terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Colour blind

Em conversa, uma colega comentou ou perguntou se não havia alunos brancos na faculdade. De repente, caí em mim e precisei de pôr um pé ou mesmo os dois na realidade. "Não havia alunos brancos?! Como assim? Não reparei..."
Hoje de novo no campus, olhei com olhos de ver. Realmente não há alunos brancos. Não vi nem um para a amostra. E a parte melhor: não reparei. Se a colega não tivesse comentado eu não teria notado de todo e fiquei mesmo contente por o meu cérebro não processar esse tipo de informação por não o tomar como relevante. Tenho um cérebro daltónico e não sabia!

Curepe, às 17:02

Say my name, say my name

O programa do dia incluía uma visita guiada ao campus universitário da Universidade das Índias Ocidentais. É enorme, todo bonitinho, com relvados espaçosos, árvores lindíssimas (e para eu estar a comentar árvores, imagine o querido leitor que eram mesmo qualquer coisa), muitos estilos arquitectónicos, que estranhamente se conjugavam em harmonia. O último passo da visita foi a biblioteca, onde para entrar tivemos de nos registar na entrada. Entrámos, vistitámos, saímos e ao entregar o cartão que nos tinham dado, a funcionária diz:
- Quem é Maria Calíope?
- Sou eu. Disse eu, chegando-me à frente.
- Ah! Eu vi o seu nome nos cartazes. Vai ter um evento para a semana, não é?
- Sim.
E ri-me! Não sabia que figurava em cartazes e muito menos que havia pessoas a memorizar o meu nome.

Vamos ver como corre até à próxima semana...

Tunapuna, às 23:06

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Sobreposições de conceitos

A minha irmã dizia da última vez que estivemos em Cabo Verde que cada carro era um táxi e cada casa era um restaurante. Comprovámo-lo várias vezes.

Aqui em Trinidad, cada pessoa é uma casa de câmbio!

Curepe, às 16:35

domingo, 28 de janeiro de 2018

Room with a view




E de repente entrou um passarito perdido pela minha janela :)

Tunapuna, às 10:32

sábado, 27 de janeiro de 2018

Off I go!

Duas escalas e 22:35 horas de voo diante de mim.

(É impressionante como consigo concretizar ideias em alguns campos da minha vida).

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Dancing in the dark

Saí de casa pouco passava das 6 da manhã, ainda estava escuro, mas já se viam algumas janelas iluminadas. Uma chamou-me a atenção não sei porquê e de repente vi um casal a dançar alegremente uma valsa ou coisa parecida. Pouco passava das 6 da manhã, volto a repetir, e um casal dançava alegremente. Realmente é preciso muito pouco para se ser feliz. Talvez um par ajude!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Sol de Inverno

Ando há uma semana ou mais a querer comprar... protector solar!

Já está! Factor 50 porque Viena é obviamente um paraíso tropical :)

Intolerância alimentares

Quando era pequena houve uma altura que acho que tinha alergia a tudo o que era bom! Não podia comer laranjas, não podia comer morangos, não podia comer batatas fritas que o meu corpo reagia logo e empipocava. Eu tinha pena de não ser alérgica a gelados ou chocolates, pois era coisa que não comia de qualquer maneira, por isso não me causaria danos. Agora morangos? Laranjas? Batatas fritas? Coisas de que eu gostava tanto de comer... era muito injusto. Lembro-me de pensar que era muito estranho a minha irmã comer todas as porcarias possíveis e ser eu a ficar com as alergias.
Não sei se as alergias passam ou se era alergia de todo, mas o certo é que passado uns tempos (? anos?) voltei a poder tudo e mais alguma coisa. Bom, gelados e chocolates continuam a não ser apreciados.
Hoje em dia quando meio mundo é intolerante à lactose, ao glúten e o resto não come hidratos de carbono ou é vegan ou tem umas preferências alimentares no mínimo duvidosas, eu apercebi-me qual voltou a ser o meu problema. Não sou completamente intolerante, mas que me causa muito incómodo (prurido, ansiedade, mudança de humor brusca, tristeza, etc.) depois do consumo, isso sim. Que eu gosto muito de LL, parece que sim, mas era como  com os morangos, eu sabia que se comesse, depois ia ter de me coçar toda, o que era no mínimo desagradável.
Há metáforas mesmo muito úteis.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Portugueses no Golfo Pérsico

Se não me tivesse inscrito já em aulas de alemão ao sábado de manhã, estaria muito tentada a ir fazer este cursinho (bom, se estivesse em Lisboa): Portugueses no Golfo Pérsico. Não sei se é pelo deserto, pela cultura milenar ou pelos mistérios em geral, mas se há zona do mundo que me causa fascínio (e algum receio, confesso) é aquela!
Se alguém quiser aproveitar a dica, depois venha cá contar como foi.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Biografias

Em tempos achei que a minha biografia poder-se-ia chamar

A minha vida cansa-vos

e passados alguns anos continuei a achar que este título se mantinha muito actual.

