Mergulhos num mar de palavras que ecoam ideias, experiências e outras tantas coisas errantes pela minha cabeça.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
terça-feira, 30 de julho de 2019
Más companhias
Cenas que nunca pensei fazer na vida: mergulho!
(O Alfa é open water diver advanced... e eu estou a esforçar-me para ir às Maldivas)
(Não correu muito bem, nem gostei assim tanto... mas continuo com vista para as Maldivas)
(O Alfa é open water diver advanced... e eu estou a esforçar-me para ir às Maldivas)
(Não correu muito bem, nem gostei assim tanto... mas continuo com vista para as Maldivas)
segunda-feira, 29 de julho de 2019
A espinha
O Alfa quase morreu sozinho com uma espinha de um peixe. E onde é que eu estava? Tinha ido à casa-de-banho.
(Tenho a dizer que o arroz de lapas e as moelas estavam uma delícia).
Ele não morreu, mas despejou o almoço todo cá para fora.
(Tenho a dizer que o arroz de lapas e as moelas estavam uma delícia).
Ele não morreu, mas despejou o almoço todo cá para fora.
domingo, 28 de julho de 2019
sábado, 27 de julho de 2019
Odisseia para chegar aos Açores
Há meses que eu e o Alfa decidimos ir este Verão de férias para os Açores. Para facilitar as nossas vidas, combinámos encontrar-nos lá mesmo em S. Miguel. Como eu tenho mais flexibilidade de tempo, conseguia dormir uma noite em Lisboa antes e passar uns dias em casa depois. No entanto, os meus planos saíram meio furados, ora reparem nas voltas que a vida dá.
1ª tentativa: Viena - Lisboa: cancelado, sendo que nunca conseguiria apanhar o voo de ligação para Ponta Delgada
2ª tentativa: Viena - Lisboa no dia seguinte. Ficaria apenas 1 hora e pouco em Lisboa, logo não teria tempo para ir a casa levar as prendas dos meus sobrinhos. Acontece que o voo atrasou mais de uma hora e eu aterrei em Lisboa às 16:55, quando o meu voo para Ponta Delgada partiria às 17:00. Fui remarcada para o último voo para Ponta Delgada, que não era nada mais nada menos do que o voo do Alfa! Com esta alteração de planos, fui a correr para um táxi e fui para casa!
3ª tentativa: Lisboa - Ponta Delgada - encontrei o Alfa no aeroporto e fomos beber um copo com o vale a que tive direito pelo atraso. Ele também teve um aventura para chegar a Lisboa. Mais engraçado ainda foi o facto de o check-in automático me colocar no lugar da frente dele. Com 200 lugares disponíveis, lá estávamos a caminho do nosso destino de férias juntos pelo destino! O voo atrasou ainda uma boa meia-hora. Chegámos a Ponta Delgada semi-mortos!
O Alfa ia apanhar o voo a Genebra e tinha pensado ir de comboio para o aeroporto. Pouco antes de sair apercebeu-se que havia um problema com os comboios não sei se greve, se obras, mas à hora que era, não tinha muito tempo para perder, pegou no carro e foi disparado... claro que apanhou trânsito e mais um sem-número de contratempos que achava que não ia conseguir chegar a horas ao aeroporto, quando a páginas tantas recebeu um sms da TAP a dizer que o voo dele estava atrasado uma hora! Neste caso valeu, pois assim conseguiu chegar ao aeroporto a horas e ainda teve de esperar outro tanto tempo.
Açores, estamos prontos para umas férias de sonho!
1ª tentativa: Viena - Lisboa: cancelado, sendo que nunca conseguiria apanhar o voo de ligação para Ponta Delgada
2ª tentativa: Viena - Lisboa no dia seguinte. Ficaria apenas 1 hora e pouco em Lisboa, logo não teria tempo para ir a casa levar as prendas dos meus sobrinhos. Acontece que o voo atrasou mais de uma hora e eu aterrei em Lisboa às 16:55, quando o meu voo para Ponta Delgada partiria às 17:00. Fui remarcada para o último voo para Ponta Delgada, que não era nada mais nada menos do que o voo do Alfa! Com esta alteração de planos, fui a correr para um táxi e fui para casa!
