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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Mergulhos bilingues XXX - Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ

Há quase 4 anos, dei início à desinspirada secção Mergulhos Bilingues, que supostamente vos daria conta dos progressos da minha tese de doutoramento. Desinspirada porque não sei por que raio adjectivei os mergulhos de bilingues e porque praticamente 4 anos depois a tese continua praticamente inexistente (20 páginas de texto e 16 páginas de tabelas não é tese!)
Bom, agora que parece que o processo desencalhou, eu resolvi acabar com os tais Mergulhos Bilingues e dar início à secção PhD, que vai num modelito carnavalesco pseudo-fonético: "Phʳᵃᵚ  Dᵓᵏᵗᵊʳ". É isso que serei (em breve - se tudo correr bem).

O meu orientador dizia uma vez: "Queres escrever?! Então escreve! Não há outra maneira de o fazer."
É tão simples como isso!


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Mergulhos bilingues XX

Máxima de 12ºC sendo que há dois dias era de 30ºC, aliada a um cinzento constante que não faz diferir agora (cinco e tal da tarde) das nove da manhã ou do meio-dia e ainda chuvinha umas vezes mais outras vezes menos intensa: que dá sempre imenso jeito a uma pessoa de cabelo encaracolado com um novo corte, que para o manter liso tem de o esticar com um ferro, pessoa essa que tem uma franja jeitosa se mantida no mesmo sítio, o que não acontece com as rajadas de vento. Resultado: look ridículo.
"O que é que tudo isso tem a ver com os mergulhos bilingues?", perguntam vocês, queridos leitores. "Tudo!" digo eu. O Inverno está de volta e com ele este tempo deprimente em que só me apetece ficar em casa. Se ficar em casa há muito mais probabilidades de escrever um ou vários capítulos da minha tese ou até a tese toda assim num rasgo de loucura.

Egon Schiele

sábado, 10 de abril de 2010

Mergulhos bilingues

A desvantagem de passar dias inteiros a estudar é que não há muita margem de manobra para que aquelas situações caricatas que só me acontecem a mim me encontrem (bom, é isso, e deixar de conviver com pessoas) por isso passo a encher o Mergulhos ao fim-de-semana com o melhor que me ocupou os dias.
Egon Schiele, Krumau - Crescent of Houses

O ponto alto do dia foi a seguinte constatação do Prof. François Grosjean:

People rarely make conscious decision to become bilingual; it happens because their interaction with the world around them requires the use of two [or more, digo eu] languages. (...) Bilinguism is neither a problem nor an asset but quite simple a fact of life that should be dealt with in as unbiased a way as possible.

É tão óbvio que é genial.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Mergulhos bilingues XXIX

13:30 - "Ai! Não vou perder tempo a fazer o almoço... vou mas é pegar no plano de trabalho! Como umas tostas e pronto."

14:00 - Plano de trabalho na mão, correcção do plano, consulta de livros, organização do trabalho...

15:30 - Plano de trabalho novo - muito mais organizado e pronto a ser aplicado

15:40 - Actualização do anti-vírus
15:45 - Reiniciar o computador
15:47 - "O que é aquele ícone ali?!"
15:49 - "Bolas! Desliguei o touchpad... Como é possível?!!! Isto não dá para ligar de novo.... Eu não tenho rato.

Todas as teclas carregadas em todas as combinações possíveis depois.

16:16 - Liguei ao V2 e ninguém atende.

Mais uma volta no carrossel das teclas.

16:19 - Liguei ao V1 e ninguém atende.

Mesmo bom ter vizinhos!

Mais mil voltas ao carrossel e quando estava prestes a considerar ir a uma loja informática antes que elas fechem e seja domingo

16:39 - Consegui ligar o touchpad não sei bem como...

Ainda bem que não perdi tempo a fazer o almoço e também folgo muito em ter vizinhos :)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Mergulhos bilingues XXVIII





Eis o meu plano: Vou acabar com a minha tese antes que ela acabe comigo...


