domingo, 24 de setembro de 2017

O Outono chegou



e trouxe com ele bichos-carpinteiros e um artigo meu publicado em Portugal.

Se não me falha a memória, uma première...
Em mainstream com certeza.

sábado, 23 de setembro de 2017

130X



Uma autêntica fórmula "abracadabra" em sueco.

(Com direito a Southampton - Manchester United e tudo!)

Estocolmo, às 19:50

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Adivinhem quem chegou?

O Outono!

Voltou a ser Outono! Folhas douradas! Cores quentes! Raios de sol de filigrana! Castanhas assadas (só no meu imaginário, que em Viena a castanha chega mais tarde...)! Sopa de abóbora! Tudo de abóbora a confortar-nos a alma! Este Outono vai fazer enrubescer todos os pálidos Outonos passados. Gosto tanto do Outono que nem acredito que ele tenha voltado a ser assim tão promissor.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

(Im)pontualidades

Chegara a um ponto em que percebeu com clareza que se enganara em todos os infinitos conjugáveis.

Conjugar infinitos apenas cabe numa cabeça que pense em português. Uma língua que nos brinda com este privilégio teria de ser motivo de júbilo. Nas outras, o nosso infinito pessoal desdobra-se e confunde-se entre indicativos, conjuntivos e condicionais. Sobretudo condicionais...

A clareza tardara, mas chegou e os infinitos desvaneceram-se. Eu larguei os verbos e passei para os substantivos. Comecei a decliná-los com hora marcada e tempo contado.

(Se tivéssemos declinações em português talvez as nossas linhas de pensamento fossem mais sistemáticas).


Estocolmo, às 02:03

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Batom vermelho

Já seria uma novidade, mas batom vermelho "whisper me wishes" antes das 8 da manhã mostra que o novo paradigma está em curso e que não há volta a dar!

Fixe também seria um cursinho de maquiagem... Não vá eu mudar de paradigma e ir com cara de palhaça!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Mudança de paradigma

Há 21 anos soube que tinha entrado na faculdade, não foi no 1º curso da minha lista, mas no 2º, que estava nessa posição porque a minha mãe me convencera que seria melhor... Apesar de não estar nada radiante com esse passo, fui comemorar o feito com dois furos na cartilagem de uma orelha. Hoje essa variante que eu desdenhei paga-me as contas e os vícios.

21 anos volvidos, deixei a minha primeira opção de exercício físico por força das circunstâncias, como expliquei ali abaixo, mas lancei-me a um novo desafio que dá pelo nome carinhoso de BBP (Bauch-Bein-Po) que é como quem diz barriga-perna-rabo.

Vamos ver se a mudança é positiva.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Caiu o véu




O meu curso de dança do ventre foi cancelado...


Estou com certeza diante de uma viragem de paradigma da minha vida. Faço dança do ventre há uns 8 anos e agora de repente o curso foi cancelado. Fiquei estupefacta. Não sei o que fazer às segundas. O que estará aí por vir?

domingo, 17 de setembro de 2017

Quando for grande

quero escrever assim como o Impontual...

(vá lá ler, querido leitor, que é tão bonito e está tão bem tricotado numa imagem tão poderosa que só me apetece lamber afagar as palavras. Todas. Uma a uma.).

Se não der, pelo menos que consiga envelhecer com essa elegância!