Hoje ocorreu-me um outro nome para a minha biografia... ou melhor, para o segundo volume. Melhor ainda, a segunda versão da biografia original:

A farsa
(porque a (minha) vida não passa disso mesmo)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Zeros

Sou uma nulidade em relações humanas, mas em compensação não me saio nada mal em pôr a render as minhas capacidades intelectuais. Como é que é possível só zeros à esquerda se cruzarem no meu caminho e depois eu ser tão diligente aumentar as minhas actividades laborais e os respectivos zeros à direita.

Cada um é talhado para o que é. Nada a fazer. Vá lá que tenho qualquer coisa por que me regozijar.  

domingo, 21 de janeiro de 2018

Felizes aqueles que acreditam



pois pode ser que um dia encontrem o fim do arco-íris.



(Hoje não foi o dia) 


(Nem podia ser)

Olha a onda, olha a onda

Vou a trabalho para um destino que me levantou algumas preocupações de segurança: violência, crime, raptos, etc. Em conversa com o meu colega tentei esclarecer se os meus medos eram fundamentados e ele disse que não. Não há violência contra turistas... porque não é um destino turístico, há sim violência entre gangues rivais (!), por isso é só não me meter entre rixas. 
Uff. Pronto, vou ficar quietinha, dou as minhas aulas
e não vou falar com estranhos. 
Comentei o facto com a minha mãe que afinal estava/está preocupada com outro foco de problemas:

"Cuidado quando fores nadar! Pode haver... tubarões!" 

sábado, 20 de janeiro de 2018

Latin Lover mix



Sem querer e a estas horas é esta a música que ecoa aqui pela sala, no preciso momento em que eu reflicto nas palavras sábias do Senador: "Tu não aceitas um não e arranjas sempre maneira de rispostar... e se não o fizesses não eras tu!".

Este latin lover remix não poderia ser mais sintomático do autêntico ramalhete de flores que estou a preparar para domingo. No baralha e volta a dar pode ser que a sorte me venha parar às mãos ou que eu saiba jogar melhor
as minhas cartas.

Espero que ele aceite.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Jour fixe: Jantaricos



Repescando uma grande ideia de um blogue-amigo, vou voltar a jantares cá em casa. Gosto de cozinhar para amigos, gosto de ficar à conversa à volta da mesa,  até gosto de contabilizar as garrafas vazias no final da noite! Mas já nem sei quando foi a última vez que tive cá gente a jantar. Acho que uma vez por mês é uma boa conta! O primeiro será em Fevereiro!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Luto completo

Com o falecimento do meu pai aprendi a viver com a morte. Vi como as pessoas reagem de forma muito diferente a um mesmo input, não é preciso carpir o defunto para sentir a perda, mas há quem precise de chorar e de chorar mesmo muito para extravasar a sua emoção. 
Umas das coisas mais significativas que me disseram no ano passado, foi que o luto - não sendo ciência exacta - demora em geral um ano. Entendendo-se um ano como um ciclo, a pessoa enlutada terá de (aprender a) viver sem o seu ente querido durante esse ano, com tudo o que nele se inclui (férias, aniversários, festas, etc.). Para mim fez muito sentido.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

