sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Refazer malas

A meio da tarde, liga-me o Macho Alfa...

Macho Alfa: Olha, estava aqui a fazer a mala... O que é que levamos?
Maria Calíope: O que é que nós levamos para o fim-de-semana? É essa a pergunta? Então, leva roupa interior, um pijama...
Macho Alfa: Não, não é isso... Levo uma camisa? Não sei se tu vais assim toda chique...
Maria Calíope: Toda chique?
Macho Alfa: Sei lá... para o musical?
Maria Calíope: Não estava nada à espera que tivesses esse tipo de preocupação. Mas sim, leva uma camisa... não vá eu estar toda elegante - como sempre - e tu... bom, tu...
Macho Alfa: Como um sem-abrigo!
Maria Calíope: Isso! Ahahahahhaha!
Macho Alfa: Um casaco se calhar vale a pena... Aquele fininho que levei para os Açores, pois no domingo pode chover um bocadito.
Maria Calíope: Eu só ia levar um casaquito... mas ainda bem que dizes isso, eu ia levar 2 pares de sandálias e assim troco um par por uns sapatos fechados.
Macho Alfa: De nada! E calções de banho?
Maria Calíope: Para quê?
Macho Alfa: Se quisermos ir à praia ou ao rio ou encontrarmos um lago...
Maria Calíope: Não temos tempo...
Macho Alfa: Ok, eu levo.
Maria Calíope: Mas para quê? Então não ia chover?
Macho Alfa: Tu fazes o que quiseres...
Maria Calíope: Pronto. Ainda bem que já tinha acabo de fazer a minha mochila. Vou trocar um conjunto de roupa interior por outro que pareça um biquíni.
Macho Alfa: Olha e há uma festa amanhã!
Maria Calíope: A sério?!! Então tenho de levar roupa para dançar... Levo sapatos de dança?
Macho Alfa: Maria Calíope! Eu liguei-te para saber o que é que eu levava... mas ainda bem que o fiz que tu precisas muito mais ajuda do que eu.
Maria Calíope: Ahahahhahahaha
Macho Alfa: Vá tenho 20 minutos para sair. mais alguma coisa?
Maria Calíope: Beijinhos! Até logo!

Pronto e agora vou eu para o aeroporto.

408º momento cultural: Amy Winehouse no Rathaus Film Festival

Tenho a ideia que o ano passado não cheguei a ir à Rathaus no Verão e este ano ia pelo mesmo caminho. Felizmente descobri este concerto num dia em que estava efectivamente em Viena - o que neste Verão não foi assim tão fácil nem óbvio - e liguei a um amigo meu para ir comigo.
Depois de jantarmos, ainda tivemos de levar com o vídeo/filme "Imagine" do John Legend e Yoko Ono. Foi uma seca, mas deu para apreciar a maravilha que é aquele ecrã frente da grandiosa câmara municipal. Devo dizer isto sempre que lá vou, mas é um luxo uma cidade oferecer um programa variado durante o Verão todo de forma gratuita. Pago impostos que dói, mas depois é nestas coisas que me fazem ver que ali também está o meu dinheiro investido.
Bom, de seguida começou o concerto da Amy e eu nem tenho a certeza se já não o teria visto ou somente ouvido. É uma pena que ela tenha tido uma carreira e uma vida tão curta. Havia ali uma força bruta maravilhosa naquela voz que contrastava com a fragilidade da personagem. É tão paradoxal quão sui-generis e acima de tudo uma grande pena e mais ainda, uma grande perda. Ela lá foi cantando o seu reportório e eu deliciada. Talvez consiga dizer três ou quatro nomes de canções assim de cor, mas na verdade só não conhecia uma durante o concerto todo. Gostei imenso, nem será preciso dizer. Lembro-me de na altura ela ser frequentemente comparada à Adele (que me era desconhecida então) e não percebo a comparação. Esta tinha todo um aparelho vocal, a outra é cantora. Enfim, no entanto, a Adele accionou-me outra linha de pensamentos. Há uns largos anos, também a vi na Rathaus e chorava a ausência do italiano. Há uns dois anos, fui ver a Diana Krall e acabei a verter lágrimas gordas por causa da intermitência do homem balcãs. E agora pela primeira vez, estava ali a ver um concerto deliciada com a música e a apreciar os clarões de raios que se faziam sentir em Viena. É um espectáculo engraçado e relativamente comum no Verão vienense: trovoada sem trovões, nem sei se terá nome em português. Bom, viemos embora na última música quando a ameaça de chuva começou a consubstanciar-se... o tempo de chegarmos à estação do eléctrico já chovia copiosamente. Cheguei a casa encharcada, o que segundo parece também é costume destas idas à Rathaus.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Parafusos

Ao telefone:

Amigo/vizinho: Maria Calíope, estás em casa?
Maria Calíope: Não, estou a sair agora das aulas... em 20 minutos chego.
Amigo: Pá, preciso de um favor teu!
Calíope: Shoot!
Amigo: Vou a casa de uma amiga minha montar e pendurar umas cenas, mas ela não tem nada... Buchas eu tenho, agora preciso parafusos, não tens aí uns quantos?
Calíope: Tenho alguns sim. Passa lá por casa a ver o que lá tenho.

Já cá em casa e com todas as minhas caixas de ferramentas passadas a pente fino, desencantámos uma caixa de parafusos e outros tantos avulsos. Eu contei ao meu amigo que não é a primeira pessoa que me pede parafusos, que o Alfa já me tinha feito o mesmo pedido...

Amigo: Pois... a gente pensa, deixa cá ver quem é que faltam uns parafusos. Pronto! Maria Calíope!
Calíope: Aahahhahahahahahaa! Exacto, se me faltam uns parafusos é porque tenho uns quantos perdidos em casa.
Amigo: Mas é como te ligar e pedir um bocado de farinha ou uns ovos.
Calíope: Sim, sim, é mesmo à bairrinho!

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Recheador de pães



Ando à procura de um emprego e descobri esta função fabulosa: recheador de pães.
Infelizmente o horário de padeiro não é compatível com a minha vida, caso contrário iria tentar a sorte a abrir papo-secos e enfiar-lhes qualquer coisa lá dentro.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Já não existem homens de saia!

Lembram-se desta personagem?
Depois daquele encontro imediato, chegámos a sair uma vez uns três meses mais tarde e depois disso só umas quantas mensagens trocadas a combinar um encontro que nunca chegou a acontecer... até hoje. Em meia dúzia de mensagens ficou combinado eu passar lá por casa do tipo. E fui, claro!
Para muita pena minha, ele já não usa saia. Tem outra indumentária, não menos discreta, mas já sem saia. Mas a grande novidade é que largou o doutoramento em matemática ou informática ou que era e abraçou uma carreira artística! E o que eu gosto de gente com queda para as artes!
Não foi uma novidade completa, uma vez que das múltiplas conversas que tivemos da última vez que saímos eu tinha bem presente uma frase dele que dizia qualquer coisa como "não imagino que Picasso tivesse de preencher o IRS e de tratar de papeladas burocráticas"
Bom, eu ainda mal tinha passado da porta e já estava "mas isto é giríssimo!" perante uma composição de gesso e tinta atrás da porta, reparando logo a seguir que não era filha única e que as outras não lhe ficavam atrás.
Da entrada/corredor segui para a sala e podia estar na sala de um artista qualquer, quadros e mais quadros no chão encostados às paredes, pilhas com desenhos, esboços e outras coisas em todo o lado. Foi preciso fazer um percurso e saltar obstáculos para chegar a uma cadeira vaga.
O tipo está a tentar estabelecer-se como artista, alugou uma galeria e tem produzido como um louco... e algumas coisas bem giras! Estivemos para lá à conversa sobre arte e outras coisas que se passaram nos últimos meses? anos?
A páginas tantas apareceu um outro amigo dele. Curiosamente outra pessoa que ele também tinha conhecido num aeroporto - dessa feita em Berlim. Ficámos os três em animada cavaqueira até eu sair de cena. Afinal no dia seguinte tinha aulas praticamente de madrugada!

sábado, 24 de agosto de 2019

Pãezinhos dinamarqueses

Se me perguntarem porque é que os dinamarqueses são (supostamente) dos povos mais felizes da Europa, dir-vos-ei que é por fazerem pãezinhos desde tenra idade. Ora num dia de calor abafado como o de hoje o que sabia bem era ir a banhos. Portanto, foi o dia perfeito para descobrir que a casa nova de férias de uns amigos meus tem uma piscina gigante. Melhor ainda, a casa de férias fica muito mais próxima da minha casa do que a sua casa da cidade, apesar daquela ser no meio de um bosque. Bom, depois de belas braçadas na piscina, eles acharam que era giro grelhar umas carnes e comermos por ali mesmo. So far so good. O que eu não estava à espera era que o amigo dinamarquês fizesse uma massa de pão e fosse buscar uns ramos à floresta para servir de espeto. Aparentemente na Dinamarca eles fazem isso em fogueiras, mas é prática comum, pois a criança dinamarquesa presente tinha uma série de teorias e histórias a propósito. Bom, parece que não me saí nada mal na arte de enrolar a massa no espeto e assar o pão - talvez tenha mais talentos escondidos do que imaginava!


