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terça-feira, 27 de novembro de 2012

66º momento cultural: Carminho

Hoje foi dia de ir ver a Carminho à Konzerthaus e eu estava bastante curiosa. Não consegui ouvir o último cd de fio a pavio porque me cansei e aborreci a meio e à segunda tentativa desisti. Mas eis a magia dos eventos ao vivo: ao vivo tudo parece muito melhor. Nestas ocasiões, lembro-me sempre do meu orientador do estágio de inglês que nos dizia que nunca deveriamos contentar-nos a ver arte em livros da Taschen, impressa em canecas ou souvenirs vários. Tínhamos mesmo era de ir aos museus e olhar para a obra em si. Na altura, não percebi qual era o problema dos livros da Taschen e o meu guarda-chuva tinha vindo do Fine Arts de Boston com um belíssimo Monet. No entanto, hoje dou-lhe toda a razão, tanto para arte pictórica, dançável ou cantável. Estar lá diante da obra é impagável! E assim foi a Carminho.
Pela primeira vez, fui a um concerto de fado onde não reconheci canção nenhuma, nem a Casa Portuguesa, nem Maria Lisboa nos encores, nada! Houvesse Perdoname com o tipo espanhol... Pelo contrário, reconheci o hiper talentoso Luís Guerreiro que faz maravilhas com uma guitarra portuguesa nas mãos. A Carminho impressionou-me quando se sentou e continuou a cantar. Não sei como é possível emitir aquela voz sentada. E no último encore ela cantou sem microfone e continuou a encher a Mozartsaal todinha com a sua voz, não lhe escapou um canto. Simplesmente magnífico.

De qualquer modo e apesar de ela ser uma simpatia e ver-se que ela estava radiante por ter casa cheia, podia investir um bocadito numas aulas de inglês... é que não houve uma terceira pessoa do singular do Present Tense que ela acertasse...

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

264º momento cultural: Carminho

Até o caríssimo leitor sabe que os concertos de fado cá em Viena aparecem como cogumelos. Eu até tinha dito que não voltaria a ir assistir a nenhum, a não ser que fosse alguém que nunca tivesse visto, mas o que eu digo não se escreve e acabei ontem a assistir (de novo) a um belo concerto da Carminho. A sala era relativamente pequena (200? 300? pessoas), mas o ambiente criado é muito mais propício a um concerto deste tipo do que uma sala gigante da Konzerthaus, por exemplo.
Eu só decidi ir à última (ontem mesmo) e consegui um dos últimos bilhetes da lista de espera (mesmo tendo pensado desistir pelo caminho), mas valeu a pena. Não sei o que lhe aconteceu, mas achei-lhe a voz mais rouca e quase com um travo fumado... talvez fosse voz de bagaço, não sei, mas resultou lindamente. A voz dela enche uma sala, é impressionante. O inglês dela também melhorou imenso, mas não gostei muito nem da indumentária nem da postura em palco. De qualquer modo, ela é uma simpatia a interagir com o público! De qualquer modo, o ponto alto da noite foi mesmo o Luís Guerreiro, já não sei quantas vezes vi o homem a tocar e todas as vezes me surpreendo como é possível ele dedilhar aquela guitarra portuguesa e transformá-la numa autêntica filigrana. É de uma elegância, delicadeza e magia. É brilhante! Só por isso o concerto já teria valido a pena. E tê-lo assim a três metros de distância a fazer a guitarra produzir aquele rendilhado todo é simplesmente fabuloso.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

2017 foi assim

2017 foi um ano inacreditável. Começou mal, ficou pior e depois deu uma volta - ou várias - que o tornaram num ano fabuloso.

2017 estará sempre associado ao falecimento do meu pai. Se foi um golpe duro para nós, para ele os últimos meses devem ter sido uma agonia sem fim e para a minha mãe o fim do mundo. Por mais absurdo que soe e tendo em conta as circunstâncias em que estávamos, foi o melhor que nos aconteceu, mesmo para a minha mãe e sobretudo para o meu pai. Ele já estava num estado lastimoso e ela - mesmo não admitindo - estava mais do que exausta. Foi uma perda muito grande, para nós as três, mas para a nossa família também e demais amigos. O meu pai era mesmo muito estimado e isso sentiu-se.

Em 2017 não parei quieta e além das 5 idas a Portugal (totalizando talvez uns 3 meses e meio), voltei finalmente a Cabo Verde e foi tudo o que eu precisava naquela altura, depois ainda houve Roma, Zagreb (2x), Zadar, Paris, St. Peter im Sulmtal, Budapeste, Bratislava, Copenhaga, Malmo, Macau, Hong Kong, Hanoi, Halong Bay, Algarve, Mainz, Estocolmo, Talin, Madrid e Porto - sem contar com as mil vezes que fui a Graz!

Em 2017 parecia que tinha voltado a ter 15 ou 20 anos, ou coisa que o valha,
 - voltei a furar as orelhas,
 - voltei a conhecer pessoas de formas muito sui generis - assim de repente, o Arizinho, o francês no voo para a Cidade da Praia, o croata da 1ª festa da kizomba, o curdo-turco-iraquiano do metro, o gajo de saia no aeroporto de Arlanda, etc, etc.
 - voltei a sair à noite para ir dançar
 - voltei a dançar kizomba e isto valeu-me ir ver uns quantos concertos incríveis: Djodje (x2), Nelson Freitas, Grace Évora, Kaysha. E ainda outros concertos sem kizomba (Scott Matthews Post Modern Jukebox, Rodrigo Leão e Scott não sei quê, John Legend, Carminho, Lura).