3ª tentativa: Lisboa - Ponta Delgada - encontrei o Alfa no aeroporto e fomos beber um copo com o vale a que tive direito pelo atraso. Ele também teve um aventura para chegar a Lisboa. Mais engraçado ainda foi o facto de o check-in automático me colocar no lugar da frente dele. Com 200 lugares disponíveis, lá estávamos a caminho do nosso destino de férias juntos pelo destino! O voo atrasou ainda uma boa meia-hora. Chegámos a Ponta Delgada semi-mortos!
O Alfa ia apanhar o voo a Genebra e tinha pensado ir de comboio para o aeroporto. Pouco antes de sair apercebeu-se que havia um problema com os comboios não sei se greve, se obras, mas à hora que era, não tinha muito tempo para perder, pegou no carro e foi disparado... claro que apanhou trânsito e mais um sem-número de contratempos que achava que não ia conseguir chegar a horas ao aeroporto, quando a páginas tantas recebeu um sms da TAP a dizer que o voo dele estava atrasado uma hora! Neste caso valeu, pois assim conseguiu chegar ao aeroporto a horas e ainda teve de esperar outro tanto tempo.
Açores, estamos prontos para umas férias de sonho!
sexta-feira, 26 de julho de 2019
quinta-feira, 25 de julho de 2019
Cancelado!
Nunca me tinha acontecido uma coisa destas!
Voo cancelado e voltei de táxi recambiada para casa... amanhã volto ao aeroporto para tentar a minha sorte novamente. A parte fixe é que deu para usufruir da minha casa mais um par de horas.
Voo cancelado e voltei de táxi recambiada para casa... amanhã volto ao aeroporto para tentar a minha sorte novamente. A parte fixe é que deu para usufruir da minha casa mais um par de horas.
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Passei o dia em Basileia
literalmente a derreter com os 30 e muitos graus que lá se faziam. Devo confessar que a EasyJet ganhou muitos pontos na minha estima. Dois voos irrepreensíveis e a chegarem a horas ou até antes do horário previsto. Mas o que gostei ainda mais foi chegar a casa e dar com o efeito fabuloso do meu candeeiro da sala!
(Pena é que amanhã já esteja de partida outra vez)
terça-feira, 23 de julho de 2019
Correntes de Aare
Ainda antes de ter vindo a Berna, já o Alfa me tecia os mais laudosos comentários acerca do rio que banha a cidade. Das outras vezes que cá estive o tempo não estava simpático o suficiente para nos convidar para um mergulho, mas agora com temperaturas acima dos 30 graus, não poderia haver melhor altura.
Fique a saber o querido leitor que o leito do Aare é relativamente estreito, mas a água é tão cristalina como rápida e fria. As pessoa não têm de nadar. Basta deixarem-se levar que vão parar a outro lado. Já no outro dia andámos de caiaque e hoje foi o dia de me meter na água pela primeira vez.
Antes dessa estreia, ainda fomos dar um passeio de mota e depois seguimos para o rio.
A água estava bem mais fria do que eu gosto. Mas a pouco custo é com muito incentivo do Alfa lá me atirei e me deixei levar pela corrente do rio. Logo a ideia de se deixar levar não é apanágio meu. Pior ainda quando me engasgei e não sabia o que fazer pois não havia meio de parar a marcha do rio. O Alfa apareceu-me como que salva um náufrago de se afogar e ainda ficámos ali alguns minutos, garantindo ele que eu mantinha a cabeça fora de água. Comigo já mais calma, tentei continuar a nsdsr, mas sou tão destrambelhada que não só não consegui seguir o Alfa, como o ultrapassei não conseguindo ouvir as indicações dele. Resultado : pânico! Valeram-me uns tipos que me puxaram para a margem e eu sentei-me num degrau a tremer e de coração acelerado.