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Você na tv

Estava para aqui a encher chouriços e de repente dou com uma amiga minha na televisão. Um programa de grande audiência e ela ali a dizer umas coisas com toda a naturalidade sobre o seu projecto como se fizesse aquilo todos os dias. Morri de orgulho! Liguei-lhe logo a dar os parabéns e a saber que história é essa de aparecer na televisão sem avisar. Nos últimos meses, foi a segunda amiga minha a ser entrevistada na televisão por projectos e ideias que tiveram. Realmente fico mesmo feliz por elas serem tão bem-sucedidas no que fazem e por mim por estar rodeada de pessoas tão fixes.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Uff! E assim a vida continua

Pronto. Estou de volta a Viena para sempre. Vá até ao fim do mês, o que tendo em conta as voltas dos últimos meses é praticamente para sempre. Não vou trabalhar para Manchester e não vou dar cabo dos meus nervos e das minhas costas, entre malas, aeroportos e aulas, just for fun, o que parece peanuts, mas para uma pessoa da minha idade, são argumentos de peso. Estou aliviada! (Não me perguntem porque é que me meto nestas cenas).

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Prestígio

Ando aqui a pensar no que vale, ou melhor, o que é o prestígio. Prestígio será o nível de admiração, o reconhecimento, a visibilidade que os outros nos atribuem ou conferem? Prestígio é estar na parte superior da hierarquia? Prestígio é fazer algo socialmente louvável? Não sei responder a estas perguntas, mas elas começaram a povoar a minha cabeça numa altura em que estou na corrida para um lugar prestigiante (whatever that means). Face a essa possibilidade e a essa nova pedra na minha balança, fiquei a pensar no que teria de abdicar e no que viria a ganhar com a tal actividade prestigiante. Prestígio, sem dúvida, mas do que é que isso me vale, essa é a verdadeira questão. Abdicar de actividades que me dão gozo, algum dinheiro e que me permitem fazer da minha vida aquilo que eu quero, possivelmente pesam mais na minha balança que aquele conceito abstracto de prestígio. Tudo bem que além do dito prestígio, seria um desafio, uma coisa de que sei e gosto de fazer e bela experiência de vida, mas também significaria muito esforço físico, logística e mental da minha parte. Estou cheia de dúvidas... mais ainda dúvidas porque me enfio nestas embrulhadas.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

From Manchester with love.... a lot of love!




Parece que há uma parada gay na semana que vem, mas toda a cidade aderiu ao Pride gay e vestiu-se a rigor. Os cartazes são deliciosos e consumíveis por qualquer um, independentemente com quem durma.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

What do you have for lunch?


Pato confitado com salada de edamame, papaia, massinhas fininhas e uma couve qualquer, regado com vinho branco na Art Gallery de Manchester.

(Este mês parece impossível ficar mais de 24 horas em Viena)



domingo, 18 de agosto de 2019

Fogo! Fogo!

Uma pessoa acorda de madrugada para ir para o aeroporto. Assim que se apanha no avião encosta a cabeça à janela e adormece. O avião já ia no ar e de repente começa-se a ouvir "Fogo! Fogo!". "Está a arder!" e efectivamente a pessoa acorda com o cheiro a queimado. As pessoas na fila de trás aos gritos, as do lado a apontarem para o banco da frente e as da frente a olharem para trás. Eu acordei neste sobressalto a achar que era o meu telemóvel que estava a arder (don't ask!) e toca a procurar o telemóvel na mala que estava no chão. Entretanto já havia hospedeiras a borboletear por ali. Mas os meus vizinhos do lado conseguiram descobrir e resolver o problema em dois tempos. No meio dos bancos da frente estava entalado um isqueiro que não sei como foi aceso pelo movimento das cadeiras/passageiros da frente e estava a queimar um plástico. Os vizinhos deitaram água e ficou tudo bem. E eu, o que é que eu fiz? Depois de ter verificado que não era o meu telemóvel, peguei nos ténis da minha vizinha de lugar que estavam no chão para não ficarem molhados com a água que ela estava a atirar. Resolvido o caso, voltei a dormir como se nada fosse. Resumindo: sou uma pessoa óptima para ter nestas situações pois não faço barulho e não incentivo o pânico alheio.

Entretanto já estou de volta em Viena!

sábado, 17 de agosto de 2019

Quando os santos não cruzam não há volta a dar

Gostava de saber o que me faz ter repulsa de algumas pessoas. Felizmente não tenho de lidar muito tempo com elas, porque como já sei do que a casa gasta em breve ponho-me a milhas. No entanto, não deixa de ser triste eu ter tanta aversão a pessoas que são (forçosamente) próximas de pessoas de quem gosto tanto.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

407º momento cultural: The Lion King

Este blogue já viu melhores dias... acabei agora de me aperceber que o último momento cultural data de Fevereiro!!! Supostamente há seis meses que não faço nada de índole cultural? É bem verdade que as idas ao cinema foram em muito reduzidas, mas assim de repente lembro-me de ter visto o Qu'est-ce qu'on fait au bon Dieu? 2, o Book of Mormon em Londres, o Caetano Veloso e filhos na Konzerthaus, o Ladykiller no teatro e participado no The Art of Wine e não há registo qualquer desses eventos... Enfim a ver se ponho um pouco de ordem neste bordel!

Aproveitando o fim-de-semana chuvoso com o Alfa, fomos ao cinema. Ele acha giro ver filmes no computador (!) (sacrilégio!) e por isso pagar um bilhete para se sentar numa sala de cinema parece caro. Mas face ao tempo que se fazia, acabámos por ir ver o Lion King.

O Rei Leão traz-me sempre boas memórias, pois não consigo desassociá-lo de 1994, quando estreou, e eu vi-o no cinema em Toronto. Era a primeira vez que via um filme sem legendas, era a primeira vez que via pessoas a comer nachos no cinema. Pode não ter sido a fase mais gira da minha vida, tinha uns 15 ou 16 anos, mas foi um Verão fantástico passado no Canadá e um bocadinho nos Estados-Unidos, numa altura em que eu respirava e transpirava futebol. Daí o Rei Leão ter tudo a ver comigo.

O Alfa também acha piada ao filme e foi por um triz que não fomos ver o musical em Londres (vimos o Book of Mormon) com muita pena minha porque já tinha querido vê-lo em Nova Iorque sem sucesso. Assim fomos ver o filme agora como aquecimento para o musical em Hamburgo no fim do mês.

Portanto a história a gente já conhecia e íamos pelos efeitos especiais 3D e sei lá mais o quê. Eu gostei, mas não fiquei maravilhada... na verdade nem sequer fiquei convencida de que estava a ver animais reais. Sim, estava tudo lindo e muito bem feito, mas eu não vi animais mesmo, mas sim bonecos de peluche!

Ao 3º dia de Algarve

Consegui
- nadar uma piscina (para ir buscar o chapéu da miúda).
- estar meia hora na sauna.

Só não fui ao jacuzzi porque achei a água fria.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Baby-sitting

Vim de propósito passar cerca de 4 dias ao Algarve para passar algum tempo com a minha sobrinha (com a minha mãe e a minha tia também, mas acima de tudo com a miúda). Ela está mais habituada a estar com a minha mãe e a minha tia, mas mesmo assim não estranhou nada a minha companhia... e não tem qualquer problema em ficar sozinha comigo - entretanto a minha veia criativa de inventar jogos está apuradíssima - Não sei se a minha mãe e a minha tia quiseram fomentar o desenvolvimento de laços entre mim e a minha sobrinha ou se quiseram folgar umas horas perante a energia inesgotável da miúda. A brincar, estamos a falar de duas praticamente septuagenárias. Bom, o certo é que disseram que iam à missa e só apareceram umas 5 horas depois! Supostamente ainda foram pôr gasolina no carro e ao supermercado. Nesse espaço de tempo fui ao parque de insufláveis com a miúda, depois à piscina, voltámos para casa, dei-lhe banho, tomei banho e jantámos as duas. A seguir continuámos a brincar. A minha sobrinha é adorável - gira, gira, gira - mas ao fim destas horas todas, eu estava morta e ela continuava pronta para mais uma ronda de brincadeiras!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Quem sai aos seus não degenera

Calíope: Que fruta queres?

Sobrinha: "Banga", papaia e banana!

Tão lindinha a elencar manga e papaia como frutas preferidas como a tia... Aborrecidas maçãs são para gente sem graça.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

De volta a casa...


É a quinta vez que aterro em solo português no espaço de seis semanas e meia, mas uma première no Aeroporto de Faro.

Há dois anos devo ter jurando que não voltaria a pôr os pés no Algarve, mas felizmente a constelação mudou e cá estou eu!

Guten Morgen, Berlin!

  

 Vim parar a Berlim pouco passava das 9 da manhã. Achei que era boa ideia tomar um pequeno-almoço reforçado para o resto da viagem. Fui ao Bistro 1900 e comi estes ovos Fiorentin (ovos escalfados com espinafres e um molho qualquer). Não estavam nada maus ou eu estava com fome. Ainda deu para dar uma voltinha antes de prosseguir viagem.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Pesando argumentos

Calíope: Olá! Tenho uma má notícia...
Aluna 1: Uma má notícia?! Não me digas que te vais embora de Viena e não podemos ter mais aulas!!!
Calíope: Hmm... não é bem isso. Na próxima semana não estou cá por isso não posso dar aulas.
Aluna 1: Mas Calíope, tu sabes que nós temos uma ligação eterna! Temos de continuar o curso! Eu não quero outra professora!
Calíope: Ahahahaahahha! Uma ligação eterna?! Tipo união perpétua? Ahahahahahahha!
Aluna 1: Sim :)

Calíope: Temos de remarcar a nossa próxima aula...
Aluna 2: Ok...
Calíope: Na próxima semana não estou em Viena.
Aluna 2: Mas depois voltas! Eu já marquei mais um bloco de 10 aulas contigo!


