sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Refazer malas

A meio da tarde, liga-me o Macho Alfa...

Macho Alfa: Olha, estava aqui a fazer a mala... O que é que levamos?
Maria Calíope: O que é que nós levamos para o fim-de-semana? É essa a pergunta? Então, leva roupa interior, um pijama...
Macho Alfa: Não, não é isso... Levo uma camisa? Não sei se tu vais assim toda chique...
Maria Calíope: Toda chique?
Macho Alfa: Sei lá... para o musical?
Maria Calíope: Não estava nada à espera que tivesses esse tipo de preocupação. Mas sim, leva uma camisa... não vá eu estar toda elegante - como sempre - e tu... bom, tu...
Macho Alfa: Como um sem-abrigo!
Maria Calíope: Isso! Ahahahahhaha!
Macho Alfa: Um casaco se calhar vale a pena... Aquele fininho que levei para os Açores, pois no domingo pode chover um bocadito.
Maria Calíope: Eu só ia levar um casaquito... mas ainda bem que dizes isso, eu ia levar 2 pares de sandálias e assim troco um par por uns sapatos fechados.
Macho Alfa: De nada! E calções de banho?
Maria Calíope: Para quê?
Macho Alfa: Se quisermos ir à praia ou ao rio ou encontrarmos um lago...
Maria Calíope: Não temos tempo...
Macho Alfa: Ok, eu levo.
Maria Calíope: Mas para quê? Então não ia chover?
Macho Alfa: Tu fazes o que quiseres...
Maria Calíope: Pronto. Ainda bem que já tinha acabo de fazer a minha mochila. Vou trocar um conjunto de roupa interior por outro que pareça um biquíni.
Macho Alfa: Olha e há uma festa amanhã!
Maria Calíope: A sério?!! Então tenho de levar roupa para dançar... Levo sapatos de dança?
Macho Alfa: Maria Calíope! Eu liguei-te para saber o que é que eu levava... mas ainda bem que o fiz que tu precisas muito mais ajuda do que eu.
Maria Calíope: Ahahahhahahaha
Macho Alfa: Vá tenho 20 minutos para sair. mais alguma coisa?
Maria Calíope: Beijinhos! Até logo!

Pronto e agora vou eu para o aeroporto.

408º momento cultural: Amy Winehouse no Rathaus Film Festival

Tenho a ideia que o ano passado não cheguei a ir à Rathaus no Verão e este ano ia pelo mesmo caminho. Felizmente descobri este concerto num dia em que estava efectivamente em Viena - o que neste Verão não foi assim tão fácil nem óbvio - e liguei a um amigo meu para ir comigo.
Depois de jantarmos, ainda tivemos de levar com o vídeo/filme "Imagine" do John Legend e Yoko Ono. Foi uma seca, mas deu para apreciar a maravilha que é aquele ecrã frente da grandiosa câmara municipal. Devo dizer isto sempre que lá vou, mas é um luxo uma cidade oferecer um programa variado durante o Verão todo de forma gratuita. Pago impostos que dói, mas depois é nestas coisas que me fazem ver que ali também está o meu dinheiro investido.
Bom, de seguida começou o concerto da Amy e eu nem tenho a certeza se já não o teria visto ou somente ouvido. É uma pena que ela tenha tido uma carreira e uma vida tão curta. Havia ali uma força bruta maravilhosa naquela voz que contrastava com a fragilidade da personagem. É tão paradoxal quão sui-generis e acima de tudo uma grande pena e mais ainda, uma grande perda. Ela lá foi cantando o seu reportório e eu deliciada. Talvez consiga dizer três ou quatro nomes de canções assim de cor, mas na verdade só não conhecia uma durante o concerto todo. Gostei imenso, nem será preciso dizer. Lembro-me de na altura ela ser frequentemente comparada à Adele (que me era desconhecida então) e não percebo a comparação. Esta tinha todo um aparelho vocal, a outra é cantora. Enfim, no entanto, a Adele accionou-me outra linha de pensamentos. Há uns largos anos, também a vi na Rathaus e chorava a ausência do italiano. Há uns dois anos, fui ver a Diana Krall e acabei a verter lágrimas gordas por causa da intermitência do homem balcãs. E agora pela primeira vez, estava ali a ver um concerto deliciada com a música e a apreciar os clarões de raios que se faziam sentir em Viena. É um espectáculo engraçado e relativamente comum no Verão vienense: trovoada sem trovões, nem sei se terá nome em português. Bom, viemos embora na última música quando a ameaça de chuva começou a consubstanciar-se... o tempo de chegarmos à estação do eléctrico já chovia copiosamente. Cheguei a casa encharcada, o que segundo parece também é costume destas idas à Rathaus.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Parafusos

