terça-feira, 30 de abril de 2019

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Adeus casa!



50€

A maior gorjeta que alguma vez dei.

E foi a multiplicar por três.

Entretanto lá na obra (6)

Tendo em conta os resultados, imagino que se tenha sucedido a seguinte conversa.

Diante da porta nova:
Arquitecto: A porta ficou mesmo bem!
Mestre-de-obras: Sim
Arquitecto: A arquitecta queria que fosse preto como a do lado, mas a Maria Calíope disse que queria cinzento para não ficar com um ar duvidoso... Está mesmo o máximo! Ela vai gostar de certeza! Mas... espera... falta o olho da porta!!!!!!!!!!!!!!
Mestre-de-obras: O quê?
Arquitecto: Esqueceram-se do buraco para o olho da porta! Tens de pôr aqui um buraco.
Mestre-de-obras: Ok, vou mandar fazer isso. 1,60 m é o standard!
Arquitecto: Tu não estás a ver a Maria Calíope, pois não? Com isso a 1,60 m, ela há-de precisar de uma caixa de cerveja para conseguir ver alguma coisa! Ahahahahhahaha!


Arquitecto: Viste que o olho da porta ficou mesmo à tua altura?
Maria Calíope: Não... espera, vou ver! Ahahahahah que fixe! Está mesmo à altura dos meus olhos!
Arquitecto: Perfeito! O Mestre queria pôr a 1,60m imagina!
Maria Calíope: ahahahahhahaha! Também estava bem... eu tenho de arranjar um banquinho de qualquer maneira para os armários da cozinha! :D

domingo, 28 de abril de 2019

Entretanto lá na obra (5)







Eu ando ansiosa há uns dias (semanas? meses?) por causa da casa/obra/mudanças. Estava combinado que hoje ia ver a casa (supostamente pronta) pela primeira vez e eu sentia-me num autêntico programa de televisão, uma vez que a última vez que fui lá estava tudo em cimento. Bom, pensei que poderia ter um ataque de choro, face à emoção acumulada. Afinal de contas é a minha primeira casa!

Foi tudo diferente do que estava à espera. Ainda havia lá uma série de gente a trabalhar. A casa ainda está cheia de pó. E aquela minha ideia de estar num programa de televisão desvaneceu em três tempos. Entre pintores e outros trolhas que lá estava encontrei uma casa fabulosa, mas ainda na recta final! Há pormenores deliciosos outros que ainda me estou a habituar. A partir de amanhã será a minha nova morada. Os arquitectos fizeram um trabalho irrepreensível. Não tenho palavras para lhes agradecer e só não digo o mesmo de todas as equipas de trabalhadores (canalizadores, electricistas, pintores e outros trolhas) porque ainda falta uma série de coisículas que serão terminadas amanhã!

sábado, 27 de abril de 2019

Entretanto lá na obra (4)

Não é lá, é cá... Depois da entrada, despi as paredes da sala. E dei uso ao fogão possivelmente pela última vez. Terminámos em grande e como uma première: risotto de farinheira com queijo da ilha! (Já só tenho essa tigela disponível... os pratos já estão no caixote).

Entretanto lá na obra (3)

Não faço ideia o que se passa lá na obra. Na verdade, espero que já nem seja obra, mas sim uma casa acabada pronta a habitar. No entanto, cá em casa isto está o caos total... Continuo a embrulhar tudo. Hoje estou a tirar as coisas da parede. Eis a minha entrada!
Antes
 Depois:

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Safari em Londres

Fomos passar a Páscoa a Londres, mas de repente mais parecia que tínhamos ido fazer um safari... Qual selva urbana, qual quê?




Detesto cisnes. Não sei, quer dizer, até sei... acho-os maquiavélicos por isso não gosto nada deles. Mas nunca tinha visto cisnes negros... gostei bastante, por isso estou a pensar reconsiderar a minha opinião acerca deles. Vá os pretos, só.





