terça-feira, 31 de julho de 2018

E comprinhas em Lisboa?

Posts não tem havido, nem assuntos atrasados, nem assuntos novos... quando voltar à daily routine vienense pode ser que a coisa volte aos eixos. De qualquer modo, revalidei o meu título de rainha dos saldos, ora repare o querido leitor:

Este vestido fofo que só ele da Stradivarius a uns 7€ (ou seriam 9€?)

 Estes óculos muito silly season da Mango a 5€.


Estes ténis com atacadores às bolinhas da Zara a 8€. Não são adoráveis?

Hoje ainda trouxe uma t-shirt às risquinhas da manga com uns nadadores lá pelo meio a 3€  (não encontrei fotos).

Mereço o título ou não?

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Controlo de qualidade




Comentário da minha mãe a propósito do macho Alfa:

Então se gosta de dançar e de viajar, está bom! 


(E tem barba, o que é sempre uma mais-valia)


quarta-feira, 25 de julho de 2018

This is sooo 1998

Fotocopiar livros na biblioteca da faculdade!

terça-feira, 24 de julho de 2018

397º momento cultural: Corinne Bailey Rae

Nada como um atraso de uma hora de um voo para uma pessoa actualizar o seu blogue. Já gastei algum tempo nas lojas e a comer, por isso a ver se o que sobra dá para um post inteiro.

Há músicas que nos levam para outros tempos, que nos levam para outros espaços e que nos fazem encontrar com pessoas. Corinne Bailey Rae e aquele álbum que eu ouvi compulsivamente em 2006, entre Trouble Sleeping, Put your records on, Like a star, etc, etc... fazem-me lembrar do Red Guy e de quando fui para Utrecht atrás da minha felicidade. Não correu bem, mas é uma memória bastante querida e soalheira, por isso quando descobri que ela vinha a Viena, nem pensei duas vezes. Ver artistas ao vivo tem sempre a sua mais-valia e apesar de eu não fazer ideia do que se passou na carreira dela nos últimos 12 anos, ia com fé que iria cantar algumas das músicas daquele álbum.
O concerto foi na Ópera de Viena e para mim começou logo muito bem, comprei bilhetes para a galeria, mas trocaram-mos para a plateia, uma vez que parece que os bilhetes não tiveram muita saída. Ela veio acompanhada com uma banda em palco e é de uma simpatia tremenda. Foi a primeira vez que tocou em Viena e estava obviamente radiante… e isso notou-se! Realmente não conhecia quase nenhuma das canções, tirando uma versão de uma música do Bob Marley, mas lá mais para o fim lá cantou três ou quatro oldies para meu júbilo! Um concerto sem dúvida muito agradável! E no fim ainda deu tempo para ir para casa a correr e ver o prolongamento e penáltis do Rússia - Croácia! (Portanto veja lá o querido leitor há quanto tempo isto já foi).

(O avião já chegou, mas ainda precisa de ser abastecido… por isso até deu para pôr uma imagenzinha
)

domingo, 22 de julho de 2018

Refugee look

Já chegados a Viena, a entrar no prédio, eu vejo-me ao espelho e assusto-me ao ver o estado do meu cabelo - sim, a chuva não ajudou nada - mas foi só mais um ingrediente no cocktail baratucho em que o meu cabelo estava...

- Viste como está o meu cabelo e não me dizes nada?
- Só reparaste agora?
- Não, ia perguntar-te isso quando parámos na estação de serviço mas esqueci-me... Estou com ar de refugiada!
- Pois, mas como eu tinha decidido que em 2018 ia ajudar um refugiado, não faz mal... ahahahahaha
- Ahahahahahahhaah! És mesmo indecente... Foi por tua causa que eu não estiquei o cabelo de manhã...
- Estica... e eu entrego-te às autoridades!
- Ahahahahahahahah!

Pronto. É impossível ter uma conversa com o macho Alfa.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Façam as vossas apostas

Devemos ter de fazer mais de 700 km no fim-de-semana.
Será que o macho Alfa me passa o carro para as mãos?

quinta-feira, 19 de julho de 2018

O que são fantasmas?

