domingo, 6 de maio de 2018

390º momento cultural: Kizbomba - Fire on the dancefloor

Apesar de poder parecer que eu sou batida em festivais de kizomba (Zagreb, Bratislava, Graz, Tallin e Madrid), a verdade é que me limitei a ir a uma festa por evento, eventualmente um workshop e pouco mais do que isso. Por isso, foi mesmo aqui em Viena no Kizbomba que me estreei a ter um full-pass para três ou quatro dias de festival.

Resumindo, desde sexta-feira que o pouco tempo que passei em casa foi para tomar banho, comer qualquer coisa e dormir algumas horas! O festival incluía, além das festas temáticas de noite (sexta: bandeira austríaca, sábado: Carnaval de Veneza e hoje: bad taste (não fui)), vários workshops e social dance. Eu por mim, teria feito casa cheia, fazia os workshops todos, ía às festas todas e no intervalo ficava a dançar no social dance, mas a idade não perdoa... mesmo assim não sei há quanto tempo não chegava a casa às 4 da manhã dois dias seguidos!  Consegui ir a duas festas, fazer 3,5 workshops e ir duas vezes ao social dance. Não sei quantas horas dancei ao longo destes dias - com certeza muito mais do que o costume, talvez uma média de 3h/dia, mas por mim teria dançado o dobro, sem problemas.

Apercebi-me que sou muito mais feliz a dançar - desde que não seja nem com um panhonha que não tenha pulso, nem com aqueles outros ultra-profissionais que querem fazer mil figuras e outros tantos malabarismos, que uma pessoa não consegue desfrutar de nada pois está ali mais tensa que sei lá o quê a tentar perceber o que o indivíduo quer fazer - bom, mas dizia que dançar faz-me tão bem que sobrepõe até ao tempo de espera que alguém me tire para dançar. Realmente, pensava que era mais feliz dentro de água, mas afinal, a dançar também! Quererá imaginar o querido leitor o que seria de mim se fizesse natação sincronizada?! :D

A parte chata deste festival foi o facto de haver muito mais mulheres que homens, o que aumentava o tempo de espera e não sei se estarei a efabular, mas se aliado ao facto de eu dançar só qb, não ser alta, nem loura, nem usar roupa colante, nem decotes vertiginosos, nem ter um corpo escultural - bom, ter tenho, mas é outro tipo de escultura - parece-me que fui várias vezes preterida a favor de uma dessas lambisgóias... mas pode ser só impressão.

A parte boa foi que havia imensos táxis e eu especialmente na primeira festa fiz-me valer deles. Foi sem dúvida a noite em que mais dancei e soube-me pela vida. Foi a estreia dos meus primeiros sapatos de dança e foi mesmo em grande! Que coisa fabulosa estar ali a deslizar pela pista em pantufas de salto, super estáveis e super confortáveis.

Também gostei imenso de alguns dos workshops, nomeadamente um de semba e outro de criatividade na dança. Os tipos que os estavam a ministrar não só sabiam o que estavam a fazer, como sabiam como o transmitir e eram bem humorados - acima de tudo via-se a milhas que gostam de dançar e que dançam com gosto. Faz toda a diferença. Vejam os vídeos (ponho os vídeos e as imagens amanhã que isto hoje não está a funcionar)

Com isto tudo estou mesmo a pensar se quero passar o meu aniversário num evento destes ou não.

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