sábado, 26 de maio de 2018

Superstições

A unidade do livro seguinte tinha como tema "Superstições" e foi acerca de amuletos, tradições e comportamentos estranhos que supostamente trazem sorte ou azar que estivemos a discutir em aula. O livro sugeria que essas interpretações tentam fazer com que as pessoas controlem de alguma forma o seu futuro e eu dei por mim a aperceber-me que sou bem mais supersticiosa do que imaginava. O cúmulo é o facto de ter deixado de ir à Volksoper porque acho que depois de lá ter ido sempre me aconteceu algum infortúnio. Os meus alunos riram-se, claro!
Na aula seguinte, uma das minhas alunas trouxe-me não um mas dois trevos de quatro folhas que encontrara algures numa caminhada! Julgo que nunca tinha visto trevos de quatro folhas, mas não me parece muito provável encontrar trevos de qualquer tipo nos caminhos alcatroados, cimentados, pavimentados ou alcatifados por onde me movo. A ideia da minha aluna era quebrar o feitiço da Volksoper (!!!) mas como eu me recuso a lá entrar, resolvi convencer-me que
agora tenho sorte dupla nas mãos!

2 comentários:

Boop disse...

Que tema interessante.
Buscar um objecto externo que nos valha quando os objectos internos não são suficientes (jargão Psicanalitico que denomina as figuras paternas internalizadas que nos garantem um sentimento de segurança "portátil" - deixamos de precisar da presença dos pais porque os temos connosco)
Blá blá blá

Calíope disse...

Eu já tinha achado super interessante pensar o amuleto como uma espécie de comando/remote control do futuro, agora essa ideia de amuleto como uma figura paterna portátil dá-me muito mais pano para mangas!