16 de Janeiro de 2017

Marquei um voo para o dia seguinte, 15. Só ida. Nunca tinha visto a minha mãe naquele desespero. O meu pai piorava de dia para dia. Até a minha irmã tinha voltado a ir dormir lá para casa. Não fazia sentido eu estar aqui e fui para Lisboa no dia seguinte, apavorada com a ideia de o meu pai morrer e eu não estar lá e de ninguém me dizer nada até eu chegar. Tinha regressado de Lisboa uns dias antes, duas semanas em que mal saí de casa, tentando aligeirar a tarefa hercúlea da minha mãe de cuidar do meu pai.
Cheguei a casa e o meu pai estava lá, deitado, imóvel, angular, com os olhos entreabertos, ainda mais magro do que 10 dias antes, já não falava, mas supostamente ouvia tudo. Eu agarrei-lhe na mão e disse que estava ali com ele, que já tinha chegado. E apesar daquele quadro miserável, eu fiquei feliz por lá estar e tenho a certeza que ele também.
Nessa noite, a minha irmã voltou para casa dela e eu ocupei o sofá vago. Estávamos todos a dormir na sala. Nem me passou pela cabeça ir dormir para o meu quarto. A minha mãe explicou que tinha de ficar uma luz de presença acesa, pois as pessoas em estado terminal temem o escuro. E ela sentou-se no banco de madeira ao lado da cama do meu pai, dando-lhe a mão. Só ela é que não dava conta de como estava extenuada. Eu disse-lhe que fosse para o sofá dela, que eu ficava ali com o pai e nem sei como a consegui convencer. Trocámos de postos. Ao fim de uns minutos sentada no banco, já me doía o rabo e não sabia bem em que posição me pôr. O meu pai estava tão magro e mal se mexia que mal ocupava metade da cama e num golpe de felicidade, ocorreu-me puxar um pouco a cama articuladada para eu poder deitar-me ali entre a parede e o meu pai. Havia espaço suficiente para mim de lado e com certeza seria mais confortável que o banco de madeira. Dito e feito. A minha mãe dormia profundamente que nem reparou, mas às tantas chamou por mim, não me vendo nem no sofá nem no banco e eu lá levantei a cabeça do outro lado do meu pai. Dormi ali meia dúzia de horas tranquila ao lado dele e ele com certeza descansado por me sentir ali perto.
No dia seguinte - dia 16 - tínhamos de tratar da documentação da mercedonga. O meu pai tinha deixado tudo preparado e nós (eu e a minha irmã) tínhamos de ir ao conservatório. Fomos pela hora do almoço, tratámos do que tínhamos a tratar e a minha irmã seguiu para o escritório, deixando-me primeiro em casa pelas 15:30. Só me lembro de estar toda a gente a dizer-me que comesse qualquer coisa. Eu ainda não tinha almoçado e fui aquecer um bocado de lasanha que estava na cozinha. Voltei para a sala com um tabuleiro e sentei-me no meu sofá. Não sei se cheguei a pôr uma garfada à boca e vi o meu pai a franzir a testa. A minha irmã tinha-me dito, o que o médico lhes dissera, qualquer movimento facial ou mudança de ritmo de respiração poderia ser sinal de desconforto. Eu saltei do sofá e perguntei ao meu pai o que tinha, do que precisava (como se ele pudesse falar) e disse-lhe que ia chamar a minha mãe. Numa fracção de segundos estava a minha mãe e eu abeiradas do meu pai... e só me lembro de ouvir de trás a minha tia a dizer "ele já não está a respirar" para desatarmos todas num pranto inconsolável. Apesar do choro todo, para mim o meu pai ainda estava vivo e a respirar... mas a enfermeira logo de seguida não deixou espaço para devaneios. Liguei à minha irmã, para que voltasse de imediato para casa.


(Jamais me perdoaria se eu tivesse ficado em Viena).

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Interesses vários


Além do computador cá de casa que continua em processo de falecimento - estou a dar-lhe os cuidados mínimos por isso é que ainda está vivo - o meu computador do escritório também já andava a arrastar-se há anos. No entanto, eu sou aquela pessoa que não liga muito a estas coisas e enquanto as coisas funcionarem, não se chateia muito, mesmo que o computador precisasse de 20 minutos para reiniciar... (não vale a pena comentarem) Bom, porém, dado a futura baixa de casa, achei que era altura de reclamar um computador novo no escritório também.
Ao contrário do que esperava (ficar semanas à espera de uma resposta), dois dias lá tinha todo um computador novo. Conversa vai, conversa vem com o tipo dos IT - passou-me pela cabeça que era boa ideia dar-me mais com pessoal informático, que dão sempre jeito! (Mas não falei dos meus problemas informáticos domésticos).
Hoje o meu segundo ecrã não ligava e liguei ao tal tipo para ver se me podia ajudar. Ele lá apareceu e resolveu o que tinha a resolver e ficámos mais uns 10 minutos comigo a ter uma aula de... árabe!
O tipo é tunisino e entre je parle français e but how many languages do you speak? veio todo um chorrilho de perguntas que eu gostaria de saber em árabe. Basta olhar ali para o lado nos Mergulhos futuros: eu há mais de 20 anos que gostaria de aprender árabe.
Agora reparem nesta delícia.
A 2ª palavra é qualquer coisa como Sahaara... deserto em árabe! O deserto do Sahara é o deserto deserto! Não é o máximo?
A 3ª palavra é açúcar, que se diz qualquer coisa como o nosso açúcar - lá está, palavra de origem árabe.
E a 1ª é o meu nome, o original, que fica para a leitura do querido leitor versado em árabe!
Com isto quem é que quer saber de porcarias informáticas?

