domingo, 23 de julho de 2017

Em trânsito

- Dois dedos de conversa com os meus colegas de fila nas primeiras e nas últimas horas do voo. Pelo meio houve tempo para três filmes, um documentário, musiquinha e largas horas de sono.
- Entre o avião e o barco, houve tempo suficiente para conhecer gente.
- À entrada para o barco, um tugo-local meteu conversa connosco e eu acabei por ir em amena cavaqueira com ele o percurso todo, conseguindo dicas para a viagem.
- Chegada a Macau: "Olá! A tua cara não me é nada estranha... Não estiveste cá há 5 anos?"

Tudo isto pontuado com tempestades no centro da Europa que me atrasou a partida de Viena, um espectáculo de relâmpagos ao vivo da janela do avião em Zurique que me valeu mais de uma hora de atraso, um aviso de tufão em Hong Kong que fez o ferry ir mais devagarinho...

Macau, à 01:29

sábado, 22 de julho de 2017

Mala feita

Eu achava que em meia hora - vá uma hora no máximo - conseguia despachar a mala (e ainda ia acabar de ver a minha comunicação, lavava a loiça, pintava as unhas, etc...)
Três horas depois, acho que terminei de fazer a mala, sem a certeza de ter posto tudo o que vou precisar. Comunicação, louça e unhas ficam para amanhã...

Isto tudo serve também de semi-aviso ao querido leitor, uma vez que só agora estou a fechar a mala, não há, desta feita, Pés no Chão (nem haikai, nem florzinhas silvestres, ...) durante as minhas voltas. Conto ir dando notícias, mas nunca se sabe o que nos espera ao virar de cada esquina.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Motivação extra

Encontro marcadíssimo com John Legend em Estocolmo!

Vamos ver quem é que aparece por lá também.

E agora vamos lá mas é tratar de tabus pós-coloniais! Caso contrário ia cantar e dançar o PDA ou a versão kizomba em saxofone do All of me!

Correr atrás do prejuízo

Com estas brincadeiras, andanças e desandanças todas a minha super palestra (to be) ainda não está preparada. E "não estar preparada" é mesmo força de expressão, pois ainda estou a recolher material de pesquisa e tenho uns quantos artigos para ler para poder amanhar uma bela comunicação que tem de impressionar o publicozinho do mais importante e possivelmente maior evento de lusitanistas que por aí anda. (E que bom que é ir falar de um tema completamente novo no meu currículo... tabus, silenciamentos e traumas!)

De hoje não passa! 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Puzzled

A: Fica quieta. Não digas nada. Vai de férias. A ver se ele não vai sentir a tua falta e mexer-se.
B: Se gostas dele, tens de ir atrás. Luta por ele!
C: Ainda bem que tens essa presença de espírito para analisar a situação, achar que o deslumbramento passou e que ele não é all that!
D: Tu não estás preparada para uma relação. Até eu tenho inveja dessa tua liberdade.
E: Sim, faz sentido já não estares tão entusiasmada... mas isso é normal quando há rotinas.
F: Mas eu achei que estivesses apaixonada... Os gajos são complicados. Temos de ser nós a fazer tudo.
G: Estás desiludida? Mas isso é óptimo! Agora é seguir em frente! Tomara eu!


E eu? Eu estou confusa. Não sei o que quero. Não sei se quero.
(E assim de repente precisaria de um manual de instruções)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Desatar nós

Objectivo cumprido.
Assunto resolvido.
E a vida continua.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Dar a volta ao texto






Vais levar-me para tua casa

e
tratar-me muito bem!


resolvi adaptar a frase com 100% de eficácia e estou em modo trabalho de campo!

domingo, 16 de julho de 2017

375 km


E aqui vou eu!

sábado, 15 de julho de 2017

Horóscopo

Acabei de ler esta descrição bastante elogiosa dos nativos de Escorpião e peço já desculpa pelo português demasiado açucarado, mas não resisto a publicar ipsis verbis, pois há muito de mim (modéstia à parte) aqui neste relato.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

