Mergulhos num mar de palavras que ecoam ideias, experiências e outras tantas coisas errantes pela minha cabeça.
domingo, 29 de abril de 2018
sábado, 28 de abril de 2018
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Planos de festas (to be)
Daqui a precisamente 6 meses é o meu aniversário. Isso só por si, já seria motivo de alegria e referência, mas acontece que este ano serei brindada com um aniversário redondo, o que transforma a coisa numa espécie de efeméride, nem que seja pessoal. Além disso, quis o calendário que o meu dia de anos tivesse 25 horas, mas também com um feriado colado que faz com que tenha um fim-de-semana de 3 dias. Tudo muito giro, tudo muito bom, mas a porca torce o rabo porque ainda não tem nenhum plano de festas.
A maior parte dos meus amigos, tal como eu, estão a celebrar neste ano os seus 40 anos e se há alguns estão mais preocupados em tentar esquecer esse facto, há outros que querem/quiserem festejar em grande. É neste último grupo que eu me incluo. Tenho amigos que foram fazer um safari à Tanzânia, outra que pretende ir para o Irão, uma que vai fazer o Caminho de Santiago, uns que querem fazer festas de arromba e outros viagens de sonho em família. Se fosse só querer, eu queria ir para um sítio paradisíaco (Maldivas? Afinal Male sempre me quis) ou então para o Japão (que é um daqueles destinos que me falta cumprir), no entanto, o meu aniversário calha em período de aulas, por isso o máximo que consigo será tirar uns 5 dias com jeitinho, logo os meus planos megalómanos caem por terra, pois não vou fazer uma viagem de mais de 10 horas para ficar lá 2 dias. Por isso, será que o caro e estimado leitor tem alguma sugestão para esta pobre aniversariante to be? Preciso de um plano de festas mesmo fixe, afinal faço 40 anos! Ficar em Viena está fora de questão e ir a Lisboa idem.
Assim de repente na berlinda está Veneza ou Florença, Gdansk (no norte da Polónia), uma ilha grega também poderia ser uma ideia engraçada. Cenas giras que tenho feito nos meus anos e que são sempre uma aposta ganha: passar o dia num spa e/ou ir dançar.
Muito mais não preciso!
Well, ter companhia poderia eventualmente ser algo giro - mas não estou à espera de milagres - e prefiro estar comigo do que sofrivelmente acompanhada!
Portanto, querido leitor, ideias?
A maior parte dos meus amigos, tal como eu, estão a celebrar neste ano os seus 40 anos e se há alguns estão mais preocupados em tentar esquecer esse facto, há outros que querem/quiserem festejar em grande. É neste último grupo que eu me incluo. Tenho amigos que foram fazer um safari à Tanzânia, outra que pretende ir para o Irão, uma que vai fazer o Caminho de Santiago, uns que querem fazer festas de arromba e outros viagens de sonho em família. Se fosse só querer, eu queria ir para um sítio paradisíaco (Maldivas? Afinal Male sempre me quis) ou então para o Japão (que é um daqueles destinos que me falta cumprir), no entanto, o meu aniversário calha em período de aulas, por isso o máximo que consigo será tirar uns 5 dias com jeitinho, logo os meus planos megalómanos caem por terra, pois não vou fazer uma viagem de mais de 10 horas para ficar lá 2 dias. Por isso, será que o caro e estimado leitor tem alguma sugestão para esta pobre aniversariante to be? Preciso de um plano de festas mesmo fixe, afinal faço 40 anos! Ficar em Viena está fora de questão e ir a Lisboa idem.
Assim de repente na berlinda está Veneza ou Florença, Gdansk (no norte da Polónia), uma ilha grega também poderia ser uma ideia engraçada. Cenas giras que tenho feito nos meus anos e que são sempre uma aposta ganha: passar o dia num spa e/ou ir dançar.
Muito mais não preciso!
Well, ter companhia poderia eventualmente ser algo giro - mas não estou à espera de milagres - e prefiro estar comigo do que sofrivelmente acompanhada!
Portanto, querido leitor, ideias?
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Ecce uomo*

Nas fotos tens muito bom aspecto, mas na realidade és muito melhor!
Eu bem dizia que a vida real supera qualquer coisa virtual.
*O confuso leitor não entende o que se passa e eu não o censuro, eu própria às vezes tenho dificuldade de acompanhar a minha vida. No entanto, fique com a informação que não é aquela personagem nossa conhecida por mais parecenças que tenha.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
389º momento cultural : A midsummer night's deam
Li o Midsummer Night's Dream na faculdade em Literatura Inglesa e na altura foi a minha peça preferida, ainda me lembro do "play within a play" e o "the lover, the poet and the madman" e das horas que passei a estudar com as minhas colegas. A brincar já passaram 20 anos e pelo caminho vi a peça em Lisboa numa encenação em espanhol, o bailado na Staatsoper e agora fui ver a versão em ópera.
Como disclaimer tenho de dizer que eu não sou letrada em óperas. Já vi muitas mas sinto-me sempre tipo boi... nunca entendo metade do que se passa.
Aqui valeu-me saber a história caso contrário pensava que estava na peça errada. Ok, no início pensei mesmo. A encenação no Theater an der Wien é relativamente moderna em comparação à Staatsoper e eu de repente em vez de ver fadas e reis e gnomos e rainhas, aparecem crianças no recreio da escola... A ideia até não foi nada má, mas primeiro que eu percebesse quem era quem precisei de algum tempo. O lugar onde estava também não era o melhor, via melhor a orquestra do que o que se passava em palco. Resumindo: não adormeci, o que é super positivo, mas teria preferido ir ao cinema!
Como disclaimer tenho de dizer que eu não sou letrada em óperas. Já vi muitas mas sinto-me sempre tipo boi... nunca entendo metade do que se passa.
Aqui valeu-me saber a história caso contrário pensava que estava na peça errada. Ok, no início pensei mesmo. A encenação no Theater an der Wien é relativamente moderna em comparação à Staatsoper e eu de repente em vez de ver fadas e reis e gnomos e rainhas, aparecem crianças no recreio da escola... A ideia até não foi nada má, mas primeiro que eu percebesse quem era quem precisei de algum tempo. O lugar onde estava também não era o melhor, via melhor a orquestra do que o que se passava em palco. Resumindo: não adormeci, o que é super positivo, mas teria preferido ir ao cinema!terça-feira, 24 de abril de 2018
Wake up call*

É desta forma ternurenta "Oh baby get up" que acordo todos os dias... Sim, com o David Fonseca a chamar por mim! Bom, aos fins-de-semana toca outra música. Na verdade, achei um piadão à canção e a sonoridade fez-me logo elegê-la como a música do despertador, ser do David Fonseca ou de outro tipo é no caso irrelevante. Tem piada que na vida real detesto esse ou qualquer tipo de petit-nom, esses do género one-size-fits-all como baby, babe, fofinha, bebé, Schatz, Mausi e outras variações. Se eu tenho um nome é para me chamarem com ele e se não for o meu nome - já aconteceu - que seja uma coisa talhada para mim. É que babe cabe a qualquer uma, eu, a anterior ou a próxima e eu, pelos vistos, sou egocêntrica e tenho mau feitio!
*Não foi mera coincidência
Adenda 26.4.2018: Em qualquer 24 de Abril nunca se sabe o que acontecerá a 25! Os anos passam e não param de me surpreender.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Refeições com crianças
Calhou na última semana ter ido almoçar ou jantar com amigos meus com filhos pequenos (idades entre os 2 e os 7). Com mais ou menos grito, com mais ou menos birra, com mais ou menos levanta-senta-ai-não-gosto-ai-não-quero-quero-antes-aquilo. Consegui manter conversa com os convivas sem que a criançada dominasse o tema, o que é bastante positivo, mas... well...
domingo, 22 de abril de 2018
Conversas soltas XXXVII

- Estou em Plovdiv (Bulgária) mas para a semana vou para Praga.
