quinta-feira, 31 de maio de 2018

Freak show XXXIV

Bom, isto não é um freak, freak, mas já vejo muito potencial.

Maria Calíope foi tomar o pequeno-almoço com uma personagem nova. Chegou à hora combinada, mais precisamente dois minutos depois da hora exacta. O indivíduo estava à porta, o ponto de encontro, Maria Calíope dirigiu-se a ele, cumprimentou-o e desculpou-se pelo mini-atraso... Ele disse que não havia problema pois também tinha acabado de chegar. Tudo muito lindo, tudo muito bom até ao minuto seguinte quando ele diz "Ah! Mas eu já pedi para mim!". Excuse me?! Então, não esperou que eu chegasse para pedirmos o que fosse ao mesmo tempo? (E estamos a falar de dois minutos). Não quer ser cavalheiro que pagar-me uma porcaria de um café? (Estamos a falar de um café...). Eu pedi o meu pequeno-almoço e lá estivemos a conversar... mas as primeiras impressões são fundamentais nestas coisas... já perdeu pontos!

terça-feira, 29 de maio de 2018

T0

Na semana que estive em Copenhaga, a minha anfitriã é amiga e foi vizinha e colega em França de uns amigos/colegas meus que estão agora em Macau. Em conversa apercebi-me que ela conhecia um tipo que eu conheci na passagem do ano no Porto e o meu colega polaco que nessa semana veio para Viena. Enquanto estava lá em terras vikings, o meu colega de Trinidad veio para a Áustria e eu ainda consegui encontrá-lo aqui em Viena. Conversa vai, conversa vem, ele disse que conhecia não-sei-quem em Copenhaga, que entretanto está em Londres, mais dois dedos de conversa e eu apercebi-me que é um tipo brasileiro que fez parte da mesma secção do que eu numa conferência em Aachen, onde estavam os amigos de Macau e o colega polaco!

O mundo é mesmo um T0!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O impossível é um conceito abstracto...

Será que o querido leitor ainda se lembra do Trevor Noah? Maria Calíope comprou o livro (ainda não o leu), continua a ver o Daily Show e acima de tudo - colocou ali ao lado nos Mergulhos Futuros (um dia hei-de) que gostaria de ver o Trevor Noah ao vivo. Maria Calíope pensou ir ver o Daily Show a Nova Iorque, mas essa ideia nunca ganhou pernas para andar.
De repente numa sexta-feira chata, onde Maria Calíope não conseguiu acertar um único passo de dança, onde a hora de dança lhe pareceu uma eternidade, em que estava apavorada sempre que tinha de dançar com o professor, voltou para casa e foi ver o Daily Show para se reconfortar. E entre Daily Show e documentários acerca do Príncipe Harry, Maria Calíope encontra Trevor Noah a fazer stand-up em Londres no fim-de-semana passado... Não foi preciso muito para ir conferir o programa de espectáculos e encontrar umas poucas datas na Europa. Demorou mais a decidir se preferia ir a Oslo em Junho ou a Antuérpia em Setembro. First world problems, I know!
Resumindo: Já tenho bilhete e voo e até desencantei companhia: a melhor de todas, a minha guru! Quererá o querido leitor adivinhar para onde Maria Calíope vai?
Não sei se devo terminar isto a dizer que está mais do que comprovado que virei excêntrica ou se be afraid of what you wish for! Nem acredito que vou ver o Trevor Noah ao vivo! (Até lá tenho de despachar o livro). Realmente impossível só o é até alguém o fazer! 

domingo, 27 de maio de 2018

Novos mundos

Uma amiga minha encontrou este conjunto de quadros numa feira da ladra da vida. Bateu os olhos nele e lembrou-se de mim. Comprou-o e ofereceu-me sem qualquer motivo. Eu adorei porque não só é a minha cara, como combina com o resto da decoração da sala (tudo aquilo que não se vê na foto, tipo isto, isto ou isto ) e com a minha vida em geral! Como é que posso ser capaz de dizer que ninguém me liga quando tenho pessoas destas na minha vida? 

Aproveitei o facto de estar já com a mão no martelo e o pé no escadote para pendurar mais coisas - foi só a máscara de Nápoles (debaixo da máscara de Veneza) na ombreira da porta.