356º momento cultural: Grace Évora em Bratislava

Eu não sei como este tipo de informação se cruza no meu caminho, mas o certo é que me chega e eu não consigo simplesmente ignorá-la. Desde que soube que Grace Évora ia actuar em Brastislava decidi que ia vê-lo. Há anos que é constante presença na minha playlist e nunca me passou pela cabeça poder ter a sorte de o ver ao vivo e de repente ele vai à Eslováquia? A uns 60km daqui? E eu ia ficar a fazer o quê em casa? Pois...
Desta vez consegui desencantar amigos improváveis para ir comigo - a minha colega da Universidade de Bratislava. Quando lhe perguntei se não queria ir comigo, estava longe de imaginar que a própria e o seu marido tinham tido aulas de kizomba para dançar C4 Pedro (!) como dança de abertura do seu casamento (!!!). 
Afinal, o concerto não era só concerto, vinha agregado a todo um evento que dava pelo curioso (to say the least) nome "Toma-toma" e que ia na sua 5ª edição. Bom, quando chegámos e ao longo da noite eu mal queria acreditar que estava lá "imensa" gente "conhecida" minha. Uma pessoa vai a duas festas e faz outros tantos workshops e de repente já está no circuito. Vi os meus colegas e professor de Graz, umas caras conhecidas de Viena e até um táxi de Zagreb...
No início fomos brindados por uma aula com o Albir Rojas. Eu adorei... um pouco menos quando no meio de umas 50 - 100 pessoas, ele vai buscar à trapalhona Maria Calíope para fazer uma demonstração... pois (ainda procuro fotos desse momento). O homem é daqueles que tem ritmo no corpo, no sangue, na genética, daqueles que nem precisa de se mexer muito e cujo corpo emite energia positiva. É fabuloso!
Pelo caminho dancei com uma série de gente, mas depois da aula, passei mais tempo encostada às boxes do que a dançar efectivamente - em Zagreb foi muito mais gira essa parte - apesar daquilo estar cheio de gente. Enfim, um dia da caça outro do caçador e enquanto estava ali deu para analisar sociologicamente toda a dinâmica do evento.
Já eram umas 2 da manhã quando senhor Grace Évora subiu ao palco. E cantou todas aquelas músicas que a gente sabe de cor. E que bom que foi ouvir Lolita ao vivo! E eu cantei, dancei sozinha, dancei com par e continuei a cantar! 
Foi óptimo mas era tão tarde que era ele e nós que nos queríamos ir embora!
Vamos ver quando é o próximo evento de kizombas! :)

355º momento cultural: Die Migrantigen

Filme austríaco acerca de emigrantes, ou melhor, comunidades migrantes em Viena, nem era preciso vê-lo para imaginar que estaria carregadinho de preconceitos... o que não esperava é que o filme fizesse pouco desse mesmo facto. Comecemos logo pelo título. Trata-se de uma fusão de MigrantInnen (emigrantes) e grantig (ranzinza, resmungão), palavra que se usa bastante em Viena, pois supostamente está sempre toda a gente a queixar-se e a resmungar.
Antes do enredo, permita-me o caríssimo leitor a uma breve contextualização. A Áustria tem uma taxa de imigração superior à da UE, sendo que as maiores comunidades estrangeiras (que entretanto já não são estrangeiras pois já vão na segunda e terceira gerações) são turcos e ex-jugoslavos (especialment,e sérvios, salvo erro). Bom estou a esquecer-me propositadamente da maior comunidade estrangeira, os alemães, mas esses têm um perfil diferente. Bom, há muita gente que olha de lado a turcos e ex-jugoslavos, há bairros onde estas comunidades são maioria e basicamente há muito preconceito acerca deles (pense-se no que acontece em Portugal relativamente a cabo-verdianos ou angolanos...).
O filme tem como base uma reportagem que se transforma numa espécie de reality-show da ORF (estação de televisão). A jornalista começa por ir a um mercado entrevistar pessoas com antecedentes migrantes e acaba por tropeçar em dois amigos que não seria exactamente quem ela estaria à procura, mas face ao seu (da jornalista) preconceito, identificou-os como estrangeiros. Eles (um austríaco e outro realmente de origem sérvia) alinham na brincadeira e exageram nos traços migrantes. A partir daí desenrola-se toda uma sequência em que eles tentam aprender todos os tiques, modos e esquemas daquele tipo de pessoa que supostamente eles eram. Claro que aí os bonecos são altamente caricaturados, mas para um público preconceituoso o resultado parece bastante credível. 
As coisas lá se vão desenvolvendo no meio de umas quantas tropelias, mas no fim, eles acabam por entender que estão a cultivar ainda mais o preconceito em relação aos emigrantes e o reality show tem uma reviravolta.
Eu achei a ideia do filme muito engraçada e parece-me que resultou muito bem. Confesso que em algumas partes teria necessitado de umas legendas, curiosamente na parte do dialecto vienense, pois o "alemão-jugoslavo" e o "alemão-turco" não me causou muita dificuldade.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Audaces Fortuna Juvat

