quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Des ilusão

Foi a Etiópia que marcou o fim do caminho.
Perdi a viagem e espero que as ilusões também.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

White russian


"Bons sonhos" foi a última mensagem que li ontem de noite de uma amiga.

Hoje acordei mais cedo que o costume e tinha três mensagens de um cabo-verdiano, um italiano e um croata.

A ordem foi esta, mas poderia ter sido outra qualquer... na verdade, os três juntos formariam o homem quase perfeito.

Assim de repente, nenhum deles sabe cozinhar, o que é uma grande pena, mas de resto, seria um belo cocktail!

(O céu está cinzento, a temperatura baixou e parece que eu voltei ao meu habitat natural. Vamos ver se mantenho o jogo de cintura).

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Manobrista

Depois de ter enfiado todo o recheio da casa nas bagageiras dos carros, achei estranho ninguém tecer nenhum comentário ao facto de ser eu a levar a Mercedonga para Lisboa. Lá me sentei no lugar do condutor, ajeitei o banco e lá fomos nós parque, ruelas, curva, contra-curva e umas 59 rotundas ligadas entre si ora com trânsito, ora com semáforos, ora com ambos para a bomba de gasolina atestar os carros, fora. Tanque cheio e toca a fazer o caminho inverso com direito a rotundas, semáforos e muito mais trânsito. Este percurso fez-se em cerca de três quartos de hora e de repente já era hora de almoçar e quando há crianças à mistura, os horários são mais rigorosos... Afinal havia muito trânsito para irmos almoçar a meio do caminho por isso fomos a Melides ou Messines ou como se chamava a terriola. Estava eu prestes a contornar a última rotunda com trânsito, liga a minha irmã (do outro carro) para a minha mãe (no meu carro), falam as duas - eu não prestei atenção porque estava a conduzir atenta! - até que a minha mãe me diz para encostar o carro na rotunda. O carro da frente também encostara e eu vejo a minha irmã a sair em direcção a nós. Numa fracção de segundo, pensei que ela e a minha mãe fossem trocar de lugar por causa da minha sobrinha que estava meia adoentada/birrenta/não sei o quê. Só que não. Realmente a minha mãe foi para o outro carro e a minha irmã veio na minha direcção e não sei se disse, se eu imaginei "Levo eu para ser mais rápido". Eu não tugi nem mugi e fui para o lugar do pendura para assistir a um caminho sem rotundas e sem trânsito até ao restaurante.
Depois do restaurante, debateu-se quem ia com quem, quem ia levar que carro para Lisboa. Na verdade, o único lugar na berlinda era exactamente o de condutor do meu carro. Eu como já expliquei por diversas vezes não tenho espírito de taxista e desde que estou em Viena não conduzo, ou seja, perdi anos de prática e agora tive de me habituar a um carro novo (sempre conduzi Toyotas). De qualquer modo, nunca fui daquelas pessoas que tira cafés, enquanto troca sms e põe rímel nos olhos durante a condução, sempre preferi o estilo "velhota-destressada-colada-ao-volante" e nunca me saí muito mal. Bom, face a todo este historial foi com bastante apreço que ouvi o campeão de serviço a dizer "Eu só ando a 140/150km!". Para que fôssemos na mesma todos juntos, voltámos à mesma atribuição de lugares: a minha irmã ao volante e eu no pendura. Fomos pela auto-estrada... não havia nem trânsito, nem rotundas, nem semáforos. Chegámos a casa e tirámos as tralhas do carro. Quem foi estacionar? Pois fui eu... E quem foi ontem que levou o carro à bomba ver não sei o quê e seguiu para o Continente para fazer compras para casa? Pois, fui eu também.

