domingo, 11 de junho de 2017

352º momento cultural: Rodin no Grand Pallais



Lembro-me desde sempre de postais com esculturas de Rodin penduradas no meu quarto de Lisboa. Não sei precisar quando conheci Rodin, mas posso garantir que foi amor à primeira vista. Das outras vezes que estive em Paris fui à sua casa-museu e já tinha visto algumas outras exposições dedicadas a ele noutros sítios. No entanto, esta exposição por ocasião do centenário da sua morte bateu tudo o que já tinha visto. Adorei, adorei, adorei! Tinha trabalhos dele antigos, as suas fontes de inspiração, as suas obras, colegas contemporâneos e por fim artistas que se inspiraram nele.
Fiquei mesmo contente de poder ter havido este alinhamento cósmico que me fizeram estar em Paris nesta altura. É curioso pois há cerca de um ano, lá tinha ido eu picar o ponto ao Grand Pallais ver o Amadeo Souza Cardoso.



Vamos começar pelo fim com este Barry Flanagan. Eu adorei os coelhos a dançar e mais ainda as suas sombras projectadas. Faz-me lembrar um Schiele muito atípico que tenho pendurado na cabeceira da minha cama: Drei Männer.





Aparentemente este Romeu e Julieta serve de resposta ao famoso Beijo. Possivelmente já o tinha visto, mas não me lembrava nada e este efeito surpresa resulta bastante. Até posso confessar que gosto mais desta resposta do que o Beijo original, apesar de ser aquele monumento a que uma pessoa nunca fica indiferente - eu pelo menos.





Este foi talvez a maior surpresa da exposição! A Árvore da Vida de um artista croata que eu reconheci da frente do Teatro Nacional em Zagreb! Fico mesmo contente quando consigo entrelaçar estas pontas soltas na minha cabeça!






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