Tenho uma mapa novo na minha vida, por isso 'bora lá traçar novos rumos e destinos!

sábado, 26 de maio de 2018

Superstições

A unidade do livro seguinte tinha como tema "Superstições" e foi acerca de amuletos, tradições e comportamentos estranhos que supostamente trazem sorte ou azar que estivemos a discutir em aula. O livro sugeria que essas interpretações tentam fazer com que as pessoas controlem de alguma forma o seu futuro e eu dei por mim a aperceber-me que sou bem mais supersticiosa do que imaginava. O cúmulo é o facto de ter deixado de ir à Volksoper porque acho que depois de lá ter ido sempre me aconteceu algum infortúnio. Os meus alunos riram-se, claro!
Na aula seguinte, uma das minhas alunas trouxe-me não um mas dois trevos de quatro folhas que encontrara algures numa caminhada! Julgo que nunca tinha visto trevos de quatro folhas, mas não me parece muito provável encontrar trevos de qualquer tipo nos caminhos alcatroados, cimentados, pavimentados ou alcatifados por onde me movo. A ideia da minha aluna era quebrar o feitiço da Volksoper (!!!) mas como eu me recuso a lá entrar, resolvi convencer-me que
agora tenho sorte dupla nas mãos!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Queixa

A comunidade de leitores do Extremo Oriente apresentou queixa acerca da irregularidade de posts e sobretudo acerca da imprecisão dos mesmos nos últimos tempos à gerência do Mergulhos.
Maria Calíope já lamentou o facto numa resposta directa a esta comunidade tão estimada como fiel, mas resolveu estender a explicação a outras comunidades de leitores espalhados por esse mundo fora. A gestão de tempo de Maria Calíope já teve melhores dias e o cansaço acumulado de outras paragens fazem com que não havendo trabalho em horário pós-laboral mal se aproxime do computador, aproveitando para jiboiar no sofá. Já a falta de exactidão dos textos fica ao critério de cada um. Para mim, eles continuam a fazer todo o sentido, mas cada um lê o que quer... Já não é a primeira vez que fico com a impressão de que o querido leitor consegue deduzir das entrelinhas uma vida bem mais interessante do que aquela que Maria Calíope efectivamente leva. E eu agradeço a interpretação criativa, pois vidas chatas, ninguém as quer!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Jibóia

Ondulada
Arrastada
Sinuosa
Sensual
Paciente
Táctil
Expectante
Rápida no gatilho
Zack!
Satisfeita


Passei pelo Impontual e dei por mim a pensar em jibóias

terça-feira, 22 de maio de 2018

Living like a Dane...

A vida em Copenhaga é tudo menos barata e a comida não é especialmente saborosa. Desconfio que os dinamarqueses não saibam cozinhar, no entanto, se há coisa que são imbatíveis são nos pequenos-almoços ou brunches. 


Uma vez que a espelunquinha onde eu estava não serviam pequenos-almoços, em vez de comprar um croissant e um café to go - fiz isso no meu primeiro dia - resolvi viver the Danish way e ir tomar um pequeno-almoço generoso, levando o meu computador e aproveitando para trabalhar nos respectivos cafés. Foi uma das melhores decisões da semana.

A primeira paragem foi no Mad & Kaffe, onde comi isto: porridge com bagas e frutos secos, pãozinho com um queijo fresco com ervas, salmão fumado e pepino e sumo de black currant (não me lembro como se diz em português).







No dia seguinte, fui ao Parterre e fiquei lá horas sem fim. Foi um autêntico dia de trabalho! Parece um pequeno-almoço mais simplezinho com croissant, queijo, chourição, pão escuro, iogurte com cereais e fruta e uma meia de leite.
A melhor parte não foi fotografada, lamento querido leitor, mas era um pãozinho com abacate e salmão e ervas. Uma maravilha em forma de comida!






O pequeno-almoço do dia seguinte foi ainda mais simples. Croissant, café com leite e porridge, não há fotos, mas em compensação nesse dia fui para a beira-canal apanhar um bocado de sol de tarde e comi este caril (?) de berigela com chapati. O aspecto não é grande coisa, mas soube-me pela vida. O chapati estava estaladiço! Uma delícia!