Não estava nada à espera de ver pelicanos em pleno centro londrino. Mas lá estavam eles na sua vidinha, numa bela manhã a apanhar sol e a ver as vistas!

















Os esquilos são sem dúvida a estrela da companhia de qualquer jardim. Vimos uma série deles e sempre imensa gente à volta a tentar dar-lhes comida, a tirar fotografias, etc. Que são fofos, já sabíamos, mas o que eu não sabia é a elegância com que saltam, a cauda faz uma ondulação irrepreensível.











Fomos ao Museu de História Natural (a seu tempo haverá respectivo post) e eu, apesar de não achar piada nenhuma a animais, muito menos embalsamados, pássaros menos ainda, bati os olhos nesta ave de rapina e revi-me! Nem costumo andar de plumas ao pescoço nem tenho aquele bico afiado, mas há ali qualquer coisa que sou eu! O Alfa também me reconheceu nesta elegantíssima ave, por isso, não é daqueles meus delírios!












Por falar em animais mortos, o que me dizem deste esqueleto de baleia pendurado no tecto? Se o querido leitor achar que se trata de pouco desafio para as suas capacidades, poderá sempre jogar o "Onde está o Wally?" em versão Maria Calíope.











Para completar o ciclo da vida, animal morto, animal posto, e embora não se veja muito bem, ali no meio há um ninho de patos ou de outro passaroco qualquer que a gente viu, enquanto andávamos de gaivotas pelo lago do Victoria Park.






E depois de tanto animal em tanto formato, só faltava mesmo o Galo de Barcelos para terminar o ramalhete! É o símbolo do Nando's e claro que eu tive de explicar a lenda ao Alfa, que achou uma estupidez de nós termos um galo como símbolo... em vez de termos um animal mais possante... (Na terra dele é o dragão o símbolo).

Superstição

Nunca falei tantas vezes na vida com um limpa-chaminés como nas últimas semanas. Já tenho o nome e número dele e tudo. Espero que isto seja um bom augúrio!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Staff

O querido e assíduo leitor lembrar-se-á daquele antigo sonho de Maria Calíope ter um mordomo, desejo esse mais concretizável no formato de secretário. Nunca aconteceu. Nunca a coisa saiu do plano imaginário. No entanto, ontem caiu-me na caixa de correio um email a dizer que o meu hotel já estava marcado, que era só apanhar o autocarro x que me levaria directamente ao hotel, mas que estaria de certeza alguém à minha espera para me levar lá. No final do dia, recebo outro email de outra pessoa a perguntar se eu era vegetariana, uma vez que já estavam a organizar o menu de um almoço para o qual devo estar convidada.
Portanto, como o estimado leitor poderá concluir, apesar do meu sonho de ter um mordomo/secretário estar longe de ser realizado, a minha vida com staff seria muito mais fácil e ficou provado com estas evidências que tenho o perfil adequado para esse tipo de pessoal.
Posto isto, vou voltar para a cozinha e continuar a encaixotar a louça.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Book review

Encontrei o Peter O'Toole na semana passada na véspera de ir para Londres. Eu a passar a Páscoa em Londres e ele aqui! Nesse dia, ainda veio cá a casa beber um copo e trocar dois dedos de conversa comigo e com uma amiga minha. A conversa foi divertida e casual como de costume e por entre outras coisas, ele contou que estava a escrever um livro sobre uma personagem política muito famosa.
De regresso de Londres, voltei a cruzar-me com ele, surpresa de ele ainda cá estar e combinámos ir almoçar. Fomos hoje e eu ainda fiquei mais surpresa quando ele me perguntou a opinião acerca do livro dele e sugestões para a sua organização! De repente, estava eu cheia de ideias para ele fazer assim e assado no livro dele. Fiquei tão contente! Estava a falar como se fosse alguém com conhecimento na matéria, que não tenho, mas tenho sempre muitas ideias e tenho muito gosto em partilhá-las. Ele gostou de umas e de outras menos, mas ficámos em amena cavaqueira sobre o livro dele e os meus planos futuros.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Burning down the house

Quando fui para Banguecoque, estava no aeroporto e assaltou-me a ideia de ter deixado o ferro ligado. Raramente passo roupa, mas na véspera tinha estado a passar tudo aquilo que tinha posto na mala. Não conseguia lembrar-me de ter desligado o ferro da ficha. Possivelmente tê-lo-ia feito, mas não me recordava mesmo. O facto de me ausentar 10 dias, não me deixava descansada... Acabei por ligar a uma vizinha que tem a chave para confirmar que o ferro não tinha ficado ligado. E não estava mesmo.