2017 foi um ano trabalhoso, fui funcionária pública com tudo aquilo a que se tem direito e não gostei e regressei à minha condição de freelancer ao fim de 9 meses. Pelo caminho fui aceite numa nova faculdade, fiz a locução para um anúncio, dei aulas ao senhor embaixador, participei nas conferências do costume, fui convidada para ir dar aulas (coisas pontuais) em duas universidades estrangeiras, ah!e sou coordenadora Erasmus!

Em 2017 voltei a usar franja!

Em 2017 voltei a apaixonar-me perdidamente por alguém e movi mundos e fundos para levar o meu objectivo a bom porto. Falhei. Mas LL voltou e tanto aquele (da linha de cima) como todos os outros deixaram de fazer sentido. LL surpreendeu-me (und wie!)e eu fui tãããoooo feliz, mas no fim era mais do mesmo e eu consegui esticar o pé para a realidade e para a minha sanidade mental. A telenovela há-de continuar em 2018 mas não sou capaz de fazer previsões. Vou já avisando que não ponho a mão no fogo por mim. Estou de momento com rédea curta, mas a gente sabe lá o que o dia seguinte nos reserva.

Como vê, querido leitor, 2017 começou num caos que deu origem a uma nova ordem... a uma ordem acelerada, como é meu costume, mas afinal, o caminho é para a frente.

domingo, 15 de dezembro de 2013

173º momento cultural: Ana Moura

Já sabemos que tenho alunos que mais do que alunos são meus fãs! E um grupo desses alunos dedicados resolveu presentear-me com bilhetes para a Ana Moura. Maria Calíope como não é uma professora desnaturada tratou de arranjar pulseirinhas VIP para todos e no fim pudemos beber vinho português, falar com a artista, pedir autógrafos e tirar fotos! Ok, foi Maria Calíope quem falou pois nesta altura fica toda a gente meia acanhada...
O concerto foi uma maravilha, não conheço quase nada da Ana Moura. Na sexta-feira obriguei-me a ouvir uns cds para não ir para o concerto sem qualquer referência e até gostei! A bateria, o órgão e a viola-baixo dão um outro enquadramento à trilogia guitarra portuguesa-viola-voz. Ana Moura estava lindíssima com um vestido de cortar a respiração (infelizmente não há fotos): uma saia preta que lhe escorria a partir das ancas onde havia uns pormenores bordados, sendo que a parte de cima era toda rendada e transparente, onde só a zona do peito tinha uma malha mais apertada e escura. (Eu só não gostava de ter um vestido igual, pois precisaria do mesmo corpo!) Outra grande nota positiva para ela foi o facto de falar inglês correcto e à vontade. Isso não seria digno de menção se não tivesse ouvido a Carminho ou a Mariza num inglês repleto de calinadas e pontapés. Bom, a presença dela em palco também foi bastante boa com um movimento de ancas e especialmente de ombros muito ritmado (eu teria apostado que ela fazia dança oriental e foi isso que lhe perguntei) e interagindo com o público de foma simpática e despretensiosa.
Ainda me merece referência a sala da Festspielhaus St. Pölten com as suas cadeiras às riscas prateadas e pretas que a mim me faziam lembrar um ambiente estival de praia... mas acho que foi só a mim!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

159º momento cultural: Mariza

Não sei quantas vezes já vi a Mariza ao vivo... uma mão cheia com certeza todas as vezes aqui na Áustria, tirando a vez que me cruzei com ela num bar qualquer em Lisboa há muitos muitos anos. Bom, ela veio a Viena e eu por dever profissional lá fui marcar presença.
É sempre óptimo ver um artista ao vivo e é no palco que se vê quem é artista quem não. A Mariza canta e sabe interagir com o público, mas, tal como disse em relação à Carminho, devia investir num cursito de inglês, pois ouvir mens e womens e he ou she em vez de it causa-me alguma vergonha. Mas pronto sou eu que sou esquisitinha. As duas horas de concerto passaram num instante, sendo que à meia hora eu já estava mais do que satisfeita. Tudo o resto foi bónus. O arranjo que ela tem para o Barco Negro com batuques é genial. Acho que já o tinha comentado isto das últimas duas vezes que a vi cá. Adoro. Adoro. Adoro. E agora adoro ainda mais por ter (re) descoberto que o texto é do David Mourão-Ferreira (daqui a uns dias vão perceber porquê). Outra coisa que achei digníssima de registo foi ela pôr a sala a cantar e não foi um lalalala nem um nananana, foi mesmo "colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito" que convenhamos não é uma frase fácil e óbvia para falantes nativos de português quanto mais para estrangeiros. E cantámos todos. Devia haver bastantes portugueses, mas a maioria eram austríacos. Há que dizer que o concerto está esgotado há imenso tempo. Outro apontamento que distingue cantores de wannabes foi o facto de ela a páginas tantas cantar sem microfone. Eu estava nas galerias, muito, muito longe do palco e ouvia-se tudo!
E haverá mais fado daqui a 2 meses!