No último dia fui ao Wulff & Konstali. Queria vir aqui desde o primeiro dia. Mas sem querer foi mesmo save the best for the last. Foi aqui a comer este manjar que assisti ao casamento real! Então aqui temos iogurto com uma espécie de granola e qualquer coisa parecida com sementes gigantes de maracujá, salmão e pãozinho, pudim de chia com puré de kiwi, tosta de tomate seco com queijo e manjericão, salada de melão e melancia e um cafezinho com leite.
Saí dali e fui para a praia!


A esperança nunca morre

A 3 meses e 7 dias de completarem 12 anos que trabalho para a Universidade de Viena, recebi o cartão de funcionária da instituição. Se correr bem, lá para as bodas de prata consigo um aumento e nas de ouro um contrato sem termo... se não me tiver reformado antes, claro!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Smile!

Estou fascinada com estes dois. Só agora é que vi a entrevista que deram há uns meses e a parte inicial do casamento. Viu o querido leitor o que o Príncipe Harry disse quando a Megan chegou? "You look amazing! I'm so lucky!" Ooooooooohhhhhhh Não é maravilhoso? Eles sempre tão cúmplices, sempre de mãos dadas e tão apaixonados, que é tão bonito de ver! Estou mesmo feliz por eles!
Só para ver as diferenças, acabei por ver a entrevista do William & Kate a propósito do seu noivado e não tem nada a ver: distantes e quase sem emoções - especialmente ela.


sábado, 19 de maio de 2018

Real boda

É nestes momentos que aquela réstia de romance, de romantismo, ao fim ao cabo, de sentimentos que devem existir algures perdidos no meu corpo dão sinal de vida.
Estive no fabuloso Wulf & Kasteli a tomar um brunch divinal enquanto via no telemóvel a transmissão em directo do casamento do Príncipe Harry com a Megal Markl. E foi tão bonito ver a cara de felicidade estampada nos dois. Não dou muita fé na Humanidade, no Amor então pior ainda, mas ver aqueles dois ali fez-me acreditar num mundo melhor, nas improbabilidades, nos reveses da vida. Não consegui ouvir bem o sermão do padre, mas do pouco que consegui ouvir retive que se o fogo foi a maior conquista da humanidade, amor é fogo e será também uma grande conquista. Bom, se calhar, não foi bem assim, mas serviu-me para reflexões várias. Num mundo tão rápido, tão mecânico e tão autómato, é tão bom ver que ainda há emoções fabulosas que ultrapassam fronteiras, barreiras, tradições e protocolos. Ele ruivo e lindo, ela com um sorriso autêntico e sentido do princípio ao fim tornando-a ainda mais bonita. Combinam tão bem! Gostei do corte do vestido, menos do véu e do cabelo e da farda dele, mas peanuts no meio daqueles corações cheios! Se o conto-de-fadas terminasse aqui, não teria dúvidas em acrescentar um genuíno "e viveram felizes para sempre"! Sim, eu acredito em finais felizes! (Já este casamento parece-me mais para cumprir o protocolo).

Um homem que saiba dançar saberá fazer tudo o resto!

Dançava eu alegremente com um nativo dinamarquês (cuja origem não me recordo se era Camarões, Guiné ou outro sítio qualquer) de camisa, gravata e muita ginga, quando de repente ouço os primeiros acordes da melhor kizomba de todos os tempos: Kayo Corpo. O que eu gosto desta música! Talvez a última vez que a tenha dançado tenha sido com o homem mais lindo do mundo na minha festa dos 24 anos... e agora assim sem qualquer previsão em Copenhaga com um indivíduo que dançava mesmo bem.
Eu tinha chegado pouco antes ao bailarico, mas logo ali pensei que com aquele Kayo Corpo a minha noite já estava ganha! No entanto, foi apenas o pontapé-de-saída para uma bela noite dançante!

Adendas (20.5.2018)
- O tipo era do Zimbabué, mas eu dancei com ele e com outros quantos, um melhor que o outro. Houve um sul-africano que não sei como fez que atirou as minhas pernas para o ar...
- A música é que motivou esse post a essas horas.
- Falei entretanto com o homem mais lindo do mundo e ele: "Mas tu precisas aulas de kizomba?" (resposta: "Sim, não me ensinaste bem e por isso ando a passar vergonhas!").

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Sportingzinho-lindo-que-nunca-me-falha

... mas agora chocou-me. E muito.

