sábado, 19 de maio de 2018

Real boda

É nestes momentos que aquela réstia de romance, de romantismo, ao fim ao cabo, de sentimentos que devem existir algures perdidos no meu corpo dão sinal de vida.
Estive no fabuloso Wulf & Kasteli a tomar um brunch divinal enquanto via no telemóvel a transmissão em directo do casamento do Príncipe Harry com a Megal Markl. E foi tão bonito ver a cara de felicidade estampada nos dois. Não dou muita fé na Humanidade, no Amor então pior ainda, mas ver aqueles dois ali fez-me acreditar num mundo melhor, nas improbabilidades, nos reveses da vida. Não consegui ouvir bem o sermão do padre, mas do pouco que consegui ouvir retive que se o fogo foi a maior conquista da humanidade, amor é fogo e será também uma grande conquista. Bom, se calhar, não foi bem assim, mas serviu-me para reflexões várias. Num mundo tão rápido, tão mecânico e tão autómato, é tão bom ver que ainda há emoções fabulosas que ultrapassam fronteiras, barreiras, tradições e protocolos. Ele ruivo e lindo, ela com um sorriso autêntico e sentido do princípio ao fim tornando-a ainda mais bonita. Combinam tão bem! Gostei do corte do vestido, menos do véu e do cabelo e da farda dele, mas peanuts no meio daqueles corações cheios! Se o conto-de-fadas terminasse aqui, não teria dúvidas em acrescentar um genuíno "e viveram felizes para sempre"! Sim, eu acredito em finais felizes! (Já este casamento parece-me mais para cumprir o protocolo).

5 comentários:

Ana A. disse...

E porque o Amor é fogo eu preciso de um bombeiro!

Calíope disse...

Para o teu caso, um extintor serve...

Boop disse...

Pois não vi nada do casório!
Percebi que se quebraram alguns protocolos, que o padre era negro, que ela não fez voto de obediência, e mais não sei quantas coisas.
A sorte dele... é não ser o príncipe herdeiro.
Digo eu que não percebo nada de monarquias.
Já de contos de fadas percebo alguma coisa, e olha que os finais cor de rosa são coisa recente, vieram só com o romantismo. 👑

Calíope disse...

Eu, se alguma vez fui romântica, deve ter perdido o meu possível romantismo numa qualquer esquina da vida. O que queria expressar ontem (e hoje ainda disse mais umas coisas sobre o assunto) é que eles me parecem genuinamente felizes. Não estão só a cumprir um protocolo. Passando para o mundo plebeu: já fui a casamentos em que acho que aquilo vai durar para a vida, mais numa lógica de encher chouriços, do rame-rame quotidiano, do que por haver sentimentos nobres de parte a parte. Houve poucos a que fui em que senti esse tipo de cumplicidade. Não consigo explicar-me melhor.

Boop disse...

Sim, eu percebi-te
Eu sou romântica.... Nada a fazer!
:)

(Qto aos contos de fadas é mesmo isso que te disse, mudaram ao longo dos tempos. Se um dia quiseres, te interessares espreita o livro "Psicanalise dos contos de fadas" do Bruno Bettelheim)