Pronto e isto são alguns dos argumentos que me fazem gostar de Viena, de me sentir em casa, de me sentir valorizada pelo que faço e de pensar que faz mais sentido ficar do que partir.

domingo, 11 de agosto de 2019

We'll always have Açores



Os Açores são um destino que me aquece o coração. Caso o caro leitor se lembre do rescaldo da minha primeira viagem, as impressões foram óptimas, por isso não tive dúvidas de sugerir este destino para estas férias (well, Cabo Verde ou a Tailândia também foram ideias minhas). O Alfa tem aderido bem a estas minhas ideias ou então eu consigo vender-lhe muito bem as minhas experiências em primeira mão, uma vez que ainda não o consegui convencer a ir para o Japão, Cuba ou Vietname (oops, mas eu já estive no Vietname). Adiante e voltando aos Açores. Estas foram sem dúvida e na minha opinião as nossas melhores férias. Cabo Verde ou Tailândia não foram nada maus, mas a nossa dinâmica nos Açores foi bem melhor! Para o Alfa foram todas as viagens óptimas apesar de diferentes - e foram - mas estas foram mesmo fixes!

Fica novamente esta imagem a ilustrar estes dias atlânticos na Poça de D. Beija agora na posição desejada, graças à amabilidade do querido Francis!

Caiacando


Depois de cruzarmos a Lagoa Azul e a Lagoa Verde e voltarmos à casa de partida como estágio, fomos ao Ilhéu e voltámos! Só ali em pleno alto mar naquele bocadito de plástico é que me ocorreu que é super perigoso e que este tipo de actividade não deveria ser permitida. Afinal estamos ali sozinhos no meio do oceano... e se aquela porcaria virasse?! Well, na verdade, só tive oportunidade para ter este fluxo de pensamentos quando já estava em terra, pois ali no mar e debaixo da disciplina militar do Alfa não deu para ai nem ui! (Mas que foi giro foi!).

Alfa pendular

Uma despedida numa estação de comboios têm o seu quê de romântico, não concorda comigo, querido leitor?

sábado, 10 de agosto de 2019

Olhar para trás

Ontem, num evento dançante:

- A minha ex-namorada está cá!
- Está?!?!?!
- Sim.
- Falaste com ela?
- Não. Só acenei, tipo "tudo bem". Queres ver quem é?
- Quero.

Passado algum tempo, estávamos todos no mesmo espaço e ele lá me indicou quem era. Eu que já tinha estado a observar todas as gajas nas redondezas e pensado que eram umas dez serigaitas, mesmo com ar de lambisgoia (não tinha qualquer referência de como ela era), dou com uma miúda normalíssima, que não me mereceu mais nenhum tipo de adjectivação. Não a imaginava assim. Mas não me aqueceu nem me arrefeceu. Continuei a dançar e continuei a minha vida.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Regressos

De volta a Viena
De volta a casa
De volta ao trabalho
De volta à minha vida social
E o Alfa está de volta também!

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Ligados à corrente

Com certeza que os meus sobrinhos são um dos grandes motores para vir a Lisboa num curto espaço de tempo, mas a verdade é que eu não tenho pedalada para eles a tempo inteiro. Os miúdos pulam, saltam, correm, implicam um com o outro, depois brincam e fazem trinta por uma linha. Literalmente tenho de manter o olho no burro e outro no cigano, caso contrário a probabilidade de fazerem um disparate é bastante grande. Fazer qualquer coisa ao mesmo tempo - tipo trabalhar - é virtualmente impossível. Gosto muito deles, mas gostava ainda mais que tivessem uma ficha que desse para os desligar da corrente, ou vá, baixar o volume!

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Aprendiz de feiticeiro

Estive a ouvir a minha mãe mais de uma hora ao telefone a desancar o pessoal do IKEA (e com razão) inicialmente de forma cordial no final já aos gritos furibunda!

Tenho tanto a aprender!

Depois disso desligou e fomos lanchar como se nada fosse.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Fui às compras!

Trouxe estas belezuras para a minha sala! Não são adoráveis, querido leitor?

António Jorge Gonçalves

Domingos Mateus

Domingos Mateus
Domingos Mateus

domingo, 4 de agosto de 2019

Alfa em Lisboa

Depois de poucas horas de sono, o Alfa foi levar-me ao aeroporto pouco antes das 6 da manhã. Tendo em conta que as horas de sono necessárias para o bom funcionamento do desgraçado devem ser umas 9/noite, devo deduzir que gosta imenso de mim, para acordar de madrugada, quando tínhamos chegado a casa já deviam ser duas da manhã! Conseguimos fazer a proeza de nos enganar no caminho para o aeroporto duas vezes... e estávamos a uma distância de 3 kms!

Bom, eu vim para Lisboa e ele voltou para o airbnb. Umas horas mais tarde aterrou ele em Lisboa também e já que tinha umas horas de escala, eu fui buscá-lo!

Não foram mais de duas horas que ele passou lá em casa e para além de conhecer vários membros da minha família conseguiu comer / conseguimos enfardá-lo com:
- um iogurte de goiaba
- meia papaia
- pastéis de nata
- uns rissóis
- uma chamussa
- xiró
- lulas refogadas com pão (e ele repetiu)

Só não foi mais nada porque tínhamos de o levar de volta para o aeroporto.

Mas claro que a minha mãe enfiou-lhe ainda na mochila mais uma caixa de pastéis de nata, duas papaias e mais qualquer coisa...

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

E de repente és a tua mãe

Num destes dias fomos a um restaurante que por acaso tinha música ao vivo. O querido leitor nem queira saber o estado em que eu fiquei e como massacrei o Alfa até irmos dançar... ali mesmo entre as mesas! Neste processo todo, enquanto ele não se levantava eu dei por mim a pensar que faço agora aquilo do que morri de vergonha alheia em tempos idos. Como já devo ter dito aqui algures, tanto o meu pai como a minha mãe eram pés de dança e dançavam em qualquer sítio desde que a música lhes agradasse. E de repente eu encarnei os meus pais! Depois dos episódios dançantes em Cabo Verde, o Alfa disse-me que não gosta assim tanto de dançar em público em sítios não especificados para tal... E eu saio-me com: "Mas não interessa as outras pessoas! A gente é que está ali a aproveitar o momento!" e coisas análogas. Realmente o prazer que é dançar com ele num sítio qualquer é imenso e ele preocupado com olhares alheios... é um totó! Enfim, lá tanto lhe seringuei os ouvidos como devo ter feito cara de cachorro abandonado que depois do jantar lá me tirou para dançar. A música já não era tão boa, mas mesmo assim valeu cada um dos passos de dança. Todinhos.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Sopas e banhos

Ontem falei dos banhos e esqueci-me das sopas! Temos comido muito bem e hoje foi dia de Cozido das Furnas. Tínhamos uma dica para irmos ao restaurante do Parque de Campismo e lá fomos nós! Ainda bem que o fizemos, pois o Cozido era maravilhoso. Da outra vez que cá estive fui comer um ao Tony's e não fiquei nada impressionada. Achei até que tinha cheiro de enxofre ou lá o que era. Hoje fiquei mesmo deliciada! Uma dose foi mais do que suficiente para os dois. Eu adoro a morcela açoreana, a couve estava muito saborosa, as carnes e demais legumes também estavam bons. Gosto de acompanhar isto tudo com arroz, coisa que o Alfa não aprecia tanto por aí além, por isso ficou mais para mim!

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Sopas e banhos

Depois de tanta actividade física, era mais do que merecida uma ida a banhos. Fomos à Poça de D. Beija e à Caldeira Velha noutro dia. Gosto muito, recomendo, só me faz falta uns jactos de água para ser perfeito!
Gosto tanto desta foto!
Só pena que não a consiga rodar para a colocar ao contrário.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Más companhias

Cenas que nunca pensei fazer na vida: mergulho!

(O Alfa é open water diver advanced... e eu estou a esforçar-me para ir às Maldivas)

(Não correu muito bem, nem gostei assim tanto... mas continuo com vista para as Maldivas)

segunda-feira, 29 de julho de 2019

A espinha

O Alfa quase morreu sozinho com uma espinha de um peixe. E onde é que eu estava? Tinha ido à casa-de-banho.

(Tenho a dizer que o arroz de lapas e as moelas estavam uma delícia).

Ele não morreu, mas despejou o almoço todo cá para fora.

domingo, 28 de julho de 2019

Primeiras impressões - Açores

Uma pessoa vê isto e esquece completamente a travessia que foi chegar a S. Miguel!
Sete Cidades

Uma estrada qualquer

sábado, 27 de julho de 2019

Odisseia para chegar aos Açores

Há meses que eu e o Alfa decidimos ir este Verão de férias para os Açores. Para facilitar as nossas vidas, combinámos encontrar-nos lá mesmo em S. Miguel. Como eu tenho mais flexibilidade de tempo, conseguia dormir uma noite em Lisboa antes e passar uns dias em casa depois. No entanto, os meus planos saíram meio furados, ora reparem nas voltas que a vida dá.