A minha relação com o Sporting é possivelmente uma das ligações mais estáveis da minha vida, só superada por alguns laços familiares muito estreitos. Não consigo imaginar nada que me fizesse deixar de ser sportinguista. Nada. E vitórias e derrotas fazem parte do jogo, mas não condicionam a minha filiação.

Serve este pequeno intróito para enquadrar a surpresa, a incredulidade e o posterior choque quando me fui apercebendo do que tinha passado / está a passar-se no meu clube.

Reunir uma manada para actos de selvajaria? Bater em jogadores? Hooliganismo?
Alguém que vê a instituição a ser vandalizada, os seus jogadores a serem violentados diz que é chato?
Há muita coisa podre no futebol que com certeza irá muito além do meu conhecimento mas isto é bater no fundo. Dizer que é lamentável é pouco. É criminoso. É ralé. Espero que sejam responsabilizados pelo que fizeram e arquem com as consequências.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Working with a view

Nem só de aulas vive uma pessoa! Também há muito trabalho diante do computador. Mas com brunch foi possivelmente uma estreia.

Ali do lado esquerdo é um dos mil canais que povoam Copenhaga, por isso também havia ali barcos a passar.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Reading with a view

E o calor que faz por estas bandas, querido leitor?
Eu ando em mangas de camisa, mas há muita gente de biquíni ou sem camisa de todo, sem contar com os que nadam no canal.

terça-feira, 15 de maio de 2018

392º momento cultural: Lady Bird

Por sugestão de um blogue amigo, fui ver o Lady Bird. Vi o trailer e fiquei com uma ideia. Vi o filme e achei que não tinha percebido nada do trailer. No trailer, achei que o filme partia das diferenças de opiniões entre uma mãe e uma filha, sendo que esta consegue vingar a sua e ir estudar para fora. No trailer, foi mais ou menos isso mas como ponto de chegada e não como ponto de partida.
O filme mais do que inocente é quase mágico, mágico porque recupera uma inocência em que tudo ainda é possível, onde todos os sonhos podem ter pernas para andar, onde não há impossíveis. A Lady Bird é isso, é uma rapariga que está constantemente a re-inventar-se para atingir os seus objectivos, uns mais legítimos do que outros, mas quem nunca foi adolescente com objectivos de vida parvos que atire a primeira pedra! De mangas arregaçadas, ela tanto soma sucessos como desilusões, é confrontada com a vida que tem que muito difere daquela que ela gostaria de ter, tem de lidar com uma situação familiar um pouco instável, mas mesmo assim consegue contornar os seus obstáculos.
É um filme simples, mas muito bonito!

Medicina em directo

Foi preciso vir para a Dinamarca para ver em directo e a cores a minha mãe a dar uma injecção à minha irmã!

Copenhaga, às 21:41

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Casca de banana

Para além do atraso de meia hora do meu voo, cheguei ao meu lugar e estava uma casca de banana no chão do meu lugar, no chão!!! Eu fiquei tão incrédula quanto fui diligente e chamei a hospedeira para limpar aquilo. Acho que ela não ficou muito satisfeita com a tarefa, mas era ela ou eu... Quem é que atira uma casca de banana para o chão de um avião?! Realmente...

(Sim, não é só a TAP que tem problemas, outras companhias, nomeadamente, a Austrian, também).