Quando fui para Veneza, ainda a caminho do aeroporto, lembrei-me de ter aberto uma janela e não me lembrava de a ter fechado. Eu moro num rés-do-chão. Possivelmente não iria acontecer nada, mas há coisas que quando nos ocorrem não nos deixam sossegados. O Alfa riu-se e disse-me que ligasse à vizinha. Eu tive vergonha de a aborrecer com o meu Alzeihmer precoce e optei por chatear outra alma. Um outro amigo que tem as chaves cá de casa. A janela também estava fechada.

Houve uma outras quantas vezes que me ocorreu ter deixado outras coisas ligadas em casa, mas normalmente desligo sempre de forma automática, daí não me lembrar do acto de desligar as coisas.

Hoje quando cheguei a casa - cerca de 9 horas depois de ter saído - fui à casa-de-banho e cheirava a esquisito... olhei de repente para o ferro de esticar o cabelo e estava ligado e a ferver! Estava ligado há mais de 9 horas!!! Havia papel e plástico por perto portanto nem sei como não se deu uma tragédia! Desliguei-o de imediato e apercebi-me de como está a minha cabeça de vento, que durante o dia todo nem me lembrei do ferro. Terrível imaginar que a dias de eu sair desta casa a casa poderia ter ardido! Realmente tenho um anjo-da-guarda!

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Resumo do fim-de-semana

Começou florido e cheio de sol.
Terminou com sombras. 

domingo, 21 de abril de 2019

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Time management

Não está a ser um passeio no parque este fim de ciclo com a saída de um emprego/procura activa de outro e a saída/mudança de casa... não ajuda o facto de eu conseguir enfiar pelo meio uma pseudo vida social (ir tomar pequenos-almoços fora durante a semana ou receber pessoas em casa que supostamente me vêm ajudar e que no fim acabamos à conversa com uma garrafa de vinho aberta, sem arrumar nada, obviamente). Como devia achar que ia ter imenso tempo livre e nada para fazer por esta altura, vou passar uns dias fora...

domingo, 14 de abril de 2019

Cama desmontada

A partir de agora faço campismo até me mudar para a casa nova!

(Giro, giro, era ter aquelas redes que se penduram em qualquer lado, mas não... é mesmo só o colchão no chão!)

(O jeitão que dá ter o Alfa cá por casa a tratar destas cenas).

sábado, 13 de abril de 2019

E que se dê como perdido um dia em que não se dance!*

Com o Alfa cá no fim-de-semana e havendo um convívio dançante com kizomba, por mais cansados que poderíamos estar os dois, fomos ao bailarico. Somos pessoas que gostam mesmo de dançar, caso contrário ninguém ter-se-ia arrastado para o outro lado da cidade - ele depois de 5 horas de viagem, eu saindo de casa depois das onze.
Que eu gosto já o querido leitor sabe, mas dançar com o Alfa é todo um outro nível! Gosto tanto e quase nunca me aborreço com as mil indicações que ele tem sempre para me dar ("Maria Calíope, postura!", "Pés juntos!", "Mas não queres dançar? O que é que estás a fazer?", "Queres ser tu a liderar?", "Conexão! Conexão!" e por aí fora. Mas como ele não tem paciência nenhuma, parece que estou sempre a levar com um raspanete. Verdade seja dita, eu tenho melhorado imenso nos meus passos, ritmo e tudo o resto, tanto que já conseguimos dançar duas e três músicas sem eu ter de ouvir instruções.
Chegámos ao tal sítio, era quase meia-noite. Saímos de lá já passava das duas e meia. E dançámos, dançámos e dançámos. É mágico! A energia que corre por ali. A sinergia, a cumplicidade e a confiança (sim, porque para estar na diagonal é preciso confiança) é maravilhosa.
Podia pedir mais alguma coisa? Não! Felicidade é isso!




