quinta-feira, 29 de março de 2018

Abastecendo o avião

Já não voava com a TAP há uns bons anos entre Viena e Lisboa, o tempo a mais que perdia nas possíveis escalas ganhava em nervos e irritações várias. Desta vez, resolvi voltar a voar com a TAP e não sei se sou eu que sou um iman humano para situações caricatas - pode bem ser - mas tentei ao máximo não me aborrecer com coisículas.
- Uns dias antes da partida, recebi um email a avisar que o voo da ida mudara de hora. Não sendo um inconveniente de maior, tentei ver o lado positivo: pelo menos avisaram! (Já me tinha acontecido o voo ser alterado de dia e não me ter sido comunicado...)
- Calhou-me um lugar à coxia, eu prefiro janela, mas recuso-me a pagar para marcar o lugar. Quando cheguei ao aeroporto, fui a uma maquineta e mudei o lugar para a janela. Reparei que se tratava de um avião de longo curso e achei estranho, pois no dia anterior quando fizera o check-in era um avião normal... Bom, tinha o meu lugar à janela. O resto era indiferente.
- Já na sala de embarque, as hospedeiras de terra começaram a pedir a voluntários que quisessem despachar as suas bagagens de mão para o porão, pois o avião ia completamente cheio. Eu não tinha mala de mão sequer, por isso fui apreciando a situação. 30, eram precisas 30 malas! Não é apenas a TAP que faz isto, cobrar bagagem de porão e depois surpreender-se que toda a gente leve bagagem de mão. As hospedeiras repetiam o pedido de 5 em 5 minutos até conseguirem as ditas 30 malas.
- Ainda não tinha começado o embarque e a sala estava mais do que lotada e surge a informação que o avião não era o mesmo que seria suposto, por isso ao passarmos na cancela electrónica seria possível que nos fosse atribuído um novo lugar e seria esse o válido. Eu continuava impávida e serena. Pensei que é no mínimo chato para quem pague efectivamente por um lugar escolhido a dedo... mas não me vou aborrecer com problemas alheios.
- Embarquei e o meu lugar mantinha-se à janela! (Ainda bem que me tinha ocorrido tentar mudar de lugar na maquineta).
- Já no avião e com o embarque terminado, reparei que a maior parte das bagageiras que podia ver do meu lugar iam semi-vazias... Então porque é que pediram até à exaustão para a bagagem de mão ser despachada (30 peças!) para depois as bagageiras irem vazias?
- Entretanto já estávamos uns 20 minutos atrasados... "Senhores passageiros, bem-vindos a bordo! Infelizmente não podemos seguir já, pois não temos combustível suficiente para o voo! Estamos à espera do camião que deve estar aí a chegar..." [Estamos à espera do camião?!!]
- Não sei se valerá a pena queixar-me do pãozinho seco que deveria corresponder ao jantar...

Não demorou assim tanto para o camião de combustível chegar e levantámos voo uns 45 minutos depois, mas tivemos combustível suficiente para chegar a Lisboa, o que dentro do género é digno de referência! Em Lisboa, até achei rápido o tempo da entrega das malas, portanto há pontos positivos!

3 comentários:

Mafalda Oliveira disse...

Que medo! Se alguma vez forem abastecer um avião comigo lá dentro, estejam preparados porque eu vou sair a correr e aos gritos!
Sim acredito que seja o mesmo que abastecer um carro... Mas numa escala muiiitooo maior!
O bom dessas peripécias todas é que acabaram e já cá estás!
Bem vinda! E boa Páscoa 😊

Boop disse...

:)
Apreciei a pacatez com que foste aceitando os reveses!

Calíope disse...

Mafalda: Por acaso, nem tinha pensado nisso, mas realmente o abastecimento foi muito rápido para um avião tão grande (era um A330 salvo erro). De qualquer modo esse é um tipo de preocupação que nunca tive, tirando uma vez que fiquei retida no Brasil porque o avião da TAP não chegou e depois apareceu um Air Qualquer Coisa com ar de que vinha directamente dos anos 90. Só me ocorreu que se houvesse problemas a gente cairia no meio do oceano... mas que fosse rápido e eu estivesse a dormir! :D

Boop: Sou toda uma nova pessoa :DDD É mentira, mas já é raro aborrecer-me com atrasos e afins de companhias aéreas, especialmente em situações que não posso alterar. Depois escrevo reclamações!