1ª tentativa: Viena - Lisboa: cancelado, sendo que nunca conseguiria apanhar o voo de ligação para Ponta Delgada
2ª tentativa: Viena - Lisboa no dia seguinte. Ficaria apenas 1 hora e pouco em Lisboa, logo não teria tempo para ir a casa levar as prendas dos meus sobrinhos. Acontece que o voo atrasou mais de uma hora e eu aterrei em Lisboa às 16:55, quando o meu voo para Ponta Delgada partiria às 17:00. Fui remarcada para o último voo para Ponta Delgada, que não era nada mais nada menos do que o voo do Alfa! Com esta alteração de planos, fui a correr para um táxi e fui para casa!
3ª tentativa: Lisboa - Ponta Delgada - encontrei o Alfa no aeroporto e fomos beber um copo com o vale a que tive direito pelo atraso. Ele também teve um aventura para chegar a Lisboa. Mais engraçado ainda foi o facto de o check-in automático me colocar no lugar da frente dele. Com 200 lugares disponíveis, lá estávamos a caminho do nosso destino de férias juntos pelo destino! O voo atrasou ainda uma boa meia-hora. Chegámos a Ponta Delgada semi-mortos!

O Alfa ia apanhar o voo a Genebra e tinha pensado ir de comboio para o aeroporto. Pouco antes de sair apercebeu-se que havia um problema com os comboios não sei se greve, se obras, mas à hora que era, não tinha muito tempo para perder, pegou no carro e foi disparado... claro que apanhou trânsito e mais um sem-número de contratempos que achava que não ia conseguir chegar a horas ao aeroporto, quando a páginas tantas recebeu um sms da TAP a dizer que o voo dele estava atrasado uma hora! Neste caso valeu, pois assim conseguiu chegar ao aeroporto a horas e ainda teve de esperar outro tanto tempo.

Açores, estamos prontos para umas férias de sonho!

sexta-feira, 26 de julho de 2019

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Cancelado!

Nunca me tinha acontecido uma coisa destas!
Voo cancelado e voltei de táxi recambiada para casa... amanhã volto ao aeroporto para tentar a minha sorte novamente. A parte fixe é que deu para usufruir da minha casa mais um par de horas.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Passei o dia em Basileia

literalmente a derreter com os 30 e muitos graus que lá se faziam. Devo confessar que a EasyJet ganhou muitos pontos na minha estima. Dois voos irrepreensíveis e a chegarem a horas ou até antes do horário previsto. Mas o que gostei ainda mais foi chegar a casa e dar com o efeito fabuloso do meu candeeiro da sala!

(Pena é que amanhã já esteja de partida outra vez)

terça-feira, 23 de julho de 2019

Correntes de Aare

Ainda antes de ter vindo a Berna, já o Alfa me tecia os mais laudosos comentários acerca do rio que banha a cidade. Das outras vezes que cá estive o tempo não estava simpático o suficiente para nos convidar para um mergulho, mas agora com temperaturas acima dos 30 graus, não poderia haver melhor altura.
Fique a saber o querido leitor que o leito do Aare é relativamente estreito, mas a água é tão cristalina como rápida e fria. As pessoa não têm de nadar. Basta deixarem-se levar que vão parar a outro lado. Já no outro dia andámos de caiaque e hoje foi o dia de me meter na água pela primeira vez. 
Antes dessa estreia, ainda fomos dar um passeio de mota e depois seguimos para o rio. 
A água estava bem mais fria do que eu gosto. Mas a pouco custo é com muito incentivo do Alfa lá me atirei e me deixei levar pela corrente do rio. Logo a ideia de se deixar levar não é apanágio meu. Pior ainda quando me engasgei e não sabia o que fazer pois não havia meio de parar a marcha do rio. O Alfa apareceu-me como que salva um náufrago de se afogar e ainda ficámos ali alguns minutos, garantindo ele que eu mantinha a cabeça fora de água. Comigo já mais calma, tentei continuar a nsdsr, mas sou tão destrambelhada que não só não consegui seguir o Alfa, como o ultrapassei não conseguindo ouvir as indicações dele. Resultado : pânico! Valeram-me uns tipos que me puxaram para a margem e eu sentei-me num degrau a tremer e de coração acelerado. 

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Jantar nas cataratas

No mês passado, fez um ano que eu e o Alfa estamos juntos (tal como contei ao querido leitor), mas foi só agora que pudemos ir comemorar o facto. Não houve pé de dança com muita pena (reclamações e queixas) minha, mas fomos jantar a um sítio fabuloso. Era surpresa até chegarmos ao sítio e a surpresa funcionou mesmo. O sítio era não só à beira-rio, como em cima de uma queda-d'água, f-a-b-u-l-o-s-o: Schwellenmätteli! Eu fiquei tão contente e impressionada até, pois ele não faz nada o género de cenas-românticas-o-que-quer-que-isso-seja e de repente escolheu aquele sítio, com mesa marcada e tudo (tudo surpresas!). Os preços na Suíça são para chorar, até para mim vienense por simpatia, mas não dá gosto, pelo menos para mim, ir a lado nenhum, fazer nada, comprar o que quer que seja porque tudo é ridiculamente caro. Enfim... O jantar foi cortesia do Alfa (pois tinha recebido da minha parte uma prenda linda que deve ter sido mais barata que as entradas - mas que me consumiram-me umas 5 ou 6 horas de trabalho manual - ele adorou!). Voltando ao nosso jantar, comemos um beef tartar de entrada que estava maravilhoso, como prato principal eu comi uma truta (salvo ero 38 CHF!!!) e ele fish and chips, tudo regado por uma vinhaça branca fantástica. O meu prato principal não estava nada de especial - especialmente tendo em conta o preço - mas eu nem me queixei para não estragar a surpresa... na verdade fiquei derretida!

domingo, 21 de julho de 2019

Escaldão

Aquilo de descer o rio foi muito giro e tal, mas à pala disso tenho de dormir praticamente de óculos escuros que o Alfa ficou com as costas/ombros/braços incandescentes!

Pelo rio abaixo

O Alfa é adepto de uma série de desportos menos convencionais (quais futebol, corrida, ténis, quiçá golf, não nada disso...). O homem está em processo de tirar o curso de paraquedismo, faz mergulho (tem equipamento), faz esqui (tem equipamento), anda de caiaque (isso é desporto?) (e tem um caiaque compradinho de fresco que fomos buscar sei lá onde, quando havia paredes de 2 metros de neve). Então lá fomos nós de comboio para Thun, munidos do caiaque, remos e outros adereços para que pudéssemos descer o Aare (acho que é assim que se escreve o nome do rio). Depois do comboio, apanhámos um autocarro, qual carreira para a Costa com toda a gente com barcos de borracha, geleiras térmicas ou análogos, grades de cerveja e sacolas diversas. Íamos todos para o mesmo. Chegámos ao ponto de partida (nós e toda a gente) e toca de montar a tenda, que é como quem diz, encher os barcos e pormo-nos na fila. Sim, havia uma fila para entrar no rio. Como se isto não fosse suficiente para manter os meus níveis de atenção, havia também uma parada gay de botes de borracha!!!
Lá nos preparámos (bom, foi o Alfa que fez tudo, pois parece que eu empatava mais do que ajudava nos preparativos) e lá fomos nós para o rio! Realmente, as coisas que este tipo me faz fazer. Foi super giro, apesar da água estar gelada! Mais uma vez, era ele que remava e eu estava ali, tipo musa! O Alfa dizia que se sentia o "gajo do Ferrari" (supostamente o caiaque dele é melhor e mais rápido que os barcos de borracha alheios) e por estar com a gaja boa (eu! ahahahahha!).
A água era turquesa-caraíbas, ao fundo havia montanhas, estava sol e céu azul (a maior parte do tempo) e a corrente fazia a maior parte do trabalho. Só em algumas partes, é que uma intervenção activa do Alfa era verdadeiramente necessária. Lá fomos caiacando rio abaixo, até aportarmos numa margenzinha/praiazinha para podermos nadar um bocado e fazer um mini-piquenique. Havia lá um outro casal com uma fogueirinha, o que me deu imenso jeito porque a água estava fria e de repente o céu encoberto. Acabámos por ficar lá bastante mais tempo do que tínhamos pensado à conversa. Depois fizemos o resto do percurso até Berna, sem grandes histórias, tirando a parada gay pela qual passámos e acenámos!
Eu reclamo uma série de coisas com o Alfa, mas verdade seja dita que com ele tenho feito coisas que nunca me passaram pela cabeça fazer, daquelas que marcam momentos e criam memórias felizes.

sábado, 20 de julho de 2019

Ready for the island?

Volta e meia acho que mudar de ares faz bem, não só para arejar a cabeça, mas como para me distrair com problemas e coisas novas e não estar sempre a aborrecer-me com o marasmo da minha vida ou a chatear outrem.

Well... fui chamada para uma entrevista. Já marquei voo e alojamento. Vamos ver no que isto dá.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Lida doméstica suíça

Vim passar uns dias à Suíça com o Alfa
E de repente parece que virei dona-de-casa...

De repente, o Alfa deu-me dinheiro para ir às compras.
De repente, estava a fazer o jantar para nós.
De repente, estava a dar um jeito à casa... dele!

