quarta-feira, 26 de abril de 2017

Nas ondas dos teus cabelos

Não gosto de ir ao cabeleireiro. Nunca gostei. Aliás é das memórias mais tristes da minha infância. Eu a chorar enquanto a cabeleireira me cortava o cabelo. No entanto, ao fim destes anos todos reconheço a necessidade de ir cortar o cabelo de vez em quando. E este de quando em vez calha sempre quando estou em Lisboa. Normalmente aparo as pontas e pouco mais. Uma vez tentei um corte mais arrojado (um bob) e digamos que ninguém notou. Desta vez ia cortar os quatro dedos do costume, dar um jeito e pronto. A cabeleireira de serviço já enquanto me secava/esticava o cabelo cortado achou por bem fazer-me uma franja (perguntou antes de cortar). Não havia objecção da minha parte, apenas a recomendação de que não cortasse curto demais uma vez que o meu cabelo encarola. E saí do cabeleireiro com o mesmo penteado que usava na escola primária, em versão cabelo esticado. Nunca imaginei que fosse um autêntico hit... mesmo aqui em Viena. Poucas foram as pessoas com quem convivo que não teceram qualquer comentário ao meu novo corte. Aparentemente fica-me bem e favorece-me mais... Se antes parecia ter 25 anos, agora devo andar nos 12!

A única voz destoante deste coro de elogios foi a de um aluno meu que, com ar desolado diante do meu cabelo liso, me disse a deliciosa frase:

Fico à espera das ondas!


(Se não esticar o cabelo, fico com ar de futebolista dos anos 80 - aquele estilo à Futre, que aqui se chama vokuhila - uma coisa linda de se ver!)

2 comentários:

Francis disse...

"(Se não esticar o cabelo, fico com ar de futebolista dos anos 80 - aquele estilo à Futre, que aqui se chama vokuhila - uma coisa linda de se ver!)" Se fosse à Jorge Cadete seria pior. :)

Calíope disse...

É que é esse mesmo o estilo! :) Se calhar devia ter escrito início dos anos 90 para ser mais precisa.