domingo, 14 de janeiro de 2018

Almoço domingueiro


Lembram-se dos meus vizinhos? Um continua a viver aqui (V2) e o outro já mudou de país 3 vezes (V1). Estranhamente tenho mais contacto e vejo mais vezes o que saiu do país do que o que continua aqui no prédio. Cruzei-me com a namorada do V2 no outro dia no metro, que me perguntou se ainda vivia no mesmo sítio e me convidou para ir tomar um café com eles... Eu disse que sim, mas fiquei a pensar se já temos dificuldade em manter uma conversa assim num encontro casual no metro, um café inteiro iria ser penoso! O V1 ligou-me hoje a avisar que estava em Viena para irmos tomar um café, três mensagens depois o café transformou-se em almoço, que se prolongou para um café. Sem querer passaram 4 horas e meia em animada cavaqueira! (E eu que já não dava nada por ele).
O café que pedi tinha um oráculo no pires. O meu dizia isto: Algumas coisas não têm tanta importância.
Pois é! Na mouche! Pronto já estou em forma!

Perfect

Eu sei que o Mergulhos anda cheia de tosse, noites mal dormidas e um mal-estar geral. Está quase a passar, não se preocupe, querido leitor, que o que não nos mata, enrijece e muscula.

E enquanto aborreço o paciente leitor com as maleitas que me apoquentam, nem tive ocasião de contar que em breve vou concretizar um dos meus planos paralelos e dijuntivos de Dezembro (era o LL ou a casa ou os óculos ou T&T). Os óculos já cá cantam, ainda há duas partes da equação que continuam muito escorregadias, mas houve mais uma conquistada e para a qual ando agora a tratar dos respectivos preparativos - daqui a uns dias logo saberão do que se trata - ahahahahahh sim, casamento marcado com LL assim zack zack! :D Era já a correr, mesmo com frio e chuva!!! E vamos fazer um live streaming para os leitores mais estimados de sempre :DDDDD
)
Isto tudo para dizer que apesar de muitas lamúrias e choradinhos tenho mesmo uma vida feita à minha medida, embora às vezes eu própria não reconheça isso e ande a suspirar por medidas alheias.

A volta que eu dei para conseguir pespegar aqui a música mais fofinha do momento (e não é uma kizomba!) e com a qual eu acordo dia sim dia sim! Perfect do Ed Sheeran. Que delícia, querido leitor, que só me apetece ronronar...  
(E ei-la aqui em dueto com a Beyoncé)

sábado, 13 de janeiro de 2018

Mezinhas II

Xarope artesanal de cenoura (deixar que a cenoura largue o seu suco natural, deitando açúcar por cima)
Compressas de aguardente e pimenta (foi a minha massagista búlgara que mo recomendou...)
Pelo meio, fui à farmácia e comprei xarope... de pinheiro e tomilho (não me parece muito químico)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Quem diria

que o dia a começar com chá de casca de cebola iria terminar com um ron on the rocks oferecido pela Embaixada de Cuba. Disseram-me que o rum fazia bem à minha tosse e que o preferisse à Cuba Libre. Dito e feito. Pouco depois resolvi dar uso aos meus cartões de visita novos. Acho que posso concluir que já estou a ficar melhor.

Mezinhas

A ver se é o chá de casca de cebola - outra estreia cá em casa - me devolve a voz, a saúde e o ânimo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O elo mais fraco

sou eu.