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Jantar nas cataratas
No mês passado, fez um ano que eu e o Alfa estamos juntos (tal como contei ao querido leitor), mas foi só agora que pudemos ir comemorar o facto. Não houve pé de dança com muita pena (reclamações e queixas) minha, mas fomos jantar a um sítio fabuloso. Era surpresa até chegarmos ao sítio e a surpresa funcionou mesmo. O sítio era não só à beira-rio, como em cima de uma queda-d'água, f-a-b-u-l-o-s-o: Schwellenmätteli! Eu fiquei tão contente e impressionada até, pois ele não faz nada o género de cenas-românticas-o-que-quer-que-isso-seja e de repente escolheu aquele sítio, com mesa marcada e tudo (tudo surpresas!). Os preços na Suíça são para chorar, até para mim vienense por simpatia, mas não dá gosto, pelo menos para mim, ir a lado nenhum, fazer nada, comprar o que quer que seja porque tudo é ridiculamente caro. Enfim... O jantar foi cortesia do Alfa (pois tinha recebido da minha parte uma prenda linda que deve ter sido mais barata que as entradas - mas que me consumiram-me umas 5 ou 6 horas de trabalho manual - ele adorou!). Voltando ao nosso jantar, comemos um beef tartar de entrada que estava maravilhoso, como prato principal eu comi uma truta (salvo ero 38 CHF!!!) e ele fish and chips, tudo regado por uma vinhaça branca fantástica. O meu prato principal não estava nada de especial - especialmente tendo em conta o preço - mas eu nem me queixei para não estragar a surpresa... na verdade fiquei derretida!domingo, 21 de julho de 2019
Escaldão
Aquilo de descer o rio foi muito giro e tal, mas à pala disso tenho de dormir praticamente de óculos escuros que o Alfa ficou com as costas/ombros/braços incandescentes!
Pelo rio abaixo
O Alfa é adepto de uma série de desportos menos convencionais (quais futebol, corrida, ténis, quiçá golf, não nada disso...). O homem está em processo de tirar o curso de paraquedismo, faz mergulho (tem equipamento), faz esqui (tem equipamento), anda de caiaque (isso é desporto?) (e tem um caiaque compradinho de fresco que fomos buscar sei lá onde, quando havia paredes de 2 metros de neve). Então lá fomos nós de comboio para Thun, munidos do caiaque, remos e outros adereços para que pudéssemos descer o Aare (acho que é assim que se escreve o nome do rio). Depois do comboio, apanhámos um autocarro, qual carreira para a Costa com toda a gente com barcos de borracha, geleiras térmicas ou análogos, grades de cerveja e sacolas diversas. Íamos todos para o mesmo. Chegámos ao ponto de partida (nós e toda a gente) e toca de montar a tenda, que é como quem diz, encher os barcos e pormo-nos na fila. Sim, havia uma fila para entrar no rio. Como se isto não fosse suficiente para manter os meus níveis de atenção, havia também uma parada gay de botes de borracha!!!
Lá nos preparámos (bom, foi o Alfa que fez tudo, pois parece que eu empatava mais do que ajudava nos preparativos) e lá fomos nós para o rio! Realmente, as coisas que este tipo me faz fazer. Foi super giro, apesar da água estar gelada! Mais uma vez, era ele que remava e eu estava ali, tipo musa! O Alfa dizia que se sentia o "gajo do Ferrari" (supostamente o caiaque dele é melhor e mais rápido que os barcos de borracha alheios) e por estar com a gaja boa (eu! ahahahahha!).
A água era turquesa-caraíbas, ao fundo havia montanhas, estava sol e céu azul (a maior parte do tempo) e a corrente fazia a maior parte do trabalho. Só em algumas partes, é que uma intervenção activa do Alfa era verdadeiramente necessária. Lá fomos caiacando rio abaixo, até aportarmos numa margenzinha/praiazinha para podermos nadar um bocado e fazer um mini-piquenique. Havia lá um outro casal com uma fogueirinha, o que me deu imenso jeito porque a água estava fria e de repente o céu encoberto. Acabámos por ficar lá bastante mais tempo do que tínhamos pensado à conversa. Depois fizemos o resto do percurso até Berna, sem grandes histórias, tirando a parada gay pela qual passámos e acenámos!
Eu reclamo uma série de coisas com o Alfa, mas verdade seja dita que com ele tenho feito coisas que nunca me passaram pela cabeça fazer, daquelas que marcam momentos e criam memórias felizes.
Lá nos preparámos (bom, foi o Alfa que fez tudo, pois parece que eu empatava mais do que ajudava nos preparativos) e lá fomos nós para o rio! Realmente, as coisas que este tipo me faz fazer. Foi super giro, apesar da água estar gelada! Mais uma vez, era ele que remava e eu estava ali, tipo musa! O Alfa dizia que se sentia o "gajo do Ferrari" (supostamente o caiaque dele é melhor e mais rápido que os barcos de borracha alheios) e por estar com a gaja boa (eu! ahahahahha!).
