O Cemitério Central de Viena é um mundo. É tão grande que até tem um autocarro que circula lá dentro. Só tinha ido lá uma vez há mil anos com a minha prima, por isso disse logo que sim a uma possível visita guiada. O dia estava perfeito para uma visita, solinho, céu azul, mas fresco. O cemitério era fora da cidade quando foi fundado e por ter sido um cemitério para várias religiões, parece que não foi benzido por ninguém. Nós começámos por visitar uma parte chamada Jardim do descanso, que tem vários pontos que retratam os quatro elementos. Eu achei especialmente interessante os cursos de água em forma de 8. Se calhar é um conceito pouco católico, mas a morte parece-me mesmo o sinónimo do infinito! Seguimos para os talhões e há de tudo, desde coisas mais simples a outras muito kitsch. Chamou-nos muito a atenção lápides de pessoas que ainda não morreram (!), como outras de pessoas cuja lápide têm um carro (a maioria Mercedes, mas também vimos um BMW). A parte dos artistas também algumas campas bem mais alternativas, não é por acaso que eram pessoas dadas às artes. Ainda passámos pela zona dos Presidentes da República e eu estranhei haver pelo menos um de que eu me lembro de estar no cargo. Está provado que já cá vivo há imenso tempo. A parte antiga dos judeus é terrível: há campas com marcas de balas da altura da II Guerra Mundial! De resto, foi uma animada e literal walk in the park! E ainda tivemos uma sorte tremenda de ver um bambi a saltitar por ali!
2 comentários:
Fizeste-me lembrar o "todos os nomes" do José Saramago, que acabei de reler há poucos dias.
Seja como for....!Os cemitérios são realmente locais curiosos se soubermos olhar para eles!
Eu acho que comecei a ler esse livro, mas não me lembro o que lhe aconteceu.
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