- Ah que giro! Tenho amigos de Plovdiv.
- Não queres ir lá ter comigo?
- Era uma ideia... mas já tenho planos para a semana. Vou para Itália...
- Ok! Mas poderíamos combinar encontrarmo-nos num sítio qualquer por aí.
- Sim, porque não? Em Maio já tenho o mês muito preenchido, mas talvez em Junho.
- Junho é bom para mim. Então combinamos depois.
- Está bem.
Tudo muito lindo. Tudo muito bom. Tipo giro que se farta. Conversa prática e sem muitas delongas. Gosto disso. Já não tenho muita paciência para muitos alinhavados e pregas e não sei que mais. Só depois é que me ocorreu que estava a combinar um fim-de-semana algures na Europa com um desconhecido!
sábado, 21 de abril de 2018
388º momento cultural: José Rodrigues dos Santos em Viena
A nova direcção da Sociedade Austro-Portuguesa está apostada em dar uma nova vida a uma instituição moribunda, a dinamizar a comunidade portuguesa e a organizar eventos culturais. Se em Março esteve cá a Isabela Figueiredo, agora contámos com a visita do José Rodrigues dos Santos.
Eu estava muito curiosa para o ver e ouvir ao vivo, pois confesso já ter ouvido cobras e lagartos do homem. A sala estava cheia e depois de algumas palavras introdutórias, JRS entrou em acção... em inglês. Entrar em acção é força de expressão, pois o homem não se levantou para falar e começou por dizer que não tinha preparado nada em especial para dizer mas que ia falar um bocadinho da sua carreira de escritor e logo daria espaço para perguntas e respostas. Confesso que se por um lado achei um mau princípio ele dizer que não se tinha preparado para o evento, merece toda a minha admiração por ter falado assim uns bons 45 minutos, sem qualquer tipo de anotação, num discurso consequente, com uma série de episódios engraçados, que com certeza captou a atenção do público. Imagino que ninguém se aborrece a ouvi-lo, pois ele consegue manter as pessoas atentas, no entanto, é uma pessoa cheia de si, e apesar de ter milhentas razões que o justifiquem, parece-me que um bocadinho de modéstia não lhe ficaria mal. De qualquer modo, gostei bastante de o ouvir a rebater críticas que lhe são frequentemente dirigidas, ele preocupa-se com o seu leitor e escreve de forma a que as pessoas entendam temas normalmente mais complicados. Possivelmente nunca irá receber nenhum prémio literário, mas poderá gabar-se de pôr leigos a ler sobre economia, história ou física quântica. No final, falei com ele e ele foi bastante simpático e atencioso, respondendo às questões que lhe queria ter feito nas "perguntas e respostas" mas que não me foi permitido por falta de tempo. Autografou-me dois livros, um para mim e outro para a minha mãe, mas achei que tirar uma foto com ele seria um abuso. Ao fim ao cabo eu não ia fazer nada com a foto!
Eu estava muito curiosa para o ver e ouvir ao vivo, pois confesso já ter ouvido cobras e lagartos do homem. A sala estava cheia e depois de algumas palavras introdutórias, JRS entrou em acção... em inglês. Entrar em acção é força de expressão, pois o homem não se levantou para falar e começou por dizer que não tinha preparado nada em especial para dizer mas que ia falar um bocadinho da sua carreira de escritor e logo daria espaço para perguntas e respostas. Confesso que se por um lado achei um mau princípio ele dizer que não se tinha preparado para o evento, merece toda a minha admiração por ter falado assim uns bons 45 minutos, sem qualquer tipo de anotação, num discurso consequente, com uma série de episódios engraçados, que com certeza captou a atenção do público. Imagino que ninguém se aborrece a ouvi-lo, pois ele consegue manter as pessoas atentas, no entanto, é uma pessoa cheia de si, e apesar de ter milhentas razões que o justifiquem, parece-me que um bocadinho de modéstia não lhe ficaria mal. De qualquer modo, gostei bastante de o ouvir a rebater críticas que lhe são frequentemente dirigidas, ele preocupa-se com o seu leitor e escreve de forma a que as pessoas entendam temas normalmente mais complicados. Possivelmente nunca irá receber nenhum prémio literário, mas poderá gabar-se de pôr leigos a ler sobre economia, história ou física quântica. No final, falei com ele e ele foi bastante simpático e atencioso, respondendo às questões que lhe queria ter feito nas "perguntas e respostas" mas que não me foi permitido por falta de tempo. Autografou-me dois livros, um para mim e outro para a minha mãe, mas achei que tirar uma foto com ele seria um abuso. Ao fim ao cabo eu não ia fazer nada com a foto!
387º momento cultural: Wow
Já não ia a um museu - pelo menos aqui em Viena - há tempo demais. Para a pessoa que em Fevereiro estava convencida que ia comprar um passe anual para museus, é muito triste constatar que apenas dois meses e meio depois que consegui efectivamente ir a uma exposição...
Enfim. A exposição WOW consiste numa colecção de arte privada, cuja dona, Heidi Horton, resolveu disponibilizar à populaça. Apesar de não haver nenhuma obra que eu tenha gostado assim mesmo mesmo, não poderia ficar indiferente à quantidade de peças e sobretudo aos nomes sonantes que lá estavam. Só para o querido leitor ter uma vaga ideia, não estamos a falar do Zé Tolas nem do Chico da Esquina, a colecção inclui: Marc Chagall, Paul Klee, Gustav Klimt, Henri Matisse, Joan Miró, Edvard Munch, Pablo Picasso, Egon Schiele, Francis Bacon, etc, etc, etc. Mesmo um leigo mais leigo do que eu tem consciência dos milhões de que se está a falar aqui. É impressionante como isto tudo pertence a uma pessoa só. Enquanto ia vendo os quadros, pensei que isto que quero ser quando for grande: coleccionadora de arte.... mesmo que seja ao nível do Zé Tolas e do Chico da Esquina, afinal cada um tem o que merece!
Enfim. A exposição WOW consiste numa colecção de arte privada, cuja dona, Heidi Horton, resolveu disponibilizar à populaça. Apesar de não haver nenhuma obra que eu tenha gostado assim mesmo mesmo, não poderia ficar indiferente à quantidade de peças e sobretudo aos nomes sonantes que lá estavam. Só para o querido leitor ter uma vaga ideia, não estamos a falar do Zé Tolas nem do Chico da Esquina, a colecção inclui: Marc Chagall, Paul Klee, Gustav Klimt, Henri Matisse, Joan Miró, Edvard Munch, Pablo Picasso, Egon Schiele, Francis Bacon, etc, etc, etc. Mesmo um leigo mais leigo do que eu tem consciência dos milhões de que se está a falar aqui. É impressionante como isto tudo pertence a uma pessoa só. Enquanto ia vendo os quadros, pensei que isto que quero ser quando for grande: coleccionadora de arte.... mesmo que seja ao nível do Zé Tolas e do Chico da Esquina, afinal cada um tem o que merece!sexta-feira, 20 de abril de 2018
Hoje deu-me para isto
Bordadeira.
Estou à procura de um modelito específico para ponto cruz.
Mas entretanto vou para a Friday night fever.
Estou à procura de um modelito específico para ponto cruz.
Mas entretanto vou para a Friday night fever.
