terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Tremer como varas verdes

Uma pessoa anda toda animada porque voltou a pegar nas rédeas da sua vida e trabalha e vai às termas e faz curso de dança e ginástica e vai ao cinema e organiza jantares e vai jantar fora e assina jornais e planeia visitas a museus e idas ao teatro e participações em conferências e redacções de artigos e dança por casa e até arruma o guarda-fatos e de repente há uma sacana de uma mensagem que toca, praticamente sem conteúdo, e ela reage de forma seca. Volta a tocar e ela provoca. Volta a tocar e ela perde o pé e irrita-se de tal modo que consegue a proeza de voltar a ter uma noite mal dormida onde questiona todas as suas atitudes, todas as suas falas, todos os seus silêncios. Tudo. A noite foi coroada com um pesadelo com LL*. Who else?

Quando é que eu me livro disto?
Como é que eu me livro disto?
Totozona on the rocks... não há degelo que me valha.


*Para memória futura: o carro assaltado, de onde saía um cão vagabundo, à porta do cinema

3 comentários:

Boop disse...

A musica no meu canto.... chama a isso um vicio...
(são tramados os vicios!)

Calíope disse...

Sabes que ouvi a música quando a postaste da outra vez e não lhe achei muita piada. Quando a vi, agora, não a voltei a ouvir - mas acabei de te escrever...

Boop disse...

:)
Pois há músicas que ficam ligadas a alguns momentos e nem sou capaz de as desvincular da altura e que as apreendi. A critica fica completamente toldada pela experiência!