Tiro certeiro!

E TUDO ERA POSSÍVEL

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido
Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido
E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer
Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer
Ruy BeloHomem de Palavra[s]
Lisboa, Editorial Presença, 1999 (5� ed.)


Tenho este poema pendurado na porta do meu quarto e acredito piamente que tudo é possível é só querer, arregaçar as mangas, atirar o barro à parede e ele colar (e não apenas no imperfeito do indicativo). Ainda ontem parei à porta do quarto para o ler todo... e realmente há sempre uma saída, basta querer, mesmo quando são preciso dois para dançar tango!
E agora vou para ali cantar e dançar mais um bocadinho. Que belo barómetro de felicidade que descobri este ano :)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

354º momento cultural: Latin Lover

Talvez o distraído leitor não tenha reparado - com este carrossel editorial que tem rodado aqui no burgo - que este ano não houve relato do Festival do Cinema Nórdico. Anos a fio a degustar filmes noruegueses e este ano pela primeira vez não marquei presença. (Estava na Croácia nessa altura...) Bom, para me redimir dessa grande falta curricular, fui este ano pela primeira (?) vez ao Festival de Cinema Italiano. Não sou grande apreciadora de cinema italiano, confesso, pois a língua confunde-me. O meu problema é que vou sempre a achar que vou entender metade do filme sem ter de ler as legendas (em alemão) e vai-se a ver não percebo nada e ando ali a ler as legendas a correr, o que para quem perdeu esse hábito (de ler legendas enquanto se vê um filme) causa algum transtorno ao ver o filme. Portanto é nesta conjuntura que tenho visto os últimos filmes italianos...

De qualquer modo, ao ler o programa do festival, bati os olhos no Latin Lover e pareceu-me a compensação ideal para a lacuna nórdica. (Isto agora até tem piada no timing actual, mas adiante...)

O filme, na verdade, foi publicidade enganosa, pois o próprio Latin Lover protagonista estava morto desde o início, girando o enredo todo à volta de todas as suas filhas e algumas das suas mulheres! Todas as filhas vinham de um país diferente, mas todas elas tinham um nome começado por S. Elas encontram-se todas para comemorarem um aniversário redondo do falecimento do pai e por essa ocasião a sua terra presta-lhe uma homenagem especial. Claro que entretanto há uma série de tricas e peripécias entre as irmãs, um dos maridos e o duplo do pai.
Resumindo, filminho engraçado que dá para rir e para passar um serão agradável!

terça-feira, 11 de julho de 2017

A shot in the dark


Quem tem interesse corre atrás.
E eu tenho interesse pouquíssimas vezes.
Os melhores perfumes e os piores venenos vêm em frascos pequenos.
Portanto estou disposta a correr maratonas e fazer piscinas.
(o pior que me pode acontecer é ficar com um corpo escultural)
Por isso vai correr bem! :)
Audaces Fortuna Juvat, não é?

