domingo, 7 de maio de 2017

Be afraid of what you wish for III

Até acho que não sou uma pessoa muito sonhadora. Não desejo muitas coisas. Prefiro planear. Na verdade, sempre adorei arquitectar planos para os meus objectivos. Reside aí a diferença: transformo sonhos em objectivos e daí a traçar um caminho para os alcançar é um pulinho. Objectivos são mais concretizáveis do que sonhos. Soa a uma questão semântica, mas para mim, também me incute alguma responsabilidade no processo e demite o acaso de ter um papel principal neste enredo. É este o meu modus operandi. Julgo que sempre foi, mas agora numa vida adulta, emancipada, com algum conforto e sem grandes restrições, pode até parecer que não tenho limites.
De qualquer modo, há sempre coisas que não estão na nossa esfera de controlo, o que também é bom! E todos - eu também - acabamos por dizer que gostávamos de ir, fazer e acontecer isto ou aquilo, sem pensar bem no que estamos a dizer. E de repente as coisas acontecem quando a gente menos espera. É para essas ocasiões que talvez valha a pena transformar este título em secção residente, pois já há quorum!

Quem é que eu acabei agorinha mesmo de descobrir que vai estar em Paris, quem é? Eu só ia ver a grande exposição do Rodin, claro, cof, cof, cof... porque agora sou aquela excêntrica que vai ver assim exposições ao estrangeiro... isso e concertos ao vivo!



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