Portanto, se alguma vez cansar-me de ser professora, poderei optar pela bela profissão de manobrista. Tenho referências óptimas da minha família, se algum head-hunter estiver a ler-me, é fazer mandar a proposta.

sábado, 26 de agosto de 2017

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Laufbahn

significa passadeira ou aquele tapete rolante numa fábrica por exemplo. A palavra alemã vem-me sempre primeiro que o equivalente português. E, desta feita, é um tapete rolante de pepinos para descascar... Estas semanas estão a ser inacreditáveis. É descascar um pepino que logo de seguida aparece outro ainda mais cabeludo para descascar. Isto tudo emoldurado com trabalho até mais não e crianças aos berros à minha volta... Há quem pense que estou de férias no Algarve, mas quer-me parecer que em Viena faço menos. Estou a ganhar cabelos brancos e não são poucos... A parte fixe de estar aqui é que tenho ido nadar no mar duas vezes por dia. Hoje só uma pois não consegui sair do "escritório".

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Summer-sunset-wedding


Surpreendentemente decidido há pouco mais de mês e meio. Festa pequena mas muito simpática e com uma decoração muito bonita. Eu fiquei sentada entre o primo noivo e o primo alemão, que supostamente me adora pois na festa portuguesa do seu próprio casamento, segundo consta, só eu é que falei com ele!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ma res

Sou eu...

E não há audácia, nem fortuna, nem boas intenções. nem preces ao Santo António que me valham.
Tenho o que mereço (ou melhor não tenho o que acho que mereceria) e agora já percebo porquê.
Foi preciso voltar ao Algarve 8 anos depois numa constelação familiar nova para perceber que afinal não sou tão boa pessoa como me achava e, pior, não sei contornar isso.

domingo, 13 de agosto de 2017

Peso morto

Pedi várias vezes à minha mãe que me deixasse levar o carro, para não ser ela a conduzir o caminho todo entre Lisboa e o Algarve. Já sabe o querido leitor que Maria Calíope não tem espírito de taxista, mas era o mínimo que podia fazer.
A minha mãe sai-se com: "Oh filha, não... Tu não conheces bem o carro. É melhor não... Tu ainda deixas o carro ir abaixo... Eu levo o carro sem problemas."
Eu tipo peso morto avisei/ameacei que para a próxima venho de avião para Faro.
Hoje a minha mãe lembrou-se de me dizer que tirasse o carro da praia e o levasse para Albufeira e ainda tive de o estacionar num parque!
Auto-estrada não pode ser que eu não conheço o carro, agora no meio do trânsito, rotundas e ruas mal amanhadas não há problema nenhum... Pfff....

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Empress of the night



Em Lisboa :)

Se calhar o Mergulhos precisa de umas férias... (ou a minha cabeça)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Atlas

Aquela altura do ano em que eu me sinto tal e qual Atlas nunca tinha calhado no Verão, se não me falha a memória... Temos novidades este ano então...

Isso e apresentações em pps à laia de de cartão de aniversário. A surpresa parece que resultou.

Estou tão cansada. Preciso de colo... deve ser isso.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Comédias românticas

No outro dia, ouvia um programa qualquer de rádio onde o Pedro Mexia resumiu o enredo de todas as comédias românticas em meia dúzia de palavras. Era qualquer coisa como "a formação de um casal apesar de todas as peripécias e contratempos que vão sucedendo ao longo do filme". Dito isto desta forma parece a coisa menos romântica de sempre, mas não deixa de ter o seu pragmatismo. Nos últimos tempos (ahahahah desde Maio) que ando a pensar neste tipo de enredo. No caso era mais de telenovelas, mas no fundo, a comédia romântica acaba por ser uma telenovela muito compactada.
Já fui grande consumidora tanto de umas como de outras e por isso tenho alguma base de apoio para tecer algumas considerações e (pior) tirar conclusões aplicando-a à minha vida... (Bom, o que é que eu não aplico à minha vida).
Com efeito, entretém-me o pensamento achar-me personagem de um filme e quando há banda sonora na rua, é mesmo tiro e queda, mas estava a dizer, ser a personagem de um filme é uma ideia que me é cara, pois é engraçado pensar que há um espectador que já está a ver o filme todo, apesar de ainda irmos nas cenas iniciais. É engraçado participar em não sei quantas tropelias e arquitectar outros tantos planos só para preencher a condição de que terá de haver peripécias e contratempos para que se complete uma hora de filme... Tantos filmes que eu vi em que a protagonista moveu montanhas, mas no fim conseguiu o seu objectivo - apesar de todos os obstáculos e vontades agrestes - e conquistou o queria. Não acredito em finais felizes, mas acredito em acasos felizes que podem resultar em caminhos felizes, mesmo que tenham cascalho de vez em quando. Eu continuo a protagonizar o meu filme e no fim espero get the boy!
Amanhã há mais uma cartada.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Macau e as gambling evenings