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Be afraid of what you wish for IV


Não sei de que buraco saiu. Possivelmente estava aborrecidíssimo em casa sem nada para fazer e resolveu dar uso ao telefone.

Mas eu ainda há pouco me lembrava das lágrimas no concerto da Adele e na semana passada sem querer enganei-me no nome do outro, invocando o deste. (E os 2 pastéis de nata que levei para Bratislava).

E eu?
Eu pago para ver, claro!

(Amanhã aparece-me o Ibrahimovic no jornal, quer apostar, querido leitor?)

Aguaceiros

Há uns anos que queria ver a Diana Krall ao vivo e parece-me que todos os anos ela marca presença em Viena. Os nossos caminhos nunca se cruzaram, por isso achei que ir vê-la ao Filmfestival da Rathaus seria uma boa oportunidade para colmatar essa falha. 
Lá fui eu e não há vez que lá vá ver um espectáculo (há um ano era a final do Europeu) que não fique estarrecida com o tamanho daquele ecrã e do luxo que é a cidade nos oferecer espectáculos gratuitos durante o Verão todo. 
Confesso que o início do concerto não foi bem do meu agrado, mas a certa altura não sei o que se passou - quer dizer, até sei, mas não quero dizer - e ao começar o Walk on by - e eu dou por mim com lágrimas gordas a rolarem-me pela cara, com direito a soluços e tudo. Por trás da Rathaus havia relâmpagos que iluminavam o céu e em mim soou uma autêntica trovoada. A pressão acumulada saí-me líquida pelos olhos. Lembrei-me tanto daquela vez que fui ver a Adele e foi exactamente a mesma coisa. Agora recordo-me que no ano passado também chorei na Rathaus quando fomos campeões europeus... mas isso foi outra coisa.
Lá sosseguei antes da minha companhia chegar, mas pouco depois foi o céu que resolver soltar as suas lágrimas grossas e nós deixámos a Diana Krall a cantar sozinha e fomos abrigar-nos da chuva e entornar uns copos. Cheguei a casa completamente encharcada, da chuva e do vinho, mas fez-me bem apanhar essa molha (espero)!

domingo, 9 de julho de 2017

Vida de artista

Piquei o ponto relativo à ida anual a Bratislava.
Desta feita, não foi por motivos académicos, mas sim para uma festa de kizomba (sim, Bratislava!).
A ida anual à M&S saiu-me gourada (como é que fecham uma loja destas?!) mas deu para revisitar as minhas estátuas preferidas de sempre: os meus colegas artistas de circo!(espero que sejam um bom prenúncio para o futuro próximo!



sexta-feira, 7 de julho de 2017

Bichedo



Não resisti!
(Foi relativamente mais fácil que o tigre na cama e mais barato que o jaguar na garagem... 
e garanto que dará menos problemas que os dois!)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