Ando aqui numa maratona de leituras para acabar um artigo e a estas belas horas saiu-me esta bela pérola, salvo erro, de Salmon Rushdie... com direito a resposta: coisas inacabadas. Estou a citar de cor por isso pode ser que seja ligeiramente parecido ao que acabei de escrever. Seja o que for, faz todo o sentido, não só para o meu artigo, mas também para a minha vida em geral, a conclusão do autor do texto (que não Rushdie), as coisas têm de ter uma boa morte e serem bem enterradas para não darem azo a rastos fantasmagóricos. 

terça-feira, 17 de julho de 2018

Reframe your emotions



Ver o copo meio cheio pode nem sempre fácil, mas às vezes mudar a lente pode ser a melhor coisa que podemos fazer. Reenquadrar emoções sem amuos nem amargos de boca. Já há uns tempos que tinha dito algures por aqui não quero ter razão, quero ser feliz!

domingo, 15 de julho de 2018

Dancing till the dawn

Fomos dançar para a proa do barco e de repente eu reparei que já estava a amanhecer. Eu estava tão cansada que já dormia em pé, mas mesmo assim sonâmbula continuava a dançar (e até acho que estava a dançar melhor!). Olhei para cima e havia estrelas, fechei os olhos e continuei a dançar (e será preciso dizer que me soube pela vida, querido leitor?). Só me lembro desta When I was your man do Bruno Mars, que foi a última de uma sequência de uma hora de dança sonâmbula até o joelho de macho Alfa dar sinal de vida e pedir descanso.

Há aqueles momentos doces que a memória enrola num papel dourado e guarda numa gavetinha de instantes preciosos. Ainda nem passaram 24h e Maria Calíope garante que este rebuçado já está lá.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Lucky 13

- Respondi a dois anúncios de casas (= há duas casas dentro do meu orçamento e que se enquadram em quase todos os meus critérios miudinhos, só isso já seria motivo de referência).
- Face à avaliação das aulas que tive concorri a um prémio.
- Recebi a resposta a uma queixa que fiz há meses e vou receber uma indemnização.
- Fiz a mala e vou para um festival de kizomba com o macho Alfa. 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Avaliação das aulas

Ontem recebi a avaliação das aulas por parte dos alunos. Tive uma nota bastante alta nos vários parâmetros, mas a parte mais gira é sempre os comentários que eles podem escrever. Estranhamente os alunos de ciências económicas escrevem muito mais do que os alunos de ciências humanas. Desta feita o comentário que me aqueceu o coração foi este último: She is very patient and remembers the name of every student in the class, which I find very friendly.
Não é fofinho? Não diz nada acerca da qualidade do ensino, da matéria, da organização das aulas, zero, mas fiquei feliz porque assim perdi o meu lugar de candidatura a ter Alzheimer! Já tenho dito repetidamente ao querido leitor, não tenho alunos, tenho fãs! :)

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Croácia para campeã do mundo!

Há um ano andava eu a arrastar um camião, a tentar arranjar um emprego e a mover mundos e fundos por causa de um homem dos balcãs. Passados uns meses o reality-check deu cabo de todas as minhas esperanças e agora volvido um ano, até acho que abusei da sorte!
O facto da Croácia ter despachado a Argentina, a Dinamarca, a Rússia e agora a Inglaterra consistiu na ocasião perfeita para restabelecer laços. Os nós estão mais do que desatados e não há razão para amuos.

No final do jogo com a Argentina eu disse-lhe "Passo a passo até à final", na verdade estava a pensar em Portugal, mas vá, uma das nossas equipas chegou lá!

terça-feira, 10 de julho de 2018

Ora está chuva, ora está sol...

Num dia completamente deprimente, não só pelo tempo cinzento, mas por outros tons grisalhos que me andavam a seguir, resolvi ir aos saldos animar-me um bocadinho. É aquela receita fácil, que pelo menos no momento sabe muito bem... e entre biquínis e topzinhos, o que é que eu fui descobrir na Mango: um casaco de Inverno! Era tudo o que eu precisava. Giro, giro e a metade do preço! Peguei no preto e no cinzento e fui directa para os provadores. Primeiro drama: só havia S (e xs). Tenho uma teoria para não me desgraçar nos saldos, em caso de dúvida levo o S (mesmo que haja tamanhos maiores), se o S não me servir, então não levo a peça! Segundo drama: as cores! Se houvesse só um era esse e pronto, havendo por onde escolher, a pessoa fica na dúvida, porque além do problema cromático, há aquela tendência para Alzheimer que me fez não me conseguir lembrar se eu queria comprar um casaco preto OU se já o tinha conseguido comprar no Inverno passado. E se eu não tinha comprado o casaco preto tinha comprado o quê? Será que tinha comprado um cinzento e não me lembrava? Só me ocorria um azul anil, depois lembrei-me de um com um padrão miudinho preto e branco e lá me lembrei do meu casaco preto comprado em Madrid, que está a ganhar borboto - acho eu...
Ora bem, lá experimentei os dois. Servem-me. Mas fiquei na dúvida de levar o cinzento, uma vez que já tenho o preto, mas na verdade tinha gostado mais do preto e a maioria dos meus chapéus são pretos - o que é um factor a ter em conta. No meio desta dança de casacos, liga-me o macho Alfa (pronto já decidi, agora fica macho Alfa!) e acabou por servir de consultor de moda. Well, na verdade não se qualificou bem, uma vez que face ao "decididamente o cinzento!" eu respondi "mas eu gosto mais do preto!" E pronto. A senhora da caixa confirmou-me que fiz uma bela compra ao comentar com a colega da caixa "Olha o casaco bonito que esteve sempre esgotado!". E pronto estou preparada para a estação fria!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Lista quase exaustiva

Na última semana andei a ver voos para estes destinos e mais alguns...