Copenhaga, às 23:47

391º momento cultural: Closer

A vantagem de receber uma mensagem acerca do atraso de um voo no momento em que se chega ao aeroporto é ter tempo livre para se escrever uma série de posts atrasados! De qualquer modo, a questão dos posts cronológicos vai ser descurada, pois ainda não vai ser desta que vou falar de Pompeia e não sei que mais era. Agora sai já a peça de teatro que fui ver no fim-de-semana, antes que me esqueça.
Há umas largas semanas que vi anunciada peça Closer no teatro inglês de Viena e fiquei toda contente, uma vez que vi o filme e gostei imenso. Estranhamente já passei o Mergulhos a pente fino e não encontro qualquer referência ao filme. Tenho a certeza que o vi sensivelmente na mesma altura de um outro filme com o Jude Law, Alfie. Não há sombra de nem de um nem de outro filme aqui no blogue, o que é uma pena, pois para me lembrar do elenco e de algumas falas é porque gostei muito do filme.
Por coincidência, um dos meus colegas trabalha no tal dito teatro e avisou-me logo depois da estreia que a peça estava muito esquisita, que o público tinha estranhado e sei lá mais o quê. Eu perdi a vontade de ir e ele ficou de me dizer qualquer coisa se a coisa melhorasse. Não sei se melhorou, mas ele desencantou um bilhete para mim. Como a cavalo dado não se olha o dente, lá fui.
A história é basicamente dois casais, ou melhor, dois homens e duas mulheres, em que baralha e volta a dar. Estão todos apaixonados uns pelos os outros à vez. Isso assim só parece o Beverly Hills dos anos 90, mas é mais do que isso! No entanto, eu tive alguma dificuldade de seguir a passagem do tempo. A cada cena já se tinham passado meses ou anos e eu no início não estava a seguir. Simpatizei mais com umas personagens do que com outras, mas realmente já pouco me lembro do filme para saber se foi muito fiel ou não. Lembro-me da cena no clube de strip onde a actriz tem a peruca cor-de-rosa... Mas realmente o fim foi muito esquisito... well, toda a segunda parte e o fim da primeira também. Eu segui tudo de fio a pavio, mas a senhora do lado adormeceu. Houve uma fila inteira que foi embora ao intervalo. Tenho pena, pois continuo a ter o filme em grande conta.

domingo, 13 de maio de 2018

12 points for Austria

É ver as votações da eurovisão ao vivo num pub com a emoção de quem vê uma eliminatória a ser decidida nos penalties.
A Áustria ficou com a vitória moral: ganhou na votação dos países, mas foi ultrapassada por Israel na curva do televoto. 

sábado, 12 de maio de 2018

Leitura obrigatória

Jornalista - Como se chama a aula?
Calíope - Competência de leitura e produção de texto, numa tradução um pouco adhoc.
Jornalista - Então eu vou dizer ao Zé Eduardo que se estuda o Vendedor [de Passados] na Áustria.
Calíope - Quem é o Zé Eduardo?
Jornalista - O Agualusa! Eu trato-o assim por Zé Eduardo...
Calíope - Glup! Não é preciso... ele deve saber que é lido em todo o mundo...

Pseudo-atlas

Não é aquela altura do ano em que me sinto Atlas, mas que acuso alguma falta de tempo, isso sim... Caso contrário, não ligaria uma máquina de roupa já passado da meia-noite. Na verdade, isso é só a ponta do icebergue. A agenda de fim-de-semana está mais concorrida do que nunca: aulas para dar, aulas para assistir, aulas para preparar, entrevista para dar, compras, teatro, festa de anos, ser anfitriã de um colega, fazer uma mala... e com sorte também consigo comer e dormir. Agora é que me dava jeito um secretário/mordomo (mas daqueles que sabem dançar para o explorar nos tempos livres também)! 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Antes e depois

Durante o festival de kizomba, enquanto esperava uma oportunidade para dançar e os táxis iam levando as lambisgóias ao meu lado, eu lembrei-me várias vezes que não tinha razão nenhuma para estar triste. Mesmo com essas paragens, eu estava a dançar mais do que nunca e se comparasse com a minha prestação em Zagreb há um ano, agora sou praticamente uma dancing queen (sim, ainda há muita margem para empress, quem sabe até papisa), mas o importante é que já sei dançar qualquer coisa, o que é motivo de alegria! Dançar é como nadar é aquilo e mais nada e não há espaço para multi-tasking!

Hoje começaram a sair as fotos do festival e eu bati os olhos nesta e desatei-me a rir


porque me lembrei imediatamente desta



É tão cómico Maria Calíope ter sido apanhada em ambas as fotos sensivelmente na mesma posição com estes indivíduos em concreto, quando dançou sem exagero com dezenas de gajos! E para mim é mesmo um antes e depois. Se no "antes" (em Zagreb em 2017) eu estou praticamente pendurada ao pescoço deste indivíduo, no "depois" (em Viena em 2018) estou na diagonal (sim, estou mesmo inclinada e não é a cair) num passo que acho mesmo muito bonito. E nem acredito que aquele braço delineado é meu... afinal a ginástica está a fazer qualquer coisa!