Ao telefone:

Amigo/vizinho: Maria Calíope, estás em casa?
Maria Calíope: Não, estou a sair agora das aulas... em 20 minutos chego.
Amigo: Pá, preciso de um favor teu!
Calíope: Shoot!
Amigo: Vou a casa de uma amiga minha montar e pendurar umas cenas, mas ela não tem nada... Buchas eu tenho, agora preciso parafusos, não tens aí uns quantos?
Calíope: Tenho alguns sim. Passa lá por casa a ver o que lá tenho.

Já cá em casa e com todas as minhas caixas de ferramentas passadas a pente fino, desencantámos uma caixa de parafusos e outros tantos avulsos. Eu contei ao meu amigo que não é a primeira pessoa que me pede parafusos, que o Alfa já me tinha feito o mesmo pedido...

Amigo: Pois... a gente pensa, deixa cá ver quem é que faltam uns parafusos. Pronto! Maria Calíope!
Calíope: Aahahhahahahahahaa! Exacto, se me faltam uns parafusos é porque tenho uns quantos perdidos em casa.
Amigo: Mas é como te ligar e pedir um bocado de farinha ou uns ovos.
Calíope: Sim, sim, é mesmo à bairrinho!

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Recheador de pães



Ando à procura de um emprego e descobri esta função fabulosa: recheador de pães.
Infelizmente o horário de padeiro não é compatível com a minha vida, caso contrário iria tentar a sorte a abrir papo-secos e enfiar-lhes qualquer coisa lá dentro.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Já não existem homens de saia!

Lembram-se desta personagem?
Depois daquele encontro imediato, chegámos a sair uma vez uns três meses mais tarde e depois disso só umas quantas mensagens trocadas a combinar um encontro que nunca chegou a acontecer... até hoje. Em meia dúzia de mensagens ficou combinado eu passar lá por casa do tipo. E fui, claro!
Para muita pena minha, ele já não usa saia. Tem outra indumentária, não menos discreta, mas já sem saia. Mas a grande novidade é que largou o doutoramento em matemática ou informática ou que era e abraçou uma carreira artística! E o que eu gosto de gente com queda para as artes!
Não foi uma novidade completa, uma vez que das múltiplas conversas que tivemos da última vez que saímos eu tinha bem presente uma frase dele que dizia qualquer coisa como "não imagino que Picasso tivesse de preencher o IRS e de tratar de papeladas burocráticas"
Bom, eu ainda mal tinha passado da porta e já estava "mas isto é giríssimo!" perante uma composição de gesso e tinta atrás da porta, reparando logo a seguir que não era filha única e que as outras não lhe ficavam atrás.
Da entrada/corredor segui para a sala e podia estar na sala de um artista qualquer, quadros e mais quadros no chão encostados às paredes, pilhas com desenhos, esboços e outras coisas em todo o lado. Foi preciso fazer um percurso e saltar obstáculos para chegar a uma cadeira vaga.
O tipo está a tentar estabelecer-se como artista, alugou uma galeria e tem produzido como um louco... e algumas coisas bem giras! Estivemos para lá à conversa sobre arte e outras coisas que se passaram nos últimos meses? anos?
A páginas tantas apareceu um outro amigo dele. Curiosamente outra pessoa que ele também tinha conhecido num aeroporto - dessa feita em Berlim. Ficámos os três em animada cavaqueira até eu sair de cena. Afinal no dia seguinte tinha aulas praticamente de madrugada!

sábado, 24 de agosto de 2019

Pãezinhos dinamarqueses

Se me perguntarem porque é que os dinamarqueses são (supostamente) dos povos mais felizes da Europa, dir-vos-ei que é por fazerem pãezinhos desde tenra idade. Ora num dia de calor abafado como o de hoje o que sabia bem era ir a banhos. Portanto, foi o dia perfeito para descobrir que a casa nova de férias de uns amigos meus tem uma piscina gigante. Melhor ainda, a casa de férias fica muito mais próxima da minha casa do que a sua casa da cidade, apesar daquela ser no meio de um bosque. Bom, depois de belas braçadas na piscina, eles acharam que era giro grelhar umas carnes e comermos por ali mesmo. So far so good. O que eu não estava à espera era que o amigo dinamarquês fizesse uma massa de pão e fosse buscar uns ramos à floresta para servir de espeto. Aparentemente na Dinamarca eles fazem isso em fogueiras, mas é prática comum, pois a criança dinamarquesa presente tinha uma série de teorias e histórias a propósito. Bom, parece que não me saí nada mal na arte de enrolar a massa no espeto e assar o pão - talvez tenha mais talentos escondidos do que imaginava!


