quarta-feira, 14 de março de 2018

379º momento cultural: Dois dedos de conversa com Isabela Figueiredo

A visita de escritores portugueses não é prática comum aqui a Viena, por isso quando cá vem alguém é uma grande alegria! Isabela Figueiredo foi a convidada da Sociedade Luso-Austríaca e o espaço encheu-se para a receber. O Caderno das Memórias Coloniais era mais do que razão para cancelar as minhas aulas e convidar os meus alunos para irem assistir ao evento, mas por incrível que possa parecer ainda há coisa de semanas pus A Gorda no meu carrinho de compras de uma livraria online. 
Depois de uma breve apresentação da autora, a própria pegou na palavra e deu-lhe uso. A presença simpática, afável e comunicativa era manifesta. Ela contou o que a motivou escrever ambos os livros e como um consistiu no relato do que ela viveu em Moçambique e no outro revisitou um tema que a assombrou durante alguns temas. Da maneira que o conto agora parece uma coisa sem qualquer interesse, mas a falha está obviamente em mim que não estou a conseguir reproduzir o que se passou lá. As memórias coloniais e as de uma adolescência sob o signo da gordura foram tão bem descritas que nos arrastou para esses mesmos lugares. Não sei se aos outros também, mas a mim sim que tenho pontos em comum e memórias em 1ª ou 2ª desses lugares. As explicações e os relatos foram tão vivos que nos transpuseram para esses espaços. A conversa foi sem dúvida muito mais envolvente e interessante que as leituras. Já tinha comprado o livro no início do evento e no fim pedi à escritora que mo autografasse, trocando com ela alguns comentários e prometendo-lhe escrever quando acabasse de ler o livro. Fiquei a pensar no que disse tanto acerca de um livro como do outro e realmente há experiências que todos partilhamos e não sabemos, porque não se fala nisso.

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