No ar

Realmente mesmo dentro dos baixos há sempre m altinho! O meu voo foi cancelado e fui remarcada para outro voo 6 horas depois. Para o querido leitor que se calhar não tem presente o espaço aéreo europeu, é uma hora de voo entre Frankfurt e Viena e eu tenho a ideia que há voos de hora a hora. Eu lá reclamei - inicialmente estava num voo para o dia seguinte - mas resolvi tirar proveito da situação. Consegui que me remarcassem novamente para um voo uma hora mais cedo e um voucher de refeição - que é obrigatório - mas se eu não tivesse pedido insistentemente não teria recebido. Fui para um restaurante, almocei e aproveitei para ir despachando trabalho. À hora do meu voo lá embarquei e fiquei toda contente quando vi uma amiga minha aqui de Viena, que estava também na conferência, mas o cómico da viagem foi quando começaram distribuir as porcariazitas que eles chamam de snacks e eu bater os olhos no meu ex-namorado austríaco. Foi tão cómico! Fiquei a observá-lo. Realmente já se passaram uns 20 anos e não acho que a idade e a passagem do tempo o tenham favorecido. Engordou, perdeu cabelo e parece um homem completamente desinteressante. Em tempos (há 17 anos para ser precisa) eu achava que este era o homem da minha vida e agora ao vê-lo ali a girar ora para um lado ora para o outro a dizer "Süss oder salziges, sweet or salty" nem sei explicar porquê.
Quando ele me viu, lançou um "Mas tu estás com um óptimo aspecto!" e eu se fosse uma pessoa educada teria retribuído o elogio, mas como não gosto de mentir, especialmente em casos flagrantes, apenas concordei com um "pois". Ainda estivemos um pouco à conversa e foi óptimo revê-lo.
No entanto fiquei a pensar nas voltas que a vida dá. Foi este indivíduo que me fez querer vir para a Áustria e nem que seja só
por isso estar-lhe-ei eternamente grata. 

sábado, 16 de setembro de 2017

Porta a porta

E de repente estávamos a disputar o ederdon da cama - curiosamente nem era o pouco espaço disponível em 190x90 - mas subitamente eu vou para o outro quarto (o meu) para onde estava a ir o meu pai. E eu assustei-me e chorei ao ver quão frágil ele estava, mas em simultâneo estava a pedir a todos os santinhos para que o indivíduo não fizesse barulho, não fosse o meu pai perceber que havia gente no quarto do lado!

Ai o tetris que vai na minha cabeça! Como é que consegui articular o meu pai e "aquele macaco"*(expressão muito cara ao meu pai para designar qualquer indivíduo do sexo masculino que estivesse num raio de 100 metros de mim ou da minha irmã.) no mesmo sonho.

Mas acho que foi a primeira vez que sonhei com o meu pai e fico feliz por isso, ainda mais hoje, quando passaram oito meses do fim de muito sofrimento.



*não vá eu no futuro me perder nos meus pensamentos e ficar a pensar qual dos possíveis macacos é que era, fica já a solução: LL 

The Calíope Show

Afinal a minha palestra ainda conseguiu ser melhor que as minhas compras da P2
Eu gostei imenso - o que nem sempre acontece, basta lembrar-me da minha comunicação em Macau - e parece que o público também. Os meus colegas de secção vieram falar comigo no fim e surgiu inclusivamente um convite para eu ir dar umas aulas ou organizar um mini-curso numa universidade escandinava. 

Eu não poderia ter terminado a conferência melhor.

Como compensação - porque a vida é feita de altos e baixos - o meu voo de regresso foi cancelado e eu estou retida em Frankfurt, esse grande aeroporto - pelo menos isso.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Missão cumprida



A minha palestra é só amanhã, mas o mais importante já está despachado. Já aviei batons e vernizes para o próximo ano e ainda trouxe um rímel e um eyeliner! Grandes compras se fazem na Alemanha:)

Pés no chão (186)

Esta sequência calhou mesmo bem! Acho que eu estava mesmo precisada de orientação - não necessariamente lá em Nova Iorque - mas agora nos dias que correm!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Pés no Chão (185)


Os meus pés continuam por Nova Iorque, já euzinha ando noutras paragens! Mas o que eu adoro estas mensagens de orientação!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Coincidências do demo

No cocktail da inauguração da conferência onde estou no espaço de 10 minutos:

- Um professor reformado tenta meter conversa comigo e entre outros absurdos pergunta-me: "Tem raizes na Etiópia?" (Etiópia!!!! Nunca ninguém em quase 40 anos me tinha perguntado se tinha ascendência etíope... tinha de ser precisamente agora).

