sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Acumulando pontos

Troca de mensagens ontem com uma personagem que já não dava sinal de vida há uns meses:

- O Sporting empatou em casa... mas passou a eliminatória!
- Olá! Tudo bem? O Sporting jogou hoje?
- Sim... Liga Europa.
- Mas hoje é dia de Germany's Next Top Model!!!
- Ahahaha! Eu também vejo mas hoje só no intervalo!
- Aahahahhaahhahahaah
- Ok! Para a semana vemos o GNTM juntos!
- It's a deal! 

Gosto de gajos com sentido de oportunidade e sentido de humor, os dois então é logo um convite directo para jantar! Já marquei mesa!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Dia de spa

Com a queda das temperaturas, a queda de neve e os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang em curso estavam reunidas todas as condições para eu exercitar o meu desporto de Inverno preferido: a ida às termas. Fui para Oberlaa! E há lá melhor coisa na vida do que uma pessoa estar a banhos em água quentinha? Há sim, uma pessoa enfiar-se num tanque de hidromassagem com água quentinha (aquele ali da imagem de baixo) e levar com flocos de neve na cabeça! 
Realmente é muito estranho, uma pessoa estar agasalhada até aos ossos ao entrar nas termas e de repente estar em biquíni no recinto das piscinas e sem dar por ela já nem biquíni tem na sauna e anda por ali - a céu aberto - como se estivessem muitos graus positivos. Eu ainda tentei andar descalça na neve, mas foi só mesmo uma tentativa falhada. Podia estar como vim ao mundo, mas com umas havaianas nos pés, caso contrário ficava com frio!!! No entanto, enquanto estava na hidromassagem estive a apreciar as outras pessoas que andavam efectivamente descalças na neve, uma pessoa que se pôs de gatas (!) e outra que se sentou/deitou numa espreguiçadeira coberta de neve. 
Pode parecer estranho, mas uma pessoa não sente frio nenhum e eu só me lembrava das reportagens acerca dos banhos de Ano Novo, onde todos os velhotes diziam que aquele banho revigorava corpo e espírito. Acredito piamente que sim, que a diferença de temperatura deve fortalecer o sistema imunológico. Mas cómico, cómico, foi quando saí do espaço já vestida a preocupação de fechar rapidamente o casaco e usar o gorro não fosse apanhar frio!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

(De)gelo

Há coisas que não entendo, o que para uma pessoa que gosta de racionalizar e perceber as coisas é um pouco aborrecido. Não falo de fórmulas químicas ou de questões físicas, pois por essas não nutro grandes sentimentos nem interesse particular, mas quando se trata de outras químicas e físicas, o meu cérebro congela e sei lá o que é que acontece. Felizmente (ou não) isso sucede poucas vezes, o que me permite manter no controlo das operações.

O meu cérebro está em processo de defrost de uma situação dessas de perda de faculdades e eu recuperando o meu raciocínio dou por mim
1) a receber convites consecutivos de uma pessoa com quem troquei meia dúzia de palavras num contexto semi-formal e que, mesmo depois duas ou três recusas (justificadas), manteve-se em jogo, conseguindo levar-me ao cinema.
2) a ser convidada para ir almoçar por um contacto profissional que umas semanas depois liga-me efectivamente para marcarmos um dia e irmos almoçar e trocar dois dedos de conversa.

E o meu cérebro congelado está à espera que um indíviduo mude de repente e 1) responda mensagens em tempo real, 2) concretize a ida ao cinema, 3) levante uma prenda em dívida, 4) etc. etc. pendentes e basicamente deixe de ser a pessoa que mostra ser há largos anos e se enquadre no perfil da pessoa que eu queria que ele fosse E OBVIAMENTE NÃO É e só eu é que não quero/consigo/aceito ver.

Perdi tanto tempo a pensar porque é que ele me faz estas cenas, que nem parei para pensar e me perguntar porque é que eu me faço isto. Pronto. Cansei.

LL, não dá mais. O prazo de validade caducou.
E 1) e 2) não me interessam, mas foram importantes para o processo de descongelamento.
Estamos em quaresma, não é? Se calhar, vou jejuar, é isso, por um cérebro no frost.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