A água era turquesa-caraíbas, ao fundo havia montanhas, estava sol e céu azul (a maior parte do tempo) e a corrente fazia a maior parte do trabalho. Só em algumas partes, é que uma intervenção activa do Alfa era verdadeiramente necessária. Lá fomos caiacando rio abaixo, até aportarmos numa margenzinha/praiazinha para podermos nadar um bocado e fazer um mini-piquenique. Havia lá um outro casal com uma fogueirinha, o que me deu imenso jeito porque a água estava fria e de repente o céu encoberto. Acabámos por ficar lá bastante mais tempo do que tínhamos pensado à conversa. Depois fizemos o resto do percurso até Berna, sem grandes histórias, tirando a parada gay pela qual passámos e acenámos!Eu reclamo uma série de coisas com o Alfa, mas verdade seja dita que com ele tenho feito coisas que nunca me passaram pela cabeça fazer, daquelas que marcam momentos e criam memórias felizes.
sábado, 20 de julho de 2019
Ready for the island?
Volta e meia acho que mudar de ares faz bem, não só para arejar a cabeça, mas como para me distrair com problemas e coisas novas e não estar sempre a aborrecer-me com o marasmo da minha vida ou a chatear outrem.
Well... fui chamada para uma entrevista. Já marquei voo e alojamento. Vamos ver no que isto dá.
sexta-feira, 19 de julho de 2019
Lida doméstica suíça
Vim passar uns dias à Suíça com o Alfa
E de repente parece que virei dona-de-casa...
De repente, o Alfa deu-me dinheiro para ir às compras.
De repente, estava a fazer o jantar para nós.
De repente, estava a dar um jeito à casa... dele!
Parece que não tenho mais nada para fazer, mas estou a trabalhar como de costume.
Não sei se gosto muito disto, não...
E de repente parece que virei dona-de-casa...
De repente, o Alfa deu-me dinheiro para ir às compras.
De repente, estava a fazer o jantar para nós.
De repente, estava a dar um jeito à casa... dele!
Parece que não tenho mais nada para fazer, mas estou a trabalhar como de costume.
Não sei se gosto muito disto, não...
Universidade das Crianças
A minha universidade tem uma iniciativa durante o Verão em que durante duas semanas são oferecidos cursos para crianças. Inscrevi-me este ano pela primeira vez para dar uma aula de português. Quando comecei a ver o número de inscrições a subir, senti um ligeiro receio. Como saberá o querido leitor, Maria Calíope não nutre natural encantamento por criancinhas... No fim de contas, a aula foi super gira, os miúdos eram amorosos. Só apareceram uns 10 dos 16 inscritos. E foi super engraçado. Os miúdos todos esticados de dedo no ar para responderem às minhas perguntas, mas a conseguirem dizer meia dúzia de palavras em português. Uns mais envergonhados, outros mais despachados. Uns muito pequeninos, outros já mais arrebitados. Apesar de terem todos entre 9 e 13, via-se uns ainda mais bebezitos e outros já armados em teenagers. Eu achei fofíssimo um miúdo saudita (!) (eu nunca tinha tido um aluno da Arábia Saudita) e ao olhar para ele, não pude deixar de pensar que um miúdo tão pequenino e querido pode tornar-se naqueles homens horrorosos ultra-machistas que não respeitam nada e ninguém... Se calhar é um preconceito meu, mas tenho lido coisas pavorosas acerca das infracções dos Direitos Humanos (mais básicos) na Arábia Saudita.
Enfim, lá dei a minha aula e diverti-me imenso. No fim até cantámos todos uma música em português, imaginem! Depois do fim, houve um dos miúdos que me pediu para lhes ensinar palavrões em português!!! "Oh pobre criança! Estás a falar com a pessoa errada! Nunca ouvirás da minha boca um palavrão... aprende mas é palavras bonitas: diz arco-iris!"
Enfim, lá dei a minha aula e diverti-me imenso. No fim até cantámos todos uma música em português, imaginem! Depois do fim, houve um dos miúdos que me pediu para lhes ensinar palavrões em português!!! "Oh pobre criança! Estás a falar com a pessoa errada! Nunca ouvirás da minha boca um palavrão... aprende mas é palavras bonitas: diz arco-iris!"
quinta-feira, 18 de julho de 2019
O clássico da função pública
Há umas semanas no consulado:
- Então aqui tem os papéis todos que terá de trazer quando vier levantar o cartão. Mas só o poderá fazer quando receber os códigos em casa por correio. Depois vem cá e levanta e pronto.