Off I go!


Egon Schiele, The scornful woman

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Mergulhos bilingues XXVII

No fim da aula de hoje, o professor (meu orientador do doutoramento) dizia à colega que estava a apresentar o seu trabalho: "Sabe, aqui há uma maldição! A maldição dos preparativos... As pessoas passam tempos infindáveis a preparar-se e a preparar o que quer que seja e nunca chegam a pôr a mão na massa. Nunca chegam à parte principal... é uma maldição!"
Risada prolongada geral... eu, inclusive, mas não enfiei a carapuça.

sábado, 10 de agosto de 2013

Mergulhos bilingues XXVI

- Selecção do corpus - v
- Selecção das categorias para a classificação - v
- Classificação do corpus - v
- Elaboração de tabelas mediante categorias - v

Não se pode dizer que estou muito avançada no meu trabalho, tendo em conta os anos de atraso. No entanto, que tenho trabalhado muito diligentemente nas últimas semanas, isso sem dúvida. Hoje foi o dia todinho (das 11 às 19h) ao ponto de chegar a casa morta e ter preferido ficar no sofá (na verdade, adormeci) à Nora Jones na Rathausplatz ou ao Match Point no Kino Wie Noch Nie.

(Atenção que hoje foi apenas completar o ponto 4 e as cinco tabelas do pontos 5).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Mergulhos bilingues XXV

À medida que fui avançando pelo meu percurso escolar raramente tive comentários dignos de memória. O facto de ter sido frequentemente a melhor aluna da turma andava de mãos dadas com "(muito) bons", que obviamente se desvanecem nas pregas das memórias. Foram poucas as excepções.
Na 2ª classe, a professora disse que não havia petróleo para eu andar à procura. Eu ao apagar qualquer coisa com a borracha de tinta, esfregava as páginas com tanta veemência que fazia buracos.
No 12º ano, a professora de História e directora de turma disse na reunião de pais aos meus pais que eu era boa aluna e com certeza entraria para a faculdade, mas não poderia dizer que não tinha estudado para a prova porque o Sporting tinha perdido.
Ontem recebi o comentário do meu orientador ao meu relatório anual relativo à minha tese. Para além daquelas coisas que se esfumam com o tempo (que tenho estado a fazer progressos e não sei que mais), disse o excelso senhor professor "era bom que a Frau trabalhasse mais depressa"!!! justificando logo a seguir que a uma pessoa com um trabalho a tempo inteiro não sobra muito no orçamento de tempo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mergulhos bilingues XXIV


"Na minha cabeça passam outras línguas

disse-me a minha 32ª entrevistada. Gostei tanto desta frase que vai servir de epígrafe da tese!

Amanhã há reuniãozinha com o meu orientador e para além de muito chouriço enchido, surpreendam-se, levo trabalho feito e dúvidas e questões para avançar com a sua tese...
(Não vou já atirar com foguetes, pois arrisco-me a ficar mais dois anos a ver núvens a passar...)


Edith Schiele, por Egon Schiele

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mergulhos bilingues XXIII


Ando há umas duas semanas a trabalhar numa comunicação que vou fazer. Quando escrevi o título, achei-o brilhante. Agora já não o acho tão fabuloso. Em compensação, já tenho quase 30 slides e não me parece ter chegado ao ponto onde quero chegar. Pior... parece-me que a comunicação ganhou vida e quer fugir ao meu título. Não sei se é pior ou não... acabei de ser oficialmente aceite.


Egon Schiele. Die Tänzerin. (Afinal parece que hoje é dia mundial da dança)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mergulhos bilingues XXIII


Em vez de ter de escrever textos e abstracts e artigos e até quem sabe um dia uma tese, devia restringir os meus limitados conhecimentos aliados à minha ilimitada criatividade à redacção de títulos...
Irgendwie, parece-me que os meus títulos são substancialmente melhores que o chouriço com que os encho. Acabaram de me visitar dois títulos (um mais genial do que o outro) para um texto (que ainda não está escrito) com o qual me quero candidatar a palestrante num grande evento de lusitanistas. Agora tenho de arranjar conteúdo à altura...