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Você na tv

Estava para aqui a encher chouriços e de repente dou com uma amiga minha na televisão. Um programa de grande audiência e ela ali a dizer umas coisas com toda a naturalidade sobre o seu projecto como se fizesse aquilo todos os dias. Morri de orgulho! Liguei-lhe logo a dar os parabéns e a saber que história é essa de aparecer na televisão sem avisar. Nos últimos meses, foi a segunda amiga minha a ser entrevistada na televisão por projectos e ideias que tiveram. Realmente fico mesmo feliz por elas serem tão bem-sucedidas no que fazem e por mim por estar rodeada de pessoas tão fixes.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Uff! E assim a vida continua

Pronto. Estou de volta a Viena para sempre. Vá até ao fim do mês, o que tendo em conta as voltas dos últimos meses é praticamente para sempre. Não vou trabalhar para Manchester e não vou dar cabo dos meus nervos e das minhas costas, entre malas, aeroportos e aulas, just for fun, o que parece peanuts, mas para uma pessoa da minha idade, são argumentos de peso. Estou aliviada! (Não me perguntem porque é que me meto nestas cenas).

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Prestígio

Ando aqui a pensar no que vale, ou melhor, o que é o prestígio. Prestígio será o nível de admiração, o reconhecimento, a visibilidade que os outros nos atribuem ou conferem? Prestígio é estar na parte superior da hierarquia? Prestígio é fazer algo socialmente louvável? Não sei responder a estas perguntas, mas elas começaram a povoar a minha cabeça numa altura em que estou na corrida para um lugar prestigiante (whatever that means). Face a essa possibilidade e a essa nova pedra na minha balança, fiquei a pensar no que teria de abdicar e no que viria a ganhar com a tal actividade prestigiante. Prestígio, sem dúvida, mas do que é que isso me vale, essa é a verdadeira questão. Abdicar de actividades que me dão gozo, algum dinheiro e que me permitem fazer da minha vida aquilo que eu quero, possivelmente pesam mais na minha balança que aquele conceito abstracto de prestígio. Tudo bem que além do dito prestígio, seria um desafio, uma coisa de que sei e gosto de fazer e bela experiência de vida, mas também significaria muito esforço físico, logística e mental da minha parte. Estou cheia de dúvidas... mais ainda dúvidas porque me enfio nestas embrulhadas.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

From Manchester with love.... a lot of love!




Parece que há uma parada gay na semana que vem, mas toda a cidade aderiu ao Pride gay e vestiu-se a rigor. Os cartazes são deliciosos e consumíveis por qualquer um, independentemente com quem durma.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

What do you have for lunch?


Pato confitado com salada de edamame, papaia, massinhas fininhas e uma couve qualquer, regado com vinho branco na Art Gallery de Manchester.

(Este mês parece impossível ficar mais de 24 horas em Viena)



domingo, 18 de agosto de 2019

Fogo! Fogo!

Uma pessoa acorda de madrugada para ir para o aeroporto. Assim que se apanha no avião encosta a cabeça à janela e adormece. O avião já ia no ar e de repente começa-se a ouvir "Fogo! Fogo!". "Está a arder!" e efectivamente a pessoa acorda com o cheiro a queimado. As pessoas na fila de trás aos gritos, as do lado a apontarem para o banco da frente e as da frente a olharem para trás. Eu acordei neste sobressalto a achar que era o meu telemóvel que estava a arder (don't ask!) e toca a procurar o telemóvel na mala que estava no chão. Entretanto já havia hospedeiras a borboletear por ali. Mas os meus vizinhos do lado conseguiram descobrir e resolver o problema em dois tempos. No meio dos bancos da frente estava entalado um isqueiro que não sei como foi aceso pelo movimento das cadeiras/passageiros da frente e estava a queimar um plástico. Os vizinhos deitaram água e ficou tudo bem. E eu, o que é que eu fiz? Depois de ter verificado que não era o meu telemóvel, peguei nos ténis da minha vizinha de lugar que estavam no chão para não ficarem molhados com a água que ela estava a atirar. Resolvido o caso, voltei a dormir como se nada fosse. Resumindo: sou uma pessoa óptima para ter nestas situações pois não faço barulho e não incentivo o pânico alheio.