Uns dias depois ao telefone:
- D. Maria Calíope? Daqui fala do consulado, o seu cartão já chegou. Agora nas próximas semanas vai receber uns códigos pelo correio e depois vem cá levantar o seu cartão do cidadão. Se não receber nada dentro de 90 dias, contacte-nos.
Entretanto estive fora e quando voltei lá tinha os códigos no correio e esta semana lá fui ao consulado levantar o meu cartão.
No consulado:
- Bom dia! Eu vim buscar o meu cartão do cidadão. Estão aqui os códigos e estes papéis.
- Tem marcação?
- Não. Só vim levantar o cartão.
- Mas tem de fazer marcação prévia.
- Não, eu fiz a marcação para fazer o cartão, mas foi-me dito que era só cá vir buscar quando viessem os códigos. Que bastava vir cá...
- Não. Para levantar o passaporte não é preciso marcação, mas para levantar o cartão do cidadão sim.
- Mas não me foi dito isso.
- Tem de fazer uma marcação, caso contrário não posso atendê-la.
- Então quer que eu faça agora uma marcação online para me poder atender agora?
- Não tem de ser online, pode fazer ao telefone... ou então agora.
- Então quando é que tem tempo?
- Hoje a partir das 15:30, amanhã às ..., na quarta às 11:30....
- Ah! Pode ser na quarta às 11:30, mas pode ser que me atrase uns minutos porque tenho uma aula antes...
- Mas eu a seguir tenho outra marcação e não a posso atender.
- Mas são uns 10 minutos no máximo...
- Eu depois tenho outra marcação.
- Olhe então, marque para logo às 15:30.
- Obrigado e até logo.
Duas horas depois, às 15:25 lá estava eu.
- Tem de aguardar um momento.
...
Em menos de 5 minutos tinha o meu cartão de cidadão. Acho que demorei mais tempo no consulado na parte da manhã.
- Então aqui tem os papéis todos que terá de trazer quando vier levantar o cartão. Mas só o poderá fazer quando receber os códigos em casa por correio. Depois vem cá e levanta e pronto.
Uns dias depois ao telefone:
- D. Maria Calíope? Daqui fala do consulado, o seu cartão já chegou. Agora nas próximas semanas vai receber uns códigos pelo correio e depois vem cá levantar o seu cartão do cidadão. Se não receber nada dentro de 90 dias, contacte-nos.
Entretanto estive fora e quando voltei lá tinha os códigos no correio e esta semana lá fui ao consulado levantar o meu cartão.
No consulado:
- Bom dia! Eu vim buscar o meu cartão do cidadão. Estão aqui os códigos e estes papéis.
- Tem marcação?
- Não. Só vim levantar o cartão.
- Mas tem de fazer marcação prévia.
- Não, eu fiz a marcação para fazer o cartão, mas foi-me dito que era só cá vir buscar quando viessem os códigos. Que bastava vir cá...
- Não. Para levantar o passaporte não é preciso marcação, mas para levantar o cartão do cidadão sim.
- Mas não me foi dito isso.
- Tem de fazer uma marcação, caso contrário não posso atendê-la.
- Então quer que eu faça agora uma marcação online para me poder atender agora?
- Não tem de ser online, pode fazer ao telefone... ou então agora.
- Então quando é que tem tempo?
- Hoje a partir das 15:30, amanhã às ..., na quarta às 11:30....
- Ah! Pode ser na quarta às 11:30, mas pode ser que me atrase uns minutos porque tenho uma aula antes...
- Mas eu a seguir tenho outra marcação e não a posso atender.
- Mas são uns 10 minutos no máximo...
- Eu depois tenho outra marcação.
- Olhe então, marque para logo às 15:30.
- Obrigado e até logo.
Duas horas depois, às 15:25 lá estava eu.
- Tem de aguardar um momento.
...
Em menos de 5 minutos tinha o meu cartão de cidadão. Acho que demorei mais tempo no consulado na parte da manhã.
quarta-feira, 17 de julho de 2019
terça-feira, 16 de julho de 2019
Mestre de obras
Ao telefone.
Alfa: Calíope, podes trazer-me uma coisa?
Calíope: O que é que precisas?
Alfa: Parafusos!
Calíope (bastante surpreendida uma vez que lhe tinham passado pela cabeça coisas como pastéis de nata, lingerie rendada, vinho verde, ..... tudo menos parafusos) ?!?!?!?!
