto dormia não dormia, vieram passear-se à minha cabeça cenas que se tinham passado naqueles mesmos 180 x 180 com o latin lover. Estava eu entretida e deliciada com os meus pensamentos, quando a minha mãe primeiramente emite um som e depois quase que gane! Puff! Subitamente o latin lover se esvaneceu e eu fiquei ali com uma mãe (possivelmente) a ter um pesadelo do outro lado da cama. Talvez também a ela tivessem ocorrido as mesmas cenas... Se calhar não gostou muito do mânfio de longos cabelos e mãos de pianista! Achei melhor não perguntar!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Não sabes o futuro!"

Tentava eu argumentar há uns dias numa conversa séria.
Eu dizia que ele não poderia saber o dele, o que não me invalida saber o meu!
Se tenho bilhetes para um concerto em Dezembro, também posso comprar uma passagem para o outro lado do mundo para Fevereiro, certo?

Para a frente é que é o caminho! :)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"Diz olá à Tia Calíope!"

Wie bitte?!!!
Tia Calíope?!!!!

Acabei de virar tia via skype!

Ainda estou na fase do estranhamento... 
depois pode ser que se entranhe...

Pregões

Gosto de pregões, de expressões idiomáticas, de provérbios e de todo o tipo de frase que me faça pensar, que consiga aplicar na minha vida e de onde possa tirar qualquer tipo de ensinamento.

Quanto mais tempo perderes com esse tipo, mais tempo desperdiças com o próximo.
Jayr Peny
Certeiro, certeiro. Na mouche. Desse grande poço de sabedoria que é a minha irmã.
A vida em geral não pára... e a minha em particular é um autêntico tapete rolante. Que rolem os próximos dados que afinal sou eu que já não estou tão interessada!

Banquete


No meio de tantas ideias tresloucadas, Maria Calíope ainda tem algumas que favorecem o bem comunitário, a saber, um lanche-ajantarado com alguns alunos. Para eles, seria óptimo poderem falar em português com outras pessoas e comer petiscos lusos. Para papai e mamãe, seria bom conhecerem algumas pessoas que fazem parte da minha vida e com quem poderiam conversar. Para mim, seria bom entreter toda a gente e organizar um jantarito cá em casa. Correu pelo melhor!

Ferro frio

Não gastes mais o teu latim nem os teus planos das mil e uma noites, Maria Calíope.
Ferro frio não é passível de ser moldado, nem com muita boa vontade, mesmo que já tenha estado incandescente.
Se não é simples, não tem de ser.
Não gastes mais a tua energia, nem consumas mais os teus nervos, Maria Calíope.
Não vale a pena.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Odd man out

Onde: Restaurante de peixe no Naschmarkt
Quando: Sábado ao jantar
Quem: Grupo de amigas (Maria Calíope era a novata trazida pela mão de uma das convivas)

Tema principal do jantar: Valete de Ouros (sim o ex-meu Valete)
Ponto de interrogação/ ponto de exclamação: Não faço ideia, mas todas o conheciam e a impressão não era melhor.
Reticências: Ninguém sabia que eu era a antiga namorada (tirando a amiga que me convidou e que se desfez em desculpas)
Dois pontos: Uff! Do que eu me livrei!
Travessão: Comi umas lulas grelhadas fabulosas!

Ponto final: Já há uns tempos - largos meses - que me apercebi que Valete ou Pai Natal diziam-me a mesma coisa e claro que me alegrei por isso. Mas o jantar foi a prova cabal dessas impressões. Tanta roupa suja e eu a ouvir imaculada pensando "hmm... não é nada comigo" e sacudindo a água do meu capote and I really meant it.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pais

O meu pai e a minha mãe estão cá de visita. Ainda não estavam os arraiais assentados e a minha mãe decidiu que eu precisava de um frigorífico novo. Wie bitte?! E eu não tenho voto na matéria... mas umas trombas daqui à China. Tentei explicar que não podia simplesmente deitar um frigorífico fora que não é meu, mas do meu senhorio. Hoje miracolosamente consegui falar com o senhorio (logo à primeira tentativa) e o homem não faz por menos e diz-me que estava a pensar trocar-me a cozinha por uma nova, frigorífico inclusive. A minha cabeça entrou em loop... Liguei à minha mãe e eles já estavam numa loja de electrodomésticos. Não sei como, mas nestas ocasiões o inglês NUNCA é problema.
Não via os meus pais há 6 meses e não posso estar desejosa que voltem para casa meia dúzia de horas depois de eles terem chegado... claro que me sinto péssima a pensar nisto e detesto-me por isso...

Durante a manhã soube que o pai de uma amiga minha faleceu... numa viagem de férias. Foi a chapada que eu precisava. Obrigado, vida, por estares atenta! Mesmo assim não os deixei comprar o frigorífico. Nem sei como o consegui.

domingo, 15 de julho de 2012

Prognósticos?! Só depois do jogo II

María Calíope - 3
Homens em geral - 1

O jogo merecia muita preocupação. Adversário complexo, terreno indefinido. Previsões incertas!
Depois de uma entrada em jogo pouco estruturada, sofrendo um golo logo nos minutos iniciais, Maria Calíope reposicionou a sua equipa, deu instruções precisas ao jogador 6, o estratega. Quem jogo à defesa tem tendência a perder o jogo. Assim, jogar para a frente, lances simples, passes a primeiro toque, muita capacidade de resistência às cargas adversárias e olhos postos na baliza. Paciência e sensatez. Mas com a baliza aberta chuta-se para golo, não se espera por Godot!
Maria Calíope, em várias jogadas de habilidade máxima, onde uma falha mínima seria a morte do artista, exibiu a categoria da sua táctica e os requintes da sua eficiência. Deu a volta ao resultado e ganhou o jogo... O factor casa voltou a ser decisivo... e o seu jogo de cintura também!

Brava!

sábado, 14 de julho de 2012

38º momento cultural: Woody Allen, a documentary

Já a contar os dias para a estreia do filme em Roma (estreia no final de Agosto - bolas, pá! Não há mais nada que se passe em Itália e me venha bater à porta?!!), fui ver o documentário feito sobre Woody Allen: vida e obra andam ali de mãos dadas. Claro que preferia ter visto um filme, mas o documentário elucidou-me para uma série de coisas e deu-me uma panorâmica geral da obra que me faltava. Eu comecei a ver filmes de Woody Allen em 1997 (Everyone knows that I love you) movida pela minha professora de Introdução aos Estudos Linguísticos e tomei-lhe o gosto. Desde 2003, não perco um no cinema e tenho colmatado a falha de outros 20 anos de filmes com dvds.
A páginas tantas Allen falava de si ou de uma personagem qualquer - muitas vezes confundem-se - e dizia que diante da bifurcação realidade e fantasia, a fantasia é sempre muito mais apetecível, pois é sempre feita à nossa medida. No entanto, o confronto da fantasia com a realidade acaba por ser um choque, pois aí já não somos o único alfaiate.