terça-feira, 15 de maio de 2018

392º momento cultural: Lady Bird

Por sugestão de um blogue amigo, fui ver o Lady Bird. Vi o trailer e fiquei com uma ideia. Vi o filme e achei que não tinha percebido nada do trailer. No trailer, achei que o filme partia das diferenças de opiniões entre uma mãe e uma filha, sendo que esta consegue vingar a sua e ir estudar para fora. No trailer, foi mais ou menos isso mas como ponto de chegada e não como ponto de partida.
O filme mais do que inocente é quase mágico, mágico porque recupera uma inocência em que tudo ainda é possível, onde todos os sonhos podem ter pernas para andar, onde não há impossíveis. A Lady Bird é isso, é uma rapariga que está constantemente a re-inventar-se para atingir os seus objectivos, uns mais legítimos do que outros, mas quem nunca foi adolescente com objectivos de vida parvos que atire a primeira pedra! De mangas arregaçadas, ela tanto soma sucessos como desilusões, é confrontada com a vida que tem que muito difere daquela que ela gostaria de ter, tem de lidar com uma situação familiar um pouco instável, mas mesmo assim consegue contornar os seus obstáculos.
É um filme simples, mas muito bonito!

2 comentários:

Boop disse...

Ainda bem que gostaste!
A relação entre as duas é dura mas franca e genuína.
Um bom filme!

Calíope disse...

Eu percebo aquela mãe que quer tanto o melhor para a sua filha que às vezes, muitas vezes, não percebe que a filha só precisa de um bocadinho de colo.