Alfa: Aquele candeeiro que comprámos não tinha parafusos... e tu deves ter uns aí...
Calíope: Vou ver o que tenho, mas manda-me as medidas, que eu não me lembro bem do candeeiro.
Alfa: Oh! São parafusos normais...
Calíope: Está bem, mas eu tenho parafusos pequeninos e grandes e são todos normais.
Alfa: Traz lá para podermos montar o candeeiro quando estiveres cá.
Calíope: Eu já te mostro o que tenho e logo me dizes o que precisas.
Nunca ninguém me tinha pedido parafusos na vida...
Alfa: Calíope, podes trazer-me uma coisa?
Calíope: O que é que precisas?
Alfa: Parafusos!
Calíope (bastante surpreendida uma vez que lhe tinham passado pela cabeça coisas como pastéis de nata, lingerie rendada, vinho verde, ..... tudo menos parafusos) ?!?!?!?!
Alfa: Aquele candeeiro que comprámos não tinha parafusos... e tu deves ter uns aí...
Calíope: Vou ver o que tenho, mas manda-me as medidas, que eu não me lembro bem do candeeiro.
Alfa: Oh! São parafusos normais...
Calíope: Está bem, mas eu tenho parafusos pequeninos e grandes e são todos normais.
Alfa: Traz lá para podermos montar o candeeiro quando estiveres cá.
Calíope: Eu já te mostro o que tenho e logo me dizes o que precisas.
Nunca ninguém me tinha pedido parafusos na vida...
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Fim de curso
Sempre quis ser professora, até ao momento em que me tornei professora. O primeiro ano foi traumatizante ao ponto de eu achar que tinha tomado decisões erradas e não saber o que iria fazer com a minha vida. A minha carreira foi salva por uns cursinhos que comecei a dar em Viena. De repente em vez de miúdos malcriados que só queriam boicotar a minha vida, tinha pessoas adultas interessadas em aprender, com perguntas e dúvidas e a pedir TPCs! (Não são os alunos da faculdade). Durante anos dei esses cursos. Nunca me apetecia lá ir (não são especialmente bem pagos), mas o certo é que era quase sempre uma animação. Eu ria-me imenso, os alunos também. Eu dizia umas coisas e eles aprendiam português. Costumava dizer "vou para as aulas fazer terapia e ainda me pagam por isso!". Por força de outras obrigações laborais, deixei de dar os cursos há uns 3 ou 4 anos, mas este ano, face a uma série de situações voltei já no Verão com um curso intensivo. É inacreditável o gozo que eu tiro das aulas. E acho que os alunos também! Realmente há coisas que o dinheiro não paga e esta satisfação é uma delas!
Hoje foi o último dia, mas já marquei mais um para Agosto!
domingo, 14 de julho de 2019
Brincando aos clássicos
De repente à mesa do jantar estava
- um maestro
- um pianista
- uma cantora de ópera
e eu (bom, havia mais uma cantora na mesa mas eu não percebi qual a sua especialidade) todos animadíssimos à volta de um bacalhau com natas! Acho que isto só mesmo aqui em Viena!
- um maestro
- um pianista
- uma cantora de ópera
e eu (bom, havia mais uma cantora na mesa mas eu não percebi qual a sua especialidade) todos animadíssimos à volta de um bacalhau com natas! Acho que isto só mesmo aqui em Viena!
quinta-feira, 11 de julho de 2019
terça-feira, 9 de julho de 2019
Recheio da casa
Assim num piscar de olhos a minha casa foi munida de:
- vassoura
- vassourinha
- pá
- mopa
- espanador swifter
- esfregona
- balde
(eu tinha um aspirador e estava relativamente satisfeita)
- vassoura
- vassourinha
- pá
- mopa
- espanador swifter
- esfregona
- balde
(eu tinha um aspirador e estava relativamente satisfeita)
domingo, 7 de julho de 2019
Fomos à missa
Descobri que a igreja cá do bairro, tem missas em croata, albanês, tamil, filipino e alemão. Sabia que este bairro era mais cosmopolita que o antigo, mas não contava com este nivel de catolicismo!
sábado, 6 de julho de 2019
Quem tem mãe tem tudo!
