sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Novas tecnologias

Comecei a aparecer em fotografias na modalidade enlatada numa chamada de whatsapp.

Vê-se bem que sou eu, mas o ângulo não me favorece.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A outra face da moeda

Há dias em que parece que vamos conquistar o mundo. Todos os nossos sonhos estão ao nosso alcance e é só esticar os braços ou pormo-nos em bico dos pés.
Há outros dias em que damos conta de que as nossas metas estão dependentes de tantas circunstâncias e conjunturas fora na nossa esfera de influência que mesmo esticando os braços e pondo de bicos de pés é praticamente inverosímil que lá cheguemos.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

E a vida poderia ser tão fácil

Uma conversa casual e meia dúzia de mensagens.
Um plano de festas (sim, é plural)
Bilhetes comprados

O ano vai terminar a subir e o que vem vai ser em grande!

A vida é tão simples (quando todos remam para o mesmo lado). 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dois pássaros a voar



Nasci com o rabo para a lua ou então é só uma miragem, mas de repente tenho no mesmo alinhamento cósmico o homem mais desejado de sempre* e a casa nos moldes que queria. Tudo no meu campo de visão, mas não sei se tenho alcance de braço para chegar quer a um quer a outro... Vamos ver se algum cai na minha rede e eu fico com o pássaro, a chave ou o que seja na mão... ou se for para sonhar: os dois!


*Tirando o Joey, pois ficar a adorar posters põe qualquer um noutro campeonato e de LL nem foto há para evitar a devoção... e se sem fotos já é isto.... :)

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Intelectuais de alto gabarito

Uma colega minha, PhD, nome respeitado no meio da tradução do seu país, que receia traduzir um "Dan Brown italiano" para não estragar a sua reputação e eu... bom, eu, especialista em... filmes noruegueses (não conheço ninguém que conheça mais filmes noruegueses do que eu) e outras cenas, que o querido leitor sabem do que a casa gasta.

- Que tal o fim-de-semana?
- Fui às termas e depois acabei por adormecer no sofá a ver um programa qualquer chamado "Men vs. Food"!
- O que é isso?! Não conheço esse... mas hás-de ver um chamado "My little house" ou assim, onde famílias de 4 pessoas ou assim querem ir viver para uns 20m2...
- Ah! Mas começou a nova série do "Austria's Next Top Model" há umas semanas...
- Não posso ver esse. Fui proibida...
-  A sério?...
- Sim... mas já viste o "Casamento à primeira vista"?
- Não...
- Tens de ver mesmo!

E lá continuámos divertidíssimas a trocar dicas sobre trash-tv, quais sopeiras!  

Quem dança seus males espanta

Sem querer acabei por jogar uma cartada importante (ou não) para o percurso amoroso mais desejado deste ano... (sim, ainda mais desejado do que o outro que me fez andar quase 400km). Na verdade, reduzir o caminho a este ano é fazer uma sinopse melhorada a toda uma longa história de encontros e desencontros. Eu disse o que queria... e posso vir a ouvir o que não quero, mas pelo menos hei-de saber com o que conto (ou não). Para já, o alívio de ter passado a bola para o outro lado serviu para ir espairecer um bocadito, ir a uma aula de urban kiz e dançar um bocadito de kizomba.
Duas notas:
1. Nunca imaginei um japonês a dançar kizomba, menos ainda a conduzir super bem.
2. E quem diria que o segredo de dançar bem kizomba está nas calças de fato-de-treino? Pois...

sábado, 18 de novembro de 2017

369º momento cultural: Murder on the Orient Express

Não sou especial fã de policiais, mas sou adepta convicta de viagens. Talvez o interrail tenha sido a viagem mais memorável de comboio que fiz, mesmo assim, a ideia de viajar num comboio só e atravessar vários países faz-me pensar naquela expressão der Weg ist das Ziel (o caminho é a meta). Por isso, pelo Kenneth Branagh e pela mão cheia de actores conhecidos, o Crime no Expresso do Oriente era um filme que eu queria ver. E vi! E quis ir ao Muro das Lamentações e vi uma perspectiva de Istambul desconhecida e adorei seguir o trajecto do comboio pelas montanhas em plena tempestade de neve.
Possivelmente só eu é que não conhecia a história e por isso aguardei com suspense o desenvolvimento do caso e fiquei surpresa com as deduções de Poirot. Fiquei um pouco com a impressão de quem está a ver o McGyver a transformar um sabonete, um afiador e uma vela numa arma mortífera. Poirot tinha pouquíssimos dados para deslindar o caso e identificar todos os suspeitos, mas lá conseguiu transformar um vagão de passageiros desconhecidos em praticamente numa família com membros alargados, vizinhos e empregados...
A última cena foi possivelmente a menos bem conseguida, eu pelo menos já não estava a ver Kenneth Branagh enquanto Poirot, mas sim como Hamlet (sim, sim, eu vi as adaptações todas de Shakespeare dele quando estudava literatura inglesa). Mesmo assim gostei do filme ao ponto de ter captado a atenção o suficiente para não ter olhado uma vez para o relógio!

E a surpresa que foi bater os olhos no Sergei Polunin?