- Uma conhecida de outras conferências não só está na minha secção, como vive em Estocolmo... Já temos encontro marcado para a semana. (O querido leitor não sabe do drama que Estocolmo está a ser, tanto a titulo pessoal como profissional, por isso pessoas conhecidas em Estocolmo vão ser uma bênção!)

Mongúcia (ahahahhahaah), às 22:40 

Pés no chão (184)

Voltámos a ter Pés no Chão e voltámos em grande com liberdade na State Island!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

361º momento cultural: Viceroy's House

Regresso a Viena e regresso às minhas rotinas. Ainda não consegui voltar a ir nadar, as idas ao cinema voltaram a constar do programa. Trouxe uns quantos dvds de Lisboa, tenho um programa qualquer instalado que me permite ver não sei quantos filmes, mas quem me tira o facto de me refastelar no cadeirão do cinema e pensar "Entertain me!" tira-me tudo! Por isso, lá fui eu para o cinema ver um filme qualquer. O que me saiu na rifa foi este Viceroy's House que em alemão o bonito título de Estrela da Índia.
O filme é mais um semi-documentário com muito de biografia e um romance inter-religioso pelo meio. Aquilo apresenta muito coisas boas que a Índia pode apresentar palacetes sumptuosos, guarda-roupa rico, pessoas com feições muito bonitas, o próprio Gandhi - e faltava a comida, mas não apareceu - mas também apresenta muito do pior da Índia: os conflitos interreligiosos, a pobreza e a miséria humana daí decorrente.
A acção passa-se em 1947 e trata da chegada do último Vice-Rei da Índia britânica que se ocupa do processo de transição e de negociação da independência da Índia. Eu já tinha lido qualquer coisa sobre isto, mas já não me lembrava que o Paquistão é resultado da divisão da grande Índia britânica entre hindus e muçulmanos. Dura
nte o filme apreciamos a negociação entre as partes envolvidas e todos os jogos de poder. O resultado é terrível e gera tanta miséria, tanto sangue, tanto sofrimento que não consigo imaginar que haja interesses materiais que possam ter governado este tipo de decisão.
Pelo meio surge um romance proibido bem ao estilo bollywood, só que em vez de ser entre ricos e pobres era entre hindus e muçulmanos. Via-se logo que no fim eles iam acabar juntos, mas eu voltei a ficar com os olhos marejados de lágrimas quando eles se reencontram, depois de ela escapar a um massacre e aparecer num campo de refugiados onde ele trabalha... Estou uma piegas... que vergonha.
Recomendo vivamente o filme.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

357º - 360º momentos culturais - Especial voos

O problema de vos relatar aqui coisas requentadas é que a minha memória já não estar assim tanto para as curvas e eu mal me lembro ao certo do que comi ontem quanto mais que filmes vi há 2 meses. O que me aborrece é que fiz dois voos de praticamente 12 horas cada - e a única coisa que me motiva para fazer longo curso é a quantidade de filmes que posso ver - e não conseguir lembrar-me ao certo do que vi... especialmente no regresso, onde fiz o voo de dia, ou seja, dormi pouquíssimo. Então vamos lá tentar fazer um exercício de memória.


357º: Monsieur Lazhar
Relata a história de um professor argelino que se candidata a substituir uma professora que se tinha suicidado. A reacção dos alunos ao novo professor e aos métodos mais "old school" não se fazem esperar. O próprio professor vive um problema de clandestinidade para além de ter de lidar com eventuais problemas na escola.
Era um filme que eu até queria ter visto no cinema, mas que depois se me escapou. Não sei se o voltaria a ver. Achei-o mais pesado do que parece... ou eu virei uma florzinha de estufa (o que é muito provável).