Não foi a primeira vez que Maria Calíope esteve em Macau, como o querido leitor estará lembrado, mas o encantamento, que já da outra vez não foi muito, conseguiu reduzir-se. A viagem até se fez estranhamente bem, mesmo com 12 horas de voo, não sei quantas tempestades na Europa, a viagem de barco e o aviso de tufão. No entanto, aquele clima dá cabo de mim! Saí de Viena com o cabelo liso e sedoso, ao entrar no hotel em Macau o meu cabelo já tinha algumas semelhanças com um ninho de ratos... até ao fim da minha estadia só piorou. Eu achava que o clima era o factor que mais me aborrecia na Ásia - especialmente a mudança térmica entre dentro e fora de portas - até me ter confrontado com problemas de comunicação. É terrível! Não vou discorrer muito sobre esse assunto, mas uma ideia que tinha a marinar na minha cabeça e que iria averiguar in loco foi logo abortada. Viver em Macau não é para mim. A conferência correu bem. Encontrei muitas pessoas conhecidas, muitas pessoas conhecidas encontraram-me, talvez tenha sido por isso que pela primeira vez em 6 anos não tenha dado um único cartão de visita... (mas agora o whatsapp faz maravilhas, verdade seja dita). Não fiz um brilharete com a minha comunicação, mas também não passei vergonha.

O que gostei mais de Macau foi o mesmo que da outra vez: os casinos. Não consegui ir ao novo Parisian com muita pena minha, mas fui a outros tantos (o Wynn, o Casino Lisboa e o City of Dreams) onde joguei e não perdi tudo. É engraçado que me lembro de ter jogado umas fichas no Venetian da outra vez meia a medo por recear pôr a minha relação estável em jogo! (Tanto bullshit numa frase só, meu Deus!) e joguei e perdi e achei que teria um happy end com o homem do Báltico. Foi end foi e logo 2 semanas depois do meu regresso!
Desta vez achei que não teria nada a perder. O homem dos Balcãs?! Não é meu, por isso não o posso perder... por isso, 'bora lá fazer fortuna em Macau! Como disse, joguei e ganhei alguma coisa - o mais correcto será dizer que não perdi tudo - o que na minha lógica me dá algum alento para esta possível não-relação onde me encontro encalhada.
O curioso foi reparar na reacção das pessoas em geral (=meus colegas) sempre que fazia menção de querer ir ao casino jogar. Era como se dissesse que era toxicodependente... tanto preconceito, não estava nada à espera. O jogo pode ser um vício muito danoso e garanto-vos que sei disso muito bem, mas desde que haja peso e medida não há por que temer. Eu também bebo e não sou alcoólica, certo? Por isso, para o jogo é a mesma coisa. À partida o dinheiro para jogar é o que se pode perder. O que vier é lucro! Easy!



sábado, 5 de agosto de 2017

Musiquinha de Verão para uma manhã de sábado



Os relatos das viagens, fotos e respectivos momentos culturais estão para breve... 
Tende paciência! Entretei-vos a ver o vídeo.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Desarmada

- Umas vezes és um doce e depois outras pareces mais seco do que um bacalhau. Precisas de água para adquirires o sabor na íntegra...
- Que bela formulação. Mas eu sei o quanto tu gostas de bacalhau!
- Ahahahahahahahhaha! Muito bem jogado, sim senhor!

(tradução livre)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

HK - VIE

- Quer tomar alguma coisa?
- Um vinho branco, uma água com gás... e um gin tónico.
[pode ter sido impressão minha mas acho que a hospedeira fez um ar meio perplexo]
- Possivelmente não vai passar cá mais vezes com bebidas, pois não?

A vez seguinte deve ter sido umas 10 horas depois. Bebi uma sprite!

O serviço da Austrian já foi bem melhor...

Estou de volta!