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Charme

Hoje, amanhã, deve fazer uns 13 anos que vivo no meu presente apartamento, para comemorar o facto, resolvi ir procurar outro! Não foi premeditado, mas comecei a procurar uma casa nova (outra vez)... a desocupação deu-me para isto... podia ter dado para drogas, que era bem pior!
E lá fui eu ver um apartamento fofinho de que gostei assim que vi as fotos. O meu problema é que a minha casa actual é tão central, que arranjar outra no meu bairro tornou-se uma missão praticamente impossível devido à impraticabilidade dos preços. Como não quero ter de vender um rim e meio fígado porque me podem vir a faltar, lá me convenci que tenho de procurar um bocadinho mais fora do centro. Bom, a diferença para a casa de hoje são 3 estações de metro. E gostei da casa. Parece mais pequena do que nas fotos, mas até estaria muito tentada a ficar com ela não fosse o problema de o elevador não chegar lá... O elevador chega ao andar debaixo e depois tem de se subir dois lanços de escada, totalizando 20 degraus. Isso não seria problema nenhum, se eu não viajasse muito frequentemente com malas, se eu não tivesse problemas de coluna e se não quisesse comprar. Expliquei isso à senhora que me mostrou a casa, ao que ela me respondeu:

- Mas uma pessoa tão gira e tão charmosa como a senhora consegue de certeza arranjar quem lhe carregue as malas!

Pois, querida senhora agente imobiliária, é uma grande falha no meu currículo. Nunca consegui que nenhum estranho me carregasse as malas ao bater das minhas longas pestanas. (Ok, houve uma vez, mas eu achei que poderia ser um golpe e desatei a correr... com a mala). Mas é uma aresta a limar para o futuro. Fica anotado que tenho charme para dar e vender para uma ocasião futura.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Música

"La música es el único placer de los sentidos del cual no puede el vicio abusar"  surge numa das paredes do Teatro/Ópera de Barcelona. Nunca me tinha ocorrido na música como virtude, apesar de me chamar Calíope... 
Sempre se ouviu música lá em minha casa, aqui também se ouve quase sempre música... e dança-se! Lá em casa, o meu pai estava sempre a ouvir música, sempre. No rádio, no computador, na aparelhagem, no rádio, no ipod, no telemóvel com ou sem fones. Agora me apercebo da omnipresença da música. 
Eu e o meu pai ouvimos juntos o último Concerto de Ano Novo da Orquestra Sinfónica de Viena no dia 1 de Janeiro. Estávamos os dois meio a dormir meio acordados enquanto o concerto passava na televisão. A certa altura, o meu pai fez um sinal qualquer e eu fui ver se ele precisava de alguma coisa. "É música! É dia de festa?" E eu sorri e ri-me: "É ano novo, pai! Estamos em 2017! Feliz Ano Novo! É o concerto de Viena!". E ele, pessoa dada a comemorações, disse: "Eu tenho uma camisa nova. Traz!". E eu disse que ia buscar, feliz da vida por o meu pai estar a ouvir música.

(Faz hoje 10 meses...)


368º momento cultural: Victoria e Abdul

Já fui ver este filme há tanto tempo que já nem sei bem o que dizer sobre ele. Na verdade, devo ao querido leitor todo um pacote de momentos culturais, simplesmente porque não me apetecia escrever sobre cultura quando a minha natura me fazia ter o sangue a ferver...
O filme Victoria e Abdul relata uma história verídica e deliciosa sobre a amizade improvável entre a Rainha Victoria e um indiano muçulmano que lhe apareceu uma vez na corte. A Julie Dench como Rainha Victoria está magistral, o actor que faz de Abdul idem!
Foi difícil para mim imaginar como era a vida em Inglaterra (ou em qualquer outro lado na Europa) naquela altura onde tudo era longe, onde só se tinha o que havia no raio de meia dúzia de quilómetros, onde os horizontes eram muito curtos e onde havia mais do mesmo. No meio daquela mesmice toda pálida e nebulada, aquele Abdul de tez escura e olhos amendoados e escuros era um autêntico raio de sol. Claro que a Rainha Vitória assim que bateu os olhos nele viu isso e viu muito mais: diversidade como riqueza, como forma de aprender coisas novas, como acesso a outros mundos e só isso mostra a diferença entre pessoas com grandeza de espírito e o comum dos mortais (o seu filho, os ministros, a criadagem, etc...)
É maravilhoso como ele lhe fala de mangas ou de como é a vida na Índia. E o fascínio dela? Impagável!
A história é contada de forma tão deliciosa que me revoltou o fim, quando a rainha morre, como o seu filho escorraçou Abdul e a sua família do palácio e de Inglaterra. Isto revolve-me as entranhas porque é o problema das pessoas ignorantes terem poder ou força ou ambos, o que infelizmente continua a verificar-se...

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Será desta?

Estou há anos a namorar estes Tom Ford...
Pensando bem, este namoro já dura há tanto tempo que se habilita a ser a minha relação mais longa de sempre! Infelizmente (ou talvez não) (como na vida real ou talvez não), fui trocando-o por outras coisas mais apetecíveis (assim de repente estou a lembrar-me da viagem a Riga ou de um Ana Aragão)... a ver se será desta que vamos ser felizes para sempre!

Adenda (16.11.2017): Os óculos foram descontinuados! Afinal é uma das minhas relações típicas: platónica! 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

ITA-SWE

Ainda bem que tenho uma televisão nova mas mesmo assim é meio complicado saber para onde olhar!
A pesquisar amanhã: 18 e 23!

Adenda no final do jogo: Então como é que Itália não se apurou para o Mundial?! LL emudeceu, pobre criança.