358º: Lion
Enquanto estava eu a ver o Monsieur Lazhar, o meu vizinho do lado estava a ver o Lion. E eu fui seguindo o filme, uma vez que o meu estava a ser meio aborrecido. Como já sabia mais ou menos o enredo e o filme ia tendo legendas dava para ir acompanhando... e emocionando-me... mas a páginas tantas achei abusivo eu estar a olhar para o ecrã do lado, tendo o mesmo filme disponível. Por isso, aproveitei quando o vizinho adormeceu para ver o filme - claro que a primeira hora assim, deu para passar em fast forward que já tinha visto.
Caso o caro leitor não faça ideia de que filme se trata, é uma história verídica de um miúdo de 5 anos que se perde do irmão por ter entrado num comboio de longo curso que atravessa a Índia. Perdido da família, ele vagueia durante uns tempos, é acolhido por uma instituição e acaba por ser adoptado por uma família australiana. Bom, o desespero do miúdo ao aperceber-se de que não encontrava o irmão e a gritar pela mãe levou-me às lágrimas (estão a ver, estou uma florzinha de estufa, mas que aflição... não era só pelo filho, mas a imaginar a mãe que não sabia o que lhe tinha acontecido - e o facto de serem crianças indianas a mim toca-me particularmente - isto tudo para dizer que estava lavada em lágrimas a ver o filme). Com o avançar do tempo e quase por acaso, o miúdo - já na universidade - envereda na senda de encontrar o passado perdido. E se não fossem factos verídicos, ninguém acreditaria que isto seria possível... ele mal sabia o nome dele, quanto mais o nome da sua terra e a Índia é tão grande. No fim, ele reencontra a mãe - e eu que já me tinha acalmado durante a parte australiana do filme, volto a chorar como uma madalena - que emoção, para o filho, para a mãe... e chocou-me quando a mãe contou que no dia em que esse filho desaparecera, o outro foi tolhido por um comboio... eu nem queria imaginar o que aquela mãe sofreu, no mesmo dia perder dois filhos, que horror - estão a ver a sentimentalóide em que me transformei? No fim, tudo acaba bem e a gente fica serenado com a justiça do mundo. Na verdade, para o miúdo ter-se perdido naquele comboio foi o melhor que lhe acontecera, pois a vida que teve na Austrália deu-lhe muitas mais oportunidades do que se tivesse ficado na aldeia indiana, mas o sofrimento das pessoas é algo que me perturba e muito. Mas vejam o filme, munidos de pacotes de lenços!

359º Dancer
Chamou-me a atenção o poster deste filme, pois reconheci-o de Bratislava onde vira um corpo esculpido e tatuado e resolvi fotografá-lo para animar as vistas a umas amigas, sem ter reparado que se tratava de um filme/documentário. Mas ali naquele contexto vi-o todinho, colada ao ecrã. As coisas que se aprendem no ar! Então o documentário relata a vida de Sergei Polunim um bailarino que poderia ter tido o mundo a seus pés, mas que no topo da sua carreia (com 20 e poucos anos) resolveu retirar-se. A história começa com os seus primeiros passos na Ucrânia, dos sacrifícios da família para o mandar para Londres para o Royal Dance não sei o quê, onde ele tornou-se no mais novo bailarino a ocupar o lugar de primo-balerino (perdoem-me a falta de exactidão e termos técnicos). Recomendo o filme, é maravilhoso vê-lo dançar - então aquela última peça é fabulosa, mesmo para pessoas como eu que não são grandes apreciadoras de dança contemporânea.