Pouco a pouco a casa vai ganhando forma. Há coisas que ainda faltam, apesar de habitável estar desde o dia em que me mudei para cá. Há coisas que já estão cá, mas que não estão no sítio certo ou outras que estão no sítio em que eu queria há 2 meses, mas que entretanto acho que deviam estar noutro sítio. Se há coisas que eu consigo resolver sozinha, há outras que a minha vontade não chega. E isso irrita-me solenemente, ao que se acresce não poder (de momento) contar o Alfa para essas tarefas. Portanto na minha cabeça, teria de desencantar dois gajos para mudar móveis de sítio, o que assim de repente não é a coisa mais simples.
Comentei com a minha mãe o que queria mudar. Ela achou que era boa ideia e mais, que nós as três, eu, ela e a minha tia, conseguíamos tratar de tudo. Para que o querido leitor tenha uma ideia do que estamos a falar, eu sou a mais alta das três e não chego ao 1,60. A minha mãe e a minha tia estão praticamente na casa dos 70!
Bom, querido leitor, não está bem a ver a agilidade, destreza e até força que as três juntas conseguimos mobilizar. Em três tempos, mudámos dois guarda-fatos com cerca de 80% da minha roupa do corredor para o quarto e a estante do escritório para o corredor com todos os meus livros!
A parte que foi mais exigente foi montar as portas dos guarda-fatos, tudo o resto só demorou muito tempo porque era muita roupa e muitos livros, mas fez-se bastante bem!
Eu que há uns dias achava que não ia desencantar ajuda para arranjar as minhas coisas e de repente a minha mãe está cá e resolve-me tudo!
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Adivinha quem voltou?
O meu pai e a minha mãe devem ter estado em Viena uma dúzia de vezes, gostavam muito de vir cá, quer no Verão, quer no Inverno. No Verão gostavam imenso de ir ver o festival de filmes da Rathaus e no Inverno eram frequentadores assíduos dos mercados de Natal. O meu pai achava a cidade muito "evoluída", a minha mãe acha que só em Viena conseguia fazer compras boas para ela. Mas a preocupação deles cada vez que cá estavam era de me ajudar! Compravam-me coisas, organizavam e arranjavam lá em casa, etc.
A última vez que cá estiveram foi por um motivo super especial, a defesa da minha tese. O meu pai fazia questão de estar presente e esteve. Assistiram e devem ter ficado todos contentes por me ver acabar o meu doutoramento. No ano seguinte, deveriam ter vindo para a entrega do diploma e para a festa oficial da Universidade, mas uns dias antes, a minha mãe disse que não viriam, que o meu pai não aguentaria fazer uma viagem de avião. Eu entendi, mas foi um murro no estômago. Eles diziam que viriam numa outra altura em que o meu pai estivesse em condições. Infelizmente isso não chegou a acontecer. Depois do falecimento do meu pai, a minha mãe nunca mais mostrou interesse em vir a Viena, escusando-se ter de tomar conta dos netos. Eu nunca insisti muito pois achei que as memórias poderiam ser delicadas.
Agora quando comprei a casa nova e mudei-me a minha mãe disse que viria cá ajudar-me. A fé nas minhas capacidades de organização e arrumação são parcas. No entanto, por motivos de saúde, ela não pôde vir cá durante a mudança propriamente dita, mas não desanimou e disse que viria depois. Depois chegou hoje!
Fui buscar a minha mãe e a minha tia hoje ao aeroporto e não poderia estar mais contente de as ver cá de novo em Viena, agora na casa nova.
A última vez que cá estiveram foi por um motivo super especial, a defesa da minha tese. O meu pai fazia questão de estar presente e esteve. Assistiram e devem ter ficado todos contentes por me ver acabar o meu doutoramento. No ano seguinte, deveriam ter vindo para a entrega do diploma e para a festa oficial da Universidade, mas uns dias antes, a minha mãe disse que não viriam, que o meu pai não aguentaria fazer uma viagem de avião. Eu entendi, mas foi um murro no estômago. Eles diziam que viriam numa outra altura em que o meu pai estivesse em condições. Infelizmente isso não chegou a acontecer. Depois do falecimento do meu pai, a minha mãe nunca mais mostrou interesse em vir a Viena, escusando-se ter de tomar conta dos netos. Eu nunca insisti muito pois achei que as memórias poderiam ser delicadas.
Agora quando comprei a casa nova e mudei-me a minha mãe disse que viria cá ajudar-me. A fé nas minhas capacidades de organização e arrumação são parcas. No entanto, por motivos de saúde, ela não pôde vir cá durante a mudança propriamente dita, mas não desanimou e disse que viria depois. Depois chegou hoje!