Entretanto já estou de volta em Viena!

sábado, 17 de agosto de 2019

Quando os santos não cruzam não há volta a dar

Gostava de saber o que me faz ter repulsa de algumas pessoas. Felizmente não tenho de lidar muito tempo com elas, porque como já sei do que a casa gasta em breve ponho-me a milhas. No entanto, não deixa de ser triste eu ter tanta aversão a pessoas que são (forçosamente) próximas de pessoas de quem gosto tanto.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

407º momento cultural: The Lion King

Este blogue já viu melhores dias... acabei agora de me aperceber que o último momento cultural data de Fevereiro!!! Supostamente há seis meses que não faço nada de índole cultural? É bem verdade que as idas ao cinema foram em muito reduzidas, mas assim de repente lembro-me de ter visto o Qu'est-ce qu'on fait au bon Dieu? 2, o Book of Mormon em Londres, o Caetano Veloso e filhos na Konzerthaus, o Ladykiller no teatro e participado no The Art of Wine e não há registo qualquer desses eventos... Enfim a ver se ponho um pouco de ordem neste bordel!

Aproveitando o fim-de-semana chuvoso com o Alfa, fomos ao cinema. Ele acha giro ver filmes no computador (!) (sacrilégio!) e por isso pagar um bilhete para se sentar numa sala de cinema parece caro. Mas face ao tempo que se fazia, acabámos por ir ver o Lion King.

O Rei Leão traz-me sempre boas memórias, pois não consigo desassociá-lo de 1994, quando estreou, e eu vi-o no cinema em Toronto. Era a primeira vez que via um filme sem legendas, era a primeira vez que via pessoas a comer nachos no cinema. Pode não ter sido a fase mais gira da minha vida, tinha uns 15 ou 16 anos, mas foi um Verão fantástico passado no Canadá e um bocadinho nos Estados-Unidos, numa altura em que eu respirava e transpirava futebol. Daí o Rei Leão ter tudo a ver comigo.

O Alfa também acha piada ao filme e foi por um triz que não fomos ver o musical em Londres (vimos o Book of Mormon) com muita pena minha porque já tinha querido vê-lo em Nova Iorque sem sucesso. Assim fomos ver o filme agora como aquecimento para o musical em Hamburgo no fim do mês.

Portanto a história a gente já conhecia e íamos pelos efeitos especiais 3D e sei lá mais o quê. Eu gostei, mas não fiquei maravilhada... na verdade nem sequer fiquei convencida de que estava a ver animais reais. Sim, estava tudo lindo e muito bem feito, mas eu não vi animais mesmo, mas sim bonecos de peluche!

Ao 3º dia de Algarve

Consegui
- nadar uma piscina (para ir buscar o chapéu da miúda).
- estar meia hora na sauna.

Só não fui ao jacuzzi porque achei a água fria.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Baby-sitting

Vim de propósito passar cerca de 4 dias ao Algarve para passar algum tempo com a minha sobrinha (com a minha mãe e a minha tia também, mas acima de tudo com a miúda). Ela está mais habituada a estar com a minha mãe e a minha tia, mas mesmo assim não estranhou nada a minha companhia... e não tem qualquer problema em ficar sozinha comigo - entretanto a minha veia criativa de inventar jogos está apuradíssima - Não sei se a minha mãe e a minha tia quiseram fomentar o desenvolvimento de laços entre mim e a minha sobrinha ou se quiseram folgar umas horas perante a energia inesgotável da miúda. A brincar, estamos a falar de duas praticamente septuagenárias. Bom, o certo é que disseram que iam à missa e só apareceram umas 5 horas depois! Supostamente ainda foram pôr gasolina no carro e ao supermercado. Nesse espaço de tempo fui ao parque de insufláveis com a miúda, depois à piscina, voltámos para casa, dei-lhe banho, tomei banho e jantámos as duas. A seguir continuámos a brincar. A minha sobrinha é adorável - gira, gira, gira - mas ao fim destas horas todas, eu estava morta e ela continuava pronta para mais uma ronda de brincadeiras!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Quem sai aos seus não degenera

Calíope: Que fruta queres?

Sobrinha: "Banga", papaia e banana!

Tão lindinha a elencar manga e papaia como frutas preferidas como a tia... Aborrecidas maçãs são para gente sem graça.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

De volta a casa...


É a quinta vez que aterro em solo português no espaço de seis semanas e meia, mas uma première no Aeroporto de Faro.