353º momento cultural: Cemitério de Pianos em alemão

Na semana passada, foi lançada a tradução alemã do Cemitério de Pianos de José Luís Peixoto. O autor esteve cá em Viena para a apresentação da obra e leitura de alguns trechos. Eu não era para ir, mas a minha aula de dança foi cancelada em cima da hora e eu fui a casa a correr mudar de roupa e segui para o Cervantes (sim, foi no Cervantes).
A parte boa destes eventos é que se encontra sempre uma mão cheia de gente que só se vê nestas ocasiões e com quem é sempre bom manter o contacto. Networking is the word! Cada vez acredito mais em rede de contactos.
Não sou a maior entusiasta de Peixoto, mas queria ir ao evento porque a tradutora me convidou e no lançamento da Casa na Escuridão fui eu quem fez as leituras em português. Além disso, podia ser que aprendesse alguma coisa. E aprendi! Os livros até podem ser pesadotes, mas o homem fala deles com uma ligeireza tremenda, quase anedótica. Foi semi-doloro (para mim) quando ele confidenciou que o primeiro capítulo relata os últimos dias da vida do pai, que foram simultaneamente os primeiros do sobrinho... Lágrimas prontas à espera da notícia de uma morte que saltaram para fora por causa de uma nova vida! Ele a falar do pai dele e eu a pensar no meu. Enfim... não poderia ter sido de outra forma.
Respondendo à crítica recorrente dos seus livros serem muito sombrios ou pesadotes, ele habilmente disse que a claridade não tem relevância se não houver escuridão. A luz não faz sentido se não houver escuro. Realmente isto fez-me lembrar daqueles diálogos platónicos em que se discutia o paradoxo do prazer e da dor, através da imagem do homem agrilhoado.
Já mais adiante foi muito enternecedor ele dizer que escreve porque o pai o ensinou a sonhar e que sem sonhos não há escrita, não há livros. Alguém tem de sonhar para que se escreva qualquer coisa e isso foi o pai lhe ensinou.
E ainda mais uma coisa que me reconheci: "quem escreve depara-se com aquilo que não consegue descrever" e realmente nas últimas semanas tenho tropeçado tanto nos limites da minha linguagem. Quero dizer coisas e não consigo, porque não sei como dizer, porque não me lembro das palavras, porque as palavras que tenho à mão não dão conta de tudo.
Gostei tanto de ouvir o Peixoto que quase fiquei com vontade de ler o Cemitério de Pianos (quase porque fiquei traumatizada com A Casa na Escuridão)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Não me apetece escrever

por isso passo a citar:

Vai. Faz as malas e vai para longe. Perde-te, muitas vezes. Pede ajuda. Perde a vergonha. Sublima-te. Sê maior que tu própria. Quando deres por ti a dizer “nunca pensei que fosse capaz” significa que conquistaste os teus medos, e que podes pensar em voltar.

Constata quando voltares, como tudo continua igual, e estranhamente como tudo mudou. A vida continuou sem ti. Não és indispensável. Ninguém é.(...)

Em caso de turbulência, trata de ti primeiro. Cura as tuas neuras e verifica que tens o coração bem remendado. Arruma a tua cabeça, alma e coração antes de partires para outra.

Mas depois, quando estiveres operacional, parte para outra. Arrisca a electrocussão de te apaixonares. Põe as emoções al fresco mas nada esperes. Sente o calor no decote, o arrepiar da pele e o acelerar do pulso.

O texto integral está aqui: "Para ti, trintona".

terça-feira, 4 de julho de 2017

Strangers in the night

Eu sei que bato no fundo quando começo a ver a (minha) vida escrita em letras de canção e realmente desta vez até estranhei não me ter reconhecido em letra alguma. Ok, o Ed Sheran foi plantado aqui de forma visionária, mas por ser visionário, na altura que o postei não sabia o que estava para vir. Eis senão quando hoje no meio de um frenesim laboral tremendo tocou na minha cabeça o Strangers in the night, que por mais ridículo que possa parecer é uma das minhas músicas preferidas de sempre, cuja a letra eu sei obviamente de cor e salteado e que já me mereceu muita reflexão. Pois... strangers in the night... e esboço um sorriso pela coincidência e por ainda acalentar alguma esperança que a letra chegue ao fim.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Colheita da mais recente sementeira

Tantos anos a virar frangos que dá para saber a cantilena de cor de que não se pode ter tudo, não se ganha sempre e às vezes aquilo que queremos não passam de miragens. Aqui o lado esquerdo está adormecido. Coração quietinho que não sei se secou, se se cansou ou se na verdade nunca bateu. Não sei se quero tentar a reanimação, na verdade, nem sei mais o que quero.
A vida não pára e mostra-me que nos outros campos continuo a dar cartas e a sobressair com elegância e destreza. Lembrar-se-á o atento leitor daquela semana em que não tive oportunidade de ficar melancólico-sorumbática por ter sido avassalada por solicitações várias? Ora bem,

- Erasmus na Escandinávia: aprovado e agendado
- Anfitriã de uma colega Erasmus: apalavrado e agendado
- Vaga de emprego: fui seleccionada. O lugar é meu! :)
- Redacção de artigo: escrito, feedback discutido, revisto