*Friedrich Nietzsche,  Assim falava Zaratustra

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Adivinha quem voltou?


Brandos costumes

Tenho uma aluna nova e como de costume na primeira aula perguntei porque quer aprender português.
 - Eu adoro Portugal! Tudo! Adoro! Vou lá várias vezes por ano...
 - Sim? Que bom, mas do que gosta concretamente?
 - Então, eu sou russa e o meu marido é africano (Schwarzafrikaner, foi a expressão dela) e onde quer que a gente vá as pessoas olham e comentam e assim e em Portugal foi a primeira vez em que as pessoas não nos olhavam de lado e por isso a gente passou a ir para lá sempre.
- A sério?
- Sim! E agora a minha filha também vai e gosta imenso também!
- Que maravilha! Fico mesmo feliz por dizer isso de Portugal e por ter tido essa experiência!

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Qual der Wahl

Então apetece-me ir corrigir exames de português económico ou continuar a empacotar coisas?
Vou tomar mas é um banho e logo decido!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Função pública

Quando terminei o meu curso (Línguas e Literaturas Modernas em Estudos Portugueses e Ingleses) no ano 2000, achava que se pudesse voltar atrás teria tirado um outro curso qualquer mais virado para a Economia ou Gestão ou qualquer dessas coisas que se pode aplicar em qualquer lado. A vida deu umas quantas voltas e na última década e meia não me pude queixar de nada. Fiz render o meu peixe como pude e soube e não me rendeu nada mal. Nunca mais me lembrei do possível curso de Gestão, ou por outra até me lembrei no sentido em que teria sido uma pessoa triste a tirar um curso que não lhe interessava e possivelmente a trabalhar numa coisa que não lhe dava prazer. Todas as milhentas funções que tenho vindo a desempenhar nos últimos 15 anos têm multiplicado todas as vertentes das minhas competências em língua portuguesa e isso sempre me fez regozijar de alegria, pois o trabalho é um espelho do que sou. O meu trabalho diz muito mais de mim do que tudo o resto. Trabalho tanto porque o meu trabalho não é trabalho é prazer! Devia obrigar toda a gente a ler o meu currículo que me enche de orgulho mas que não me levou a Zurique.
Bom, num momento de mudanças várias entre elas laborais, tenho pensado na sorte tremenda com que tenho sido brindada por fazer tantas coisas de que gosto e que faço bem, especialmente quando procuro alternativas e não encontro... nada. Nada vezes nada. É terrível. Voltei a lembrar-me da minha pretensão a ter sido aluna de Gestão... tenho visto inúmeros anúncios e é o que toda a gente precisa de ter para qualquer função: Gestão, Administração, Marketing e sei lá o quê. Realmente para quê Linguística ou Literatura?
Devia ter ido para funcionária pública, tinha um emprego para a vida e escusava de passar por estes caminhos tortuosos. Para o caríssimo leitor ter noção da falta de aptidão das minhas pesquisas (ou do meu currículo) para além de todos os anúncios para ser manager de qualquer coisa (pois até para ser descaroçador de azeitonas se é Project Manager com uma vertente em Gestão) encontrei o supra-sumo dos anúncios (o critério da minha pesquisa era educação, comunicação ou algo afim): Dador de esperma! Lamento mas também não consigo, mesmo não sendo preciso Gestão! Sou uma nulidade.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Em flor