Há dois anos devo ter jurando que não voltaria a pôr os pés no Algarve, mas felizmente a constelação mudou e cá estou eu!

Guten Morgen, Berlin!

  

 Vim parar a Berlim pouco passava das 9 da manhã. Achei que era boa ideia tomar um pequeno-almoço reforçado para o resto da viagem. Fui ao Bistro 1900 e comi estes ovos Fiorentin (ovos escalfados com espinafres e um molho qualquer). Não estavam nada maus ou eu estava com fome. Ainda deu para dar uma voltinha antes de prosseguir viagem.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Pesando argumentos

Calíope: Olá! Tenho uma má notícia...
Aluna 1: Uma má notícia?! Não me digas que te vais embora de Viena e não podemos ter mais aulas!!!
Calíope: Hmm... não é bem isso. Na próxima semana não estou cá por isso não posso dar aulas.
Aluna 1: Mas Calíope, tu sabes que nós temos uma ligação eterna! Temos de continuar o curso! Eu não quero outra professora!
Calíope: Ahahahaahahha! Uma ligação eterna?! Tipo união perpétua? Ahahahahahahha!
Aluna 1: Sim :)

Calíope: Temos de remarcar a nossa próxima aula...
Aluna 2: Ok...
Calíope: Na próxima semana não estou em Viena.
Aluna 2: Mas depois voltas! Eu já marquei mais um bloco de 10 aulas contigo!


Pronto e isto são alguns dos argumentos que me fazem gostar de Viena, de me sentir em casa, de me sentir valorizada pelo que faço e de pensar que faz mais sentido ficar do que partir.

domingo, 11 de agosto de 2019

We'll always have Açores



Os Açores são um destino que me aquece o coração. Caso o caro leitor se lembre do rescaldo da minha primeira viagem, as impressões foram óptimas, por isso não tive dúvidas de sugerir este destino para estas férias (well, Cabo Verde ou a Tailândia também foram ideias minhas). O Alfa tem aderido bem a estas minhas ideias ou então eu consigo vender-lhe muito bem as minhas experiências em primeira mão, uma vez que ainda não o consegui convencer a ir para o Japão, Cuba ou Vietname (oops, mas eu já estive no Vietname). Adiante e voltando aos Açores. Estas foram sem dúvida e na minha opinião as nossas melhores férias. Cabo Verde ou Tailândia não foram nada maus, mas a nossa dinâmica nos Açores foi bem melhor! Para o Alfa foram todas as viagens óptimas apesar de diferentes - e foram - mas estas foram mesmo fixes!

Fica novamente esta imagem a ilustrar estes dias atlânticos na Poça de D. Beija agora na posição desejada, graças à amabilidade do querido Francis!

Caiacando


Depois de cruzarmos a Lagoa Azul e a Lagoa Verde e voltarmos à casa de partida como estágio, fomos ao Ilhéu e voltámos! Só ali em pleno alto mar naquele bocadito de plástico é que me ocorreu que é super perigoso e que este tipo de actividade não deveria ser permitida. Afinal estamos ali sozinhos no meio do oceano... e se aquela porcaria virasse?! Well, na verdade, só tive oportunidade para ter este fluxo de pensamentos quando já estava em terra, pois ali no mar e debaixo da disciplina militar do Alfa não deu para ai nem ui! (Mas que foi giro foi!).

Alfa pendular

Uma despedida numa estação de comboios têm o seu quê de romântico, não concorda comigo, querido leitor?

sábado, 10 de agosto de 2019

Olhar para trás

Ontem, num evento dançante:

- A minha ex-namorada está cá!
- Está?!?!?!
- Sim.
- Falaste com ela?
- Não. Só acenei, tipo "tudo bem". Queres ver quem é?
- Quero.

Passado algum tempo, estávamos todos no mesmo espaço e ele lá me indicou quem era. Eu que já tinha estado a observar todas as gajas nas redondezas e pensado que eram umas dez serigaitas, mesmo com ar de lambisgoia (não tinha qualquer referência de como ela era), dou com uma miúda normalíssima, que não me mereceu mais nenhum tipo de adjectivação. Não a imaginava assim. Mas não me aqueceu nem me arrefeceu. Continuei a dançar e continuei a minha vida.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Regressos

De volta a Viena
De volta a casa
De volta ao trabalho
De volta à minha vida social
E o Alfa está de volta também!