377º momento cultural: Loving Vicent

Foram precisos quase 50 dias para que eu conseguisse ir ao cinema em 2018... Uma vergonha! Mas em compensação, a sessão cinéfila inaugural de 2018 não poderia ter sido melhor. Por sugestão da pessoa com quem fui ao cinema, fomos ver Loving Vincent e tudo o que eu sabia era que o filme era acerca de Van Gogh.
O filme é em animação e tematiza a morte de Van Gogh. O enredo foi tão bem pensado que transforma a realidade em policial e a cada depoimento de cada personagem o espectador fica a desconfiar e a atribuir as culpas a outra pessoa. A imagem e a banda desenhada foi tão bem conseguida que não admira terem sido precisos mais de 100 artistas para que o filme tivesse sido feito. A ideia é tão simples, como supreendente e ao mesmo tempo louvável. Pegar em dezenas de obras de Van Gogh e animá-las, tornando-as literalmente num ou vários desenhos animados. Não consigo imaginar obras melhores que as expressionistas para este tipo de projecto. Eventualmente com impressionistas uma banda desenhada também teria a sua piada, mas eu fiquei encantadíssima com a vida e o movimento daquelas pinceladas grosseiras de tinta.
A história é protagonizada por Armand Roulin, o filho de um amigo de Van Gogh, que tem uma carta que ele, Vincent, escreveu ao seu irmão Theo. O tal amigo, carteiro, encarrega o seu filho de levar a carta a Theo, apesar de Vincent ter morrido entretanto. Armand descobre que Theo também falecera e resolve entregar a carta ao médico e amigo dos Van Goghs, mas ao chegar à vila e a conversar com as pessoas acerca do possível suicídio de Vincent, começa a duvidar cada vez mais da morte por suicídio e vai à procura de todos que lidaram de alguma forma com Vincent nos últimos tempos da sua vida, tentando recuperar dados e factos, completando um autêntico puzzle.
Todo filme é em animação, tendo em base obras reais que ganham vida. Há uma série de flashes back que são a carvão, mas tudo o resto é contado em cores vivas e vibrantes. Eu passei o filme captivada pela história e entretida a olhar para a dança das pinceladas e dos traços. Nem sei bem como explicar como as estrelas brilhavam ou o céu se enroscava... Consegui reconhecer algumas das obras, há com certeza muitas outras que não conheço. Estive no Museu Van Gogh há muitos, muitos anos (2002 talvez?) mas de repente só me apeteceu sair do cinema e seguir directa para Amesterdão.
Para além da parte visual e estética, fiquei impressionada com a carreira do próprio artista. Não fazia ideia que tinha sido tão curta e tão activa, muito menos que a sua morte estivesse envolvida em mistério - a mim não me convenceu a explicação do suicídio. Porém, houve lá falas muito bem redigidas e fiquei com pena da filha do médico que viu a sua vida em suspenso por ser acusada de empecilho à criação de grandes obras-primas (isto diz-se a alguém?) e houve outra coisa que ela disse que achei notável - mas com o meu alzheimer precoce como não escrevi não vou ser capaz de me lembrar mais.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Tobago: deixar o melhor para o fim!




 Já devo ter repetido isto vinte vezes, mas Trinidad não correspondeu em nada às minhas expectativas de "Caraíbas" e como não pretendo estragar o imaginário do querido leitor, deixo aqui também algumas imagens de Tobago.








O voo não dura mais do que 20 minutos, mas é todo um outro mundo. Tobago não tem tantos "recursos" como Trinidad, mas em compensação está muito mais virado para o turismo.







Fui lá passar o fim-de-semana e ainda bem que o fiz, pois consegui resgatar a imagem mental que tinha associado ao conceito "Caraíbas": Sol, céu azul, praia, palmeiras e acima de tudo, água quentinha para nadar!

As fotos são todas de praias diferentes, cujos nomes obviamente não me lembro!







Eu até tive direito a um pôr-do-sol assim em directo da esplanada de um barzinho em cima da praia! Um luxo!










E nestas águas cristalinas via-se a olho nu peixinhos às risquinhas amarelas... Na verdade, andei a nadar com eles!













Dei umas braçadas valentes, apanhei uns bons banhos de sol e lembrei-me da razão que me fez ir a Trinidad dar aulas!!!




sábado, 17 de fevereiro de 2018

10 postais de Trinidad

Já desisti de fazer mais relatos acerca da viagem a Trinidad. Já contei as mesmas histórias tantas vezes que já não me apetece escrevê-las. Perdoe-me, caro leitor! A compensação possível são estas 10 imagens comentadas.






A capital Port of Spain é mais ou menos isto. Não é muito bonita, não está especialmente bem conservada e nem tem exactamente o que conservar. No entanto, as palmeiras são impressionantes. Nunca vi árvores tão altas e tão esguias.


 Apesar de eu achar a cidade pouco interessante, este pavilhão multi-usos era incontornável. De lado faz lembrar um pouco a Ópera de Sidney, mas foi uma obra completamente megalómana do presidente anterior que deve ter canalizado todo o orçamento de estado para a construção desta sala de concertos gigantesca e maravilhosa... A minha questão não tem a ver com a imponência da obra, mas sim a necessidade e sobretudo o seu uso, para uma população de pouco mais de um milhão...




Comentei algures que o campus universitário era muito bem atrechado e com árvores muito engraçadas. Adorei esta árvore geométrica. Nunca tinha visto nada parecido!

 Isto foi uma viagem de barco a Nelson Island e o que se vê ali são plataformas petrolíferas e logo a seguir (talvez aquele montinho no meio) é a Venezuela.


