Napolitando

Parece que tenho mil posts atrasados. Queria falar de Nápoles, queria falar do festival de kizomba, pelo meio houve cinema e outros desenvolvimentos e parece que o tempo me escorre pelos dedos. Vamos a Nápoles, que eu gosto de coisas cronológicas!
Cheguei um dia mais cedo que as minhas amigas, mas Maria Calíope está mais do que habituada a viajar sozinha, por isso a última coisa que iria fazer era ficar no quarto do hotel a ver o Madagáscar dobrado em italiano (aconteceu mesmo!), caso não tivesse enturmado com pessoal local! Oops! I did it again... E o querido leitor, já a revirar os olhos, sabe perfeitamente da queda que Maria Calíope tem por italianos... É mais forte do que eu! Eu não queria, eu não queria! :D
Bom, com o passar do tempo sair com estranhos passou a causar-me pouca estranheza e tenho duas abordagens para a situação: 1) um estranho deixa de ser estranho quando o conhecemos, 2) pessoas conhecidas podem-nos causar danos bem maiores que estranhos. Tudo isto polvilhado com fé na humanidade e ainda mais fé nos meus instintos: se eu achei que era boa onda é porque era mesmo. À medida que o tempo passa e vamos conhecendo mais pessoas mais desenvolvemos e apuramos estes sentidos.
No fim de contas, passei uma noite muito mais divertida do que se tivesse ficado a ver o Madagáscar dobrado em italiano até ao fim! Foi um belo saturday night fever: fui sair com um grupo de italianos que fui conhecendo, mesmo ao estilo "traz um amigo também". Então eu saí com um tipo que foi buscar uma amiga e os três fomos para um bar giro-giro numa espécie de Bairro Alto napolitano ter com umas amigas dela e depois ainda chegaram mais uns amigos dele. Os gajos eram todos guias  turísticos e (talvez por isso) falavam inglês, o que me facilitou bastante para decidir com quem falar. Saquei uma série de dicas, outras tantas recomendações e ainda uns números de telefone! E o vinho da casa?! Era de beber e chorar por mais!
Perceberá agora o caríssimo leitor porque Maria Calíope adora ir a Itália? Não é só marketing, há conteúdo também! (E a estética, senhores? A estética!)

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Deveres tributários com semba


Há um ano andava a chorosa pelos cantos de Zagreb a ouvir mornas (e não foi obviamente pelo croata que conheci dois dias depois!). 
Passado um ano, ando deliciada com este semba (Lola de Kyaku Kyadaff). Poderia ter-me levantado e andar aqui a rodopiar pela sala, mas não, fui pagar impostos!
Quem é a cidadã exemplar, quem é?

terça-feira, 8 de maio de 2018

Como acabar num tango-bar em três falas

Calíope - Querem combinar alguma coisa na quinta? Vamos jantar?
Amiga 1 - Óptima ideia!
Amiga 2 - Falaram-me de um workshop de tango e depois deve ter um espectáculo ou assim...
Calíope: Ohhhh siiii cariñooooo!
Amiga 1 - I'm in!
Amiga 2 - Não sei nada de tango mas 'bora lá [esta minha amiga é bailarina]
Calíope - Se calhar é melhor perguntar qual é o nível do workshop... eu já não danço tango há dois anos.
Amiga 1 - Bom, eu vi no site que pedem participantes "com experiência". A minha experiência de tango tem mais de 10 anos, por isso deve ter passado de prazo!
Amiga 2 - Se eu lhes escrevo a dizer que não temos experiência não nos aceitam... Além disso não sei como é com os pares...
Amiga 1 - Vou mas é ver vídeos no youtube da Ana Padron & Diego Blanco para actualizar a minha experiência!
Amiga 2 - Esses são bons? Mas digo que é para inscrever 3?
Calíope - Por mim sim! Mas não tenho tempo para ver vídeos até quinta, mas pode ser que compense com a prática da kizomba!
Amiga 1 - Inscreve-nos sim!
Calíope - Eu marco a mesa do jantar!

E assim sem querer para fugir a um jantarico cá em casa, vou parar ao tango! Este era o ano para dançar, certo?

(Adenda: Ao contar este episódio à minha mãe, ela sugeriu que eu levasse o meu diploma de tango emitido em Buenos Aires para atestar a minha proficiência!)

