terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

(De)gelo

Há coisas que não entendo, o que para uma pessoa que gosta de racionalizar e perceber as coisas é um pouco aborrecido. Não falo de fórmulas químicas ou de questões físicas, pois por essas não nutro grandes sentimentos nem interesse particular, mas quando se trata de outras químicas e físicas, o meu cérebro congela e sei lá o que é que acontece. Felizmente (ou não) isso sucede poucas vezes, o que me permite manter no controlo das operações.

O meu cérebro está em processo de defrost de uma situação dessas de perda de faculdades e eu recuperando o meu raciocínio dou por mim
1) a receber convites consecutivos de uma pessoa com quem troquei meia dúzia de palavras num contexto semi-formal e que, mesmo depois duas ou três recusas (justificadas), manteve-se em jogo, conseguindo levar-me ao cinema.
2) a ser convidada para ir almoçar por um contacto profissional que umas semanas depois liga-me efectivamente para marcarmos um dia e irmos almoçar e trocar dois dedos de conversa.

E o meu cérebro congelado está à espera que um indíviduo mude de repente e 1) responda mensagens em tempo real, 2) concretize a ida ao cinema, 3) levante uma prenda em dívida, 4) etc. etc. pendentes e basicamente deixe de ser a pessoa que mostra ser há largos anos e se enquadre no perfil da pessoa que eu queria que ele fosse E OBVIAMENTE NÃO É e só eu é que não quero/consigo/aceito ver.

Perdi tanto tempo a pensar porque é que ele me faz estas cenas, que nem parei para pensar e me perguntar porque é que eu me faço isto. Pronto. Cansei.

LL, não dá mais. O prazo de validade caducou.
E 1) e 2) não me interessam, mas foram importantes para o processo de descongelamento.
Estamos em quaresma, não é? Se calhar, vou jejuar, é isso, por um cérebro no frost.

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