Quando se pede cuidadosamente para que não apertem mais porque pode gangrenar e ser apanhado de surpresa porque ninguém tinha reparado na infecção crónica... Desculpe, querido leitor, se a metáfora bio-médico-anatómica não faz sentido nenhum, mas corpos humanos não são obviamente o meu forte.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A surpresa do dia

Uma pessoa até pensa que é giro ter insónias, que em vez de tentar dormir, aproveita o tempo para fazer tudo o que tem para fazer, que o Prof. Marcelo é que tinha razão "dormir para quê?"... e depois de dar a volta ao bico deste prego, a pessoa cai na cama (ok que já eram duas da manhã) e dorme quase de imediato!
Hoje de manhã, a pessoa vai dar aulas - ainda a sentir-se meia songa-monga - e de repente falha-lhe a voz! Claro que não poderia ter percebido antes que estava semi-afónica...  Deu as aulas como pôde e direitinha para casa só com direito a passagem pelo supermercado para comprar limão para o chá.

Premières

- Ter insónias em véspera de dia de aulas... (Acho que consegui passar pelas brasas durante umas 3 horas)
- Começar a dar aulas às 8 da manhã. Na última aula que terminou pouco antes das 22:00 já estranhei a voz que me saía da boca era a minha... Vamos ver se a mantenho ou se ela vai encontrar-se com o disco finado do meu computador.
- Sincronizar computadores, drives e sei lá eu o que mais por volta da meia-noite. Não sei o que me passou pela cabeça. A conjuntivite deve ter entrado pelos olhos dentro e afectado o cérebro. A páginas tantas pensava que mais depressa me transformaria em abóbora.

10 de Janeiro é muito cedo para me sentir Atlas? O que me assusta é que segundo umas previsões astrológicas quaisquer, Janeiro até seria um dos meses favoráveis do ano para mim... Se isto já vai assim, em Fevereiro cai o carmo e a trindade!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

6 no totoloto

- Insónias até às 4 da manhã.
- Conjuntivite no olho direito --> olho inchado no sábado
- Mal-estar geral, nariz a pingar e talvez febre
- Computador com comportamentos estranhos
- Conjuntivite no olho esquerdo --> olho colado e ainda mais inchado no domingo
- Computador moribundo já com a extrema unção dada ao disco.

Tudo no mesmo fim-de-semana! Resultado: mais de 50 horas fechada em casa.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Bordados no corpo



Depois da estrela, veio o balão (não é este e essa não sou eu). Doeu-me horrores e jurei que nunca mais. Mas ficou tão bonito que não me canso de observá-la. De repente, sinto-me o suporte de uma obra de arte e melhor ainda, a partir de agora tenho sempre um plano de fuga com a orientação inscrita em cordas. Vamos ver se de agora em diante ando menos à deriva.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Propósitos 2018

Gosto do número do número deste ano. O 8 é um infinito de pé e eu até gosto que as coisas estejam em ordem, até o infinito! 2018 já assim à partida tem muitos ingredientes que o podem tornar marcante. Fez 15 anos que vivo na Áustria, vou fazer 40 anos (e muitos amigos meus também) e vamos ter prendas familiares no Verão, portanto logo assim sem pensar muito já há motivos para ser um bom ano. De qualquer modo, o que seria de mim sem pensar em objectivos concretos para o ano que agora começa!

Desejos gerais

Saúde: é a prova de que estamos a ficar mais velhos quando a primeira coisa em que se pensa é saúde para a minha família, para mim, para os meus amigos.

Trabalho: tenho aquela lotaria premiada de fazer muitas coisas de que gosto e ser paga por isso. Por isso é continuar a ser flexível e criativa para conseguir gerir todas as minhas tarefas e tentar ter uma vidinha além trabalho.

Propósitos concretos:

- Fazer desporto (em qualquer modalidade existente ou inventada por mim) para chegar aos 40 com o corpo escultural que nunca tive! Vá lá que só faço anos no final de Outubro por isso tenho margem de manobra.

- Ler, pelo menos, um jornal austríaco por dia (o gratuito do metro não conta).

- Dançar muito (e eventualmente bem).

- Passar os meus anos com o meu corpo escultural num destino fantástico. Não preciso de festa e desconfio que não terei companhia, por isso vou ter de desencantar um programa de festas unipessoal mesmo fabuloso. Pode ser que saia a rifa do Japão, mas praia também podia ser uma alternativa a ter em conta.

- Ser mais arrumada - é uma reciclagem do ano passado, eu sei, mas talvez insistindo consiga chegar lá. Vamos concentrar-nos este ano em papéis e roupa. Parece-me um objectívo exequível.