360º How to lose a guy in 10 days
No voo de regresso, lembro-me de querer ver coisas levezinhas e só me recordo de ver este filme e nem foi até ao fim... que palhaçada de comédia romântica. Fica aí o link se quiserem saber mais do filme... Só me lembro ainda nas primeiras horas do voo de ter uma crise de choro, mas daquelas a sério com lágrimas grossas e som e soluços ao ponto de me enfiar na casa-de-banho. Eu não sei o que tinha naquele voo, mas fui à casa-de-banho umas 4 ou 5 vezes. Tudo bem que foram 12h, mas na ida foram 11:50 e eu fui uma - que é o costume. Ainda estou para saber o que activou aquela torrente de emoções, mas naquele momento a única coisa que eu queria era... o meu pai.
Agora gostava de saber onde está a Maria Calíope durona, de coração de ferro e sem emoções, isso é que eu gostava de saber mesmo?

360º - não posso contar aquele de cima como momento cultural, daí a repetição - Big little lies
Nas últimas horas do voo, entretive-me a ver 3 ou 4 episódios desta série. Para estar a ver séries, que é coisa que nunca tinha feito num voo, era porque já não havia grande escolha de filmes, mas há aqui um lapso de umas boas seis horas... Enfim, não fazia ideia que série era esta, mas gostei imenso. As protagonistas são todas mães de crianças que andam todas na mesma escola e a série baseia-se nas dinâmicas entre elas. Assim parece série para donas-de-casas, mas pareceu-me mesmo interessante, ao ponto de ponderar continuar a vê-la em casa (Acho que a última coisa que vi em série foi Sexo e a Cidade? CSI? pronto só para perceberem de que ave-rara se trata).


domingo, 10 de setembro de 2017

Compras em Hong Kong

A viagem asiática acabou com um dia em Hong Kong. Queria voltar a Hong Kong para uma missão muito específica: ir às compras. Quando estive em HK da outra vez, lembro-me perfeitamente de querer trazer o mercado todo para casa, mas já tinha a mala cheia por isso tive de ser comedida. Por isso, desta vez moderei as compras em Macau (que foram nulas) e em Hanói (poucas), para ir mais à vontade para o Lady's Market. E lá fui eu. Tinha uma tarde disponível e fiz muito bem uso do meu tempo. Andei para a frente e para trás vezes sem conta, regateei tudo e mais alguma coisa e fiz umas belas compras. Pelo caminho ainda deu para beber um daqueles sumos estrambólicos cuja composição é imperceptível e ir fazer uma massagem aos pés.
Havia milhentas pessoas a anunciar "foot massage" pelo mercado, mas enquanto estava focada nas compras queria lá saber dos pés. Às tantas e face aos quilómetros que andei, ao calor insuportável que estava e o facto de não haver sítio para me sentar (a banca dos sumos era mesmo só banca), lembrei-me de ir fazer uma massagem aos pés - numa espécie de 2 em 1. Massajam-me os pés e eu descansava um bocadito. Claro que nessa altura já não conseguia ver ninguém que anunciasse as ditas massagens, mas lá dei mais três voltas e encontrei uma senhora que não se fez de rogada em me acompanhar a um prédio qualquer. Eu fui com ela a pensar onde me estava a meter. Não era um salão de beleza, mas sim, um apartamento minúsculo num andar alto, cuja entrada tinha realmente cadeiras especiais para massagens, mas também um balcão/recepção, uma televisão e um frigorífico, o resto das divisões deviam ser os quartos. Estava uma mulher, a filha, o caozinho e depois apareceu o pai. A pessoa que me acompanhou resolveu negociar o tempo/preço massagem quando eu já estava com os pés em água. Aí temi que a coisa corresse mal... Eu queria os 15 minutos por 5€ (acho que era isso) anunciados inicialmente e ela já me queria impingir mais 45 min para fazer não sei o quê. Eu fui irredutível, caso contrário ia embora mesmo com os pés molhados, mas confesso que imaginei ser trancada naquele moquifo por represália. Felizmente, correu bem, a mulher lá me massajou os pés e valeu mesmo!
Regressei ao mercado e fiz as compras finais. Acabei por trazer umas quantas malas (eu sei quantas são mas não quero especificar para o querido leitor não ficar boquiaberto) e mais uns souvenirzitos (imans para a minha mãe, bonecadas para a minha sobrinha) e voltei ao meu hotel meia morta mas radiante com as minhas compras.
Entre o jantar e meter a tralha toda na mala, ainda consegui comprar uma série de tigelas giras-giras em porcelana num vão de escada qualquer. Se soubesse que só ia ter 19kg na mala, garanto que tinha trazido o serviço de louça completo!