Portanto, não tenho por que me queixar. 
O segundo semestre continua a bombar... o coração não, mas se calhar é melhor assim.

domingo, 2 de julho de 2017

Alma a banhos em Budapeste

Na semana passada fui passar o fim-de-semana a Budapeste. Não sei se é mais ridículo pensar que já lá não ia há uns 12 anos (sendo que fica a uns 250km daqui e que nos 2 anos antes fui lá 3 vezes), se em 3 vezes em Budapeste nunca tinha ido a banhos. Desta vez, vinguei-me e a vingança foi saborosíssima, como o estimado leitor verá!
A primeira vítima foram estas termas de Gellert. Consegui estas fotos maravilhosas porque fui das últimas a sair. Caso contrário o glamour perder-se-ia com umas mil pessoas atoladas em cada canto. Ok. A parte exterior é que estava apinhada, pois com mais de 30º graus de temperatura exterior, o pessoal do centro da Europa não vai para piscinas de 30º e tal graus. (Eu agradeço)




 Ao sair das termas e ao atravessar a ponte (aquela da primeira foto) fui brindada com este fabuloso pôr-do-sol. Eu já tinha a alma pacificada depois de 3 horas em água quente, mas ver uma coisa destas é sempre uma bênção.


Uma perfeita noite de Verão dá direito a passeiozinho à beira-rio. Realmente Budapeste ganha todo um outro esplendor ao cair da noite, tanto Buda como Peste ficam deslumbrantes. Confira o querido leitor por si mesmo.
O dia seguinte já foi mais cinzentão (na verdade chovia copiosamente). Tempo ideal para ir para as termas! Desta feita as termas de Rudas, que têm este mega tanque panorâmico! Palavras para quê? Olhar para o Danúbio, corpito de molho e pingos frios na cabeça. É terapêutico, acreditem em mim!

sábado, 1 de julho de 2017

6 meses

Sem querer já estamos em Julho. Num estalar de dedos passaram-se 6 meses deste ano e nestes 6 meses passaram-se tantas coisas que eu poderia crer ter vivido duas vidas ou três nestes 6 meses. Não me recordo de alguma vez ter feito nos Mergulhos algum balanço semestral, mas este primeiro semestre de 2017 quase que o merecia, não fosse eu estar mais interessada no futuro do que no passado.
Seis meses em cheio devem auguriar outros seis repletos de emoções. Tenho alguns planos, algumas perguntas por responder e vários espaços livres. Por isso ainda tudo pode acontecer. O caminho é sempre a subir, certo? E para dar o mote até pus um vestidinho preto de costas vertiginosas, um salto e um baton vermelho. Não me comprometo e aponto a direcção!
No fim do ano conversamos melhor!

Em modo ladies' night terapêutico em Copenhaga




As fotos que se seguem ficam muito aquém de tudo o que se passou num fim-de-semana divertidíssimo em Copenhaga. Foi uma autêntica festa do pijama ao longo do fim-de-semana todo. Sem preocupações, sem horários, sem filtros e foi mesmo muito bom estar entre pares que tanto se riem connosco como põem dedos nas feridas, que nos apoiam sem a condescendência de passar a mão pela cabeça, que põe o foco naquilo que nos recusamos a ver, mas cujo ombro amigo está lá. Rimo-nos muito e arejámos ainda mais as vistas. Foi mesmo revigorante (e um abre-olhos no meu caso).


 
Gostei tanto destas duas fotos. O querido leitor sabe que Maria Calíope em idos tempos tinha uma queda por chicotes (muito antes das sombras cinzentas). Adoro esta imagem de poder. E este you look great é enternecedor e lembrou-me do "You are always extraordinary" que tenho estrategicamente aqui na sala.


O mistério que ficou por resolver foi que detergente de roupa é que os dinamarqueses usam, pois nunca vimos camisas tão brancas (e percentagem de homens tão giros por metro quadrado)!