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Ligados à corrente

Com certeza que os meus sobrinhos são um dos grandes motores para vir a Lisboa num curto espaço de tempo, mas a verdade é que eu não tenho pedalada para eles a tempo inteiro. Os miúdos pulam, saltam, correm, implicam um com o outro, depois brincam e fazem trinta por uma linha. Literalmente tenho de manter o olho no burro e outro no cigano, caso contrário a probabilidade de fazerem um disparate é bastante grande. Fazer qualquer coisa ao mesmo tempo - tipo trabalhar - é virtualmente impossível. Gosto muito deles, mas gostava ainda mais que tivessem uma ficha que desse para os desligar da corrente, ou vá, baixar o volume!

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Aprendiz de feiticeiro

Estive a ouvir a minha mãe mais de uma hora ao telefone a desancar o pessoal do IKEA (e com razão) inicialmente de forma cordial no final já aos gritos furibunda!

Tenho tanto a aprender!

Depois disso desligou e fomos lanchar como se nada fosse.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Fui às compras!

Trouxe estas belezuras para a minha sala! Não são adoráveis, querido leitor?

António Jorge Gonçalves

Domingos Mateus

Domingos Mateus
Domingos Mateus

domingo, 4 de agosto de 2019

Alfa em Lisboa

Depois de poucas horas de sono, o Alfa foi levar-me ao aeroporto pouco antes das 6 da manhã. Tendo em conta que as horas de sono necessárias para o bom funcionamento do desgraçado devem ser umas 9/noite, devo deduzir que gosta imenso de mim, para acordar de madrugada, quando tínhamos chegado a casa já deviam ser duas da manhã! Conseguimos fazer a proeza de nos enganar no caminho para o aeroporto duas vezes... e estávamos a uma distância de 3 kms!

Bom, eu vim para Lisboa e ele voltou para o airbnb. Umas horas mais tarde aterrou ele em Lisboa também e já que tinha umas horas de escala, eu fui buscá-lo!

Não foram mais de duas horas que ele passou lá em casa e para além de conhecer vários membros da minha família conseguiu comer / conseguimos enfardá-lo com:
- um iogurte de goiaba
- meia papaia
- pastéis de nata
- uns rissóis
- uma chamussa
- xiró
- lulas refogadas com pão (e ele repetiu)

Só não foi mais nada porque tínhamos de o levar de volta para o aeroporto.

Mas claro que a minha mãe enfiou-lhe ainda na mochila mais uma caixa de pastéis de nata, duas papaias e mais qualquer coisa...

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

E de repente és a tua mãe

Num destes dias fomos a um restaurante que por acaso tinha música ao vivo. O querido leitor nem queira saber o estado em que eu fiquei e como massacrei o Alfa até irmos dançar... ali mesmo entre as mesas! Neste processo todo, enquanto ele não se levantava eu dei por mim a pensar que faço agora aquilo do que morri de vergonha alheia em tempos idos. Como já devo ter dito aqui algures, tanto o meu pai como a minha mãe eram pés de dança e dançavam em qualquer sítio desde que a música lhes agradasse. E de repente eu encarnei os meus pais! Depois dos episódios dançantes em Cabo Verde, o Alfa disse-me que não gosta assim tanto de dançar em público em sítios não especificados para tal... E eu saio-me com: "Mas não interessa as outras pessoas! A gente é que está ali a aproveitar o momento!" e coisas análogas. Realmente o prazer que é dançar com ele num sítio qualquer é imenso e ele preocupado com olhares alheios... é um totó! Enfim, lá tanto lhe seringuei os ouvidos como devo ter feito cara de cachorro abandonado que depois do jantar lá me tirou para dançar. A música já não era tão boa, mas mesmo assim valeu cada um dos passos de dança. Todinhos.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Sopas e banhos

Ontem falei dos banhos e esqueci-me das sopas! Temos comido muito bem e hoje foi dia de Cozido das Furnas. Tínhamos uma dica para irmos ao restaurante do Parque de Campismo e lá fomos nós! Ainda bem que o fizemos, pois o Cozido era maravilhoso. Da outra vez que cá estive fui comer um ao Tony's e não fiquei nada impressionada. Achei até que tinha cheiro de enxofre ou lá o que era. Hoje fiquei mesmo deliciada! Uma dose foi mais do que suficiente para os dois. Eu adoro a morcela açoreana, a couve estava muito saborosa, as carnes e demais legumes também estavam bons. Gosto de acompanhar isto tudo com arroz, coisa que o Alfa não aprecia tanto por aí além, por isso ficou mais para mim!