sábado, 9 de setembro de 2017

Vietname - Halong Bay

Este está a ser o ano do regabofe e aqui o Mergulhos está a ser prova disso... Há algum querido leitor que se lembre de Maria Calíope fazer relatos de viagens com mais de mês e meio de atraso? Pois... não há, porque nunca me demorei tanto tempo a dar conta das minhas viagens. Mas este ano está a ser completamente ímpar. Nem sempre pelas melhores razões.



Como o estimado leitor se lembrará, Maria Calíope esteve em terras asiáticas no final de Julho, concretamente em Macau e a trabalho. Nessa viagem aproveitou uns diazitos extra para cumprir um desejo antigo e conhecer um país novo, afinal era um dos propósitos para 2017, e foi passar uns diazitos ao Vietname. E foi uma das melhores decisões do ano.




Cheguei ao Vietname fartinha de Macau e a recepção, acolhimento, tratamento foi tão boa, que mal tinha chegado e já estava a adorar.

O hotel e o staff foram mesmo cinco estrelas. Nunca fui tão, mas tão bem tratada em hotel nenhum. Super simpáticos, super atentos, super disponíveis. Recomendo vivamento: La Selva em Hanói. Não poderia esperar mais de um hotel.


Mas as fotos que aqui constam são do cruzeiro em Halong Bay. Nunca tinha feito um cruzeiro, mas foi bem giro. A paisagem é M A R A V I L H O S A e esmagadora.
Para além de andarmos por ali a contornar estas e outras pedras ilhadas destas, também deu para visitar grutas, fazer caminhadas para o topo de uma ilha, pescar lulas, ir à praia, fazer uma aula de tai-chi e outra de cozinha vietnamita e a minha preferida: andar de caiaque.


 Ó para mim, qual glamour star! :) O desgraçado do japonês que ia atrás é que ia a remar... eu era mais pose, tirar fotos e desfrutar das vistas! Foram dois dias fabulosos.
Depois disso foi o regresso a Hanói onde estive dia e meio. Foi pouco. Muito pouco. Deu para ver meia dúzia de coisas (o mausoléu do Ho Chi Min, o teatro de marionetas na água, mercados, ...) mas para o meu ritmo precisava de mais uns dias. No presente enquadramento não me foi mesmo possível ficar mais tempo, mas gostei tanto que estou a considerar voltar lá para o ano!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Don't crack under pressure

No outro dia estava em Zurique, em escala, e enquanto atravessava o aeroporto à procura da minha porta de embarque, deparei-me com um cartaz da Tag Heuer protagonizado por Zlatan Ibrahimovic. Eu estava numa daquelas passadeiras rolantes e não pude deixar de sorrir, infelizmente a minha destreza física já não é muita e associada a reflexos mentais parcos, não consegui tirar uma foto decente ao dito cartaz, mas devo ter sido efusiva o suficiente para que as pessoas que estavam atrás de mim virassem para trás para ver o que eu queria apanhar. Serve isto tudo para dizer que eu sempre achei que ver o Ibrahimovic seja em que formato for é sempre um bom augúrio, pelo menos, nas minhas regras da ordem do mundo, como se comprova aqui e aqui e aqui também se quiserem ver como este homem povoa este blogue.
Mas então estava eu na passadeira rolante a sorrir por ver o Ibrahimovic, mas ri-me mesmo quando vi o slogan da campanha: don't crack under pressure. Era mesmo tudo o que eu precisava ouvir! Podia aplicá-lo às quatro semanas em Portugal, como às quatro semanas que tenho pendentes até ao início das aulas, portanto era obviamente que Ibrahimovic estava a dialogar comigo. Fiquei contente, claro.
O que não poderia imaginar é que nem passadas 72 horas eu teria a interposta pessoa - aquela que eu não via há quase 3 anos - diante de mim, disponível para me fazer um favor! Não vacilei sob pressão... na verdade, nem senti pressão nenhuma! As voltas que a vida dá, realmente a vida é mesmo engraçada e, no que depender de mim vai manter a graça!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Adquiri o meu próprio unicórnio