Parece que não tenho mais nada para fazer, mas estou a trabalhar como de costume.

Não sei se gosto muito disto, não...

Universidade das Crianças

A minha universidade tem uma iniciativa durante o Verão em que durante duas semanas são oferecidos cursos para crianças. Inscrevi-me este ano pela primeira vez para dar uma aula de português. Quando comecei a ver o número de inscrições a subir, senti um ligeiro receio. Como saberá o querido leitor, Maria Calíope não nutre natural encantamento por criancinhas... No fim de contas, a aula foi super gira, os miúdos eram amorosos. Só apareceram uns 10 dos 16 inscritos. E foi super engraçado. Os miúdos todos esticados de dedo no ar para responderem às minhas perguntas, mas a conseguirem dizer meia dúzia de palavras em português. Uns mais envergonhados, outros mais despachados. Uns muito pequeninos, outros já mais arrebitados. Apesar de terem todos entre 9 e 13, via-se uns ainda mais bebezitos e outros já armados em teenagers. Eu achei fofíssimo um miúdo saudita (!) (eu nunca tinha tido um aluno da Arábia Saudita) e ao olhar para ele, não pude deixar de pensar que um miúdo tão pequenino e querido pode tornar-se naqueles homens horrorosos ultra-machistas que não respeitam nada e ninguém... Se calhar é um preconceito meu, mas tenho lido coisas pavorosas acerca das infracções dos Direitos Humanos (mais básicos) na Arábia Saudita.
Enfim, lá dei a minha aula e diverti-me imenso. No fim até cantámos todos uma música em português, imaginem! Depois do fim, houve um dos miúdos que me pediu para lhes ensinar palavrões em português!!! "Oh pobre criança! Estás a falar com a pessoa errada! Nunca ouvirás da minha boca um palavrão... aprende mas é palavras bonitas: diz arco-iris!"

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O clássico da função pública

Há umas semanas no consulado:
- Então aqui tem os papéis todos que terá de trazer quando vier levantar o cartão. Mas só o poderá fazer quando receber os códigos em casa por correio. Depois vem cá e levanta e pronto.

Uns dias depois ao telefone:
- D. Maria Calíope? Daqui fala do consulado, o seu cartão já chegou. Agora nas próximas semanas vai receber uns códigos pelo correio e depois vem cá levantar o seu cartão do cidadão. Se não receber nada dentro de 90 dias, contacte-nos.

Entretanto estive fora e quando voltei lá tinha os códigos no correio e esta semana lá fui ao consulado levantar o meu cartão.

No consulado:
- Bom dia! Eu vim buscar o meu cartão do cidadão. Estão aqui os códigos e estes papéis.
- Tem marcação?
- Não. Só vim levantar o cartão.
- Mas tem de fazer marcação prévia.
- Não, eu fiz a marcação para fazer o cartão, mas foi-me dito que era só cá vir buscar quando viessem os códigos. Que bastava vir cá...
- Não. Para levantar o passaporte não é preciso marcação, mas para levantar o cartão do cidadão sim.
- Mas não me foi dito isso.
- Tem de fazer uma marcação, caso contrário não posso atendê-la.
- Então quer que eu faça agora uma marcação online para me poder atender agora?
- Não tem de ser online, pode fazer ao telefone... ou então agora.
- Então quando é que tem tempo?
- Hoje a partir das 15:30, amanhã às ..., na quarta às 11:30....
- Ah! Pode ser na quarta às 11:30, mas pode ser que me atrase uns minutos porque tenho uma aula antes...
- Mas eu a seguir tenho outra marcação e não a posso atender.
- Mas são uns 10 minutos no máximo...
- Eu depois tenho outra marcação.
- Olhe então, marque para logo às 15:30.
- Obrigado e até logo.


Duas horas depois, às 15:25 lá estava eu.
- Tem de aguardar um momento.
...

Em menos de 5 minutos tinha o meu cartão de cidadão. Acho que demorei mais tempo no consulado na parte da manhã.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Com-abrigo

Resolvi albergar o Aladino lá em casa! (E estava tão animada com a minha descoberta/compra que fui eu quem o montei e tudo!)

Antes

Depois

terça-feira, 16 de julho de 2019

Mestre de obras

Ao telefone.

Alfa: Calíope, podes trazer-me uma coisa?
Calíope: O que é que precisas?
Alfa: Parafusos!
Calíope (bastante surpreendida uma vez que lhe tinham passado pela cabeça coisas como pastéis de nata, lingerie rendada, vinho verde, ..... tudo menos parafusos) ?!?!?!?!
Alfa: Aquele candeeiro que comprámos não tinha parafusos... e tu deves ter uns aí...
Calíope: Vou ver o que tenho, mas manda-me as medidas, que eu não me lembro bem do candeeiro.
Alfa: Oh! São parafusos normais...
Calíope: Está bem, mas eu tenho parafusos pequeninos e grandes e são todos normais.
Alfa: Traz lá para podermos montar o candeeiro quando estiveres cá.
Calíope: Eu já te mostro o que tenho e logo me dizes o que precisas.

Nunca ninguém me tinha pedido parafusos na vida...

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Fim de curso

Sempre quis ser professora, até ao momento em que me tornei professora. O primeiro ano foi traumatizante ao ponto de eu achar que tinha tomado decisões erradas e não saber o que iria fazer com a minha vida. A minha carreira foi salva por uns cursinhos que comecei a dar em Viena. De repente em vez de miúdos malcriados que só queriam boicotar a minha vida, tinha pessoas adultas interessadas em aprender, com perguntas e dúvidas e a pedir TPCs! (Não são os alunos da faculdade). Durante anos dei esses cursos. Nunca me apetecia lá ir (não são especialmente bem pagos), mas o certo é que era quase sempre uma animação. Eu ria-me imenso, os alunos também. Eu dizia umas coisas e eles aprendiam português. Costumava dizer "vou para as aulas fazer terapia e ainda me pagam por isso!". Por força de outras obrigações laborais, deixei de dar os cursos há uns 3 ou 4 anos, mas este ano, face a uma série de situações voltei já no Verão com um curso intensivo. É inacreditável o gozo que eu tiro das aulas. E acho que os alunos também! Realmente há coisas que o dinheiro não paga e esta satisfação é uma delas!

Hoje foi o último dia, mas já marquei mais um para Agosto!

domingo, 14 de julho de 2019

Brincando aos clássicos

De repente à mesa do jantar estava

- um maestro
- um pianista
- uma cantora de ópera

e eu (bom, havia mais uma cantora na mesa mas eu não percebi qual a sua especialidade) todos animadíssimos à volta de um bacalhau com natas! Acho que isto só mesmo aqui em Viena!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Cenas dos próximos capítulos

num sofá azul perto de mim!

terça-feira, 9 de julho de 2019

Recheio da casa

Assim num piscar de olhos a minha casa foi munida de:

- vassoura
- vassourinha
- pá
- mopa
- espanador swifter
- esfregona
- balde

(eu tinha um aspirador e estava relativamente satisfeita)

domingo, 7 de julho de 2019

Fomos à missa

Descobri que a igreja cá do bairro, tem missas em croata, albanês, tamil, filipino e alemão. Sabia que este bairro era mais cosmopolita que o antigo, mas não contava com este nivel de catolicismo! 

sábado, 6 de julho de 2019

Quem tem mãe tem tudo!

Pouco a pouco a casa vai ganhando forma. Há coisas que ainda faltam, apesar de habitável estar desde o dia em que me mudei para cá. Há coisas que já estão cá, mas que não estão no sítio certo ou outras que estão no sítio em que eu queria há 2 meses, mas que entretanto acho que deviam estar noutro sítio. Se há coisas que eu consigo resolver sozinha, há outras que a minha vontade não chega. E isso irrita-me solenemente, ao que se acresce não poder (de momento) contar o Alfa para essas tarefas. Portanto na minha cabeça, teria de desencantar dois gajos para mudar móveis de sítio, o que assim de repente não é a coisa mais simples.
Comentei com a minha mãe o que queria mudar. Ela achou que era boa ideia e mais, que nós as três, eu, ela e a minha tia, conseguíamos tratar de tudo. Para que o querido leitor tenha uma ideia do que estamos a falar, eu sou a mais alta das três e não chego ao 1,60. A minha mãe e a minha tia estão praticamente na casa dos 70!
Bom, querido leitor, não está bem a ver a agilidade, destreza e até força que as três juntas conseguimos mobilizar. Em três tempos, mudámos dois guarda-fatos com cerca de 80% da minha roupa do corredor para o quarto e a estante do escritório para o corredor com todos os meus livros!
A parte que foi mais exigente foi montar as portas dos guarda-fatos, tudo o resto só demorou muito tempo porque era muita roupa e muitos livros, mas fez-se bastante bem!
Eu que há uns dias achava que não ia desencantar ajuda para arranjar as minhas coisas e de repente a minha mãe está cá e resolve-me tudo!

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Adivinha quem voltou?