Um terço da população de Trinidad é de origem indiana, por isso não foram raras as vezes em que achei que estava mesmo na Índia. Este templo foi um autêntico choque para todos os sentidos. Um mashmellow gigante em forma de templo e aquele Lord Hannuman (deus macaco) é um dos maiores fora da Índia. É colossal!


  Uma outra actividade que muito me impressionou e que não daria nada por ela foi o que chamei "safari de pássaros" que na verdade foi um passeio de barco por um pântano. Não sei se será necessário explicar que não nutro especial sentimento ou mesmo interesse por pássaros em geral por isso estar a tentar identificar (ou mesmo ver) pássaros entre a vegetação foi para mim uma tarefa meia inglória. No entanto, gostei imenso de ver estas árvores com estas raízes assim do lado de fora - nunca tinha visto tal coisa - e também uma pele de cobra.

No entanto, mais para o fim da visita (foram umas 2,5h) ficámos numa zona mais ampla a ver os bandos de pássaros a regressar e a pousar numa árvore. Foram centenas e centenas de pássaros que vimos e como eram todos vermelhos criavam um contraste muito bonito. A certa altura parecia que a árvore estava carregadinha de frutos e afinal eram pássaros. Moral da história: não negue à partida...




A praia em Trinidad ficou por um canudo! O único dia em que fomos visitar as praias, chovia copiosamente, ventava e estava super nublado (nem queiram saber o estado do meu cabelo).

Gerir expectativas

Já vim há uma semana de Trinidad e ainda há coisas por tirar da mala, por isso não reclame, querido leitor, ainda não haver fotos nem relatos acerca do assunto. Trinidad foi uma experiência muito diferente do que estava à espera. Quando Trinidad e Tobago me passaram pela cabeça, eu só sonhava com praia, sol, sol, praia, água quente, palmeiras, papas, descanso e umas piñas-coladas. O facto de lá ir trabalhar não pertubou nem um mílimetro a minha ideia, antes pelo contrário, poder dar aulas é sempre uma mais-valia para mim... No entanto, essa imagem começou a desmoronar e vou saltar propositadamente todo o processo burocrático, que foi tudo menos fácil... ou rápido. Apesar de todos os atrasos e dificuldades, lá fui eu.
Foi a primeira vez que fiz uma viagem com duas escalas e não me posso queixar. Um voo de 7 horas faz-se bem, depois uma pessoa dá uma volta por um aeroporto qualquer e enfia-se noutro voo por mais meia-dúzia de horas. Londres e Toronto foram as escalas. E preferi as duas escalas a 14 horas de voo... como de Buenos Aires a Frankfurt, que foi dos voos mais penosos de sempre.
Trinidad não é especialmente bonito, nem turístico, ... mas eu fui lá trabalhar, remember?, por isso não deveria ter abordado a viagem como se fosse de férias. Mas uma pessoa pensa em Caraíbas e não consegue pensar noutra coisa, certo? Até porque nunca tinha ido às Caraíbas.
Mas resumindo a ópera, o melhor da viagem foi:
- as minhas aulas TODAS!
- a ida a Tobago, nadar no mar e apanhar sol
- a orquestra de steel pan
- o safari de pássaros

Bom, nos próximos dias haverá mais!


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A culpa é sempre do professor

Numa das minhas turmas, as notas foram surpreendentemente boas. E eu a pensar que as provas tinham sido muito fáceis e que eu não exigi tanto como devia e que devia ter dado mais matéria e sido mais severa a corrigir e que é estranho não haver negativas, que devia ser mais rigorosa e exigente, etc...

Noutra turma as notas forma surpreendentemente medíocres. E eu a pensar que não me dediquei o suficiente a preparar as aulas, se os alunos não conseguiram responder ao que lhes foi pedido foi porque eu não lhes soube transmitir a matéria. Realmente devia ter-me aplicado mais e explicado melhor as coisas e ter feito mais exercícios em aula, etc...

Acumulação de títulos

Já há largos anos que gozo o título de rainha dos saldos, hoje consegui ser coroada com um outro título que já andava a rondar há algum tempo.

Eis a mais recente:

Rainha das compras parvas!

Título conquistado hoje de tarde pela aquisição deste belo par:





Já estavam com saudades dos pés no chão, não era?

Carnaval

O Ed Sheeran é o disfarce do Bryan Adams do momento, certo?

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O inverso do espírito da Escrava Isaura

Apesar da minha incredulidade, talvez até admire a despreocupação ou ligeireza com que amigos meus dizem coisas como: "Eram 40 horas por semana e eu já não aguentava mais..." para justificarem a saída do seu emprego. (e estamos a falar de empregos normais) (e de pessoas com filhos a seu cargo). Eu não entendo isto.

Possivelmente tenho encarnada em mim a Escrava Isaura... ou não dou muita fé no estado social... ou então tenho mesmo muita estima pelo que faço.