Egon Schiele, Self portraits with hands (mas claro que também poderia ser a Wanda Stuart)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mergulhos bilingues XXII

Tendo em conta que os meus dois primeiros propósitos para 2013 têm a ver com a minha tese, achei por bem voltar às aulas do doutoramento... mais por simpatia do que por necessidade, uma vez que um documentário "De Garibaldi a Berlusconi" da Arte pouco ou nada têm a ver com a minha futura obra-prima.
Lá fui à aula e descobri que o excelentíssimo senhor meu professor e orientador foi galardoado com o prémio internacional Ramom Llull (8.000€ para além de um objecto decorativo qualquer )...
Cheguei a casa e tratei de pagar a propina para o próximo semestre. Tenho medo de chamar a isto motivação e depois a montanha parir um rato... mas a partir da próxima semana deixo de trabalhar no escritório um dia por semana  para tentar levar a cabo o meu intento de cumprir o propósito de acabar de escrever a minha maravilhosa dissertação.

Egon Schiele

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mergulhos bilingues XXI

Sim, porque a minha tese não está a ganhar pó! Estava eu a escrever mais umas linhas quando me senti qual coelho duracel a bater contra a parede. Não sabia como continuar, não via como contornar o obstáculo e continuava a gastar a pilha e a tocar tambor. Felizmente enquanto continuava a tocar tambor e a gastar a pilha, tive a presença de espírito de recorrer a terceiros, mais concretamente ao autor do artigo mais próximo do meu computador. Escrevi ao excelentíssimo senhor professor pedindo o esclarecimento possível às minhas dúvidas. No espaço de algumas horas (3 ou 4), tinha uma resposta simpática, elucidativa e com mais uns artigos anexos.

Reacção da minha mãe: "Ah! É bom... mas só espero que esse professor não se transforme em ministro como o outro a quem pediste o outro artigo".

Reacção de uma colega minha: "Realmente essa gente é mesmo desocupada e não faz nada na vida... Quem é que no domingo à noite responde a e-mails?!"

Egon Schiele, Prozession

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mergulhos bilingues XIX

Um exclusivo para os mais dilectos leitores do mundo: acompanhem a redacção da minha tese a par e passo! Depois de meses (um ano?!) de lamúrias, de choradinhos, de ai-eu-tenho-de-escrever-a-tese, de falta de tempo, de falta de vontade, de muito peso na consciência e de tudo e mais alguma coisa: a minha tese começou a escrever-se aos seis dias do oitavo mês deste abençoado ano de dois mil e doze.
Título já havia há coisa de 16 meses e a partir de agora, o meu belíssimo projecto científico conta também com a dedicatória e o prefácio. Coisa pouca, bem sei, mas tinha de começar por algum lado.
Estou orgulhosa o suficiente por não me ter posto a ver salto à vara dos Jogos Olímpicos, nem ter ido tirar os lençóis da corda, nem ido arrumar os armários, nem ido à procura de gambuzinos no jardim - pois sempre que é para trabalhar a minha criatividade para fazer outra coisa não tem limites.
Acho que vou buscar um martinito para celebrar a redacção da primeira página. Agora só faltam 199!

Egon Schiele, Woman Undressing

domingo, 11 de dezembro de 2011

Mergulhos bilingues XVIII

Não sei até que ponto isto poderá ser problemático.

- Continuo a achar o tema do meu doutoramento muito mais interessante, útil, prático e com ligação ao mundo real do que todos os outros com os quais me tenho cruzado na minha área de saberes. Desculpem lá a falta de modéstia.

- Julgo que a minha prestação em conferências ganharia mais pontos na alínea "Entretenimento" do que na "Mostra científica". Mas pelo menos nunca ninguém adormeceu, há feedback e as pessoas percebem o que eu digo.