- Comprar uma casa - resolvi em 2017 que só vou comprar uma casa que cumpra TODAS as minhas condições, caso contrário, fico onde estou porque estou muito bem. Se estou a ser criteriosa e picuinhas, sim estou, mas custa-me a dar centenas de milhares de euros por uma coisa de que goste apenas de forma sofrível e que me vá alterar as rotinas.

- Um gajo - 2017 deu-me duas lições ou três: 1) há muito peixe no mar, 2) continua a haver homens que me cativam, que me interessam e que me encantam, 3) não acredito em homens, mesmo naqueles do ponto 2. Posto isto e com um pé atrás, eu tenho fé que em 2018 hei-de encontrar um gajo em condições - pode ser até LL -  mas desta vez é para o prender ao pé da cama. O plano B são os gajos errados, mas com esses a gente já sabe do que a casa gasta.

- Não me deixar vencer pelo medo - não ter medo do desconhecido, seja ao conhecer pessoas, seja a embarcar para destinos pouco prováveis, não ter medo de ter vergonha, de dar um passo em falso nem de falhar.

- Dar tempo ao tempo - não querer apressar as coisas e saber desfrutar do dolce fare niente (isto é praticamente contra natura mea).

Para o ano acertamos contas!

O meu futuro está aqui!


Há um jogo de passagem de ano na Áustria que dá pelo nome de Blei giessen (derreter chumbo) e consiste em derreter uma peça em chumbo e deitar o chumbo líquido para um recipiente de água. A peça formada ditará o futuro dessa pessoa. Levei uns kits disto para a minha passagem do ano e da minha mão e da minha estonteante rotação de pulso produziu-se esta autêntica obra de arte. Tentei fotografá-la agora em todos os ângulos (se quiserem mais é rodar as imagens), para que o meu querido e estimado leitor possa fazer a leitura da mesma e elucidar-me o que 2018 me reserva. (Depois eu digo o que vejo, para não vos influenciar).




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

2017 foi assim

2017 foi um ano inacreditável. Começou mal, ficou pior e depois deu uma volta - ou várias - que o tornaram num ano fabuloso.

2017 estará sempre associado ao falecimento do meu pai. Se foi um golpe duro para nós, para ele os últimos meses devem ter sido uma agonia sem fim e para a minha mãe o fim do mundo. Por mais absurdo que soe e tendo em conta as circunstâncias em que estávamos, foi o melhor que nos aconteceu, mesmo para a minha mãe e sobretudo para o meu pai. Ele já estava num estado lastimoso e ela - mesmo não admitindo - estava mais do que exausta. Foi uma perda muito grande, para nós as três, mas para a nossa família também e demais amigos. O meu pai era mesmo muito estimado e isso sentiu-se.

Em 2017 não parei quieta e além das 5 idas a Portugal (totalizando talvez uns 3 meses e meio), voltei finalmente a Cabo Verde e foi tudo o que eu precisava naquela altura, depois ainda houve Roma, Zagreb (2x), Zadar, Paris, St. Peter im Sulmtal, Budapeste, Bratislava, Copenhaga, Malmo, Macau, Hong Kong, Hanoi, Halong Bay, Algarve, Mainz, Estocolmo, Talin, Madrid e Porto - sem contar com as mil vezes que fui a Graz!

Em 2017 parecia que tinha voltado a ter 15 ou 20 anos, ou coisa que o valha,
 - voltei a furar as orelhas,
 - voltei a conhecer pessoas de formas muito sui generis - assim de repente, o Arizinho, o francês no voo para a Cidade da Praia, o croata da 1ª festa da kizomba, o curdo-turco-iraquiano do metro, o gajo de saia no aeroporto de Arlanda, etc, etc.
 - voltei a sair à noite para ir dançar
 - voltei a dançar kizomba e isto valeu-me ir ver uns quantos concertos incríveis: Djodje (x2), Nelson Freitas, Grace Évora, Kaysha. E ainda outros concertos sem kizomba (Scott Matthews Post Modern Jukebox, Rodrigo Leão e Scott não sei quê, John Legend, Carminho, Lura).

2017 foi um ano trabalhoso, fui funcionária pública com tudo aquilo a que se tem direito e não gostei e regressei à minha condição de freelancer ao fim de 9 meses. Pelo caminho fui aceite numa nova faculdade, fiz a locução para um anúncio, dei aulas ao senhor embaixador, participei nas conferências do costume, fui convidada para ir dar aulas (coisas pontuais) em duas universidades estrangeiras, ah!e sou coordenadora Erasmus!

Em 2017 voltei a usar franja!

