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sábado, 26 de janeiro de 2013

77º momento cultural: Anna Karenina

É decididamente o livro blogosférico do momento, mas como eu ando a braços com outras leituras e outros afazeres e não queria ficar para trás, lá fui ver a peça para arrepiar caminho! Na verdade, há uns anos já tinha visto a Anna Karenina em bailado e ficara entusiasmadíssima. Hoje também não me desiludiu.

Saí de casa pouco antes das 19:10, às 19:20 estava no teatro e 4,60€ depois, com direito a deixar o casaco no bengaleiro, já estava a ocupar o meu lugar na plateia. 19:35 e a peça começou. Digo isto por duas razões: 1) No outro dia paguei 11,90€ por um bilhete de cinema. 2) Acho maravilhoso viver no centro da cidade, nunca hei-de perceber quem se muda para os arrabaldes por opção, sendo que depois qualquer saída de casa se torna em si num evento.

Voltando à peça. O cenário simples mas hiper funcional e eficaz. A Anna Karenina estava fabulosamente caracterizada, na verdade todo o guarda roupa nos levava automaticamente para a Rússia e o comprimento das saias não deixava enganar em que século se estava. Adorei a interpretação do marido que conseguiu ir muito além do papel do marido traído. Já o Wronski não me convenceu tanto... quer dizer, foi mais ou menos como à Anna, no princípio foi um brilharete mas no fim esvaneceu-se.
Se bem me lembro, o fim do bailado foi bem melhor que a cena final da peça!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Sibéria


Há anos que tenho um casaco comprido forrado de pêlo. Este ano em Barcelona adquiri um arraçado de ushanka sem orelhas (na topshop). Os meus amigos riem-se e dizem que pareço russa. Eu respondo привет.
Ontem à saída do teatro, um colega a despedir-se disse: "Anna Karenina, cuidado com as linhas de comboio!"

Será ridículo ir assim para Lisboa ou está mesmo imenso frio?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

179º - 181º momentos culturais

179º - The Buttler
Fui ver o filme pelo Rodrigo Leão e de repente dei com uma Maria Carey a fazer de escrava branca e um Lenny Kravitz sem óculos escuros nem argola no nariz... Gostei do filme, mas foi longo... mesmo para o pobre do mordomo que começa o filme em 1800 e tal como miúdo e termina o filme já passado o ano 2000 com pelo menos 140 anos!!! De resto, foi aquela lengalenga americana do costume (eu sou a dos filmes europeus, remember?)

180º - V for Vendetta
Tinham-me garantido que o filme não era medroso para eu o ver já de madrugada e eu bem mandadinha vi.... no fim reclamei por ter precisado de fechar os olhos, pela violência, pela tortura, pelas mortes... e ouço "mas é um filme de acção"... pois para mim acção é desatar a correr e não cortar membros com espadas, mas tudo bem. A história é bem interessante e mais do que isso medonha pela possibilidade de ser realista/realizável. Quando o inimigo é o governo (pessoas de Portugal imagino que se reconheçam nesta frase) quase tudo passa a ser questionável. Voltei para casa certa de que iria ter pesadelos. Não tive.

181º - Maria Stuart
Para não passar mais um serão desesperante face à minha internet on/off, resolvi correr para o teatro mais próximo. Fui ver a Maria Stuart, salvo erro a inspiradora do Bloody Mary. A actriz era a mesma a da Anna Karenina, mas adorei o papel da irmã, rainha de Inglaterra, Queen Elisabeth. A mulher tinha um olhar vítrio e gélido, um andar de cobra e uma postura muito lânguida. Quando chegou ao fim e o elenco agradecia, ela mal fazia vénias e a pose manteve... não era papel, era a própria. Gostei menos, deve ser uma víbora, mas para o papel estava genial!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Porque a vida é um bailado

Em véspera de feriado (sim, porque ninguém na Áustria se lembrou de declarar o 10 de Junho feriado também) tive a feliz e espontânea de pegar em mim e ir cultivar-me para a Staatsoper.


Foi a Anna Karenina (com música de Tchaikovsky) que me saiu na rifa e eu no final senti-me uma autêntica feliz contemplada.


Ao longo do bailado, dei por mim a pensar quão interessante seria se os Dimitries e os Vassilies da minha vida também andassem a correr atrás de mim em pontas e a fazer piruetas!!! E eu claro, qual Natacha do circo de S. Petersburgo, era vê-los nestas figuras logo alçava a perna, contornando-lhe as costas, palmilhava o ombro com um pé e já estaria agarrada a uma coxa musculada com um braço e com o outro acompanhava o movimento de plié que a outra perna estaria a fazer (estão a acompanhar?! ;)) Isto tudo obviamente seguido a 3 espargatas no ar consecutivas e em corrida!

Cada vez que assisto a uma bailado clássico tenho mais a certeza que é mesmo disso que gosto, quais modernices, quais óperas.

As palavras podem ser tão acessórias. Mas ajudou muito ter lido o resuminho da história antes.


O final foi trágico, mas grandioso... afinal o romance de Leo Tolstoi tinha de ter uma moral.
Digo sempre isto, mas tenho de ir ver bailados com mais frequência.