Não me parece que a vida volte a ser a mesma! :D

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Afinal foi mesmo finalmente

Voltei a casa
Voltei ao escritório
Voltei a fazer mil coisas ao mesmo tempo

Estou radiante! 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Finalmente

Acordei a pensar porque é que ontem escrevi "finalmente"...
Não sei exactamente o que me espera em casa, melhor, sei... e não me parece propriamente um mar de rosas.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Meu querido mês de Agosto

Agora que a temporada em Portugal está prestes a terminar, resolvi fazer o que chamei de exercício positivo. Como o nome indica, trata-se de tentar ver aspectos positivos da minha estadia por terras lusas. Ao contrário de todos os outros emigrantes que passam o ano inteiro a sonhar pelo querido mês de Agosto, eu não sou assim nem nunca fui e quando se me afigurou passar 3 semanas em Portugal, achei que poderia/deveria sacrificar o meu egoísmo nato em nome da minha família (sim, esse conceito que tanto aprecio...). Quando as 3 semanas passaram a 4, eu respirei fundo e não sabia bem em que estado estaria de regresso...

Bom, continuo viva, o que só por si é uma coisa bastante positiva, e posso omitir o facto de regressar com mais cabelos brancos e com certeza muito desgastada das "férias", mas houve coisas boas, que as houve, que passo a enumerar:

- Nadar no mar duas vezes por dia. Poderia habituar-me a isto: descer o elevador, ir à praia, andar um bocadito para me habituar à temperatura e lá ia eu mar adentro. Há anos - muitos mesmo - que não nadava tanto em mar e que bem que me soube e melhor ainda que me fez.
- Ir com a minha sobrinha à praia/piscina. A miúda não tem medo nenhum! Nem ondas, nem barulho, nem pedras, nem frio! E a desenvoltura dentro de água?! Uma foquinha linda-linda! E o meu pai teria gostado tanto de ter lá estado. Estou mesmo a vê-lo dizer o que dizia a nós: "É um campeão este meu bebé!"
- Ter perdido o medo de conduzir carros alheios/ modernos/ que não toyotas.
- Ter voltado a ir para os copos com o Senador e a ir  fazer caminhadas para a Expo com a outra minha amiga.
- Voltar a achar que tenho bons amigos em Lisboa.
- Ter feito companhia à minha mãe, mesmo sendo menos do que gostaria.
- Ter assistido a dois casamentos completamente diferentes de dois primos meus.

Amanhã vou para casa. Finalmente.