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Bedtime stories
No momento em que ontem decidi ouvir o relato do Sporting - Porto, foram uns 30 segundos antes de o Sporting ter marcado e empatado a eliminatória. Achei que era um bom prenúncio e por isso decidi continuar a ouvir o jogo, não negando assim o meu papel de amuleto para a minha equipa. Se o Sportingzinho-lindo nunca me falha, eu também não lhe poderia falhar! E lá fui ouvindo o jogo e vendo o tempo passar.
Termina o jogo, eliminatória empatada, prolongamento. Já eram umas 23:30 por estas bandas, o que não seria problema se no dia seguinte - hoje - eu não tivesse de acordar às 6:20. No entanto, resolvi ser supersticiosa e continuar a ser a estrelinha do Sporting! Fui eu e a trave da baliza... acho que foram 3 bolas seguidas ao ferro. Na segunda parte do prolongamento, eu já estava mais para lá do que para cá e resolvi levar o computador para a cama para continuar a ouvir o relato enquanto ia adormecendo. Devo ter adormecido, pois quando voltei a ouvir o relato já ia nas grandes penalidades. À segunda ou terceira que efectivamente ouvi, o Sporting ganhou o jogo e eu fiquei contente de ter cumprido o meu papel e limitei-me a fechar os olhos. Continuei a ouvir - ou talvez não - os comentadores? as flash-interviews? a conferência de imprensa? que se seguiu. Eram duas da manhã quando me levantei para desligar o rádio e apagar a luz.
Termina o jogo, eliminatória empatada, prolongamento. Já eram umas 23:30 por estas bandas, o que não seria problema se no dia seguinte - hoje - eu não tivesse de acordar às 6:20. No entanto, resolvi ser supersticiosa e continuar a ser a estrelinha do Sporting! Fui eu e a trave da baliza... acho que foram 3 bolas seguidas ao ferro. Na segunda parte do prolongamento, eu já estava mais para lá do que para cá e resolvi levar o computador para a cama para continuar a ouvir o relato enquanto ia adormecendo. Devo ter adormecido, pois quando voltei a ouvir o relato já ia nas grandes penalidades. À segunda ou terceira que efectivamente ouvi, o Sporting ganhou o jogo e eu fiquei contente de ter cumprido o meu papel e limitei-me a fechar os olhos. Continuei a ouvir - ou talvez não - os comentadores? as flash-interviews? a conferência de imprensa? que se seguiu. Eram duas da manhã quando me levantei para desligar o rádio e apagar a luz.quarta-feira, 18 de abril de 2018
Ex-alunos pelo caminho
07:20 - Saí de casa para ir para as aulas. Subia a rua como de costume e de repente vejo um indíviduo a carregar um caixilho de janela - pareceu-me - a sair de um prédio. Parei para lhe dar passagem, mas ele parou também e deixou-me passar. Passei e já de costas para ele ouço "Fala português?". Não estava à espera que a pessoa me abordasse, muito menos que dissesse qualquer coisa em português. Respondi que sim, sem fazer ideia de quem se tratava. Só poderia ser um ex-aluno... mas de onde? Tive de lhe perguntar expressamente pois àquela hora o cérebro ainda está em aquecimento. Era um aluno que estava a aprender português porque na altura ia fazer Erasmus a Lisboa, mas que começou a fazê-lo com a sua avó, que era mil vezes mais aplicada do que ele.
21:10 - Estava a chegar a casa a dobrar a esquina para a minha rua e ouvi alguém a chamar o meu nome. Virei-me de imediato e reconheci uma cara familiar. Um ex-aluno meu que mora a duas ruas de distância. Já não o via há bastante tempo e por acaso no fim-de-semana até lhe queria ligar (a ele e ao outro com quem vive) para irmos jantar, quando me apercebi que o meu super telefone novo tinha eliminado alguns números. Pedi-lhe o número e trocámos dois dedos de conversa, terminando eu com a sugestão de nos encontrarmos para ir jantar num destes dias. Resposta: "Maria Calíope, em vez de irmos a um restaurante, a gente podia era ir lá a tua casa... Aquele bacalhau com natas que fizeste da outra vez estava tão bom! E eu agora até como marisco!" (Se eu não conhecesse a personagem até iria achar abusado!) (Pronto, já tenho mais candidatos para os meus jantaritos dos próximos meses!).
E a vida continua a acontecer fora de casa! E o que eu gosto de encontrar pessoas conhecidas casualmente pela rua? Talvez seja pelo sentimento de pertença ou de familiaridade ou de outra coisa qualquer, mas conforta-me sempre o ânimo!
21:10 - Estava a chegar a casa a dobrar a esquina para a minha rua e ouvi alguém a chamar o meu nome. Virei-me de imediato e reconheci uma cara familiar. Um ex-aluno meu que mora a duas ruas de distância. Já não o via há bastante tempo e por acaso no fim-de-semana até lhe queria ligar (a ele e ao outro com quem vive) para irmos jantar, quando me apercebi que o meu super telefone novo tinha eliminado alguns números. Pedi-lhe o número e trocámos dois dedos de conversa, terminando eu com a sugestão de nos encontrarmos para ir jantar num destes dias. Resposta: "Maria Calíope, em vez de irmos a um restaurante, a gente podia era ir lá a tua casa... Aquele bacalhau com natas que fizeste da outra vez estava tão bom! E eu agora até como marisco!" (Se eu não conhecesse a personagem até iria achar abusado!) (Pronto, já tenho mais candidatos para os meus jantaritos dos próximos meses!).E a vida continua a acontecer fora de casa! E o que eu gosto de encontrar pessoas conhecidas casualmente pela rua? Talvez seja pelo sentimento de pertença ou de familiaridade ou de outra coisa qualquer, mas conforta-me sempre o ânimo!
terça-feira, 17 de abril de 2018
Cara Professora Drª. Maria Calíope Morfológica*
Fico-lhe muito grato pelo convite que tão amavelmente me dirigiu para assistir à sua palestra, blablabla blablabla blablabla
Com os meus melhores cumprimentos e muita consideração,
Nome próprio Apelido Preposição Apelido
Recebi este e-mail hoje e fiquei a olhar para o nome do remetente - não conseguia associar a nada - mas aparentemente convidei a pessoa para vir assistir a uma palestra minha, assim de repente não estava a ver quando tinha endereçado esse convite. A pessoa fazia referência a uma pessoa que eu conheço, os dados estavam correctos, o e-mail redigido de forma bastante formal e eu a puxar pela cabeça a pensar em todas as pessoas que conheço com esse nome próprio. Ia ligar à minha amiga mencionada a perguntar de quem se tratava, mas fiz uma coisa que raramente faço (bom, normalmente conheço os emissários da minha correspondência) e fui pesquisar ao google.

Encontrei em 30 segundos a resposta:
É o senhor embaixador!
Em minha defesa, ele só está cá desde o Outono e só o vi duas ou três vezes. Não sabia mesmo o nome dele, mas ele também não acertou no meu!
*Fonológica
Com os meus melhores cumprimentos e muita consideração,
Nome próprio Apelido Preposição Apelido
Recebi este e-mail hoje e fiquei a olhar para o nome do remetente - não conseguia associar a nada - mas aparentemente convidei a pessoa para vir assistir a uma palestra minha, assim de repente não estava a ver quando tinha endereçado esse convite. A pessoa fazia referência a uma pessoa que eu conheço, os dados estavam correctos, o e-mail redigido de forma bastante formal e eu a puxar pela cabeça a pensar em todas as pessoas que conheço com esse nome próprio. Ia ligar à minha amiga mencionada a perguntar de quem se tratava, mas fiz uma coisa que raramente faço (bom, normalmente conheço os emissários da minha correspondência) e fui pesquisar ao google.