Todos os anos, esta árvore surpreende-me com as suas milhentas flores cor-de-rosa. São dois dias ou três e depois elas caem... e ficamos com o jardim com ar de casamento indiano (vá, pelo menos na minha imaginação). Mais bonita do que estes tons, só as cores do outono dourado que este ano eu já não vou ver. Abril tem-nos presenteado com dias bastante simpáticos e (saber) apreciar estes prodígios da natureza, mostra-me que estou a ir na direcção certa e que ainda não perdi o juízo.

domingo, 7 de abril de 2019

Literatura à medida

Na semana passada, umas 48 horas depois do Alfa se ter ido embora, estava eu a acordar sozinha e a preparar-me para ir tomar o pequeno-almoço com uma das minhas vizinhas. Enquanto esperava por ela e já com meia mesinha de cabeceira empacotada reparei num livro perdido sozinho no meio da prateleira vazia. Curiosa para ver o que era, estendi o braço. Posso não ter lido todos os livros que povoam o redor da minha cama (não é só a cabeceira), mas sei perfeitamente que livros achei que poderiam ser um bom companheiro para horas tardias. Eu nem queria acreditar quando vi o título daquele exemplar: Liebe auf Distanz (Amor à distância)... Naquele momento achei que tinha sido um mensageiro divino que o lá tinha plantado e até agora estou a pensar como é que o livro foi lá parar. Eu não o comprei de certeza absoluta. A minha última (e primeira) relação à distância foi há tanto tempo que eu nem vivia na Áustria nem falava alemão. As outras pessoas que frequentam os meus aposentos são o Alfa - que nunca na vida me compraria um livro - e a minha empregada - que mal fala alemão. Portanto o mistério mantém-se. O certo é que comecei a ler o dito livro a ver se aprendo alguma coisa útil - nem que seja alemão. O Alfa lançou uma sonora gargalhada, quando lhe contei que me tinha aparecido o livro à beira da cama. Certifiquei-me que ele não o tinha comprado. Claro que não! E a explicação dele ainda é mais tonta: que eu comprei o livro, mas por ser uma coisa semi-embaraçosa, apaguei o facto da minha memória. Enfim... A vida é muita engraçada!

sábado, 6 de abril de 2019

50 vestidos

não foi a conta que Deus fez, que se o próprio quiser estará ocupado com assuntos mais significativos, mas foi o número de vestidos que dobrei e encaixotei. 50 vestidos a contar com 3 de baile, um sari a sério, dois saris curtos (kurtas), uns quantos vestidos mais cermoniosos e o resto em modelos apropriados para todas as estações do ano e com origens várias.
É engraçado que ao estar a escolhê-los, separá-los, dobrá-los a quantidade de memórias que me transmitem. Desde de onde os comprei até em que circunstâncias onde os vesti. Aquele assimétrico que comprei em Kuta (Indonésia) e de o ter usado no último dia de aulas em Graz. O verde que usei na apresentação do meu livro para combinar com a capa do mesmo! O vermelho que comprei em Barcelona na primeira vez que viajei sozinha e que o usei num 10 de Junho e no casamento do meu colega francês (entretanto já divorciado), o de cabedal preto que comprei em Zagreb por ser da marca Calliope! O vestido que uso religiosamente todos os verões comprado em Arrecifice (Lanzarote) da primeira vez que fui com o meu pai, mãe e irmã de férias para uma ilha qualquer. O vestido da Mango (nem me lembro onde o comprei ou no Saldanha ou em St. Pölten) que me faz lembrar a obra A biblioteca de Vieira da Silva ou o outro com um padrão verde (da H&M) com que mascarei como Árvore da Vida de Klimt numa festa temática "Galeria de Arte". C
omo é que é possível alguma vez desfazer-me deles. Acho que nunca. Nem quero!
Deitei fora uns 3 ou 4. E ainda há um que está para lavar. 