Egon Schiele

domingo, 27 de novembro de 2011

Mergulhos bilingues XVII


"Quem classifica classifica-se!"

descobri esta citação de Pierre Bourdieu (1979) e achei genial, não só para a minha próxima palestra acerca da identidade dos emigrantes, mas também para a vida em geral!

Egon Schiele

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mergulhos bilingues XV

Há alguém que ainda se lembre que eu estou a fazer um doutoramento?
Hmm... eu vagamente... e só me recordo mais quando tenho de apresentar resultados ou qualquer coisa para mostrar trabalho feito. Hoje foi o dia.

A emigração é um fenómeno complexo nas suas causas, condições e resultados. Emigram uns por cálculos, previsões e resultados, ou próprios ou dos que os dirigem, pela esperança, bem ou mal fundada, de voltarem um dia ricos ou abastados à aldeia natal: emigram, não porque não pudessem viver, trabalhando, vida modesta e tranquila entre os seus, mas porque aspiram a mais elevada fortuna. Outros que emigram violentados ou antes que não emigram: são expulsos pela miséria: que não calculam, nem esperam, nem deliberam; que tão somente se resignam. 
Alexandre Herculano 1873 


segunda-feira, 14 de março de 2011

Mergulhos bilingues XIV

Há um ano que estive a preparar-me para o dia de hoje.
Devo ter vacilado umas mil vezes, começando logo a tremer como varas verdes e a achar que andava a dar passos maiores que as minhas pernas. Tenho pernas curtas. Acho eu.
Há um ano estava a ter um ataque de pânico e só queria não ter de passar pela provação de ter de defender o meu projecto em alemão diante de um júri.
Há um ano julgava impossível o dia de hoje ter-se concretizado.
Hoje foi o dia de dissipar medos e de provar a minha flexibilidade enquanto vara verde: vergo, mas não parto.

O meu projecto foi viabilizado.

Ouvi muitos sehr spannend e até o meu alemão foi elogiado (sim, também foram feitas critícias construtivas no sentido de fundamentar melhor determinadas opções ou definir melhor o objecto de análise, mas isso agora não interessa)
A partir de agora podem tratar-me por Frau Doktorantin.

Egon Schiele

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mergulhos bilingues XIII

Custou mas cá estou eu a preparar a minha apresentação... E vou dizer coisas fantásticas como esta:

Todos os falantes conhecem os limites das suas capacidades linguísticas especialmente aqueles que dominam duas ou mais línguas e vivem num ambiente bilingue.

Bonito, não é? Foi o senhor-professor-orientador que o disse em 1990 e eu limitei-me a parafrasear.

Egon Schiele, Male Nude with a red Towel

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mergulhos bilingues XII

Pois cá estou em leituras e na verdade os relatos do rei de espadas fazem tanto sentido para o meu trabalho como para a minha vida em geral. Devia ler mais vezes em alemão!


Weder kann der Sprecher sich ganz mitteilen, noch kann der Hörer ihn ganz aufnehmen, noch hat der Sprecher eine vollständige Kontrolle über das, was seine Rede beim Hörer auslöst.*

Anderseits, ist in jeder konkreten Redeäuβerung die Summe der Erfahrungen des Gesprochenen enthalten, die ein Sprecher gemacht hat.**

Eis as minhas traduções livres, mas se houver germanófonos que queiram avançar com outras traduções, bitte, gerne!
*O emissor não consegue expressar-se na totalidade, nem o receptor consegue percebê-lo na íntegra, sendo que o emissor nem sequer tem o controlo completo sobre o que a sua fala desencadeia no receptor.

** Por outro lado, consta em cada expressão verbal concreta a soma da experiência do falado, que o falante acumulou.

Egon Schiele, High Tights

Depois ainda me admiro que haja falhas na comunicação, mal-entendidos e coisas dessas