O meu pai e a minha mãe devem ter estado em Viena uma dúzia de vezes, gostavam muito de vir cá, quer no Verão, quer no Inverno. No Verão gostavam imenso de ir ver o festival de filmes da Rathaus e no Inverno eram frequentadores assíduos dos mercados de Natal. O meu pai achava a cidade muito "evoluída", a minha mãe acha que só em Viena conseguia fazer compras boas para ela. Mas a preocupação deles cada vez que cá estavam era de me ajudar! Compravam-me coisas, organizavam e arranjavam lá em casa, etc.
A última vez que cá estiveram foi por um motivo super especial, a defesa da minha tese. O meu pai fazia questão de estar presente e esteve. Assistiram e devem ter ficado todos contentes por me ver acabar o meu doutoramento. No ano seguinte, deveriam ter vindo para a entrega do diploma e para a festa oficial da Universidade, mas uns dias antes, a minha mãe disse que não viriam, que o meu pai não aguentaria fazer uma viagem de avião. Eu entendi, mas foi um murro no estômago. Eles diziam que viriam numa outra altura em que o meu pai estivesse em condições. Infelizmente isso não chegou a acontecer. Depois do falecimento do meu pai, a minha mãe nunca mais mostrou interesse em vir a Viena, escusando-se ter de tomar conta dos netos. Eu nunca insisti muito pois achei que as memórias poderiam ser delicadas.
Agora quando comprei a casa nova e mudei-me a minha mãe disse que viria cá ajudar-me. A fé nas minhas capacidades de organização e arrumação são parcas. No entanto, por motivos de saúde, ela não pôde vir cá durante a mudança propriamente dita, mas não desanimou e disse que viria depois. Depois chegou hoje!
Fui buscar a minha mãe e a minha tia hoje ao aeroporto e não poderia estar mais contente de as ver cá de novo em Viena, agora na casa nova.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

De regresso a casa

E contente por estar de volta!

É muito giro estar em casa (em Lisboa) especialmente agora para ver as proezas dos meus sobrinhos, mas precisamente eles são um autêntico ralo para onde se escoa toda a energia e paciência possível. São amorosos e giros e espertos e fofinhos e isso tudo, mas também podem ser chatos e traquinas e desobedientes e provocadores! Tudo isto em dose dupla. Eu não estou preparada para isto, nem para ouvir músicas infantis o dia inteiro, nem para "vai-dormir!, não!, a tia conta uma história, está bem, mas depois tens de dormir, está bem, vá já acabei - fecha os olhos e dorme, não. outra história..." e por aí fora. Como não estou habituada a lidar com crianças, apercebi-me que tenho pouca paciência para birras e afins, e pior do que isso, sou muito permeável à chantagem e manipulação infantil!

De volta a casa e ao mundo adulto, esperavam-me uma série de contas para pagar! Alegria! Alegria!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Sincronização

Uma grande amiga minha é possivelmente a minha amiga mais antiga. Ela é exactamente um mês mais velha do que eu e as nossas famílias eram próximas quando éramos pequenas. Fomos colegas na escola primária, fomos parar a turmas diferentes no ciclo preparatório e depois fomos para escolas secundárias diferentes. Cruzávamo-nos no bairro e mantivemos um contacto relativamente distante. Eu segui Línguas e Literaturas e ela Arquitectura. No último ano de curso pouco antes de os terminarmos (ou depois, sei lá), encontrámo-nos por acaso no metro e numa viagem de uma dúzia de estações pusemos a vida em dia. Ela estava de malas feitas para um estágio na Holanda e uns meses depois viria eu para a Áustria. Combinámos logo irmos visitar uma à outra e fomos mesmo. Desde então o nosso contacto estreitou-se. Mantivemos o contacto desde então. Encontramo-nos quando vou a Lisboa quase que religiosamente e actualizamos os meses passados. A nossa relação funciona assim e é cómico como as nossas vidas continuam paralelas. Soube agora que ela comprou casa uns meses depois de mim e mudou-se para a casa nova uma semana antes de mim. Levei-lhe uma garrafa de Grüner Veltliner que me ofereceram pela minha casa e comemorámos assim as nossas casas! No aparador da sala, encontrei o livro que tinha na minha antiga mesa de centro! Acho isto tão giro e tão cómico e fico mesmo feliz que haja amizades que continuem vivas e pronta para as curvas 40 anos depois!

terça-feira, 2 de julho de 2019

Encontros imediatos

Uma pessoa vai jantar com uns amigos e de repente cruza-se com o Presidente da República!

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Tiaaa, tiaaaaaa, tiaaaaaaa

tenho xixi!

Anda, corre para a casa-de-banho que a tia vai contigo!

---

- Olha, gostas da tia?
- Sim (de forma rápida, seca, sem grande interesse e ocupada com outra coisa qualquer)
- E a tia gosta de ti?
- Não sei.

domingo, 30 de junho de 2019

Almoço familiar

com família de família que a gente conhece.
De repente aparecem umas marmanjonas maiores do que nós que são filhas das primas dos primos da nossa idade...
Nem sei o que pensar.

sábado, 29 de junho de 2019

Artistas de circo

Um talento internacional nas sombras chinesas y su asistente Juanita! 

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Aquele meu entusiasmo contangiante

"Maria Calíope, a tua carta de motivação é a coisa mais desmotivada de todos os tempos!"
Face a esta observação (justificada e merecida) do Alfa a uma candidatura minha, resolvi resolvi contratá-lo como meu assistente para a minha aula de produção textual! Ofereci géneros como forma de pagamento.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Voltei a viajar na TAP

Tive mais de hora e meia de atraso sem saber porquê.


(mas a comida melhorou uns furos) 

sábado, 22 de junho de 2019

Fui a banhos

O querido leitor está cansado de saber. Nadar no Danúbio é um luxo. Pode não ser consensual, mas para mim, é uma certeza. Este ano a época balnear com o amigo Senador num dia fabuloso que começou quente (tanto a temperatura do ar como a da água) e terminou debaixo de um guarda-sol que nos protegia de chuva, vento e granizo com água a correr pelo chão!

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Anda em desvario, ai ai ai menina IV

Como em anos anteriores, também este resolvi brindar o Santo António com os mais refinados versos da minha autoria. Coisa tão fina que só sai para dar o ar da sua graça quase no São João. Verdade seja dita que comecei a escrevê-los no avião no dia 12, mas com as mil coisas que se passaram pelo caminho, não deu para terminar até hoje.

Oh meu rico Santo António!
Cá estamos nós outra vez
Eu a improvisar umas rimas
para me lançares umas mercês.

Neste ano já não partimos do zero,
muito te agradeço o ano transacto:
Puseste-me um Macho Alfa no caminho,
que não sendo óbvio me soube a pato!

Com uns passos de dança e outros dedos de conversa
O homem esmerou-se e deu-me a volta
Só ainda não me convenceu a colocar um capacete
Para ir andar com ele de mota.

Sem querer já se passou um ano
E eu nem quero acreditar
Oh meu rico Santo António
Será que isto tem pernas para andar?

O caminho faz-se andando
E nós temos feito os nossos
Faça chuva ou faça sol
Pois não há fruta sem caroços.

Para o ano cá estaremos
A conversar mais um bocado!
Por isso Santo António não te acanhes
e trata lá mas é do recado!





quinta-feira, 20 de junho de 2019

Senator in the house!

Foi nas calendas de 2009 que o meu amigo Senador veio visitar-me pela última vez a Viena. Não sei como a coisa se proporcionou, mas parece que nesse intervalo de tempo se gerou a promessa que ele voltaria cá para o meu casamento ou quando comprasse casa. Bom, como o Senador é um homem de palavra, cá está ele, sendo inclusivamente a primeira visita que cá tenho em casa :) (o Alfa não conta), mesmo antes da minha mãe!
Promessas são promessas e nunca na vida poderia duvidar do Senador!

(Sim, acabou de chegar a estas belas horas - o que permitir fazer uma coisa que não fazia há uns bons 15 anos... lavar uma casa-de-banho... para matar o tempo, claro!).

quarta-feira, 19 de junho de 2019

São hortênsias, senhores!


A florista* deste bairro é surpreendente! No outro dia, trouxe coroas imperiais em rosa velho e hoje descobri hortênsias de várias cores! Nunca tinha visto hortênsias por estas bandas, mas é aquela flor que associo logo aos Açores. Havia azuis ou em anil, mas gostei desta e veio comigo!



* Estava a ser piadética. Compro flores no supermercado. O mesmo que no bairro anterior!

terça-feira, 18 de junho de 2019

Coisas bonitas

Recebi uma carta inesperada de um aluno que deixou de aparecer nas aulas há uns meses. Fiquei eternecida. Vou traduzi-la e colocar abaixo o original para verem que não acrescentei uma única vírgula.

Olá Srª. Calíope!

Antes do semestre terminar, gostaria de lhe agradecer o seu empenho no curso de Português. Eu sempre me diverti imenso e a senhora sempre preparou os conteúdos e explicou-os da melhor forma possível.

Pessoalmente, foi para mim uma das minhas aulas preferidas e lamento imenso o facto de ter de abandonar o curso. Infelizmente tinha muitas marcações para as 8 horas no meu trabalho novo e por isso deixei de poder frequentar o curso.

Isso NÃO significa que eu não gostasse das aulas, por isso queria agradecer-lhe sinceramente pelo seu empenho. Espero que continue a acompanhar outros alunos no seu caminho e a inspirá-los, tal como o fez comigo!

Com os melhores cumprimentos,
HR

Tão bonito! Alguma coisa ando a fazer bem na vida, não é? Agora percebem porque digo que não tenho alunos, tenho fãs... mas assim de repente não me lembro de ter recebido uma carta de amor destas! E atenção que esta pobre criança vai ter nota negativa...

