sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

2017 foi assim

2017 foi um ano inacreditável. Começou mal, ficou pior e depois deu uma volta - ou várias - que o tornaram num ano fabuloso.

2017 estará sempre associado ao falecimento do meu pai. Se foi um golpe duro para nós, para ele os últimos meses devem ter sido uma agonia sem fim e para a minha mãe o fim do mundo. Por mais absurdo que soe e tendo em conta as circunstâncias em que estávamos, foi o melhor que nos aconteceu, mesmo para a minha mãe e sobretudo para o meu pai. Ele já estava num estado lastimoso e ela - mesmo não admitindo - estava mais do que exausta. Foi uma perda muito grande, para nós as três, mas para a nossa família também e demais amigos. O meu pai era mesmo muito estimado e isso sentiu-se.

Em 2017 não parei quieta e além das 5 idas a Portugal (totalizando talvez uns 3 meses e meio), voltei finalmente a Cabo Verde e foi tudo o que eu precisava naquela altura, depois ainda houve Roma, Zagreb (2x), Zadar, Paris, St. Peter im Sulmtal, Budapeste, Bratislava, Copenhaga, Malmo, Macau, Hong Kong, Hanoi, Halong Bay, Algarve, Mainz, Estocolmo, Talin, Madrid e Porto - sem contar com as mil vezes que fui a Graz!

Em 2017 parecia que tinha voltado a ter 15 ou 20 anos, ou coisa que o valha,
 - voltei a furar as orelhas,
 - voltei a conhecer pessoas de formas muito sui generis - assim de repente, o Arizinho, o francês no voo para a Cidade da Praia, o croata da 1ª festa da kizomba, o curdo-turco-iraquiano do metro, o gajo de saia no aeroporto de Arlanda, etc, etc.
 - voltei a sair à noite para ir dançar
 - voltei a dançar kizomba e isto valeu-me ir ver uns quantos concertos incríveis: Djodje (x2), Nelson Freitas, Grace Évora, Kaysha. E ainda outros concertos sem kizomba (Scott Matthews Post Modern Jukebox, Rodrigo Leão e Scott não sei quê, John Legend, Carminho, Lura).

2017 foi um ano trabalhoso, fui funcionária pública com tudo aquilo a que se tem direito e não gostei e regressei à minha condição de freelancer ao fim de 9 meses. Pelo caminho fui aceite numa nova faculdade, fiz a locução para um anúncio, dei aulas ao senhor embaixador, participei nas conferências do costume, fui convidada para ir dar aulas (coisas pontuais) em duas universidades estrangeiras, ah!e sou coordenadora Erasmus!

Em 2017 voltei a usar franja!

Em 2017 voltei a apaixonar-me perdidamente por alguém e movi mundos e fundos para levar o meu objectivo a bom porto. Falhei. Mas LL voltou e tanto aquele (da linha de cima) como todos os outros deixaram de fazer sentido. LL surpreendeu-me (und wie!)e eu fui tãããoooo feliz, mas no fim era mais do mesmo e eu consegui esticar o pé para a realidade e para a minha sanidade mental. A telenovela há-de continuar em 2018 mas não sou capaz de fazer previsões. Vou já avisando que não ponho a mão no fogo por mim. Estou de momento com rédea curta, mas a gente sabe lá o que o dia seguinte nos reserva.

Como vê, querido leitor, 2017 começou num caos que deu origem a uma nova ordem... a uma ordem acelerada, como é meu costume, mas afinal, o caminho é para a frente.

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