domingo, 3 de setembro de 2017

De manobrista a chauffeur numa semana

O querido leitor já está ao corrente da veia profissional alternativa que Maria Calíope desenvolveu neste último mês: manobrista. No entanto, na última semana, acabei por conduzir mais do que nos últimos cinco anos... Caso o querido leitor não esteja bem recordado, não foi permitido a Maria Calíope conduzir na A2  "por não conhecer bem o carro", mas de repente pude levar o carro para São João da Talha - para sítio e com morada desconhecidos. Preciso de esclarecer que eu e a minha mãe a conduzirmos é uma espécie de "diz o roto ao nu". Qualquer uma de nós conduz bem (a minha mãe melhor), mas orientação zero... portanto irmos a uma zona desconhecida de ambas era um grande desafio. A minha mãe foi ao google ver a morada e eu tentei pôr a mesma no GPS do carro, nenhuma de nós foi completamente bem-sucedida, mas lá fomos nós. Nem me perguntem por onde andei pois não faço ideia, mas tenho a certeza que devo ter feito o caminho mais complicado, incluindo todos os desvios e caminhos de cabras possíveis para chegar ao nosso destino. Voltar foi bem mais fácil, ao ponto de pela primeira vez ter andado a mais de 100km e posto a 6ª mudança.
Nesse dia, ficou mais ou menos claro que seria eu a levar o carro na boda para que fomos convidadas. O que seria uma première para mim, pois dos mil casamentos a que fui nunca, mas nunca levei o carro... mas as estreias não se ficavam por aí. Seríamos nós a levar a noiva para a igreja e depois os noivos para a boda...

Portanto, apresento-vos os meus préstimos como chauffeur de uma mercedonga linda-linda que faz casamentos, baptizados e outros eventos! Só preciso de estacionamento espaçoso :)

(O meu pai teria ficado contente a ver-me a conduzir o Mercedes preferido dele e ao reparar que eu tinha perdido o medo de conduzir mercedongas).

sábado, 2 de setembro de 2017

28 de Julho

Possivelmente eu serei a pessoa menos habilitada para dizer isto, mas a 28 de Julho de 2016 as nossas vidas mudaram e mudaram para melhor. A minha irmã, a minha mãe e o meu pai viram com certeza ali a concretização de um sonho. Eu de repente tornara-me tia e foi certamente um dia grandioso para todos. Assim "do nada" tinha ali nos braços um bocadinho de mim também! Os meus tios e primos tiveram uma reacção - para mim - inesperada de apreço, dedicação e acima de tudo carinho. De repente há um bebé na família e por isso todos a adoramos.
A minha sobrinha fez agora 1 ano e é sem dúvida o bebé mais giro, esperto, irrequieto e fofinho de todos os tempos. Dizem as más línguas que é a minha cara chapada! E eu, como a acho o bebé mais lindo de sempre, não tenho nada a acrescentar!

A 28 de Julho de 2017, eu estava no Vietname - ossos do ofício - e já sabia desde o ano anterior que não iria conseguir estar em Lisboa para essa grande efeméride. A minha irmã na altura disse-me que nem estava a pensar fazer nenhuma festa, pois eu já tinha agenda para o ano seguinte.
Mas afinal houve  uma e estiveram quase tantos membros da minha família como no velório do meu pai. A vez anterior em que me lembro de ver tantos parentes foi no funeral da minha avó (em 1999). Fiquei com pena de não estar presente, mais triste ainda de ninguém se ter lembrado de fazer uma conference-call ou assim. Quando liguei eu já tinham cantado os parabéns... pedi fotos e vídeos e consola-me pensar que um bebé pode ter feito o semi-milagre de unir uma família meio desavinda.
Eu tinha feito e mandado dois vídeos em Halong Bay (onde estava no dia dos anos dela) a explicar porque é que no futuro ela não me vai encontrar nas fotos do seu 1º aniversário.
Trouxe-lhe uns elefantes muito engraçados de Hanói, todavia ela não lhes achou muita piada e agora consegui finalmente encontrar uma prenda mais adequada. Uma medalha com um unicórnio. É o sonho que comanda a vida e é bom que ela saiba isso desde pequenina. Ela ficou imenso tempo a brincar com o saco, o laço e o pacotinho. O fio e a medalha antes de irem directamente para a boca dela foram levados pela minha irmã. Um ano. Um unicórnio!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Franja acabadinha de cortar


Mais uns dias (semanas?) e volto a cantar o Poderosa!


(estou a esforçar-me, estão a ver?)

Setembro

Mudamos de mês e vamos mudar este mood melancólico-sorumbático...
Vá, vou esforçar-me!

(E a ver se volto a escrever aqui regularmente também)