Em 2017 voltei a apaixonar-me perdidamente por alguém e movi mundos e fundos para levar o meu objectivo a bom porto. Falhei. Mas LL voltou e tanto aquele (da linha de cima) como todos os outros deixaram de fazer sentido. LL surpreendeu-me (und wie!)e eu fui tãããoooo feliz, mas no fim era mais do mesmo e eu consegui esticar o pé para a realidade e para a minha sanidade mental. A telenovela há-de continuar em 2018 mas não sou capaz de fazer previsões. Vou já avisando que não ponho a mão no fogo por mim. Estou de momento com rédea curta, mas a gente sabe lá o que o dia seguinte nos reserva.

Como vê, querido leitor, 2017 começou num caos que deu origem a uma nova ordem... a uma ordem acelerada, como é meu costume, mas afinal, o caminho é para a frente.

Previsões para os nativos de escorpião

A astrologia deve estar mesmo fora de moda. O que me desunhei para conseguir encontrar previsões astrológicas para 2018 numa qualquer revista feminina nacional e estrangeira... Mesmo na internet não foi fácil, mas encontrei esta que me parece bastante favorável :D porque eu só acredito em bons astros! Se vos interessar, aqui fica:

O Escorpião é Rei em 2018
Para os nativos de Escorpião ou ascendente em Escorpião.
Um signo muito abençoado em 2018, Júpiter, Saturno, Neptuno, Plutão todos a soprar a favor do misterioso Escorpião.
O primeiro decanato pode contar com ajuda do Saturno para estruturar a sua vida. Júpiter nesta constelação até novembro irá expandir a vida destes nativos sem exceção. Novo ciclo de 12 anos. Neptuno e Plutão a favorecerem os nativos do terceiro decanato aos nativos que celebram o seu aniversário entre 12 e 16 de novembro.
Estes nativos têm a vida iluminada devido à presença do planeta
Júpiter no seu signo. Este ciclo, que só acontece de 12 em 12 anos, é
sempre sinónimo de grande progresso na vida, de melhoria e de grande
otimismo, permitindo-lhes alcançar o que desejam.
É um período marcado
por novos começos, um novo impulso e uma nova dinâmica de
vida, pelo que é tempo de plantar novas sementes e dar início a novos
projetos.
Este ciclo irá presentear os nativos do 2.o e 3.o decanatos, que
celebram o seu aniversário entre 4 e 22 de novembro. Deverão aproveitá-lo ao máximo.
O primeiro decanato pode contar com ajuda do Saturno para estruturar a sua vida. Como se encontra numa área de informação é muito natural que estes nativos resolvam estudar, tirar cursos mestrados, se especializarem em algo.
Plutão seu planeta regente a favorecerem os nativos do terceiro decanato os nativos que celebram o seu aniversário entre 12 e 16 de novembro.
Plutão, o também se junta a esta favorável dança, trazendo força e capacidade para alcançarem o que desejam., seja a nível social, politico ou económico.

http://lifestyle.sapo.pt/astral/previsoes/cristina-candeias?signo=escorpiao&tipo=anual

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

V de Viena

Voltei a casa e como sempre estou super contente!
Apercebi-me que ao fim de centenas de regressos de Lisboa pela primeira vez não trouxe uma única garrafa de vinho na mala!

Não sei se estou
a) a deixar o álcool
b) a deixar de ser emigrante (passo a passo, pois queijo e chouriço, patiniscas e rissóis, etc, etc vieram)
c) a deixar de querer arrastar-me com uma mala de 23kg
d) nenhuma das respostas anteriores
e) NS/NR


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A vida num tabuleiro de xadrez ou 15 anos na Áustria

Faz hoje 15 dias que fui viver para a Áustria. Já devo ter repetido isto por aqui várias vezes, 30kg de bagagem para 6 meses de contrato. O contrato terminou, mas eu gostei tanto do xadrez da cidade, fossem as linhas ortogonais da cidade, fosse o combinado de pessoas e vivências que comecei a acumular, fosse a centralidade do país, que resolvi ficar e tentar a minha sorte. Até hoje continuam a perguntar-me quanto tempo pretendo ficar em Viena e a resposta, desde esse dia até hoje, nunca mudou. Enquanto gostar de lá viver não tenho por que mudar. E gosto tanto e mal consigo explicar porquê. Os anos foram passando sem que eu fosse dando conta deles, mas fui dando pequenos mas seguros passos numa carreira sólida, numa vida cultural bem recheada, em muitas experiências fabulosas, resumindo numa vida de luxo, por vezes excêntrica, com a qual nunca sonhei. 15 anos de Viena deu para fazer tanta coisa, deu para crescer tanto, deu para me tornar numa pessoa mais rica a todos os níveis, que por vezes já nem me lembro como era antes.