Fui buscar a minha mãe e a minha tia hoje ao aeroporto e não poderia estar mais contente de as ver cá de novo em Viena, agora na casa nova.
quinta-feira, 4 de julho de 2019
De regresso a casa
E contente por estar de volta!
É muito giro estar em casa (em Lisboa) especialmente agora para ver as proezas dos meus sobrinhos, mas precisamente eles são um autêntico ralo para onde se escoa toda a energia e paciência possível. São amorosos e giros e espertos e fofinhos e isso tudo, mas também podem ser chatos e traquinas e desobedientes e provocadores! Tudo isto em dose dupla. Eu não estou preparada para isto, nem para ouvir músicas infantis o dia inteiro, nem para "vai-dormir!, não!, a tia conta uma história, está bem, mas depois tens de dormir, está bem, vá já acabei - fecha os olhos e dorme, não. outra história..." e por aí fora. Como não estou habituada a lidar com crianças, apercebi-me que tenho pouca paciência para birras e afins, e pior do que isso, sou muito permeável à chantagem e manipulação infantil!
De volta a casa e ao mundo adulto, esperavam-me uma série de contas para pagar! Alegria! Alegria!
É muito giro estar em casa (em Lisboa) especialmente agora para ver as proezas dos meus sobrinhos, mas precisamente eles são um autêntico ralo para onde se escoa toda a energia e paciência possível. São amorosos e giros e espertos e fofinhos e isso tudo, mas também podem ser chatos e traquinas e desobedientes e provocadores! Tudo isto em dose dupla. Eu não estou preparada para isto, nem para ouvir músicas infantis o dia inteiro, nem para "vai-dormir!, não!, a tia conta uma história, está bem, mas depois tens de dormir, está bem, vá já acabei - fecha os olhos e dorme, não. outra história..." e por aí fora. Como não estou habituada a lidar com crianças, apercebi-me que tenho pouca paciência para birras e afins, e pior do que isso, sou muito permeável à chantagem e manipulação infantil!
De volta a casa e ao mundo adulto, esperavam-me uma série de contas para pagar! Alegria! Alegria!
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Sincronização
Uma grande amiga minha é possivelmente a minha amiga mais antiga. Ela é exactamente um mês mais velha do que eu e as nossas famílias eram próximas quando éramos pequenas. Fomos colegas na escola primária, fomos parar a turmas diferentes no ciclo preparatório e depois fomos para escolas secundárias diferentes. Cruzávamo-nos no bairro e mantivemos um contacto relativamente distante. Eu segui Línguas e Literaturas e ela Arquitectura. No último ano de curso pouco antes de os terminarmos (ou depois, sei lá), encontrámo-nos por acaso no metro e numa viagem de uma dúzia de estações pusemos a vida em dia. Ela estava de malas feitas para um estágio na Holanda e uns meses depois viria eu para a Áustria. Combinámos logo irmos visitar uma à outra e fomos mesmo. Desde então o nosso contacto estreitou-se. Mantivemos o contacto desde então. Encontramo-nos quando vou a Lisboa quase que religiosamente e actualizamos os meses passados. A nossa relação funciona assim e é cómico como as nossas vidas continuam paralelas. Soube agora que ela comprou casa uns meses depois de mim e mudou-se para a casa nova uma semana antes de mim. Levei-lhe uma garrafa de Grüner Veltliner que me ofereceram pela minha casa e comemorámos assim as nossas casas! No aparador da sala, encontrei o livro que tinha na minha antiga mesa de centro! Acho isto tão giro e tão cómico e fico mesmo feliz que haja amizades que continuem vivas e pronta para as curvas 40 anos depois!
terça-feira, 2 de julho de 2019
Encontros imediatos
Uma pessoa vai jantar com uns amigos e de repente cruza-se com o Presidente da República!
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Tiaaa, tiaaaaaa, tiaaaaaaa
tenho xixi!
Anda, corre para a casa-de-banho que a tia vai contigo!
---
- Olha, gostas da tia?
- Sim (de forma rápida, seca, sem grande interesse e ocupada com outra coisa qualquer)
- E a tia gosta de ti?
- Não sei.
Anda, corre para a casa-de-banho que a tia vai contigo!
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- Olha, gostas da tia?
- Sim (de forma rápida, seca, sem grande interesse e ocupada com outra coisa qualquer)
- E a tia gosta de ti?
- Não sei.
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