domingo, 18 de março de 2018

380º momento cultural: The shape of water

Filme oscarizado não quer dizer nada, certo? Certo. Mas mesmo assim fui ver, embalada pelos pontos de contacto com a Amélie Poulin. Não dei o meu tempo por perdido, mas se tivesse de ir de novo teria optado por outro filme. O filme parece aquelas pessoas que descobrem o powerpoint e conseguem enfiar numa mesma apresentação todas as funcionalidades possíveis, ora letras aos saltos, ora palavras em persiana, coisas que aparecem, outras que desaparecem, num fundo com borboletas e claro está tudo com vinte tipos de letras e outras tantas cores, ou seja, é tudo e um par de botas. E a pergunta que se põe é: ganhou o óscar de melhor filme porquê?
A história passa-se nos anos 60, a protagonista é muda e vive num mundo semi-encantado e muito rotinado. Ela trabalha nas limpezas numa fábrica (?) e tem um amigo mais velho talvez gay que é artista/pintor/designer avant la lettre com quem passa algum do seu tempo livre. Na dita fábrica encontra-se uma criatura meia alienígena meia humana que teria sido encontrada na América do Sul e que é disputada entre americanos e soviéticos. O director da fábrica, um homem sem escrúpulos, tentar tirar proveito da dita criatura (não percebi ao certo o que ele queria fazer-lhe além de lhe infligir dor). Na fábrica há um espião que trabalha para os soviéticos. A rapariga muda apaixona-se pela criatura e o sentimento é mútuo. E resolve tirar a criatura da fábrica face aos constantes maus-tratos. Apesar de ser uma coisa de alta segurança dos anos 60, a empregada muda consegue contornar tudo e todos com a ajuda de duas ou três pessoas.
Se a história já parecia uma ficção científica meio manhosa do meio do século, piorou quando a criatura foi viver para casa da rapariga muda e eles não só passam a comunicar, como têm um caso... O amor faz maravilhas pois ela não só recupera a voz, como ainda canta. Eu nesta altura achei que a criatura também fosse cantar e dançar sapateado, mas não isso não aconteceu. O director começa uma busca louca pela criatura, pois tinha a cabeça a prémio e pelo caminho consegue torturar/matar o espião russo e também alveja tanto a muda como a criatura. Mas entretanto a criatura tinha poderes especiais e afinal não está morta e salva a muda. O tal amigo designer também contribuiu para o happy end dando cabo do director. A criatura e a muda voltam para a água e são felizes para sempre.

Bonito não?

2 comentários:

Boop disse...

Pois... Tb não achei nada de jeito...

Calíope disse...

A meu ver o Óscar de melhor filme foi por ser um realizador estrangeiro ou por o tipo americano ser o vilão da história... não vejo outra razão.