Lembrei-me de recorrer a um tabuleiro de xadrez para ilustrar este tempo.

Peão: Continuo a dizer que foram os transportes públicos de Viena que me fizeram ficar, mas na verdade, só me apercebo do quanto ando a pé, quando volto a Lisboa. Para além de andar, em Viena comecei a dançar de forma mais ou menos regrada: tango, dança do ventre e kizomba continuam a fazer-me rodopiar por qualquer pista! Ando, danço e corro - sobretudo para apanhar o metro e atrás do vento!

Torre: Acredito na força do trabalho. Sou workaholic e não vejo isso como sendo algo negativo. Em Viena descobri um talento de dar aulas, contar histórias e falar com pessoas. Tive a sorte de conseguir ingressar no mundo universitário. Também descobri outras abordagens à língua e consegui capitalizá-las. Gosto mesmo muito do que faço e eu sem os meus trabalhos não seria feliz.

Cavalo: 10 dias depois de ter chegado a Viena em 2003 enfiei-me num interrail com uma amiga e a partir daí não parei. Agora vou para perto e para longe, com ou sem companhia, a trabalho ou em lazer. Nos últimos 15 anos visitei 46 países, se não falhei as contas. Costumo dizer que trabalho para sustentar as minhas viagens e não deve andar muito longe disso.

Bispo: A religiosidade na Áustria marca o calendário e paga impostos e eu não acredito na compra de lugares no céu (além de que o meu lugarito quentinho no Inverno está mais do que garantido). Julgo que a crença é uma decisão pessoal e privada, por isso não aceito que o Estado me pergunte em que é que eu creio. Acredito, no entanto, de forma praticamente cega no meu pai e na minha mãe, a distância só nos aproximou. Eles adoram Viena e a certa altura temi que quisessem mudar-se para lá! Estando longe, foi/é fundamental para mim ter esta rede de segurança. Sempre esteve lá e nunca me falhou.

Rei: Foi tanta gente que passou pela minha vida, que se quisesse enumerá-las rapidamente cairia no erro de me esquecer de alguém. Nos meus vários trabalhos, nas minhas várias actividades de lazer, nas redes sociais, amigos de amigos, vizinhos e aquelas pessoas-random que eu conheço em situações completamente inusitadas. Gosto muito da minha vida em Viena também pela variedade de pessoas com que a vida me presenteou. Aprendi que o caminho das pessoas nem sempre se mantém paralelo ao meu, mas as coisas têm o seu tempo e há caminhos que se voltam a cruzar.

Rainha: Sou eu, claro! Estou de parabéns - perdoe-me a falta de modéstia, querido leitor - pela vida que construí em Viena. Cheguei há quinze anos sem nada nem ninguém e depois deste tempo tenho uma vida fabulosa, que longe de ser perfeita, é-me muito querida, confortável e às vezes até excêntrica!



Xeque-mate - ainda não sei jogar xadrez, mas continuo a achar que daria uma jogadora exímia!

Mas agora, para já vou comemorar com os meus amigos lisboetas :)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Boas entradas

Entrei em 2018 de uma forma tão imprevista, quão surpreendentemente afortunada. 8 semi-desconhecidos (2 conhecidas e 7 desconhecidos) num jantar animado, bem servido e bem regado, com direito a previsões astrológicas, ritual austríaco de Blei giessen e jogatana de cartas para terminar a noite. Muita risota e muito non-sense. Acho que este ano promete!
Se tivesse dúvidas, fui em low cost e voltei em 1ª classe! Há um notório upgrade, certo?

(Pelos vistos, vou escrever mais uns 10 posts dedicado à passagem de ano).


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Está dado o mote



Acabei 2017 e comecei 2018 a dormir sob este signo! Parace-me promissor e gosto especialmente da parte da inclinação exclusiva de alma e coração! Que definição bonita, não é? Daí já ter tirado a foto assim inclinada. O mote está dado, que venham as glosas!

2018, here we go!

Feliz Ano Novo, caríssimos leitores!

Um fabuloso 2018 para todos nós!