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Prenda para a mãe

Acho que nunca dei muita importância ao dia da mãe, também nunca me esqueci dele e sempre liguei à minha mãe, mas nunca lhe prestei grande atenção (ao dia, não à mãe). Nos últimos anos tenho sido mais cuidadosa com a data, por motivos óbvios. No ano passado mandei-lhe fotografias magnéticas nossas (com a minha sobrinha, o meu pai e a minha irmã) e este ano resolvi ser mais criativa e mandei-lhe um livro. Fiquei mesmo contente quando ela se riu como uma perdida quando o abriu e viu o que era: Os vivos, os mortos e o peixe frito do Ondjaki. Fiquei mesmo contente por ela ter gostado da surpresa e por ver a minha mãe a rir com gosto como antes. Quando parou de rir disse:

"Olha, Calíope, pronto, agora vou desligar para poder ler o livro ainda hoje à noite!"

:)

domingo, 6 de maio de 2018

390º momento cultural: Kizbomba - Fire on the dancefloor

Apesar de poder parecer que eu sou batida em festivais de kizomba (Zagreb, Bratislava, Graz, Tallin e Madrid), a verdade é que me limitei a ir a uma festa por evento, eventualmente um workshop e pouco mais do que isso. Por isso, foi mesmo aqui em Viena no Kizbomba que me estreei a ter um full-pass para três ou quatro dias de festival.

Resumindo, desde sexta-feira que o pouco tempo que passei em casa foi para tomar banho, comer qualquer coisa e dormir algumas horas! O festival incluía, além das festas temáticas de noite (sexta: bandeira austríaca, sábado: Carnaval de Veneza e hoje: bad taste (não fui)), vários workshops e social dance. Eu por mim, teria feito casa cheia, fazia os workshops todos, ía às festas todas e no intervalo ficava a dançar no social dance, mas a idade não perdoa... mesmo assim não sei há quanto tempo não chegava a casa às 4 da manhã dois dias seguidos!  Consegui ir a duas festas, fazer 3,5 workshops e ir duas vezes ao social dance. Não sei quantas horas dancei ao longo destes dias - com certeza muito mais do que o costume, talvez uma média de 3h/dia, mas por mim teria dançado o dobro, sem problemas.

Apercebi-me que sou muito mais feliz a dançar - desde que não seja nem com um panhonha que não tenha pulso, nem com aqueles outros ultra-profissionais que querem fazer mil figuras e outros tantos malabarismos, que uma pessoa não consegue desfrutar de nada pois está ali mais tensa que sei lá o quê a tentar perceber o que o indivíduo quer fazer - bom, mas dizia que dançar faz-me tão bem que sobrepõe até ao tempo de espera que alguém me tire para dançar. Realmente, pensava que era mais feliz dentro de água, mas afinal, a dançar também! Quererá imaginar o querido leitor o que seria de mim se fizesse natação sincronizada?! :D

A parte chata deste festival foi o facto de haver muito mais mulheres que homens, o que aumentava o tempo de espera e não sei se estarei a efabular, mas se aliado ao facto de eu dançar só qb, não ser alta, nem loura, nem usar roupa colante, nem decotes vertiginosos, nem ter um corpo escultural - bom, ter tenho, mas é outro tipo de escultura - parece-me que fui várias vezes preterida a favor de uma dessas lambisgóias... mas pode ser só impressão.

A parte boa foi que havia imensos táxis e eu especialmente na primeira festa fiz-me valer deles. Foi sem dúvida a noite em que mais dancei e soube-me pela vida. Foi a estreia dos meus primeiros sapatos de dança e foi mesmo em grande! Que coisa fabulosa estar ali a deslizar pela pista em pantufas de salto, super estáveis e super confortáveis.

Também gostei imenso de alguns dos workshops, nomeadamente um de semba e outro de criatividade na dança. Os tipos que os estavam a ministrar não só sabiam o que estavam a fazer, como sabiam como o transmitir e eram bem humorados - acima de tudo via-se a milhas que gostam de dançar e que dançam com gosto. Faz toda a diferença. Vejam os vídeos (ponho os vídeos e as imagens amanhã que isto hoje não está a funcionar)

Com isto tudo estou mesmo a pensar se quero passar o meu aniversário num evento destes ou não.