Hallo Frau Calíope,

Vor dem Semester Ende wollte ich mich noch bei Ihnen sehr bedanken für ihren Einsatz im Portugiesisch Kurs.
Ich hatte immer viel Spaß dabei, und Sie haben den Inhalt immer top vorbereitet und erklärt.

Persönlich war für mich, einer meiner lieblingskursen und es tut mir noch leid dass ich aufhören musste.
Leider hatte ich viele Termine um 8 Uhr in meinen neuen Job und konnte deswegen den Kurs nicht weiter besuchen.

Das heisst NICHT dass ich das lernen bei Ihnen nicht genossen habe und deswegen wollte ich mich ganz herzlich bedanken für Ihren Einsatz.
Ich hoffe Sie werden weiter Studenten an ihrem Weg begleiten und inspirieren so wie bei mir.

Mit freundlichen Grüßen

HR

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Fracção de segundo

O Alfa foi deixar-me à estação e eu lá fui à procura do meu comboio enquanto ele rumava para o escritório dele. Quando cheguei ao cais, já lá estava o comboio, subi, procurei um lugar à janela e lá me sentei, contente por não ter de esperar muito. Em três minutos o comboio partiria... Meti e mão ao bolso e dei com as chaves de casa do Alfa! O único molho de chaves que ele tem e que eu tinha pedido por me ter esquecido do meu carregador. Em dois minutos o comboio partiria. Ainda ontem o Alfa me dizia que tinha de desencantar alguém onde pudesse deixar uma cópia das chaves porque só tinha aquelas. Aquelas que agora estavam ali no meu bolso. O meu comboio era directo para Zurique... 120 km de distância acho eu... e eu precisava de apanhar o meu avião. Enquanto todos estes e muitos outros pensamentos me passavam pela cabeça, ignorei os custos do roaming e liguei ao Alfa. Eu precisei de 54 segundos para explicar que tinha as chaves dele. Ele desligou e ligou-me 10 segundos depois a dizer que saísse porque com o comboio seguinte conseguiria apanhar à justa o meu avião. Eu peguei nas minhas coisas e desato a correr comboio fora, não fosse ele partir depois de plano tão meticulosamente arquitectado. Eu saí e o revisor apitou! Fui ter com o Alfa ao sítio combinado para lhe entregar as chaves. Voltei à estação minutos mais tarde para apanhar o comboio meia hora depois. Após hora e um quarto de viagem, em cerca de 10-15 minutos cheguei ao aeroporto e passei o controlo de segurança, chegando à minha porta de embarque. Surpresa! "Partida atrasada devido à chegada tardia do avião".

domingo, 16 de junho de 2019

Javalis

Por obra e graça da hiperactividade do Alfa, o meu fim-de-semana dançante foi pelo cano. A pessoa fez uma rotura de ligamentos ou rotura de não sei o quê ou estiramento de outra coisa qualquer no pé - não, não está nada partido - que anda de canadianas e com o pé numa tala. Kizomba portanto só em sonhos... nos meus claro! Dançar não dá, mas passear pode... e fomos ver os animais perto do rio. O que eu adorei estes javalis-bebés. Duas ninhadas de 5 cada, com 3 meses de idade. Andavam primeiro a escarafunchar o chão e a lama e as pedras, muito ocupados e compenetrados no que andavam a fazer. Não havia um distraído ou a descansar. De repente, começaram a brincar uns com os outros e era como se estivessem todos a brincar à apanhada. Corriam em círculo, feitos loucos até que um mudasse de direcção. Foi tão giro! Parecia um parque infantil! Passado um pouco, parecia mesmo que o jogo tinha mudado e já ninguém corria, mas começaram a empurrar-se uns aos outros. Giros, fofinhos e enternecedores!


sexta-feira, 14 de junho de 2019

CC

Fui ao consulado tratar da renovação do meu cartão do cidadão. O senhor que me conhece, vá reconhece, há bastante tempo passou o tempo todo a tratar-me por "a senhora". No fim, perguntou se eu tinha mais de 26 anos!!!

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Histórias para boi dormir!

Em véspera de Santo António, dei por mim a estrear-me no mundo das histórias infantis. Contei uma história para a minha sobrinha dormir que envolvia uma menina com dores de barriga e a ir à casa-de-banho fazer cocó. A imaginação não foi muito fértil, já sei, mas em termos didácticos estava muito bem intencionada, pois a minha sobrinha ainda não essas rotinas todas muito bem consolidadas! Para a próxima já não me apanham de calças na mão, vou já pensar em enredos vários para histórias de encantar com menor vertente prática!

terça-feira, 11 de junho de 2019

Dia de Portugal

foi ontem...
Pois hoje paguei 2,20€ por um pastel de nata da véspera!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Trio maravilha

Rissol, pastel de bacalhau e empada de galinha!

Tudo regado com um vinho verde e com um pastel de nata a acompanhar.

Feliz 10 de Junho!

domingo, 9 de junho de 2019

A minha casa é um museu!

Como já fui dizendo em posts anteriores, a obra cá de casa ainda não está finalizada, nem eu terminei de desencaixotar as minhas coisas. Mobília nova ficará para outras núpcias e as poucas coisas que tratei de comprar eram de necessidade máxima (já tenho microondas há uns dias!) à excepção dos frisos para quadros. Não sei se o querido leitor saberá do que se trata, eu não fazia ideia até uma ex-vizinha me ter dado esta magnífica ideia. Na outra casa tinha milhentas coisas penduradas na parede: quadros, máscaras e fotos e ao tirar tudo reparei no estado miserável da parede. Então a dita vizinha, que pinta nas horas vagas, falou-me desse sistema de frisos ou calhas que se afixam à parede e de onde se penduram os quadros, podendo eles serem movidos vezes sem fim. Achei que era mesmo isso que eu precisava. Tratei de comprar o material necessário numa loja da especialidade e desencantar um voluntário para a mão-de-obra. Resultado: fiquei fã! 



Eu que sempre disse que casa minha não se assemelha a um museu por ter vida, coisas fora do sítio, etc e tal... dou por mim radiante com a minha parede tipo museu! Estou aqui sentada no lado oposto em contemplação!

sábado, 8 de junho de 2019

Boda

Comprei flores, o que é normal para um sábado, mas são as primeiras flores que compro cá para esta casa. Tive sorte porque encontrei as minhas flores preferidas, coroas imperiais, numa cor nunca antes vista. Hoje o meu pai e a minha mãe fariam 45 anos de casados, bom na minha opinião continuam a fazer, por isso hoje deveria ter sido um dia de comemorações. 
A vida é muito engraçada e por isso quis que fosse precisamente há um ano que eu desse conta que o Alfa existia como mouro na costa!  Estranhamente ou talvez não, não há uma única linha sobre o ocorrido nesse dia - eu estava tão céptica - apenas uma breve referência ao dia seguinte, mas na minha cabeça lembro-me perfeitamente de termos combinado ir dançar a um sítio qualquer, o tipo se ter oferecido para me ir buscar a casa de carro (!) (aqui em Viena isso é muito estranho). Eu detestei a música e queixei-me a noite inteira, com uns intervalos para dois dedos de conversa, mas dançámos a maior parte do tempo, ao ponto de só sairmos às 3 da manhã de lá. Tinha chovido e estava tudo brilhante (isso não tem importância nenhuma, mas na minha sequência de memórias faz pendant com a saída da festa de Zagreb no ano anterior). O tipo tal como me foi buscar, também me foi levar a casa... e eu coitadita (ahahahahahah), muito confusa (ahahahahahahhaahah) tive uma grande ideia "Hmm... não te vou convidar a entrar!" mas agradeci a boleia claro, saí do carro e entrei no meu prédio sem olhar para trás! 
Apesar de todo o meu cepticismo (e o dele, talvez ligeiramente mais moderado), o certo é que isto já dura há um ano e até ver está a correr bem e de forma real - com imprevistos e cenas parvas, mas também com tantos momentos divertidos e felizes, viagens, cumplicidade, descobertas, conversas e milhentos passos de dança! Estamos de parabéns! 

