sábado, 21 de abril de 2018

388º momento cultural: José Rodrigues dos Santos em Viena

A nova direcção da Sociedade Austro-Portuguesa está apostada em dar uma nova vida a uma instituição moribunda, a dinamizar a comunidade portuguesa e a organizar eventos culturais. Se em Março esteve cá a Isabela Figueiredo, agora contámos com a visita do José Rodrigues dos Santos.
Eu estava muito curiosa para o ver e ouvir ao vivo, pois confesso já ter ouvido cobras e lagartos do homem. A sala estava cheia e depois de algumas palavras introdutórias, JRS entrou em acção... em inglês. Entrar em acção é força de expressão, pois o homem não se levantou para falar e começou por dizer que não tinha preparado nada em especial para dizer mas que ia falar um bocadinho da sua carreira de escritor e logo daria espaço para perguntas e respostas. Confesso que se por um lado achei um mau princípio ele dizer que não se tinha preparado para o evento, merece toda a minha admiração por ter falado assim uns bons 45 minutos, sem qualquer tipo de anotação, num discurso consequente, com uma série de episódios engraçados, que com certeza captou a atenção do público. Imagino que ninguém se aborrece a ouvi-lo, pois ele consegue manter as pessoas atentas, no entanto, é uma pessoa cheia de si, e apesar de ter milhentas razões que o justifiquem, parece-me que um bocadinho de modéstia não lhe ficaria mal. De qualquer modo, gostei bastante de o ouvir a rebater críticas que lhe são frequentemente dirigidas, ele preocupa-se com o seu leitor e escreve de forma a que as pessoas entendam temas normalmente mais complicados. Possivelmente nunca irá receber nenhum prémio literário, mas poderá gabar-se de pôr leigos a ler sobre economia, história ou física quântica. No final, falei com ele e ele foi bastante simpático e atencioso, respondendo às questões que lhe queria ter feito nas "perguntas e respostas" mas que não me foi permitido por falta de tempo. Autografou-me dois livros, um para mim e outro para a minha mãe, mas achei que tirar uma foto com ele seria um abuso. Ao fim ao cabo eu não ia fazer nada com a foto!

3 comentários:

Boop disse...

Pois....
Não aprecio muito acrescenta do senhor...
Nota-se no entanto que ha um grande trabalho de investigação por trás.
(E são terrivelmente plásticas as cenas de intimidade descritas nos seus livros!!! - bem, acho que só li um...)

Calíope disse...

Boop: Era "a escrita" o que ias dizer, certo? Eu gosto da parte científica da coisa, o pseudo romance que serve de enquadramento seria escusado, mas lá está, serve-me para ler coisas que de outra forma não leria.

Boop disse...

Pois... era isso!
:)