Cabo Verde
Maldivas
Sri Lanka
Seichelles
Maurícias
Madagáscar
Reunião
Bahamas
Miami
Namíbia
Cuba
Tailândia
Jordânia
Vietnam
...

Por exclusão de (muitas) partes, chegámos a uma decisão (quase definitiva)

sábado, 7 de julho de 2018

E quando a experiência nos boicota a vida?

Sou formada em Literatura mas é raro dar aulas de literatura. Gosto de ler, gosto de fruir as palavras, as combinações de palavras, as construções frásicas. Sempre adorei figuras de estilo e tudo aquilo que se pode fazer com palavras. Dizer uma coisa e querer dizer o seu contrário, recorrer a imagens, repetições, combinações de sons para evidenciar qualquer coisa. É isso que me fascina nas palavras. Interpretar texto é um exercício que me é caro: fazer com que o autor diga aquilo que eu acho que ele quer dizer, ou seja, pôr nas palavras, pensamentos e intenções do autor aquilo que eu com a minha bagagem cultural, intelectual, emocional, etc. leio nas palavras dele. É um jogo, é um desafio, mas nunca uma ciência exacta. Nunca gostei muito de correntes literárias e de tentar enfiar autores em movimentos, precisamente pela liberdade de leitura de cada um.
Apercebi-me que este tipo de exercício apoderou-se da minha vida de forma inconsciente. Eu vejo, leio e interpreto os outros à luz da minha bagagem e por conseguir com relativa destreza mental articular várias linhas, rapidamente teço teias que entrelaçam coisas, situações, eventos e pessoas que pouco ou nada se relacionam entre si, mas que a minha habilidade cognitiva põe em interacção.
De repente fui apanhada nesta teia. Deixei de ser a tecelã, mas a vítima da minha própria artimanha... Felizmente fui alertada a tempo do novelo que comecei a enrolar e a custo estou a tentar desfazer nós e a arrematar costuras. E costura arrematada, está arrematada, nada de pegar nela outra vez. Parecendo que não, eu sou melhor a ziguezaguear do que a fazer bordados. 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Songamonguices minhas

A dançar é que a gente se entende.
Por dançar é que a gente se desentende.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Burning down the house

Saí do metro e vi duas ambulâncias e um carro de polícia à entrada da minha rua... Virei para a dita rua e eram mais seis (S E I S!) carros dos bombeiros, duas ambulâncias, polícias vários e a rua vedada... Perguntei o que se passava e foi-me dito que tinha havido um incêndio no prédio da frente do meu. Não vi fogo, não me cheirava a fumo, mas a rua, incluindo a minha porta estavam vedados... Nunca tinha visto tanta acção na minha rua - tirando algumas obras - mas esta gente aqui não brinca em serviço.

Dancing under the stars

Já estava com ar de cachorro abandonado desde domingo e nem as duas dezenas de penáltis do Espanha - Rússia e do Dinamarca - Croácia me animaram. A minha fase de professora banana continua e ao ver colegas meus a arrancar canetas das mãos de alunos e não os deixar escrever nem mais uma linha porque o tempo da prova tinha acabado com os miúdos em lágrimas ainda me fez sentir mais bananificada. O meu regresso à dança oriental não se deu porque o curso foi cancelado e a cereja em cima do bolo: o meu senhorio resolveu aumentar a minha renda como nunca...
A vontade de me deitar no sofá diante de um jogo de futebol qualquer a comiserar-me era muita, mas a alternativa era ir dançar a céu aberto no Canal. E fui. E ainda bem que fui.
Não sabia que havia aula prévia, por isso só fiquei a ver mas ainda apanhei o pôr-do-sol. A partir daí foi sempre a subir. O meu parceiro de dança chegou e não parámos até me passarem as neuras todas! Quem dança seus males espanta, não é o que eu ando há meses a dizer? Que bela ideia dançar ao ar livre numa noite de Verão. E que belo parceiro desencantei.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

E de repente já é Julho

E já acabaram as aulas
E já acabou o mundial (para nós)
E começam-se a fazer planos para fins-de-semana, férias e outros dias livres.