Encontrei em 30 segundos a resposta:
É o senhor embaixador!
Em minha defesa, ele só está cá desde o Outono e só o vi duas ou três vezes. Não sabia mesmo o nome dele, mas ele também não acertou no meu!
*Fonológica
segunda-feira, 16 de abril de 2018
domingo, 15 de abril de 2018
A vida real supera a vida virtual
Fui ver uma ópera e confirmei (pela enésima vez) que ópera não é bem o meu género, pois tenho cera nos ouvidos e não sei apreciar este género de canto. Durante o decurso do enredo, enquanto observava o maestro (!) e ia seguindo a acção, lá aproveitei o tempo para pensar na minha vida (como se não o fizesse em todos os outros momentos). Resolvi que deveria inscrever-me numa rede social de encontros, pois as pessoas que conheço não me preenchem. Tive tempo suficiente para pensar em prós e contras e por isso passou a ser ponto assente.
Saí da ópera e está um tempo tão fabuloso que vim para casa a pé. Pelo caminho, cruzei-me com um tipo que pára e me chama! Eu parei e fiquei a olhar para ele à espera que me perguntasse as horas ou uma direcção ou um cigarro... e ele "Sabes quem eu sou?". Era um antigo aluno meu de um curso qualquer que eu dei e que em dois dedos de conversa me convidou para um concerto dele amanhã, onde toca trombone (disse que não podia) e "Eu acho que tenho o teu e-mail, se calhar podíamos ir tomar um café".
Não faço ideia se ele escreve ou não, se vamos tomar café ou não, mas parece-me um sinal claro para não me inscrever em lado nenhum e um sinal ainda mais manifesto que a vida acontece quando a gente sai de casa.
Saí da ópera e está um tempo tão fabuloso que vim para casa a pé. Pelo caminho, cruzei-me com um tipo que pára e me chama! Eu parei e fiquei a olhar para ele à espera que me perguntasse as horas ou uma direcção ou um cigarro... e ele "Sabes quem eu sou?". Era um antigo aluno meu de um curso qualquer que eu dei e que em dois dedos de conversa me convidou para um concerto dele amanhã, onde toca trombone (disse que não podia) e "Eu acho que tenho o teu e-mail, se calhar podíamos ir tomar um café".Não faço ideia se ele escreve ou não, se vamos tomar café ou não, mas parece-me um sinal claro para não me inscrever em lado nenhum e um sinal ainda mais manifesto que a vida acontece quando a gente sai de casa.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
386º momento cultural: Coco
Como disse na semana passada o avião em que vim de Lisboa para Viena era um daqueles de longo curso com o serviço de entretenimento a funcionar. E eu com um programa de entretenimento a bordo não tenho sono, não tenho fome, nem me importo de sentar à coxia, torno-me numa pessoa quase agradável (mas associal)!
Coco é um filme de animação da Pixar que tem como pano de fundo o Día de los Muertos e como protagonista uma família mexicana, nomeadamente um miúdo chamado Miguel, que queria ser músico, mas não podia por causa de uma tradição/maldição familiar. Tentando contornar essa tradição para dar asas ao seu talento e ambição, Miguel mergulha no mundo dos mortos e descobre toda uma nova realidade, conhece uma série de parentes seus e revela outros tantos factos difusos do seu passado.
Uma vez que o voo são só 3 horas e pouco, só com muito jeitinho conseguiria ver dois filmes. Comecei por ver o Three Billboards Outside Ebbing de que ouvi muito boa crítica, mas confesso que não devo ter conseguido ver mais de meia hora. Se calhar era do meu estado de espírito, se calhar era pela hora do dia (9 da manhã), se calhar era do sono, mas o filme não me agarrou... e se o filme não me agarrou, eu também não o forcei (era bom que aplicasse isto a outras vertentes da minha vida) e segui para outro filme: Coco.
Coco é um filme de animação da Pixar que tem como pano de fundo o Día de los Muertos e como protagonista uma família mexicana, nomeadamente um miúdo chamado Miguel, que queria ser músico, mas não podia por causa de uma tradição/maldição familiar. Tentando contornar essa tradição para dar asas ao seu talento e ambição, Miguel mergulha no mundo dos mortos e descobre toda uma nova realidade, conhece uma série de parentes seus e revela outros tantos factos difusos do seu passado.
A história é muito engraçada, mas o melhor é mesmo todo este imaginário do día de los muertos. A Améria Latina deve ser riquíssima em tradições milenares com este tipo de imaginário, infelizmente este quadrante do mundo nunca me inspirou muita curiosidade, para além dos tangos de Buenos Aires e do Chile, enquanto país. No entanto, nos últimos anos tenho-me cruzado em várias esquinas da vida com iconografia, festividades, tradições ou personagens alusivas ao dia de los muertos e pouco a pouco a coisa começou a intrigar-me. Nessa medida, não é de estranhar que tenha ficado presa a este filme por recuperar toda esses costumes. Com isto tudo, acabei de incluir na minha to-do-list para a vida ir ao México para ver estas celebrações in loco. Mas para além de toda a cor e imagética encenada, o que gostei de ver/saber/aprender foi este modo de culto dos mortos. Não cultivo mortos porque na verdade não acredito na vida pós-morte, porém achei tão bonito pensar que alguém continua a existir depois da sua morte, enquanto houver alguém que se lembre de si. Esta mensagem está muito presente no filme e por isso gostei imenso dele.
quinta-feira, 12 de abril de 2018
385º momento cultural: Deus da carnificina
Também consegui ir ao teatro enquanto estive em Lisboa! Outro momento onde beneficiei um desconto da minha assinatura do Público! O Deus da carnificina é a peça da Yasmina Reza, que eu já tinha visto em versão cinematográfica: o Carnage há uns quantos anos. Gostei do filme e na altura fiquei curiosa por a ver no palco, o que se concretizou agora. O enredo baseia-se no encontro de dois casais que estão a tentar resolver um problema entre os respectivos filhos. No entanto, a conversa descamba e os ânimos exaltam-se, fazendo com que a etiqueta e as boas maneiras comecem a cair. Os casais apresentam diferenças óbvias, um mais benzoca e outro mais pés na terra, inclinados para a esquerda. Agora que faço essa leitura política, estou a pensar que a 2ª peça da Magda também opunha um casal de direita a um de esquerda (outro relato que não encontro). Os dois casais eram compostos pelo Diogo Infante e Rita Salema um e Jorge Mourato e Patrícia Tavares o outro. A interacção entre todos resultou muito bem, só que não conseguiram esconder aquelas "vozes de teatro", por isso a mim soou-me tudo um pouco exagerado. Mais exagerado ainda foi o uso de palavrões a partir de certa altura. A mim, pareceu-me completamente despropositado e sem justificação. Todavia não pude deixar de reparar que o público em geral reagia com bastante entusiasmo a cada palavrão. Deve ser de mim, mas não percebo a graça de dizer asneiras. Tirando isso, houve tiradas realmente muito engraçadas. Adorei quando o Jorge Mourato a comenta a existência dos filhos em geral critica o facto de pessoas com idade mais avançada perderem os últimos anos da sua vida a perder nervos a tratar de filhos quando poderiam desfrutar de um bom cancro ou de um belo AVC! Até os próprios actores se riram a bom rir com este humor negro!
Bom, fiquei contente de ver o teatro cheio e de voltar a ver teatro em português. Mas descobri que a peça vai estar aqui em Viena para o mês, por isso quero muito ir vê-la para poder comparar interpretações e texto!
