Tenho a ideia que o ano passado não cheguei a ir à Rathaus no Verão e este ano ia pelo mesmo caminho. Felizmente descobri este concerto num dia em que estava efectivamente em Viena - o que neste Verão não foi assim tão fácil nem óbvio - e liguei a um amigo meu para ir comigo.
Depois de jantarmos, ainda tivemos de levar com o vídeo/filme "Imagine" do John Legend e Yoko Ono. Foi uma seca, mas deu para apreciar a maravilha que é aquele ecrã frente da grandiosa câmara municipal. Devo dizer isto sempre que lá vou, mas é um luxo uma cidade oferecer um programa variado durante o Verão todo de forma gratuita. Pago impostos que dói, mas depois é nestas coisas que me fazem ver que ali também está o meu dinheiro investido.
Bom, de seguida começou o concerto da Amy e eu nem tenho a certeza se já não o teria visto ou somente ouvido. É uma pena que ela tenha tido uma carreira e uma vida tão curta. Havia ali uma força bruta maravilhosa naquela voz que contrastava com a fragilidade da personagem. É tão paradoxal quão sui-generis e acima de tudo uma grande pena e mais ainda, uma grande perda. Ela lá foi cantando o seu reportório e eu deliciada. Talvez consiga dizer três ou quatro nomes de canções assim de cor, mas na verdade só não conhecia uma durante o concerto todo. Gostei imenso, nem será preciso dizer. Lembro-me de na altura ela ser frequentemente comparada à Adele (que me era desconhecida então) e não percebo a comparação. Esta tinha todo um aparelho vocal, a outra é cantora. Enfim, no entanto, a Adele accionou-me outra linha de pensamentos. Há uns largos anos, também a vi na Rathaus e chorava a ausência do italiano. Há uns dois anos, fui ver a Diana Krall e acabei a verter lágrimas gordas por causa da intermitência do homem balcãs. E agora pela primeira vez, estava ali a ver um concerto deliciada com a música e a apreciar os clarões de raios que se faziam sentir em Viena. É um espectáculo engraçado e relativamente comum no Verão vienense: trovoada sem trovões, nem sei se terá nome em português. Bom, viemos embora na última música quando a ameaça de chuva começou a consubstanciar-se... o tempo de chegarmos à estação do eléctrico já chovia copiosamente. Cheguei a casa encharcada, o que segundo parece também é costume destas idas à Rathaus.
Depois de jantarmos, ainda tivemos de levar com o vídeo/filme "Imagine" do John Legend e Yoko Ono. Foi uma seca, mas deu para apreciar a maravilha que é aquele ecrã frente da grandiosa câmara municipal. Devo dizer isto sempre que lá vou, mas é um luxo uma cidade oferecer um programa variado durante o Verão todo de forma gratuita. Pago impostos que dói, mas depois é nestas coisas que me fazem ver que ali também está o meu dinheiro investido.
Bom, de seguida começou o concerto da Amy e eu nem tenho a certeza se já não o teria visto ou somente ouvido. É uma pena que ela tenha tido uma carreira e uma vida tão curta. Havia ali uma força bruta maravilhosa naquela voz que contrastava com a fragilidade da personagem. É tão paradoxal quão sui-generis e acima de tudo uma grande pena e mais ainda, uma grande perda. Ela lá foi cantando o seu reportório e eu deliciada. Talvez consiga dizer três ou quatro nomes de canções assim de cor, mas na verdade só não conhecia uma durante o concerto todo. Gostei imenso, nem será preciso dizer. Lembro-me de na altura ela ser frequentemente comparada à Adele (que me era desconhecida então) e não percebo a comparação. Esta tinha todo um aparelho vocal, a outra é cantora. Enfim, no entanto, a Adele accionou-me outra linha de pensamentos. Há uns largos anos, também a vi na Rathaus e chorava a ausência do italiano. Há uns dois anos, fui ver a Diana Krall e acabei a verter lágrimas gordas por causa da intermitência do homem balcãs. E agora pela primeira vez, estava ali a ver um concerto deliciada com a música e a apreciar os clarões de raios que se faziam sentir em Viena. É um espectáculo engraçado e relativamente comum no Verão vienense: trovoada sem trovões, nem sei se terá nome em português. Bom, viemos embora na última música quando a ameaça de chuva começou a consubstanciar-se... o tempo de chegarmos à estação do eléctrico já chovia copiosamente. Cheguei a casa encharcada, o que segundo parece também é costume destas idas à Rathaus.
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