sábado, 7 de abril de 2018

Poupar na farinha gastar no farelo

Gosto do aeroporto de Lisboa - não estou a ser irónica - acho que é um espaço agradável, tem imensas lojas giras e uma pessoa acaba por ter com que se entreter enquanto está à espera. No entanto, a organização antes de chegarmos à parte agradável é um caos. Não sou fã do sistema fila única em parte nenhuma, mas num aeroporto não faz sentido nenhum, quando há pessoas sem check-in feito, pessoas com check-in feito e ainda pessoas já com as etiquetas das malas para todos os voos na mesma fila. Não sou o tipo de pessoa que chega em cima da hora em aeroportos, uma hora e meia para um voo dentro da Europa não é pouco espaço de manobra, mas em Lisboa é. Estive uns 30 minutos para despachar a mala - eu era daquelas já com o check-in e etiqueta - e ao chegar a minha vez já estava a ouvir a última chamada para o meu voo! Fui direitinha para o controlo de segurança e foi outra meia hora... A meu ver não faz sentido nenhum estarem 4 filas de controlo para as centenas (milhares?) de passageiros que ali se acumulavam. Tudo fluiu com normalidade, ou seja, não vi nenhum daqueles casos estranhos nas dezenas de pessoas à minha frente na minha fila, mas eram mesmo muitas pessoas... Não seria mais eficiente para todos darem emprego a mais pessoas e terem passageiros mais satisfeitos? Saí dali direitinha para a minha sala de embarque. Pela primeira vez - desde sempre? - não passei por loja nenhuma e não trouxe nada (entre anéis e pijamas já devo ter comprado de tudo no aeroporto!). Pus-me na fila e entrei para o avião logo de seguida. Mais uma vez era um A330, mas eu não consegui um lugar à janela. Em compensação o serviço de entretenimento a bordo estava a funcionar. De repente tudo melhorou! Não percebo porque é que voos de mais de duas ou três horas não têm sempre entretenimento a bordo. Portanto, fiquei entretida a ver filmes (hão-de aparecer em breve em momentos culturais) e a ouvir música e surpreenda-se, querido leitor, até o pequeno-almoço estava melhor! Agora dão uma caixinha com um iogurte cremoso e uma espécie de granola, umas fatias de maçã e um pãozinho escuro com manteiga (que seria óptimo se estivesse quente, mas já não me queixo). Com tudo isto cheguei a Viena num piscar de olhos e ainda deu para passar um bocadinho pelas brasas! (Mesmo assim para a próxima, acho que vou preferir a Lufthansa ou a Swiss com escala!).

2 comentários:

Mafalda Oliveira disse...

Devo ser um bicho raro... Daqueles em vias de extinção... Nunca andei de avião e por isso não consigo sentir na primeira pessoa aquilo porque passaste. (ainda estou a tentar decidir se consigo entrar num avião. Tenho pavor de alturas e subidas e descidas só com os pés no chão).
Bom regresso!

Calíope disse...

Mafalda: É um transporte como outro qualquer com a vantagem de ser muito mais seguro! Não faço ideia como é que um avião consegue voar, mas também não sei como é que um navio se mantém à superfície e nem me interessa muito desde que cumpram as suas funções. Não vale a pena teres medo de andar de avião, a sério que não. Imagina que eu tenho medo de alturas, ao ponto de não conseguir saltar de uma mesa para o chão...