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Entretanto lá na obra (2)

Tive de ir à obra tratar de algumas coisas com o empreiteiro e com os arquitectos. Ganhei coragem e entrei na própria casa - coisa que eu não queria até a casa estar pronta - e realmente confirmei que está a ficar liiiiindaaaaa. Mais umas semanas e mudo-me! Espero que até lá já tenha chão, tinta nas paredes e no tecto, azulejos, cozinha, casa-de-banho e outros extras!



quinta-feira, 4 de abril de 2019

Vizinhança nova

Chamada da minha arquitecta a propósito de qualquer coisa na obra:


A: Olá Calíope! blablablabla
MC: Ok...
A: Olha estava lá hoje de manhã na obra e vi lá uns tipos giros!
MC: Uns tipos giros?
A: Sim, devem morar lá no prédio. Primeiro vi um assim com ar de estrangeiro... ahahahah como se nós não fôssemos estrangeiras.
MC: Ah! Mais estrangeiro do que nós?! Ahahahahah!
A: Sim! Com bom aspecto!
MC: Mas do apartamento do lado?
A: Não sei, vi-o a sair do elevador. E depois vi outro assim com bom aspecto.
MC: Óptimo! Então não são só velhotes reformados que passam o dia a ligar para a administração a queixarem-se da minha obra.
A: Se calhar trabalham ali naquela empresa que lá há...
MC: Ok! Vou avisar o Alfa que se ponha a pau! Ahahahahahahaha!
A: Pois... bom, nem te devia ter dito isso, na verdade, estás bem acompanhada.
MC: Não interessa!

Atum bebé

Numa aula onde resolvi apresentar o "Fado Toninho" dos Deolinda, comecei por perguntar o que significado do título. Resposta de um dos alunos: "Toninho é um atum pequenino, não é?"

Há lá coisa mais adorável do que dar aulas e ganhar novas perspectivas na vida?

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Energias positivas

Há pessoas que têm um ascendente inexplicável na nossa vida e o maravilhoso é o facto dos anos passarem e a dinâmica e a cumplicidade manter-se como sempre, apesar da distância, dos meses (anos?) de silêncio e de todas as mudanças inerentes à vida adulta.
Depois de nos últimos anos nos termos encontrados com alguma frequência tendo em conta a década anterior (Porto 2016, Lisboa/Cabo Verde 2017, Madrid 2017, Antuérpia 2018) chegou finalmente o dia que ela e o namorado (por casualidade da vida originário da mesma minoria e da mesma aldeia do Macho Alfa) vieram a Viena. Só o facto de nos encontrarmos já faz correr energias positivas por todo o meu ser. É engraçado que durante anos vi esta minha amiga como guru, pois é daquelas pessoas que sabe ouvir e intervir com as palavras exactas na medida certa... pelo menos comigo. Melhor do que isso é que eu a levo a sério e acredito piamente que tem esse ascendente positivo sobre mim. Por isso tem mesmo! Portanto, mais do que guru, é um amuleto! Ainda bem que veio nesta altura! Preciso mesmo de uma lufada de ar fresco na minha vida!

terça-feira, 2 de abril de 2019

Verdes são os campos...

Estava entretida a trabalhar/organizar coisas/candidatar-me a vagas/procurar máquinas de lavar/preparar exercícios/corrigir trabalhos de casa/reclamar condições contratuais e de repente passou esta música no rádio.



E eu derreti! E tive de a ouvir mais 12353 vezes seguidas...
Que D-E-L-Í-C-I-A! Mesmo daquelas que me fazem contorcer em júbilo, que me fazem cantar com os olhos brilhantes e a voz enternecida. Deleite puro!

Acho que é irrelevante para o caso I wanna hold your hand ser a minha música preferida dos Beatles. No entanto, o que me surpreendeu foi o senhor Al Green também ser o responsável por outros grandes hits - daqueles que conseguem pôr as pedras da calçada a chorar se bem conjugados - como How can I mend a broken heart? ou este all-time-favourite Let's Stay Together. (acabei de reparar que já as tinha nos favoritos do spotify e nunca reparado)

Estou mesmo contente por ter sido brindada com isto! Cheers, querido leitor! A vida é da cor do limão, quente e alegre que compensa qualquer sabor mais acre.