Bom, fiquei contente de ver o teatro cheio e de voltar a ver teatro em português. Mas descobri que a peça vai estar aqui em Viena para o mês, por isso quero muito ir vê-la para poder comparar interpretações e texto!
quarta-feira, 11 de abril de 2018
384º momento cultural: Nico 1988
Como o caríssimo leitor se lembrará, Maria Calíope assinou o Público há uns meses e essa assinatura rendeu em Lisboa dois bilhetes para o festival de cinema italiano, por trapalhice minha - enganei-me no dia - calhou-me o filme Nico 1988.Foi óptimo voltar a ganhar bilhetes grátis - quem me conhece dos tempos de Lisboa sabe que eu estava constantemente a ganhar coisas - adorei voltar ao S. Jorge, que bonito que está, que bom que foi fazer um programa cultural em Lisboa - well três ou quatro dias antes tinha estado no Coliseu e no dia a seguir fui ao Teatro da Trindade - mas mesmo assim, a ida ao S. Jorge teve outro gosto. E um festival de cinema italiano é todo um outro nível. Giro, giro, teria sido encontrar o Frabriiiiizzzziiiioooo, o colega Erasmus da faculdade a quem eu fiz marcação cerrada.
O filme foi o menos interessante de tudo. Contava a história de Nico, a vocalista dos Velvet Underground, depois de ter deixado a banda. Uma história cheia de sexo, drogas e rock and roll. O primeiro filme italiano que vi falado em inglês, acho que é um facto digno de nota também.
terça-feira, 10 de abril de 2018
Saltos
A Primavera já se instalou em Viena e então toca de usar botins ou sapatos, casacos mais leves, deixar chapéus, cachecóis e luvas em casa! Hoje saiu a rifa a estes botins, que possivelmente já não eram calçados há ano e meio, dois. Saí de casa, maravilhosa em cima do meu salto a pensar que bem que ando nestes saltos - normalmente não ando de saltos - que confortáveis que são, que devia comprar mais sapatos (!) de salto (!!!), que fico com todo um ar mais (alto?) sofisticado. Dei uma aula e cerca de duas horas e estive sempre em pé, a seguir fui para o escritório. No caminho já comecei andar mais devagar porque o salto já estava a incomodar-me ligeiramente e o caminho a parecer-me longuíssimo... Nas escadas rolantes nem me mexi para poupar um bocadito os meus pés e fiquei contente de não me ter lembrado de usar as botas numa quarta, uma vez que as distâncias caminhadas são muito mais longas. Amanhã volto aos rasos!segunda-feira, 9 de abril de 2018
Discursei
Hoje foi o dia do discurso. Fui de fato tailor-made, oxford shoes e anéis de ouro. Já se sabe que a body language vale 80% da situação comunicativa, por isso puxei dos meus galões!
Se alguém prestou atenção aos restantes 20%, ouviu-me dizer que é uma oportunidade incrível de estar numa cidade tão fabulosa como Viena, cheia de cultura, cheia de história, cheia de arte e cheia de música! Com certeza coleccionarão experiências memoráveis, amigos e outras tantas histórias daqui, mas que Viena é assim tão fantástica também devido a pessoas internacionais como nós! Desafiei os alunos a sentirem-se como embaixadores dos seus países, das suas culturas, das suas línguas e das suas religiões e dar a conhecer aquilo que trazem de casa. A Áustria agradece! A diferença é uma mais valia e a diversidade uma coisa positiva e que o medo do desconhecido se combate com o dar a conhecer!
Se alguém prestou atenção aos restantes 20%, ouviu-me dizer que é uma oportunidade incrível de estar numa cidade tão fabulosa como Viena, cheia de cultura, cheia de história, cheia de arte e cheia de música! Com certeza coleccionarão experiências memoráveis, amigos e outras tantas histórias daqui, mas que Viena é assim tão fantástica também devido a pessoas internacionais como nós! Desafiei os alunos a sentirem-se como embaixadores dos seus países, das suas culturas, das suas línguas e das suas religiões e dar a conhecer aquilo que trazem de casa. A Áustria agradece! A diferença é uma mais valia e a diversidade uma coisa positiva e que o medo do desconhecido se combate com o dar a conhecer!
383º momento cultural: Colo
As minhas idas a Lisboa têm por norma uma motivação familiar, que não impede que eu aproveite literalmente a viagem para tirar um proveito cultural, indo a concertos, teatro, exposições e até cinema. Queria ter ido ver o filme Ramiro de Manuel Mozos, mas por falha de gestão de tempo minha acabei por perder o filme. Quis o destino que Manuel Mozos fosse jantar a um restaurante onde eu estava e eu claro que lhe fui expressar a minha vontade de ver o filme e o desalento de ele já não estar em cartaz. Ainda lhe perguntei se iria apresentá-lo na Vienalle deste ano e enfiei a viola no saco quando ele me disse que já cá tinha estado no ano passado.
Como não queria ficar a chorar pelo leite derramado, fui pela primeira vez ao Cinema Ideal ver o filme Colo de Teresa Villaverde. Dado querer
encontrar-me com os meus alunos que estão a fazer Erasmus em Lisboa, acabei por ir ao cinema com um deles. (Agora reparo que continuo sem conseguir ir ao cinema desacompanhada este ano).
Como não queria ficar a chorar pelo leite derramado, fui pela primeira vez ao Cinema Ideal ver o filme Colo de Teresa Villaverde. Dado quererencontrar-me com os meus alunos que estão a fazer Erasmus em Lisboa, acabei por ir ao cinema com um deles. (Agora reparo que continuo sem conseguir ir ao cinema desacompanhada este ano).
O filme retrata uma família de três durante o período de crise. A mãe tem dois empregos, o pai é desempregado e a filha adolescente. A dinâmica familiar era um pouco sui-generis com poucos diálogos, longos planos e muitas vidas avulsas. Tanto a filha como o pai desaparecem durante um ou dois dias e aparentemente ninguém deu pela sua falta. Se calhar a falta de diálogo é comum na dinâmica familiar portuguesa. Para um filme que não faz mais que relatar o quotidiano sem qualquer tipo de ponto alto de três elementos foi muito longo. Não está mal construído, mas poderia ter sido mais curto. No fim, o título foi óbvio, todos precisavam de colo.
O meu aluno adormeceu no fim, mas ficou contente de ter percebido os poucos diálogos! Está em Lisboa desde Fevereiro e foi ele uma das pessoas que me disse que achava as aulas muito ao nível de escola. Os professores são muito paternalistas para os alunos porque estes são muito infantis e pouco autónomos. Não é o primeiro aluno Erasmus que faz este tipo de análise ao comportamento dos colegas portugueses.
domingo, 8 de abril de 2018
Há anos que faço cursos de dança, foi dança do ventre, foi tango, agora é kizomba. Dançar faz parte das minhas resoluções de ano novo dos últimos dois ou três anos e daquelas que têm sido cumpridas, além de que não me canso de falar sobre as minhas danças, por isso não percebo porque é que nunca inventei nenhuma rubrica alusiva. Essa grande lacuna terá hoje termo, eis a partir de hoje "Quem dança seus males espanta!" (e quando eu tiver tempo, logo catalogarei todos os textos passados).
Hoje era dia de Sensual Sunday e não poderia ter calhado melhor. Ontem vim de Lisboa toda contente por voltar para casa, mas no fim do dia foi-me proporcionado um amargo de boca que me sugou toda a energia, por isso ir dançar seria uma bela forma para carregar baterias.
