quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Quando for grande quero ser como a minha mãe

A minha mãe teve de deixar a nossa mercedonga na oficina/stand/garagem/não sei bem onde para arranjar não sei bem o quê e perguntou logo se lhe davam um carro de substituição. Disseram-lhe que tinham um acordo com rent-a-car que ficava em parte incerta da cidade (se calhar era só duas ruas depois, não sabemos) ao que a minha mãe respondeu que se iria deixar o carro dela nesse sítio, queria o carro de substituição nesse mesmo sítio, não tinha vida/tempo/disponibilidade/orientação para ir à procura de não sei o quê. Ela deve ter seringado tanto o ouvido dos empregados que eles foram com certeza vencidos pelo cansaço e concordaram em desencantar um carro e entregar-lho, quando ela lá fosse levar o nosso. No dia marcado, pelo que consta, tinham lá um smartzinho para a minha mãe...

- Acha que vou passear este carro pela trela?

O espírito acutilante da minha mãe é imbatível e estou mesmo a ver a cara dela de poucos amigos a proferir este tipo de frase, sem esboçar o mínimo dos sorrisos. Nunca tivemos carros pequenos... Passado um pouco tinha lá uma mercedonga igual ou maior que a nossa. Na verdade, ela não queria era conduzir um carro automático.

(Eu recebi uma chamada da Lufthansa por causa de uma reclamação que fiz. "Ah e tal não podemos indemnizá-la porque se tratou de uma greve dos controladores do tráfego aéreo"  - "Posso fazer alguma coisa para reverter a vossa posição? Não? Então, está bem e agradeço terem ligado". - Ainda tenho tanto para aprender...).

2 comentários:

Boop disse...

:)
Vá... encontra um lugar intermédio...
:))))

Calíope disse...

Um ou dois degraus acima do que onde estou já me chegariam.