sábado, 5 de maio de 2018

Party time


3 horas a dançar a estrear os meus primeiros sapatos de dança. Estou maravilhada! Parecem pantufas! Só me vim embora porque estou cansada (em geral), já estava toda transpirado e tenho aulas amanhã de manhã. Dores nos pés? Zero! 
Amanhã há mais! 

quinta-feira, 3 de maio de 2018

De 8 a 31

Tenho as costas num oito. Na verdade, as minhas costas são um oito, mas uns dias em Nápoles transformaram o oito num 31! Lidar com ombros e costas ultra-tensos sei, mas nunca me tinha acontecido essa tensão ser transmitida para a cabeça, para grande espanto de vários massagistas. Desta a tensão foi mesmo irradiada para a cabeça e eu fiquei cheia de dores.
À falta de um para-raios ou de um para-choques interno, fui parar a um massagista vietnamita. Não o conhecia e pareceu-me que não falava alemão. Não seria mau de todo não poder falar comigo, assim dava para eu dormir um bocadinho.... Estava tão enganada! O homem não sei se me fazia cócegas ou dava-me beliscões, pelo meio esfregava e dava umas pancadinhas secas. Eu não sei se estava a gostar ou não, mas relaxar não dava mesmo! Passei uma hora nisto. No fim, ele disse que era médico e que me recomendava acupunctura. Valeu a sova! 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Falta de civismo

Sou uma adepta confessa de transportes públicos. Não é uma alegria poder beber um copo a mais sem a preocupação de ter de pegar no carro? Não são anos de vida que se perdem (e nervos então?) à procura de estacionamento? Não são fortunas que se poupam em impostos de circulação, seguros, gasolina, parquímetros, arrumadores, sem contar com a viatura em si? Eu sou a feliz proprietária de um passe social anual que me sai a 365€ e só gasto mais em transportes porque passo a vida caída no aeroporto que fica uma zona (1,70€) fora da área abrangida pelo meu passe. Com isto quero dizer que tenho em mim enraizadas todo uma série de códigos a passageiros, coisas tão simples - mas às vezes não tão óbvias - como deixar primeiro as pessoas sair antes de entrar, dar prioridade e/ou abrir as portas a pessoas com carrinhos de bebé ou em cadeiras de rodas, dar o lugar a pessoas mais velhas, etc. Eu e a maior parte das pessoas que andam de transportes aqui em Viena.
Bom, quando voltei de Nápoles, apanhei o autocarro para o aeroporto, um daqueles transfers o ligam ao centro da cidade, mas que funcionam num autocarro normal (= sem sítio específico para as malas). Quando apanhei o autocarro, na estação de comboios, o autocarro já vinha semi-cheio e eu fui para o fundo vendo alguns lugares vagos. Ao chegar efectivamente ao fundo do autocarro, vejo uma série de malas a ocupar lugares sentados. É que não fui de meias medidas, dirigi-me a um lugar e fiz sinal aos possíveis donos da mala que me queria sentar. Tiraram e eu ocupei o lugar, entalando a minha própria mala no espacinho que sobrava sem estorvar mais ninguém. Entretanto, como estava mesmo no último lugar do autocarro deu para apreciar a falta de civismo em directo. Então, o casal que tirou a mala de um lugar para eu me sentar, ia com mais duas pessoas e estas 4 (QUATRO) pessoas estavam a ocupar nada mais nada menos do que 8 (OITO) lugares, sem contar com o meu e o do lado que desocuparam, a pedido! Oito lugares, sendo que quarto eram com malas... O autocarro ia cheio, mas atrás havia uns degraus e chão e espaço debaixo dos bancos, mas aquelas alminhas tinham ocupado seis lugares sentados com as suas malas, sacos e sei lá mais o que eles tinham. A sério que esta falta de civismo deixa-me doida, mas mais perplexa ainda foi o facto de mais ninguém lhes ter pedido que desocupassem os lugares... Tudo bem que a viagem foi curtinha, 10 minutos ou coisa que o valha, mas mesmo assim. Na parte central do autocarro iam pessoas atafulhadas e ali 4 lugares com malas... A sério... Não entendo a cara de pau.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Trip Advisor

Hanover é tão giro que a minha companhia aérea achou por bem manter-me lá mais 4 horas do que era suposto para eu poder desfrutar do solo germânico. E ainda tive direito a comes e bebes! Não querendo queixar-me, preferia ter passado o dia nas ilhas da costa napolitana...