Voltou a calhar a aula experimental de bachata. Não sendo o meu ritmo preferido, foi um bom aquecimento, para toda a kizomba que se seguiu! Encontrei alguns colegas do meu curso e devo ter ficado uma hora a dançar com o tal colega africano, que afinal é nigeriano. Ele já não ia às aulas há mais de um mês e isso sentiu-se na variedade de passos que dançámos, mesmo assim, como disse, dançámos mesmo muito tempo juntos, ao ponto de eu me lembrar que da última vez que dancei mais de uma hora com a mesma pessoa, a pessoa foi contemplada com morangos! Mas enfim, aqui era mesmo só para dançar! Ainda dancei com um dos outros colegas (um dos homens "pequeninos") e esse sim, dança que dança que me faz crer eu sou uma autêntica dancing queen! E a noite estava a correr tão bem que ainda fui pedir a um senhor para dançar comigo e acertei em cheio, que o homem também sabia o que estava a fazer e por fim pedi a um outro tipo que estava para lá plantado. Conversa vai, conversa vem - porque às vezes dá para conversar enquanto se dança - o tipo diz que é da Etiópia! Imagine um etíope, caríssimo leitor, a dançar kizomba comigo! Que luxo! E eu a pensar que ele era sul-americano... que totozona. Eu até acho os etíopes e somalis tão elegantes e esguios, com feições tão bonitas, como é que o fui confundir com um sul americano? Mas o cómico foi quando ele me perguntou: "Do you know tarraxinha?" Foi o fim do mundo em cuecas! Um etíope a querer tarraxar?!! Ahahahhahahaha!
A brincar estive quase 3 horas a dançar e segundo o meu telemóvel dei mais de 5000 passos!
Hoje era dia de Sensual Sunday e não poderia ter calhado melhor. Ontem vim de Lisboa toda contente por voltar para casa, mas no fim do dia foi-me proporcionado um amargo de boca que me sugou toda a energia, por isso ir dançar seria uma bela forma para carregar baterias.
Voltou a calhar a aula experimental de bachata. Não sendo o meu ritmo preferido, foi um bom aquecimento, para toda a kizomba que se seguiu! Encontrei alguns colegas do meu curso e devo ter ficado uma hora a dançar com o tal colega africano, que afinal é nigeriano. Ele já não ia às aulas há mais de um mês e isso sentiu-se na variedade de passos que dançámos, mesmo assim, como disse, dançámos mesmo muito tempo juntos, ao ponto de eu me lembrar que da última vez que dancei mais de uma hora com a mesma pessoa, a pessoa foi contemplada com morangos! Mas enfim, aqui era mesmo só para dançar! Ainda dancei com um dos outros colegas (um dos homens "pequeninos") e esse sim, dança que dança que me faz crer eu sou uma autêntica dancing queen! E a noite estava a correr tão bem que ainda fui pedir a um senhor para dançar comigo e acertei em cheio, que o homem também sabia o que estava a fazer e por fim pedi a um outro tipo que estava para lá plantado. Conversa vai, conversa vem - porque às vezes dá para conversar enquanto se dança - o tipo diz que é da Etiópia! Imagine um etíope, caríssimo leitor, a dançar kizomba comigo! Que luxo! E eu a pensar que ele era sul-americano... que totozona. Eu até acho os etíopes e somalis tão elegantes e esguios, com feições tão bonitas, como é que o fui confundir com um sul americano? Mas o cómico foi quando ele me perguntou: "Do you know tarraxinha?" Foi o fim do mundo em cuecas! Um etíope a querer tarraxar?!! Ahahahhahahaha!A brincar estive quase 3 horas a dançar e segundo o meu telemóvel dei mais de 5000 passos!
Iconografia
Isto tinha um ar mais apelativo quando os textos tinham imagens associadas, não era, querido leitor?
Juventude em trânsito
Com tanto entretenimento a bordo, claro que não estava em modo comunicativo. Mesmo que estivesse, as pessoas à minha volta não me pareceram especialmente expansivas. Mas Maria Calíope não seria Maria Calíope se não acabasse a viagem a falar com um estranho qualquer. No caso, cinco! Cinco estranhos! :)
Se me perguntarem qual seria a minha profissão de sonho, saltaria de imediato da minha boca, "qualquer coisa no aeroporto" porque sempre achei que o aeroporto é um espaço mágico. Isto não será de todo alheio ao facto de o meu pai ter trabalhado durante muitos anos em aeroportos. Fiquei muito triste não ter passado a entrevista na Austrian Airlines em 2004, mas digamos que hoje em dia não fiquei a perder. De qualquer modo, se há coisa que me dá realmente prazer é dar informações a pessoas e ajudá-las de alguma forma a chegarem ao seu destino. Na minha cabeça "dar informações/direcções" e "aeroporto" estão associadas.
Bom isto tudo para dizer que ao chegar ao aeroporto, fui levantar a minha mala e segui para o autocarro - que tinha acabado de partir - por isso para não ter de esperar meia hora, pensei que se o comboio fosse dos novos seria uma opção (os comboios antigos têm três degraus altos que eu não consigo subir com uma mala de 23kg). Ao dirigir-me à plataforma, vi uns rapazes meio confusos a falar em português e eu obviamente perguntei se os podia ajudar! Eles queriam ir para Westbahnhof e não sabiam se o comboio lá ia ter. (Westbahnhof fica a dois passos de minha casa). Eu expliquei-lhes como lá iriam ter, mas acabei por lhes dizer que se me ajudassem com a mala, eu levava-os lá! Deal imediato!
Então, eram 5 miúdos (4 portugueses e 1 italiano) que voaram para Viena para a partir daqui iam para Istambul de comboio, para reproduzirem um dos percursos do Expresso do Oriente. Os miúdos podiam não dizer mais nada e já tinham caído nas minhas graças. Cada um ficou encarregue de organizar a viagem numa das cidades e lá foram eles (Viena, Budapeste, Belgrado, Sofia e Istambul). Achei a ideia deliciosa e fiquei mesmo contente de os ter conhecido. Tenho uma ideia que os jovens portugueses são infantis e pouco dinâmicos e reportagens acerca de caravanas acompanhadas de batalhões policiais que vão para Benidorme em viagens de finalistas não melhoram a minha ideia. Por isso, esta rapaziada a mexer-se e a fazer uma viagem que eu própria gostaria de fazer impressionou-me muito. Na viagem de comboio, apercebi-me que afinal as direcções que eles tinham estavam erradas e eles não iam fazer nada a Westbahnhof! Lá lhes corrigi o itinerário e dei-lhes mais umas indicações do que fazer e onde ir em Viena. E claro que os muni com o meu número, não fossem eles precisar de qualquer coisa!
Achei muito simpático da parte deles no fim da noite, me terem mandado uma mensagem (bem escrita sem abreviaturas, com pontuação e até parágrafos) a agradecer as minhas indicações e a dizer que tinham adorado a Ópera (sugestão minha!). Pronto, a juventude não está perdida, ganhei uma centelha de esperança!
Se me perguntarem qual seria a minha profissão de sonho, saltaria de imediato da minha boca, "qualquer coisa no aeroporto" porque sempre achei que o aeroporto é um espaço mágico. Isto não será de todo alheio ao facto de o meu pai ter trabalhado durante muitos anos em aeroportos. Fiquei muito triste não ter passado a entrevista na Austrian Airlines em 2004, mas digamos que hoje em dia não fiquei a perder. De qualquer modo, se há coisa que me dá realmente prazer é dar informações a pessoas e ajudá-las de alguma forma a chegarem ao seu destino. Na minha cabeça "dar informações/direcções" e "aeroporto" estão associadas.
