segunda-feira, 18 de junho de 2018

394º momento cultural: A Happy Prince

Depois de tanto momento delico-doce, e sabe lá o querido leitor o que está para aí por vir, cá vem um momento cultural secante para equilibrar a ordem do mundo!
Fui ver o Happy Prince animada por saber que se tratava da vida de Oscar Wild e que contava com a presença de Ruppert Everet, portanto tinha tudo para ser bom... mas não foi.
O filme retrata a vida de Wild após ter sido preso (por ser homossexual) e nessa condição todo o seu sucesso de outrora se esfumou. No entanto, ele continua a dedicar-se aos prazeres da sua vida: o champanhe, as drogas, os homens (mancebos, ficaria aqui melhor?) - não necessariamente nesta ordem. É uma vida boémia, mas deprimente e apesar da exuberância dos gestos, ele não é feliz e sofre. Sofre pela marca que a sociedade lhe inflingiu, sofre por estar longe dos filhos, sofre pelos encontros e desencontros, enganos e desenganos amorosos e pela falta de dinheiro crónica! A vida dele é miserável.
Eu achei o filme deprimente e fiquei a pensar de que lhe vale (a Wild) ser lido e cantado e estudado e até citado ad nauseam no facebook, se acabou os seus dias miserável na penúria? Quantos artistas tiveram o mesmo percurso? Não será melhor ter uma vida feliz e depois cair no esquecimento de todo o sempre? Fica a dúvida no ar!

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