Africanizando a vizinhança

Há mais de um mês que vivo aqui e ainda não tinha ligado as colunas com kizombas das boas num sábado de manhã!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Lady styling

Tenho muitos alunos impacientes, especialmente este ano calharam-me duas senhoras que julgam não saber nada de português. Eu pacientemente explico que elas demoram o tempo que precisam, mas que conseguem expressar-se. Precisam de tempo para toda a ginástica gramatical que uma língua requer, mas que no fim são bem sucedidas, que há um ano não poderíamos ter uma conversa em português e que agora conseguimos, a um ritmo moderado, mas eu já pouco digo em alemão e elas entendem. A isso é que devem prestar atenção, não às dificuldades que o processo implica. Elas não se convencem e acham que o português delas é tudo menos natural e orgânico... eu rio-me e garanto-lhes que estão no bom caminho.
Lembrei-me destas minhas alunas em específico hoje numa aula de dança, mais concretamente lady styling de kizomba. A minha postura na dança, apesar dos meus incríveis progressos, continua a não ser muito satisfatória. Preciso ser constantemente lembrada acerca da postura correcta (Alfa dixit!). Por isso achei que fazer uma aula para corrigir esses vícios poderia ser uma boa ideia. E foi, mas também me fez lembrar de que deveria ter prestado mais atenção há 35 anos quando fiz ballett e que não devo ter levado a sério a mão cheia de anos de ginástica rítmica ou acrobática ou o que era aquilo. Portanto, não estava à espera que em 2h horas corrigisse uma coluna ondulada há 40 anos. Em pé ainda consigo disfarçar um bocado, mas sentada é para esquecer. Pareço um boneco michelin sem coluna. Não consigo fazer um ângulo de 90º com pernas e costas... o melhor que sai é qualquer coisa abaulada. Fizemos muitos exercícios e eu esforcei-me imenso, mas manter as costas direitas para mim é mesmo um castigo. No fim, ensaiamos uma coreografia. Se aliarmos ao problema de postura, a minha falta de memória crónica, deduzirá o querido leitor que o sucesso ficou a milhas do meu desempenho. Ao ver-me ao espelho, via um trambolho mecânico, wanna-be-bailarina, com movimentos muito angulares, pouco suaves e passos de cavalo. Em compensação, a professora (gira, gira como tudo) ali a deslizar pela sala em cima de uns saltos de 10 cm, com movimentos redondos, elegantes e tudo muito orgânico e estético. Foi nesse momento que me lembrei das minhas alunas. Elas falam bem, apesar das dificuldades de principiantes, mas nunca na vida seriam confundidas com uma native-speaker. É como eu... por mais que me esforce não há maneira de sair do A1 das danças.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Dentista

Não nutro especial gosto em ir ao dentista - acho que partilho deste sentimento com grande parte da população - no entanto, costumava ir regularmente até ao dia em que me esqueci de marcar a consulta para a vez seguinte. Resultado: passou-se um ano, um ano e meio, dois até que não ponho lá os pés. Lembrei-me disto há uns tempos e ontem ganhei coragem para marcar uma consulta. Hoje lá estava eu deitada naquela cadeira com babete posto, quando aparece a médica:

- Olá! Já não a via há imenso tempo!
- Olá! Pois é, desculpe! Não marquei consulta da última vez e nunca mais me lembrei...
- Como está?
- Bom, moderadamente bem...
- Moderadamente bem?
- Sim, se estivesse óptima, não estava na cadeira do dentista!
- Ahahahaha! Mas tem piada que há uns dias ainda me lembrei de si... mas o que é que andou a fazer? Emagreceu imenso!
- Pronto! Já valeu a pena ter vindo cá!
- Mas perdeu bastante peso, não?
- Não sei, eu não fiz nada... mas tenho tido um ano muito stressante... de qualquer modo, perder peso é sempre uma boa notícia!

Uma pessoa com imenso medo de ir ao dentista e sai de lá com a auto-estima em alta!

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Então agora que já tenho a televisão a funcionar convenientemente

aparecem-me jogos de Portugal em live streaming no canal online da televisão austríaca?

terça-feira, 4 de junho de 2019

Passeio pela província




Durante três anos dei aulas em Graz e hoje fui lá parar como uma espécie de conselheira científica meets apoio psicológico. Foi giro voltar a ver uma cidade que parcialmente me acolheu e rever alguns alunos. Mais giro ainda ver o que os meus colegas inventam e fazem para dar vida ao Português e conseguir angariar mais alunos para os cursos. Eu já não dou para esse peditório... nem sei se alguma vez o fiz.




segunda-feira, 3 de junho de 2019

Cá por casa

Já fez um mês e uns pozinhos que me mudei para a casa nova. Já há mais caixotes abertos do que fechados. Os livros estão todos na estante (sim! só há uma!). A roupa está quase toda arrumada. Os sapatos idem, idem. No entanto, há bastantes caixotes cujo conteúdo desconheço e pior - aparentemente não me fazem falta. A cama já está montada (obrigado Alfa!) e o quarto já tem cortinas. Já faço máquinas de roupa, mas ainda não tratei de comprar o micro-ondas. Os candeeiros ainda não foram postos, ainda falta o armário da casa-de-banho e mais umas miudezas. Desencantei duas plantas e estou a tentar mantê-las vivas. Até agora está a correr bem.
Pouco a pouco já tem mais ar de casa do que de parque de campismo (ou de refugiados, como disse a minha mãe). Ainda vai demorar até ficar tudo bonitinho e arrumadinho, mas para já, já me sinto em casa e estou bastante contente por isso!

domingo, 2 de junho de 2019

Maio

As expectativas em relação a Maio eram altas face a um Abril repleto de despedidas, mudanças e outros dias chuvosos. Maio seria um mês de novos começos, novas rotinas e com sorte seria também um mês com dias de sol. Não lido bem com despedidas, mudanças e chuva, daí ter precisado de ultrapassar a minha sombra para conseguir abraçar a minha vida nova e os desafios que ela me apresenta. Na verdade, tenho mais motivos para sorrir do que para estar triste, mas a melancolia apoderou-se de mim e eu não consegui desembraçar-me dela. A chuva e os dias cinzentos não ajudaram. Por isso, resolvi recolher-me um pouco nuns dias, sair mais em outros. Fez-me falta a rotina da escrita. Mas agora vira-se a página e vira-se o mês. Vamos lá então deitar mãos à obra!

sábado, 1 de junho de 2019

Palavra

Disse que voltava em Junho e aqui me têm, queridos leitores!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Intervalo

Eu sei que isto tem andado às moscas e nem posts com delay tenho conseguido escrever.
Vamos apontar para Junho um regresso às rotinas blogueiras e aos posts diários. Lamento, mas de momento não dá para mais.
Até breve, querido leitor!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Cenas de dona-de-casa

Devo ser a única pessoa no mundo que leu de fio a pavio o manual de instruções da máquina de lavar a louça. Amanhã vou comprar sal e abrilhantador para dar início à minha.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Fraude!

Estou tão impressionada com Conan Osíris que nem me passou pela cabeça que não fosse seleccionado para a final. Vi a meia-final do Festival da Canção pela primeira vez de todo o sempre e assisti com atenção a todas as canções. Havia lá coisas de bradar aos céus, então aquela gente não tem uma mãezinha que os proiba sair à rua assim? Ok, se o Conan e o bailarino fossem filhos da minha mãe, também não tenho a certeza se sairiam à rua naqueles preparos, mas bem que gostei daqueles pelissados verdes. Havia ali qualquer coisa entre cacto, salada e verde majestoso, uma combinação perigosa, mas que resultou na perfeição. Adoro a música, mas isso o caríssimo leitor já sabia. Vi o programa mesmo todo, por isso não consigo entender como é que aquelas meias-lecas da Eslovénia ou não sei de onde foram apurados e o Conan não... É uma fraude! Sem dúvida! 

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Campismo

Depois das andanças das semanas passadas, finalmente estou a habitar a minha casa nova. Está tudo muito lindo, mas parece que estou a fazer campismo... não há micro-ondas, nem máquina de lavar, durmo no sofá e internet está para breve! Giro, giro seria abrir os caixotes... todos (!) e encontrar as minhas coisas.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Alguma coisa de jeito devo ter dito

Depois de me ter apercebido que era uma espécie de estrela da companhia, ontem, claro que me arrependi não ter preparado mil vezes melhor a comunicação que ia apresentar. Ontem de noite depois de um belíssimo jantar, acabei a parte final e hoje lá fui eu.
Depois da direcção da faculdade e dos embaixadores de Portugal e do Brasil, entrei eu em cena.
Well, lá disse o que tinha a dizer. No fim não houve perguntas/dúvidas/questões, o que não é necessariamente um bom sinal. Eu agradeci e seguiu-se o coffee break. Enquanto eu arrumava as minhas tralhas, veio um colega desconhecido agradecer-me a palestra, mas a seguir, nada mais nada menos do que o Embaixador veio congratular-me! :O

terça-feira, 7 de maio de 2019

Cabeça-de-cartaz

Num workshop na universidade onde vim dizer umas coisas.

Colega - Olá Calíope! Estás boa? Fizeste boa viagem?
Calíope - Olá! Olá! Cheguei ontem e sim, está tudo bem!
Colega - Deixa-me apresentar-te o nosso leitor brasileiro. Esta é a nossa key-note!
Leitor - Olá! Muito prazer... bem, me parecia que conhecia a sua cara de algum lugar! É da fotografia do site do congresso.


Colega (outro) - Olá Calíope! Deste bem com a universidade?
Calíope - Sim, sim, não foi difícil. Estou à procura da sala do workshop.
Colega - Ah! É aqui! Só que estamos um bocadinho atrasados.
Calíope - Ok, então eu espero lá fora.
Colega - Podes ficar aqui, está à vontade. Este é um nosso aluno do mestrado, o Jan.
Calíope - Olá!
Colega - Jan, esta é a prof. Calíope de Viena, a nossa key-speaker!


Mais tarde, depois do workshop, fui falar com as colegas que dirigiram os trabalhos. Uma portuguesa e uma polaca.

Calíope - Olhe, foi muito interessante! Não é a minha área, mas foi um bom exercício.
Colega portuguesa - Obrigada! Mas é portuguesa, não é? Pela sua maneira de falar...
Calíope - Sim, sim, de Lisboa, mas venho de Viena.
Colega - Ah! Está cá a fazer Erasmus?!
Calíope - Não, não, vim só participar na conferência!


Acho que nunca tinha sido confundida com uma aluna Erasmus... especialmente num evento, onde aparentemente era a cabeça-de-cartaz!