Bom isto tudo para dizer que ao chegar ao aeroporto, fui levantar a minha mala e segui para o autocarro - que tinha acabado de partir - por isso para não ter de esperar meia hora, pensei que se o comboio fosse dos novos seria uma opção (os comboios antigos têm três degraus altos que eu não consigo subir com uma mala de 23kg). Ao dirigir-me à plataforma, vi uns rapazes meio confusos a falar em português e eu obviamente perguntei se os podia ajudar! Eles queriam ir para Westbahnhof e não sabiam se o comboio lá ia ter. (Westbahnhof fica a dois passos de minha casa). Eu expliquei-lhes como lá iriam ter, mas acabei por lhes dizer que se me ajudassem com a mala, eu levava-os lá! Deal imediato!
Então, eram 5 miúdos (4 portugueses e 1 italiano) que voaram para Viena para a partir daqui iam para Istambul de comboio, para reproduzirem um dos percursos do Expresso do Oriente. Os miúdos podiam não dizer mais nada e já tinham caído nas minhas graças. Cada um ficou encarregue de organizar a viagem numa das cidades e lá foram eles (Viena, Budapeste, Belgrado, Sofia e Istambul). Achei a ideia deliciosa e fiquei mesmo contente de os ter conhecido. Tenho uma ideia que os jovens portugueses são infantis e pouco dinâmicos e reportagens acerca de caravanas acompanhadas de batalhões policiais que vão para Benidorme em viagens de finalistas não melhoram a minha ideia. Por isso, esta rapaziada a mexer-se e a fazer uma viagem que eu própria gostaria de fazer impressionou-me muito. Na viagem de comboio, apercebi-me que afinal as direcções que eles tinham estavam erradas e eles não iam fazer nada a Westbahnhof! Lá lhes corrigi o itinerário e dei-lhes mais umas indicações do que fazer e onde ir em Viena. E claro que os muni com o meu número, não fossem eles precisar de qualquer coisa!
Achei muito simpático da parte deles no fim da noite, me terem mandado uma mensagem (bem escrita sem abreviaturas, com pontuação e até parágrafos) a agradecer as minhas indicações e a dizer que tinham adorado a Ópera (sugestão minha!). Pronto, a juventude não está perdida, ganhei uma centelha de esperança!
sábado, 7 de abril de 2018
Poupar na farinha gastar no farelo
Gosto do aeroporto de Lisboa - não estou a ser irónica - acho que é um espaço agradável, tem imensas lojas giras e uma pessoa acaba por ter com que se entreter enquanto está à espera. No entanto, a organização antes de chegarmos à parte agradável é um caos. Não sou fã do sistema fila única em parte nenhuma, mas num aeroporto não faz sentido nenhum, quando há pessoas sem check-in feito, pessoas com check-in feito e ainda pessoas já com as etiquetas das malas para todos os voos na mesma fila. Não sou o tipo de pessoa que chega em cima da hora em aeroportos, uma hora e meia para um voo dentro da Europa não é pouco espaço de manobra, mas em Lisboa é. Estive uns 30 minutos para despachar a mala - eu era daquelas já com o check-in e etiqueta - e ao chegar a minha vez já estava a ouvir a última chamada para o meu voo! Fui direitinha para o controlo de segurança e foi outra meia hora... A meu ver não faz sentido nenhum estarem 4 filas de controlo para as centenas (milhares?) de passageiros que ali se acumulavam. Tudo fluiu com normalidade, ou seja, não vi nenhum daqueles casos estranhos nas dezenas de pessoas à minha frente na minha fila, mas eram mesmo muitas pessoas... Não seria mais eficiente para todos darem emprego a mais pessoas e terem passageiros mais satisfeitos? Saí dali direitinha para a minha sala de embarque. Pela primeira vez - desde sempre? - não passei por loja nenhuma e não trouxe nada (entre anéis e pijamas já devo ter comprado de tudo no aeroporto!). Pus-me na fila e entrei para o avião logo de seguida. Mais uma vez era um A330, mas eu não consegui um lugar à janela. Em compensação o serviço de entretenimento a bordo estava a funcionar. De repente tudo melhorou! Não percebo porque é que voos de mais de duas ou três horas não têm sempre entretenimento a bordo. Portanto, fiquei entretida a ver filmes (hão-de aparecer em breve em momentos culturais) e a ouvir música e surpreenda-se, querido leitor, até o pequeno-almoço estava melhor! Agora dão uma caixinha com um iogurte cremoso e uma espécie de granola, umas fatias de maçã e um pãozinho escuro com manteiga (que seria óptimo se estivesse quente, mas já não me queixo). Com tudo isto cheguei a Viena num piscar de olhos e ainda deu para passar um bocadinho pelas brasas! (Mesmo assim para a próxima, acho que vou preferir a Lufthansa ou a Swiss com escala!).
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Viajando na maionese
Salvo erro, havia uma secção num blogue-amigo que dava pelo nome "Sabes que não és uma pessoa normal quando...", agora percebo porque é com certeza um blogue amigo, pois parece-me que também eu não sou uma pessoa normal, ora atente, caro leitor!
Uma pessoa a esforçar-se (acho eu) para me dizer qualquer coisa em português e saiu-se com um:
"Você é gostosa!"
E Maria Calíope o que é que respondeu/comentou/proferiu? Será que agradeceu? Será que virou as costas? Será que lhe espetou um beijo? Será que lhe pregou um par de estalos ou outra coisa qualquer?
Não...
"Se calhar valia a pena aprendermos a 2ª pessoa do singular!"
Disse isto ipsis verbis (mas em alemão)!
(Nota para consultas futuras: Post com um delay estratégico de dias/semanas)
Uma pessoa a esforçar-se (acho eu) para me dizer qualquer coisa em português e saiu-se com um:
"Você é gostosa!"
E Maria Calíope o que é que respondeu/comentou/proferiu? Será que agradeceu? Será que virou as costas? Será que lhe espetou um beijo? Será que lhe pregou um par de estalos ou outra coisa qualquer?
Não...
"Se calhar valia a pena aprendermos a 2ª pessoa do singular!"
Disse isto ipsis verbis (mas em alemão)!
(Nota para consultas futuras: Post com um delay estratégico de dias/semanas)
quinta-feira, 5 de abril de 2018
382º momento cultural: Post Modern Jukebox no Coliseu
Nos últimos dois anos, fui ver os Post Modern Jukebox duas vezes (em 2017 e 2016) e adorei! Quando descobri que iriam estar em Lisboa numa altura em que eu também, nem pensei duas vezes, até porque foi praticamente a metade do preço dos valores de Viena! O problema do costume aqui em Lisboa é arranjar companhia para concertos, teatros e outras actividades que tais. Parece que as pessoas aqui não saem de casa... jantar pode ser, mais qualquer coisita é que é mais complicado. Felizmente tinha umas amigas/alunas minhas austríacas por cá de férias que nem pestanejaram quando lhes sugeri um concerto no Coliseu. Fomos primeiro jantar a um sítio very typical: a Tasca do Zé dos Cornos! Elas adoraram e eu também, pois já estou semi-cansada daqueles sítios pipi, com metades das doses e o dobro do preço. Seguimos para o Coliseu e eu estava bastante curiosa para ver o espectáculo que os PMJ iam apresentar. Mais uma vez apresentaram não só um reportório, mas também um elenco completamente novo. Gostei imenso do tipo do sapateado! O apresentador tinha uma voz muito irritante, mas fez um bom papel. Adorei a abertura com o You give love a bad name (Bon Jovi) e depois Toxic (Britney Spears), This love (Maroon 5), Thriller (Michael Jackson). Single Ladys e All about the bass também não estiveram mal. O Coliseu foi ao rubro com a Creep... mas eu como não gosto muito de musica depressiva não achei especialmente piada!
Queixei-me no ano passado no concerto na Stadthalle que era chato ver um concerto destes sentado e era preciso ser na Áustria para estar num concerto sem ninguém se mexer. Pronto. Já bati na boca. Aqui em Lisboa estava tudo sentadito, eu também, e pouco me mexi.
O concerto foi giro e divertido, mas confesso que gostei mais dos alinhamentos dos concerto passados do que deste. De qualquer modo, foi muito melhor tê-los visto do que ter ficado em casa!
Queixei-me no ano passado no concerto na Stadthalle que era chato ver um concerto destes sentado e era preciso ser na Áustria para estar num concerto sem ninguém se mexer. Pronto. Já bati na boca. Aqui em Lisboa estava tudo sentadito, eu também, e pouco me mexi.
O concerto foi giro e divertido, mas confesso que gostei mais dos alinhamentos dos concerto passados do que deste. De qualquer modo, foi muito melhor tê-los visto do que ter ficado em casa!
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Peso da idade
Toda a gente já viu e se espantou com o golo fenomenal de bicicleta do Cristiano Ronaldo frente à Juventus, eu também... mas só à 5ª repetição. Nas 4 vezes anteriores e nas 12 posteriores, a única coisa em que consegui pensar foi: "Ai aquelas costas! Como é que deve estar aquela coluna!" (Se eu caísse alguma vez assim, acho que ficaria automaticamente tetraplégica).
terça-feira, 3 de abril de 2018
381º momento cultural: Filipe Pinto-Ribeiro
Não sou consumidora de música clássica, mais por falta de
hábito que por outra coisa. Talvez se soubesse mais sobre o assunto, tivesse
mais ferramentas para a apreciar. No entanto, mesmo tendo aquela tendência
natural para ouvir pessegadas, não recuso oportunidades para educar os meus
ouvidos, por isso aceitei o convite da Embaixada para ir ver o recital de piano de Filipe Pinto-Ribeiro de bom grado. Como não sou grande entendida na matérias e teria de sair a correr da ginástica para chegar a horas ao concerto, temi que a pianada pudesse ser meio aborrecida e eu adormecesse. O que seria muito chato, até porque o meu lugar era bastante à frente! Repare o querido leitor a fé que Maria Calíope leva para este género musical.
Pelo que percebi, o artista tocou várias peças alusivas às quatro estações ao longo dos séculos. Começou com Tchaikovsky, depois não me lembro, a seguir Carrapatoso e por fim Piazzola. Gostei bastante do início e o fim surpreendeu-me pelo vigor e empenho do artista. Não dormi, nem dava, mas convenhamos que não é bem a minha praia!
Neste tipo de evento, ocorre-me sempre que deve ser uma alegria poder tocar em salas tão ilustres como estas da Konzerthaus!
Dois berros
Estou para aqui a pensar quando foi a última vez que gritei ou mesmo levantei a voz para alguém. Nem nas milhentas aulas que dou preciso de levantar a voz. Em casa também não me lembro de gritar. Já sei! Deve ter sido em algum concerto numa daquelas minhas interpretações muito sentidas e extremamente emotivas em que eu não canto, grito! Mas ontem a emoção foi outra e se há coisa que me tira do sério é falta de respeito e má-criação, gritei como não me lembro de ter gritado cá em casa. Já tenho pouca tolerância para crianças em geral, mas crianças mal-educadas não suporto e pelos vistos torno-me verbalmente agressiva. (Só a mandei calar-se). Uma criaturinha manienta não responde torto à minha mãe e eu fico a ver. Até posso ter sangue de barata para muita coisa, mas há coisas que não aceito e não permito.
segunda-feira, 2 de abril de 2018
O trolha
O trolha fala de tudo como se fosse versado sobre tudo. Nada a fazer ele sabe sempre mais e melhor sobre qualquer assunto e possivelmente gosta de se ouvir porque mais ninguém tem a oportunidade de dizer o que seja. O trolha fala sempre com vocabulário especializado, pois afinal ele é entendido em tudo, mesmo que esteja a falar com crianças. O trolha também gosta de comer fora e frequentar restaurantes bem, mas nunca o vi pagar uma conta. É muito chique e cheio de estilo. Comer e sair ou ir estrategicamente à casa-de-banho também faz parte da etiqueta. O trolha faz reparos arrogantes, a outrém, seja uma mulher grávida, seja uma outra pessoa ao volante. But he knows better, what to do? O trolha levanta a voz ao seu pai e acusa-o de ser Velho do Restelo e falar do que não sabe, de forma agressiva e praticamente aos gritos. De certeza que teria razão!
Má-educação tem muitas vertentes, mas a falta de respeito aos pais, parece-me a mim, comum mortal, falta de carácter, má criação, mau fundo e má res.
Má-educação tem muitas vertentes, mas a falta de respeito aos pais, parece-me a mim, comum mortal, falta de carácter, má criação, mau fundo e má res.
Upgrade
Se há dúvidas de que não envelheço ou que os anos passam por mim e só me fazem bem, prestem atenção à última ida de Maria Calíope ao cabeleireiro do costume. Há que recordar o distraído leitor das várias vezes em que fui ao cabeleireiro/esteticista e fui classificada mentalmente de macaca/perua depenada com problemas hormonais, falta de brilho e outros problemas que tais. Não fosse eu ter uma auto-estima imbatível teria saído dali directamente para o psicólogo! Bom, aproveitando que estou em Lisboa, aproveitei para cortar o cabelo e aparar algumas outras pilosidades. Comecei pela parte da esteticista, que era uma rapariga que eu nunca tinha visto, "O que quer fazer às sobrancelhas? Quer com cera ou pinça? É retirar o excesso ou prefere que...?". Não sei qual era a outra opção, mas tenho sempre medo que a esteticista se anime e deixe só uma linha arqueada... Ela lá começou com a depilação e sai-se com "As suas sobrancelhas estão muito bem desenhadas, uma é que é mais arqueada do que a outra, mas são muito bonitas, não lhes vou tocar muito. Só vou tirar aqui um pelito ou outro". Nunca ninguém me tinha dito em quase 40 anos que tinha sobrancelhas bonitas, já algumas partes de mim têm sido elogiadas, mas sobrancelhas não. Fiquei quase de lágrima no canto do olho! Segui para a cabeleireira. E calhou-me a responsável por eu ter voltado a usar franja! "O que é que é para fazer, menina?". "É cortar um bocadinho e esticar.". Enquanto cortava e secava, diz ela: "Ai! O seu cabelo está mesmo bom!". "A sério?". "Sim, eu lembro-me como ele estava, mas agora está bonito!". "À frente é que não cresce muito..." e ela lá continuou e eu fiquei a pensar que deve haver uma conjugação astrológica qualquer que me favoreça ou então é o fim do mundo, pois não estou preparada para ouvir dois elogios no mesmo cabeleireiro!
domingo, 1 de abril de 2018
Boa Páscoa
Este é um blogue Páscoa-friendly e por isso deseja a todos os queridos leitores uma Feliz Páscoa!
(Com o passar do tempo tenho menos paciência para aquelas pessoas histéricas pelas prendas e comida do Natal e depois dizer "Ah e tal não ligo muito à Páscoa..." na verdade, este tipo de comentário revolve-me as entranhas... )
(Com o passar do tempo tenho menos paciência para aquelas pessoas histéricas pelas prendas e comida do Natal e depois dizer "Ah e tal não ligo muito à Páscoa..." na verdade, este tipo de comentário revolve-me as entranhas... )
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